Saiba tudo sobre disfunção erétil no homem.

O QUE É DISFUNÇÃO ERÉTIL ?

A DISFUNÇÃO erétil (também denominado de impotência masculina) pode ser definida como uma consistente dificuldade  de conseguir ou manter uma ereção que seja satisfatória para o desempenho sexual.

É um transtorno relativamente comum, estima-se que cerca de 100 milhões de homens sofram de transtorno erétil em todo o mundo, devendo ser valorizada, investigada e  tratada por profissionais competentes já que as consequências desta difunção podem ser  graves do ponto de vista emocional.

Essa disfunção tem muitas causas, que vão desde fatores puramente psicológicos, estresse e causas orgânicas.

O transtorno erétil é chamado psicogênico quando o organismo funciona adequadamente quanto à fisiologia sexual, mas apresenta um transtorno na ereção sob determinadas circunstâncias como estresse e nervosismo.


COMO A EREÇÃO OCORRE:

A ereção peniana é um processo neurovascular complexo que envolve três fenômenos: relaxamento do músculo liso do corpo cavernoso, aumento do fluxo arterial peniano e restrição do fluxo venoso de saída (GARAFFA et al, 2010; LUE, 2012; VIARO et al, 2000).

Pênis: anatomia, fimose, amputação, câncer de pênis - Brasil Escola

A ereção é regulada pelo Sistema Nervoso Central por meio de mecanismos bastante complexos e sofisticados e segue em geral, esta sequencia:

  1. LIBIDO
  2. EREÇÃO
  3. EJACULAÇÃO / ORGASMO
  4. RELAXAMENTO

Estímulos sensoriais como cheiros, visão, toque, estimulação genital ou mesmo pensamentos produzem sinais excitatórios que são transmitidos do cérebro ao pênis, através do neurotransmissor acetilcolina.

O  tecido peniano  responde secretando  óxido nítrico (NO) e prostaglandina 1 ( PGE1)  que são responsáveis pela dilatação dos vasos do pênis

Estas substâncias fazem com que os músculos das paredes das artérias relaxem.

Deste modo, aumenta-se o fluxo sangüíneo, enchendo com sangue as câmaras que existem dentro do pênis, no corpo cavernoso, favorecendo a ereção.

Dr. Aluizio G. da Fonseca Disciplina de Clínica Cirúrgica I UEPA - ppt carregar


OXIDO NITRÍCO / FOSFODIESTERARE 5 ( PDE5) E EREÇÃO

A PDE5 é encontrada em grande quantidade no corpo cavernoso peniano e é a fosfodiesterase mais abundante nesse tecido, sendo a principal
responsável por regular os níveis locais de GMPc por hidrólise.

O mecanismo fisiológico da ereção peniana envolve :

1- Liberação de óxido nítrico (NO) sob estímulo sexual

2- NO secretado pelas terminações nervosas no tecido peniano, assim como pelas células endoteliais irá ativar a enzima que converte a guanosina trifosfato (GTP) em guanosina monofosfato cíclico (GMPc)

3- GMPc  irá estimular a proteinoquinase

4 – Proteinoquinase G  iniciará a cascata de fosforilação protéica (KUKREJA et al., 2005; WRIGHT, 2006).

5 – Ativação da cascata de fosforilação proteica irá resultar na diminuição do nível dos íons de cálcio intracelular, levando a uma dilatação das artérias que irrigam o pênis, relaxamento do músculo liso do corpo cavernoso e consequentemente a ereção

6- A PDE5  inativa a GMPc  transformando-a em GMP o que causará bloqueio da ereção

Os inibidores da PDE5 se assemelham estruturalmente a base guanosina do GMPc, ocupando o sítio ativo da enzima, prevenindo a hidrólise ( inativaçaõ) desse segundo mensageiro e dessa forma contribuindo  para o aumento dos efeitos vasodilatadores do NO (KUKREJA et al., 2005;
WRIGHT, 2006; UTHAYATHAS et al., 2007)

Hipertensão, Saúde Vascular e Óxido Nítrico: Qual a relação entre o Óxido Nítrico, o GMP cíclico e o Viagra?

 

 

 

 

 

 

 

 


A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO 

  • PARASSIMPÁTICO PROMOVE EREÇÃO ATRAVÉS DA ACETILCOLINA
  • SIMPÁTICO PROMOVE EJACULAÇÃO ATRAVÉS DA ADRENALINA

Sistema Nervoso Autônomo e Somático - Biologia Enem

 

A resposta sexual masculina reflete um equilíbrio dinâmico finamente regulado entre forças excitatórias e inibitórias.

Por um lado o sistema nervoso simpático ( mediado pela adrenalina)  inibe a ereção enquanto o parassimpático ( mediado pela acetilcolina) funciona como uma das muitas vias excitatórias.

Assim, tudo que libera adrenalina em excesso como estresse , ansiedade, drogas estimulantes do sistema nervoso como cocaína e até drogas legais como dexanfetamina (Venvanse) ou metilfenidato, podem causar constricção dos vasos e atrapalhar a ereção.

Da mesma forma,  o estresse ou ansiedade , podem causar  ejaculação precoce.


OCITOCINA E  DESEJO:

Ocorre liberação de oxitocina quando estamos sexualmente estimulados, tanto em homens como em mulheres

Este neuro-hormônio é conhecido mais  pela capacidade de produzir lactação ( produção de leite)  e contrações uterinas, porém tem forte envolvimento na ereção  também

A oxitocina tem um poderoso efeito pró- erétil no homem, ligando-se a receptores e estimulando as vias nervosas que vão do centro de geração de ereções na medula até o pênis. A ejaculação é acelerada, a sensibilidade do pênis é aumentada e aumenta a receptividade sexual em ambos os sexos

A ocitocina e o hormônio estimulador de α-melanócitos são importantes para provocar a excitação sexual; no entanto, o uso desses peptídeos, ou seus análogos, para estimular a excitação sexual ainda está sob investigação.

A avaliação e o tratamento de outros distúrbios endócrinos são sugeridos apenas em casos selecionados.

Saiba mais:

Ocitocina, muito mais que o “Hormônio do Amor ”. Saiba porquê!

 


SEROTONINA EJACULAÇÃO:

O versátil neurotransmissor serotonina atua neste caso como efeito inibitório da ejaculação em  geral , inclusive, medicamentos que aumentam a serotonina cerebral como sertralina, escitalopram, paroxetina e dapoxetina podem ser utilizados em pacientes com ejaculação precoce.


DOPAMINA, LIBIDO E EREÇÃO:

De forma bastante simplificada, o comportamento sexual masculino pode ser dividido em três etapas principais.

  1. O primeiro estágio, a libido, está relacionado ao desejo sexual.
  2. O segundo estágio é o da excitação, quando são ativados os mecanismos pró-eréteis, preparando a genitália para a relação sexual.
  3. O terceiro e último estágio é o orgasmo acompanhado da ejaculação.

O estágio da libido é extremamente relacionado ao desejo por sexo e é considerado um fenômeno mediado pelas vias dopaminérgicas centrais ligadas aos mecanismos de recompensa.

Acredita-se que esta via, denominada via mesolímbica, media não somente os mecanismos do desejo sexual, mas também o orgasmo.


MELANOCORTINAS  E LIBIDO 

Melanocortinas são neuropeptídeos derivados da Pró-Opiomelanocortina (POMC) e incluem a β endorfina, o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e o hormônio
estimulador α-melanócito (α-MSH).

O sistema de melanocortina e a ocitocina possuem um papel central na regulação  do desejo sexual feminino e da excitação. Bremelanotide, um análogo sintético do
hormônio estimulador de melanócito (MSH) e o ligante endógeno de receptores de melancortina, aumentam, significativamente, o desejo sexual quando comparados
com placebo e melhoram a excitação genital em mulheres pré-menopáusicas que  sofrem de transtornos sexuais do desejo e excitação (DIAMOND et al., 2006 apud
GELEZ et. al, 2010; SAFARINEJAD et al., 2009).

Os agentes melanocortinérgicos estão sendo investigados para um possível papel terapêutico na disfunção sexual masculina e feminina. 

Essas investigações foram inicialmente iniciadas por descobertas de que a administração sistêmica de um análogo sintético de alfa-MSH, MT-II, causa ereção peniana em humanos. 

Estudos subsequentes demonstraram que a sinalização neuronal de α-MSH promove a atividade erétil e o comportamento copulador em camundongos machos.


SISTEMA ENDOCANABINÓIDE E LIBIDO

Cavalcanti e Cavalcanti (1997); Rodirguez-Manzo et al. (1999) citados por Pfaus (2009) postulam que o engajamento em atividade sexual, até a ejaculação ou até
o(s) orgasmo(s), induz a um estado de sedação em que os indivíduos e os animaissão menos sensíveis a estímulos provocadores de ansiedade ou estresse. Variadas
funções emocionais e regulatórias, tais como dor, ansiedade, alimentação e desejo sexual, são mediadas por endocanabinóides.

Além disso, os endocanabinóides  parecem participar das alterações em ações de segundos-mensageiros induzidas por receptores, acionados por hormônios no hipotálamo para produzir mudanças de comportamento (MANI, MITCHELL e O’ MALLEY, 2001 apud PFAUS, 2009).


CAUSAS DE DISFUNÇÃO ERÉTIL;

Problemas circulatórios ( vascular): a ereção depende diretamente do fluxo de sangue para o pênis, portanto as alterações que dificultam a circulação adequada para essa região podem causar disfunção erétil. Temos como exemplo as doenças cardiovasculares (hipertensão, doença arterial coronariana), diabetes, colesterol elevado, tabagismo, cirurgias prévias na pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia.

Neurológicas: até 20% dos casos de disfunção erétil estão associados a problemas neurológicos. Alguns exemplos são doenças degenerativas (esclerose múltipla, doença de Parkinson), acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e traumatismos.

Anatômicas ou estruturais: Temos como exemplo a doença de Peyronie, uma condição vista mais comumente após a meia idade na qual ocorre a formação de uma placa de tecido endurecido ao longo dos tubos interiores do pênis, o que gera uma curvatura anormal e dificulta a ereção.

Distúrbios hormonais: desequilíbrios hormonais podem ser causa de alterações da libido (desejo de ter relação sexual), principalmente a falta de testosterona, o que influencia diretamente na ereção. Outras condições também podem estar relacionadas, como disfunções da glândula tireoide (hipertireoidismo, hipotireoidismo), da glândula hipófise (hiperprolactinemia), entre outras alterações

Induzida por drogas: inúmeros medicamentos podem causar problemas na ereção, como anti-hipertensivos, remédios para depressão, antipsicóticos e uso de drogas como álcool, heroína, cocaína, metadona entre outras.

Psicológicas ou por trauma: problemas como ansiedade, depressão e estresse afetam mais a população adulta-jovem, gerando transtornos de ereção por diminuírem diretamente a libido.

Patologias e disfunção erétil:

DIABETES E DISFUNÇÃO ERÉTIL

Metade dos homens com diabetes apresentam disfunção erétil (DE) dentro de 10 anos de seu diagnóstico. Os níveis elevados de açúcar no sangue podem danificar os nervos que controlam a estimulação sexual.

Eles também podem danificar os vasos sanguíneos; estes são necessários para fornecer fluxo sanguíneo adequado ao pênis para atingir e manter uma ereção.

DOENÇA CARDIOVASCULAR E E DISFUNÇÃO ERÉTIL

A disfunção erétil precede a doença arterial coronariana em quase 70% dos casos.

As artérias do pênis são muito pequenas em comparação com as de outras partes do corpo.

Se houver doença arterial coronariana subjacente, essas artérias menores do pênis serão afetadas mais cedo pela aterosclerose (vasos sanguíneos bloqueados). Muitas vezes, encaminhamos os pacientes a um cardiologista para determinar se há doença cardiovascular subjacente.

CÂNCER DE PRÓSTATA E DISFUNÇÃO ERÉTIL:

A disfunção erétil é uma complicação potencial após tratamentos de câncer de próstata.

Os nervos que controlam uma ereção ficam muito próximos à próstata e podem ser lesados ​​durante o tratamento.

Com procedimentos de preservação dos nervos, alguns homens podem recuperar seu nível anterior de função erétil, embora possa levar até um ano.

 Infelizmente, alguns homens podem não recuperar a capacidade de ter uma ereção natural. A radiação para câncer de próstata pode causar o aparecimento gradual de sintomas de disfunção erétil, geralmente 2-3 anos após o tratamento.


TESTOSTERONA E EREÇÃO:

A testosterona tem um papel primordial no controle e sincronização do desejo e excitação sexual masculina, atuando em vários níveis. Consequentemente, a metanálise indica que a terapia com testosterona para indivíduos com deficiêcia de testosterona pode melhorar o baixo desejo e a disfunção erétil.

Estudos em animais e em humanos preliminares sugerem que a testosterona pode facilitar a ereção, atuando como vasodilatador das arteríolas penianas e dos sinusóides cavernosos.

Após a castração, a maioria, mas não todos, os homens tiveram perda parcial ou total da ereção.

O hipogonadismo ( deficiência de testosterona) não é um achado comum na disfunção erétil, ocorrendo em cerca de 5% dos casos e, em geral, há falta de associação entre os níveis séricos de testosterona, quando presentes em níveis normais ou moderadamente baixos, e a função erétil.

Experimentos de laboratório indicam que a via erétil do óxido nítrico depende da testosterona.

A castração induz disfunção erétil e redução na óxido nítrico sintase no tecido erétil.

Além disso, a castração causa apoptose que afeta adversamente o conteúdo do músculo liso e a hemodinâmica peniana, levando à disfunção veno-oclusiva.

A terapia com testosterona reverte essas mudanças estruturais, bioquímicas e fisiológicas.

Nos seres humanos, a terapia com testosterona melhora a função erétil em homens com hipogonadismo ( deficiência de testosterona)

Testosteronas  disponíveis no Brasil:

  • Testosterona  gel – ANDROGEL
  • Undecoanato de testosterona ; Nebido, Hormus e Atesto
  • Cipionato de testosterona: Deposteron
  • Durateston; 4 ésteres de testosterona

 

Você também pode gostar:

Testosterona baixa, disfunção erétil e infarto do coração. Qual a relação?


PROLACTINA E EREÇÃO:

Hiperprolactinemia ( prolactina elevada)  está associada a um baixo desejo que pode ser corrigido com sucesso por tratamentos adequados.

Elevações modestas da prolactina sérica (PRL) podem estar relacionadas a inúmeras causas fisiológicas sem causar maiores problemas.

No entanto, a hiperprolactinemia persistente na ausência de uma etiologia clara pode refletir patologia estrutural, mais comumente um adenoma hipofisário.

Embora a ressonância magnética da hipófise  seja frequentemente obtida para avaliar lesões anatômicas, ainda não está claro se a triagem para adenoma é clinicamente eficaz para homens jovens testosterona baixa com hiperprolactinemia leve.

Atualmente, não existem diretrizes da sociedade para orientar a tomada de decisão para essa população de pacientes.

O que o aumento da prolactina pode causar?

Diminuição do LH que causa, testosterona baixa que causa baixa libido/ impotência e diminuição do FSH  que diminui a produção de espermatozóides. Também pode causar aumento de mamas ( ginecomastia) e secreção de leite pelos mamilos)

 


EXAMES :

Testes laboratoriais

Os testes laboratoriais básicos são imprescindíveis para identificar a etiologia da DE e representam uma avaliação ampla da saúde do paciente: análises químicas séricas, glicemia em jejum, hemograma completo, perfil lipídico e testosterona sérica total.

Também podemos avaliar:

  • Dihidrotestosterona (DHT)
  • Estradiol
  • LH ( hormônio luteinizatante) – estimula a produção de testosterona pelo testículo.
  • Cortisol sérico ou salivar ao acordar
  • Hormônio tireo-estimulante( TSH)
  • Vitamina D
  • PCR- US
  • Prolactina

Estudos de imagens:

A ultrassonografia (USG) peniana é bastante útil na avaliação de DE. Sondas de alta frequência (7 a 12MHz) geram imagens e anatomia do pênis de alta qualidade. As imagens tradicionais com escala cinza produzem detalhes sobre a anatomia do corpo e sobre a presença de qualquer fibrose túnica ou corporal, assim como de cicatrizes que possam sugerir a presença da DP.

A USG duplex também é uma opção; essa técnica gera informações adicionais sobre a etiologia da DE e facilita o gerenciamento.


CONSIDERAÇÕES SOBRE TERAPIAS PARA DISFUNÇÃO ERÉTIL:

1.A disfunção erétil é uma condição prevalente e tem diversas etiologias. O manejo do paciente com disfunção erétil deve focar inicialmente em diagnosticar causas reversíveis da disfunção erétil. Isso inclui uma abordagem multiprofissional.

2.Fatores de risco cardiovascular devem ser investigados e devidamente tratados.

3.Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) são terapias eficazes, seguras e bem toleradas para o tratamento de homens com disfunção erétil e são terapia de primeira linha para a maioria dos homens com disfunção erétil que não têm uma contra-indicação específica para o uso

4.A terapia de injeção intracavernosa com alprostadil é um tratamento eficaz e bem tolerado para homens com disfunção erétil e deve ser oferecida aos pacientes como terapia de segunda linha para disfunção erétil  O alprostadil intrauretral e tópico é um tratamento eficaz e bem tolerado para homens com disfunção erétil

5.A seleção e o acompanhamento do tratamento devem abordar o perfil psicossocial e as necessidades e expectativas de um paciente para sua vida sexual. Recomenda-se fortemente a tomada de decisão compartilhada com o paciente (e seu parceiro)

6.Medicamentos falsificados são potencialmente perigosos. É altamente recomendável que os médicos instruam seus pacientes a evitar tomar qualquer medicamento de fontes não autorizadas

7.O médico assistente deve identificar e tratar primeiramente as causas reversíveis, como as psicogênicas, as associadas às deficiências hormonais e as decorrentes do uso de medicamentos.


INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE 5 (PDE5)

QUAIS SÃO OS MEDICAMENTOS MAIS USADO IMPOTÊNCIA OU DISFUNÇÃO ERÉTIL?

Sildenafil, Tadalafil,Vardenafil, Lodenafil

Qual é a contraindicação absoluta para o emprego dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 como por exemplo viagra e cialis?

As contraindicações absolutas são hipersensibilidade aos componentes da droga e uso concomitante com nitratos

Quanto tempo leva para fazer efeito o Viagra?

30 a 60 minutos. Viagra é o nome comercial da substância sildenafila.   Outros: • Tadalafila: 15-45 min • Vardenafila: 15-30 min • Lodenafila: 40 minutos

Quanto tempo dura o efeito do Viagra genérico?

A duração da sildenafila ( viagra) é de :4 a 12 horas; Tafalafila: 24-36 horas; Vardenafila:4-6horas; Lodenafila 6 horas;

Quem Toma remédio para pressão alta pode tomar Viagra ou similares?

O uso de destes medicamentos concomitante com os alfa-bloqueadores ou anti-hipertensivos pode acentuar o efeito hipotensor abaixando a pressão, sem, no entanto, contraindicar o uso simultâneo de tais classes medicamentosas

Quais os efeitos colaterais mais comuns do Viagra ( sildenafilila), tadalafila e similares?

Os efeitos colaterais costumam ser transitórios e de leve intensidade. Os mais frequentes são: dor de cabeça, rubor facial, dor de estomago e congestão nasal

Qual a diferença entre Cialis e Viagra?

Cialis e Viagra são ambos inibidores PDE5 usados ​​para o tratamento da disfunção erétil Ambos só funcionam quando um homem está sexualmente excitado. O Cialis dura cerca de 36 horas, em comparação com apenas 4 a 5 horas para o Viagra. Os alimentos não afetam a atividade do Cialis, enquanto os alimentos podem diminuir a eficácia do Viagra. Cialis pode ser usado uma vez ao dia, em uma dosagem menor e também é eficaz no tratamento da hiperplasia prostática benigna (BPH). Pode ser necessário reduzir a dose de Cialis em homens com problemas hepáticos ou renais e o risco de interações pode ser maior do que com Viagra.

O Viagra genérico funciona exatamente como o Viagra normal?

Viagra é o nome comercial de um medicamento conhecido como sildenafil, que se provou eficaz no tratamento da disfunção erétil. O medicamento genérico contém o mesmo princípio ativo do medicamento de marca, neste caso o citrato de sildenafil, e é terapeuticamente equivalente ao medicamento de marca Viagra.

O que é bom para disfunção erétil?

Idealmente descobrir a causa com um médico especializado no assunto. O mais indicado é um urologista O medicamente de primeira linha no tratamento são os inibidores da fosfodiesterase como Viagra 9 sildenafila e Cialis ( tadalafila)

como ajudar marido com impotência?

Oriente ele a buscar um médico para fazer exames e buscar a causa. Pode ser diabetes, tabagismo, níveis hormonais desrregulados, uso de alguns medicamentos como remédios para ansiedade e depressão, obesidade, hipotiroidismo, baixa testosterona e estresse. A impotência tem tratamento e deve ser tratada

 

INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE ( PDE5) E CORAÇÃO:

Os  três medicamentos ( Sildenafil , Tadalafil e) Vardenafil)  são seguros do ponto de vista cardiovascular, não apresentando efeitos negativos sobre a função cardíaca, nem piorando o quadro clínico de pacientes com insuficiência coronariana estável

O uso destes medicamentos não aumentou a incidência de acidentes vasculares29. Também não causam alteração significativa da pressão arterial sistólica e diastólica, nem na freqüência cardíaca.

Na insuficiência cardíaca congestiva, sildenafila, além de bem tolerada, aumentou a capacidade destes pacientes aos exercícios


INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE (PDE5), FERTILIDADE E HORMÔNIOS:

Este medicamentos não causam alterações  significativas na concentração, morfologia ou motilidade dos espermatozóides, podendo até ajudar casais que desejam ter filhos e precisam aumentar a frequência de relações sexuais

Também não há alteração dos níveis plasmáticos de testosterona, LH e FSH

Caso o homem apresente baixos níveis de testosterona, a terapia com estes medicamentos pode não funcionar


COMO O VIAGRA ( sildenafila)  ATUA:

12 minutos
Nos primeiros 12 minutos, o corpo absorve o medicamento. Alguns homens sentem logo o seu efeito.

27 minutos
No entanto, há homens que nos primeiros 12 minutos não sentem melhorias. Segundo os investigadores, em média os homens demoram quase meia hora a ter a ereção.

57 minutos
É quase ao fim de uma hora que o homem deverá atingir “o potencial máximo da ereção”. O viagra ajuda, nesta altura, a atingir os mais altos níveis de concentração de sangue. Daí os médicos aconselharem a tomar o medicamento uma hora antes das relações sexuais.

Quatro horas
O tempo médio de semi-vida do viagra é de quatro horas. É possível que ainda consiga fazer sexo nesta altura.

Dez horas
Segundo o estudo, mesmo após 10 horas, há homens que ainda têm ereção.

12 horas
A ereção nesta altura pode durar apenas 16 minutos, mas ainda é possível ter relações sexuais.

24 horas
Os efeitos do viagra desaparecem após um dia.

 


DISFUNÇÃO ERÉTIL E FITOTERÁPICOS:

  • Ioimbina: uma metanálise de ensaios clínicos demostrou melhora da disfunção erétil, comparado com placebo. Reações adversas foram infrequentes e transitórias.
  • Ginseng vermelho: uma metanálise de ensaios clínicos randomizados demostrou melhora da disfunção erétil, comparada com
    placebo. No entanto, a avaliação de qualidade dos estudos foi baixa na média.
  • Tribulus terrestres: um ensaio clínico duplo-cego e randomizado não demonstrou efeitos no índice internacional de função erétil
    (International Index of Erectile Function ,IIEF-5).
  • Ginkgo Biloba: demostra melhora da disfunção erétil, principalmente para disfunção erétil induzida por antidepressivos

TRATAMENTO INJETÁVEL:

É um  tratamento efetivo em obter uma ereção adequada para penetração em 60-90% dos homens com disfunção erétil, dependendo do agente usado

Em que situações clínicas podem ser indicadas as injeções peniana no tratamento da disfunção erétil?

O uso de injeções intracavernosas pode ser indicado em pacientes com falha ou contraindicações à terapia com inibidores da PDE5 ou mesmo por preferência pessoal

Quais drogas devem ser indicadas para o tratamento injetável?

O alprostadil (prostaglandina E1) pode ser utilizado como monoterapia ou em associação com outras medicações (fentolamina e papaverina)

Qual a contraindicação para o uso da terapia intracavernosa ( injeção no pênis) ?

As contraindicações são predisposição ao priapismo, como anemia falciforme, hipersensibilidade aos agentes, coagulopatias e fibrose peniana.

Com que frequência o tratamento injetável pode/deve ser realizado?

As injeções podem ser repetidas até 3 vezes por semana, com intervalo de 24hs entre cada injeção.

Deve ser discutido com o paciente os riscos e benefícios do tratamento injetável?

Sim. Caso o paciente não entenda o procedimento e suas implicações, há risco de descontinuidade do tratamento.

Qual a contraindicação para o uso da farmacoterapia intracavernosa?

As contraindicações para farmacoterapia intracavernosa são predisposição ao priapismo, como anemia falciforme, hipersensibilidade aos agentes, coagulopatias e fibrose peniana.

 


TRATAMENTO CIRÚRGICO DA DISFUNÇÃO ERÉTIL

Prótese penianas:

Quais as principais indicações de implante de prótese peniana nos dias atuais?

Pacientes com falha à terapia farmacológica oral ou injetável, e que optam por uma solução definitiva.

Existe algum limiar de Hb glicada para contraindicar o implante de prótese peniana na população diabética?

Em um estudo prospectivo com análise multivariada, o valor de Hb glicada de 8.5% sugere alto risco para complicações infecciosas no implante de prótese peniana.


ATUALIZAÇÕES:

IMPORTÂNCIA A L CARNITINA E  VITAMINA D NA EFICÁCIA DA SILDENAFILA

Pode- se concluir que a homeostase normal da L- carnitina e também da 25 (OH) vitamina  D desempenham um papel importante na saúde sexual masculina. Níveis baixos de L carnitina e vitamina D diminuem resposta ao sildenafil em homens com disfunção erétil

L carnitina reduz o estresse oxidativo e aumenta a produção de óxido nítrico

É sugerido que a suplementação de L- carnitina e vitamina D nesses homens pode ser uma ferramenta terapêutica potencial

CONSUMO REGULAR DE ÁLCOOL E  DISFUNÇÃO ERÉTIL

Um total de 24 estudos avaliaram a associação entre o consumo regular de álcool (nunca ou nunca) e a incidência de disfunção erétil.

A prevalência de disfunção erétil foi menor em consumidores regulares de álcool do que naqueles que não bebiam em 10 dos 24 estudos, mas foi maior em cinco estudos.

Doze estudos mostraram que o consumo regular de álcool não teve efeito sobre a incidência de DE.

Em geral, não houve associação significativa entre o consumo regular de álcool e DE

 


REFERÊNCIAS:

A Psicobiologia da Impotência Marco M. Calegaro, MSc.

Testosterone therapy in erectile dysfunction and hypogonadism Ridwan Shabsigh Effects of ozone treatment on penile erection capacity and nitric oxide synthase levels in diabetic ratsAykut Colakerol
Fharmacotherapy for Erectile Dysfunction: Recommendations From the Fourth International Consultation for Sexual Medicine (ICSM 2015)
Konstantinos Hatzimouratidis,
Int J Impot Res 13, S8–S17 (2001). https://doi.org/10.1038/sj.ijir.3900718

Tratado de Fisiologia Médica; Guyton & Hall – 11ª edição

Farmacologia; Rang & Dale – 6ª edição

FISIOLOGIA DA EREÇÃO PENIANA: UMA BREVE REVISÃOPHYSIOLOGY OF PENILE ERECTION: A BRIEF REVIEW Andrey Biff SARRIS1,

Disfunção erétil: tratamento com drogas inibidoras da fosfodiesterase tipo 5

DISFUNÇÃO ERÉTIL TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

MECININA NET :  DISFUNÇÃO SEXUAL MASCULINA

NATURE – COLEÇÃO SOBRE DISFUNÇÃO ERÉTIL

INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE TIPO V: ASPECTOS
CLÍNICOS E FARMACOLÓGICOS

Disrupted melanocortin signaling may cause erectile dysfunction and loss of libido accompanying metabolic syndrome

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

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