(Last Updated On: 27/01/2018)

“A fibromialgia impediu que Lady Gaga se apresentasse no Rock in Rio 2017″

 

Os fãs ficaram arrasados com o cancelamento do show de Lady Gaga, na abertura do Rock in Rio de 2017. Mas a cantora decidiu dar um tempo nas apresentações por conta da fibromialgia, uma doença caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, acompanhada de problemas de fadiga, sono, memória e humor. Os pesquisadores acreditam que a fibromialgia amplifica as sensações dolorosas, afetando a maneira como seu cérebro processa sinais de dor.

A fibromialgia é uma condição de dor crônica que afeta aproximadamente cinco milhões de pessoas em todo o mundo. Aproximadamente 30% dos pacientes com fibromialgia apresentam depressão grave. Os sintomas às vezes começam após um trauma físico, cirurgia, infecção ou estresse psicológico significativo. Em alguns casos, os sintomas aumentam gradualmente ao longo do tempo sem um único evento desencadeante.

A incidência de depressão e ansiedade, ao longo da vida, em pacientes com fibromialgia chega a 74% e 60%, respectivamente. No Brasil a depressão ocorre como comorbidade em 67,2% dos pacientes. As mulheres são mais propensas a desenvolver fibromialgia do que os homens. Muitas pessoas que têm fibromialgia também têm dores de cabeça por tensão, distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), síndrome do intestino irritável, ansiedade e depressão.

Embora não haja cura para a fibromialgia, uma variedade de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas. Medidas de exercício, relaxamento e redução do estresse e cuidados com a dieta também podem ajudar. Os sintomas da fibromialgia incluem:

  • Dor generalizada. A dor associada à fibromialgia é frequentemente descrita como uma dor constante e maçante que durou pelo menos três meses. Para ser considerado generalizado, a dor deve ocorrer em ambos os lados do seu corpo e acima e abaixo da sua cintura.
  • Fadiga. As pessoas com fibromialgia muitas vezes acordam cansadas, embora relatem terem dormido por longos períodos de tempo. Isto pelo fato de não ser um sono reparador, pois os pacientes parecem passar a noite semiacordados.  Os pesquisadores descobriram que os pacientes com síndrome da fibromialgia podem adormecer sem muitos problemas, mas o sono geralmente é interrompido pela dor e por “explosões” de atividade cerebral como se estivessem acordados, sendo que muitos dos pacientes com fibromialgia apresentam outros distúrbios do sono, como a síndrome das pernas inquietas, apneia do sono e um distúrbio do sono associado que é denominado de anomalia alfa-EEG.
  • Dificuldades cognitivas. Um sintoma comumente referido como “nevoeiro no cérebro, ou brain fog em inglês” prejudica a capacidade de se concentrar, prestar atenção e se focar em tarefas mentais. A dificuldade de raciocínio é uma queixa proeminente de muitos pacientes com fibromialgia. Comumente, eles descrevem dificuldades com a memória de curto prazo, a concentração, a análise lógica e a motivação.

 

“Embora não haja cura para a fibromialgia, uma variedade de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas”

 

Os médicos não sabem o que causa a fibromialgia, mas provavelmente envolve uma variedade de fatores que atuam em conjunto. Estes fatores podem incluir:

  1. Genética – Como a fibromialgia tende a ocorrer em famílias, pode haver certas mutações genéticas que podem tornar o indivíduo mais suscetível ao desenvolvimento da doença.
  2. Infecções – Algumas doenças parecem desencadear ou agravar a fibromialgia.
  3. Trauma físico ou emocional – A fibromialgia, às vezes, pode ser desencadeada por um trauma físico, como um acidente de carro. O estresse psicológico também pode desencadear a condição. Outras possíveis causas da fibromialgia incluem:

 

 

Disfunção do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal (HPA)

Na fibromialgia são encontradas várias alterações hormonais, devido a uma complexa relação das diversas estruturas cerebrais. Essa disfunção endócrina parece desempenhar um papel importante na fibromialgia. Acredita-se que o centro da disfunção está no eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal, embora outros hormônios também pareçam estar envolvidos.

 

“Pesquisas mostram que os pacientes com fibromialgia têm baixos níveis dos hormônios: tireoideano, estrogênio, testosterona, progesterona, relaxina e cortisol”

 

O papel das citocinas pró-inflamatórias e DHEA-S em mulheres com fibromialgia

Embora a fibromialgia não seja tradicionalmente considerada uma desordem inflamatória, a evidência de processos inflamatórios elevados foi observada neste transtorno em múltiplos estudos. Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos examinou as relações entre citocinas pró-inflamatórias e níveis hormonais, intensidade da dor e sofrimento psicológico em 34 mulheres pré-menopáusicas e pós-menopáusicas com fibromialgia.

Os resultados sugeriram que a Interleucina-8 (IL-8) estava correlacionada com sintomas depressivos e ansiedade relacionada à dor em mulheres na pós-menopausa, mas não em mulheres pré-menopáusicas. A desregulação do sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S), um hormônio esteroide endógeno, pode desempenhar um papel etiológico na manutenção da sintomatologia de fibromialgia, pois modula as respostas inflamatórias através da inibição direta da atividade da IL-6 e do fator de necrose tumoral- α (TNF-α),  que são citocinas pró-inflamatórias  e indiretamente através da promoção da  IL-10 ( anti- inflamatória). O declínio normal dos níveis de DHEA-S com a idade tem sido teoricamente ligado ao início da sintomatologia da fibromialgia.

Testosterona, disfunção sexual e fibromialgia

Os resultados do estudo “Depressão, sexualidade e síndrome da fibromialgia: achados clínicos e correlação com parâmetros hematológicos”, publicado na revista Arquivos de Neuropsiquiatria, também levantam a possibilidade de “envolvimento de mediadores imunoinflamatórios” na doença. Os pesquisadores da Universidade de São Paulo procuraram investigar questões de sexualidade e depressão em 33 mulheres com fibromialgia, comparando com 19 mulheres saudáveis e correlacionar os achados clínicos aos parâmetros sanguíneos.

 

“Estudo da USP mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia”

 

Disfunção sexual e depressão foram significativamente mais prevalentes em mulheres com fibromialgia em comparação com o grupo controle. As pacientes com fibromialgia comparadas às mulheres saudáveis também apresentaram menores concentrações séricas de testosterona, T4 livre (relacionada à função da glândula tireoide), fator antinuclear (para avaliar a doença autoimune), menor concentração de hemoglobina e hematócrito.

“Este estudo mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia. A disfunção sexual pode interferir na qualidade de vida e agravar os sintomas de fibromialgia e depressão, uma comorbidade frequente da fibromialgia“, concluíram os pesquisadores.

Testosterona no tratamento da dor em pacientes com fibromialgia

Para testar a hipótese de que a deficiência de testosterona desempenha um papel importante na dor crônica, um estudo piloto de Fase I/II foi realizado com 12 pacientes com fibromialgia para verificar se uma dose diária com gel de testosterona transdérmica por de 28 dias poderia aumentar de forma significativa e segura a concentração sérica média de testosterona e tratar eficazmente os sintomas de dor e fadiga da fibromialgia. Os dados farmacocinéticos confirmaram que as concentrações plasmáticas da testosterona livre aumentaram significativamente acima dos níveis basais, por meio da avaliação da concentração máxima do hormônio (Cmax).

A avaliação dos sintomas típicos da fibromialgia pelo questionário do paciente e no exame do ponto sensível demonstraram mudanças significativas na diminuição da dor muscular, rigidez e fadiga e no aumento da libido durante o tratamento do estudo. Estes resultados são consistentes com a capacidade hipotética da testosterona para aliviar os sintomas de fibromialgia. Os sintomas que não estavam intimamente relacionados com a fibromialgia não foram melhorados.

Tratamento com hormônio do crescimento induz redução contínua da dor e melhora na qualidade de vida, na fibromialgia severa.

O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia, particularmente em um subconjunto com valores baixos de fator de crescimento insulina-like 1. Foram sugeridos defeitos funcionais na secreção de hormônio do crescimento e sua eficácia como tratamento complementar para a fibromialgia. Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis investigou a eficácia e a segurança do hormônio do crescimento em baixas doses como terapia complementar em pacientes com fibromialgia grave e níveis baixos de fator de crescimento insulina-like 1.

 

“O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia”

 

Eles foram aleatoriamente designados para receber 0,006 mg/kg/dia de hormônio do crescimento via S.C. (grupo A, n = 60) ou placebo (grupo B, n = 60) durante 6 meses. No final do estudo, os pacientes do Grupo A apresentaram pontuações de Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ) significativamente melhoradas em comparação com o grupo B. Baseados nos resultados obtidos, os pesquisadores concluíram, neste maior e mais longo estudo controlado por placebo realizado em fibromialgia, que a adição do hormônio do crescimento ao tratamento padrão foi eficaz na redução da dor.

A D-Ribose também pode ser utilizada no tratamento da síndrome de fadiga crônica e fibromialgia

Embora as síndromes da fadiga crônica e da fibromialgia sejam condições heterogêneas associadas a muitos gatilhos, elas parecem ter em comum a patologia de estarem associadas ao metabolismo de energia prejudicado. Como a D-ribose demonstrou aumentar a síntese de energia celular e também melhorar significativamente os resultados clínicos na síndrome da fadiga crônica e da fibromialgia em um estudo anterior, pesquisadores americanos do Hawaii e do Texas, testaram a hipótese que a administração de D-ribose melhoraria as funções nos pacientes com estas patologias

O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas:

  • Aumento de 61,3% em energia
  • Aumento de 37% no bem-estar geral
  • Melhoria de 29,3% no sono
  • Melhoria de 30% na clareza mental
  • Diminuição de 15,6% na dor

As melhorias começaram na primeira semana de tratamento e continuaram a aumentar até o final das 3 semanas de tratamento. Além do mais, a D-ribose foi bem tolerada pelos pacientes. Os pesquisadores concluíram que a utilização da D-ribose resultou em níveis de energia, sono, clareza mental, bem-estar e alívio da dor nitidamente melhorados em pacientes com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica.

 

“O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas”

 

A coenzima Q10 (CoQ10) pode melhorar parâmetros clínicos e moleculares na fibromialgia

Os mecanismos fisiopatológicos da fibromialgia são difíceis de identificar e as terapias farmacológicas atuais demonstram eficácia limitada. Tanto a disfunção mitocondrial quanto a deficiência de coenzima Q10 foram implicados na fisiopatologia da fibromialgia. Pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, investigaram o efeito da suplementação com a coenzima Q10. Eles realizaram um estudo para avaliar os efeitos clínicos e da expressão gênica com a suplementação por 40 dias com coenzima Q10 (300 mg/dia) em 20 pacientes com fibromialgia.

Observou-se uma importante melhora clínica após o tratamento com coenzima Q10 versus placebo com redução do FIQ (questionário de impacto da fibromialgia, ver link) e redução proeminente na dor, fadiga e cansaço matinal, nas subescalas do FIQ. Além disso, os cientistas observaram uma redução importante na escala visual da dor e uma redução nos pontos sensíveis, incluindo a redução da inflamação. Esses resultados levam à hipótese de que a coenzima Q10 tem um potencial efeito terapêutico na fibromialgia e indica novos possíveis alvos moleculares para a terapia desta doença.

A coenzima Q10 induz melhora na dor de cabeça decorrente da fibromialgia.

Estudos recentes apontaram algumas evidências que demonstram que o estresse oxidativo está associado a sintomas clínicos na fibromialgia. Pesquisadores espanhóis examinaram o estresse oxidativo e o estado bioenergético em células mononucleares do sangue e sua associação aos sintomas de dor de cabeça em pacientes com fibromialgia. Os efeitos da suplementação oral de coenzima Q10 em marcadores bioquímicos e melhora clínica também foram avaliados.

Eles estudaram 20 pacientes com fibromialgia e 15 controles saudáveis. Os pesquisadores encontraram níveis reduzidos de Coenzima Q10, catalase e ATP em células mononucleares do sangue de pacientes com fibromialgia, em comparação com o controle normal. Também encontraram aumento do nível de peroxidação lipídica em células mononucleares do sangue de pacientes com fibromialgia em relação ao controle normal. A suplementação oral com Coenzima Q10 restaurou os parâmetros bioquímicos e induziu melhora significativa nos sintomas clínicos e de dor de cabeça.

 

“Os resultados sugerem um papel da disfunção mitocondrial e do estresse oxidativo nos sintomas de dor de cabeça associados à fibromialgia. A suplementação com Coenzima Q10 deve ser examinada como um possível tratamento na fibromialgia”

 

Uso de uma forma hidrossolúvel da Coenzima Q10 em mulheres afetadas pela fibromialgia. 

A diminuição da capacidade antioxidante e o aumento do estresse oxidativo foram observados em pacientes com fibromialgia. Alguns ensaios clínicos também mostraram que os níveis de Coenzima Q10 são reduzidos nesses pacientes, mas que a sua suplementação pode restaurar os níveis e reduzir os sintomas da fibromialgia, incluindo dor e fadiga. Os resultados obtidos pelos pesquisadores mostraram que, em comparação com um grupo de controle, a administração da Coenzima Q10 melhorou significativamente a maioria dos resultados relacionados à dor em 24-37%, incluindo fadiga (em ~ 22%) e distúrbios do sono (em ~ 33%). Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela Coenzima Q10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia.

 

“Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela Coenzima Q10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia”

 

 Uso da melatonina em síndromes de dor crônica

A melatonina é um neuro-hormônio secretado pela glândula pineal e estruturas extrapineais. Ela desempenha várias funções, incluindo funções cronobióticas, antioxidantes, oncostáticas, moduladoras imunológicas, normotérmicas e ansiolíticas. A melatonina afeta o sistema cardiovascular e o trato gastrintestinal, participa na reprodução e metabolismo e regulação da massa corporal. Além disso, estudos recentes demonstraram eficácia da melatonina em relação às síndromes dolorosas.

Um artigo de revisão realizado por pesquisadores russos analisou os estudos sobre o uso de melatonina na fibromialgia, dores de cabeça, síndrome do intestino irritável, dor nas costas crônica e artrite reumatoide. O artigo discutiu os possíveis mecanismos das propriedades analgésicas da melatonina. Por um lado, os ritmos circadianos a normalização resulta em melhoria do sono, que é inevitavelmente desordenado em síndromes de dor crônica, e ativação das capacidades adaptativas da melatonina.

Por outro lado, há evidências de efeito analgésico independente da melatonina envolvendo receptores de melatonina e vários sistemas de neurotransmissores, o que requer mais estudos para serem compreendidas.

A suplementação oral com melatonina protege contra alterações musculares esqueléticas relacionadas à fibromialgia.

Fatores importantes envolvidos no processo patogênico da fibromialgia são inflamação e estresse oxidativo, sugerindo que a suplementação anti-inflamatória e/ou antioxidante pode ser eficaz no manejo e modulação dessa síndrome. Evidências recentes sugerem que a melatonina pode ser adequada para este propósito devido aos seus conhecidos efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e analgésicos. Assim, em um estudo realizado por cientistas italianos, os efeitos da suplementação oral de melatonina nas alterações musculares esqueléticas relacionadas à fibromialgia foram avaliados.

Para isto, 90 ratos com fibromialgia induzida receberam melatonina. Os animais com fibromialgia induzida mostraram moderadas alterações nos músculos esqueléticos dos membros posteriores e tinham dificuldade em mover-se, em conjunto com alterações morfológicas e ultraestruturais significativas, expressão de marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo do músculo gastrocnêmio. Neste estudo, a melatonina, dose e/ou tempo dependente, reduziu as dificuldades na atividade motora espontânea e as alterações musculoesqueléticas morfoestruturais, inflamatórias e de estresse oxidativo.

 

“Este estudo sugere que a melatonina administrada in vivo pode ser eficaz no manejo do dano estrutural musculoesquelético relacionado à fibromialgia”

 

A analgesia produzida pela melatonina está associada à melhora do sistema modulador de dor endógeno descendente na fibromialgia

Um estudo realizado por pesquisadores ingleses demonstrou que a melatonina pode bloquear o ciclo do sono deteriorado durante a noite, a fadiga durante o dia e pode induzir a sincronização do ritmo circadiano. Além disso, a administração de melatonina em camundongos tem efeitos antidepressivos e em seres humanos, propriedades ansiolíticas. O efeito da melatonina na dor foi demonstrado em animais, na dor inflamatória e neuropática, bem como em dor aguda e crônica em seres humanos.

De acordo com estudos clínicos anteriores, as queixas mais prevalentes em pacientes com fibromialgia são distúrbios do sono, fadiga e dor crônica, e esses sintomas podem ser consequência da ruptura da secreção de melatonina. Além disso, os níveis séricos de precursores de melatonina (triptofano e serotonina) foram relatados como baixos em pacientes com fibromialgia. Isso poderia explicar a falta de sono restaurador e poderia ser um mecanismo envolvido na modulação da dor disfuncional.

Os pesquisadores concluíram que a melatonina é eficaz no tratamento das dores e outros sintomas da fibromialgia. Devido ao potencial da melatonina em relação à dor neuropática e nociceptiva, ela merece atenção especial e pode se tornar uma adição eficiente aos medicamentos existentes para o tratamento das síndromes de dor crônica, como a fibromialgia.

5 dicas de dieta para ajudar a controlar suas “explosões” de fibromialgia

Como dito anteriormente, ainda não há cura para a doença, mas acredita-se que a dieta possa desempenhar um papel importante na gestão dos sintomas. Aqui estão cinco dicas de dieta para ajudá-la a controlar as “explosões” de fibromialgia com base em informações de do site prevention.com:

  1. Obtenha bastante vitamina D

A vitamina D costuma ser chamada de vitamina do sol, pois é derivada dos raios do sol. Muitas pessoas são deficientes nesta vitamina vital, particularmente durante o inverno, o que pode levar à dor articular e muscular. A vitamina D é necessária para construir ossos saudáveis, melhorar o sistema imunológico, regular a pressão arterial e ajudar a prevenir o câncer. Os alimentos que são boas fontes de vitamina D incluem ovos, peixes, lácteos, cereais fortificados e sucos de frutas.

Fale com seu médico sobre suplementos de vitamina D. Pacientes com síndrome da fibromialgia geralmente têm baixos níveis de vitamina D, o que leva à dor e fadiga e os suplementos não são apenas uma alternativa ao tratamento dos sintomas, mas também são econômicos. A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complementar a outros tratamentos, como descobriram os pesquisadores que trabalham no Orthopedic Hospital Speising  em Viena, na Áustria, cujos resultados do estudo foram recentemente publicado na  revista Pain.

“A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complementar a outros tratamentos”

  1. Evite alimentos processados

Os alimentos processados ​​geralmente contêm muitos aditivos e conservantes, muitos dos quais não são bons para nossos corpos. Aditivos como glutamato monossódico e aspartame podem ativar neurônios que aumentam a sensibilidade do corpo à dor. Evitar refrigerantes dietéticos, variedades sem açúcar de doces e chocolate e ler os pacotes de refeições processadas irá ajudá-lo a se afastar do glutamato monossódico e do aspartame. Escolha alimentos frescos ou alimentos com poucos ingredientes no rótulo – de preferência que você possa reconhecer.

  1. Aumente sua ingestão de Ômega-3

Peixes oleosos como salmão, cavala e sardinha; nozes; sementes de linho e chia; e os vegetais de folhas verde escuras são apenas alguns dos alimentos que podem fornecer aos nossos corpos os ácidos graxos Ômega-3, conhecidos por combaterem a inflamação e dor nas articulações, bem como protegerem o coração.

  1. Evite a cafeína

Desculpe, mas essa xícara de café tem que sair! Embora seja tentador recorrer ao café para reduzir a fadiga que vem com a fibromialgia, a cafeína também contribuirá para a sua falta de sono no final do dia. Mude para chás e cafés descafeinados para ajudar a restaurar padrões de sono regulares e evite bebidas como refrigerantes com cafeína.

  1. Coma muitas frutas e vegetais

Frutas e vegetais contêm muitos nutrientes vitais, e quanto mais frutas e verduras você comer, mais desses nutrientes você estará consumindo. Aponte para um arco-íris de cores ao escolher frutas e legumes e opte por frutas e vegetais orgânicos e da época, se possível. Os vegetais congelados e enlatados podem ser tão bons quanto frescos (às vezes, quando são enlatados ou congelados diretamente após a colheita), mas certifique-se de manter um olho no teor de sódio. Se você não quiser seguir uma dieta vegetariana ou vegana, considere reduzir a quantidade de carne que você come e tentar escolher variedades orgânicas alimentadas com pastagem.

 

REFERÊNCIAS

Fibromyalgia

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/fibromyalgia/symptoms-causes/syc-20354780

Proinflammatory cytokines and DHEA-S in women with fibromyalgia: impact of psychological distress and menopausal status

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4259557/

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1567576915002453

Growth hormone treatment for sustained pain reduction and improvement in quality of life in severe fibromyalgia

https://insights.ovid.com/pubmed?pmid=22465047

Treatment of Chronic Fatigue Syndrome and Fibromyalgia with D-Ribose– An Open-label, Multicenter Study

https://benthamopen.com/contents/pdf/TOPAINJ/TOPAINJ-5-32.pdf

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Vitamin D May Help FMS Patients’ Pain and Fatigue

https://fibromyalgianewstoday.com/2015/01/19/vitamin-d-may-help-fms-patients-pain-and-fatigue/

5 Diet Tips to Help Control Your Fibro Flares

https://fibromyalgianewstoday.com/2017/10/03/diet-tips-control-fibro-flares/

Disfunção cognitiva e Distúrbio psicológico associados a fibromialgia

http://fibromialgia-info.blogspot.com.br/2015/12/disfuncao-cognitiva-e-disturbio.html

POSSÍVEIS CAUSAS DA FIBROMIALGIA

http://www.fibromialgiabrasil.com.br/teo-endoc.htm

Depression, sexuality and fibromyalgia syndrome: clinical findings and correlation to hematological parameters

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2016001100863&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Role for a water-soluble form of CoQ10 in female subjects affected by fibromyalgia. A preliminary study.

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Effect of coenzyme Q10 evaluated by 1990 and 2010 ACR Diagnostic Criteria for Fibromyalgia and SCL-90-R: four case reports and literature review.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24103521

Could mitochondrial dysfunction be a differentiating marker between chronic fatigue syndrome and fibromyalgia?

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Can coenzyme q10 improve clinical and molecular parameters in fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23458405

Oxidative stress correlates with headache symptoms in fibromyalgia: coenzyme Q₁₀ effect on clinical improvement.

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Hypothalamic-pituitary-gonadal axis and cortisol in young women with primary fibromyalgia: the potential roles of depression, fatigue, and sleep disturbance in the occurrence of hypocortisolism.

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Melatonin analgesia is associated with improvement of the descending endogenous pain-modulating system in fibromyalgia: a phase II, randomized, double-dummy, controlled trial.

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Oral Supplementation of Melatonin Protects against Fibromyalgia-Related Skeletal Muscle Alterations in Reserpine-Induced Myalgia Rats.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5535882/

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