Fibromialgia – Qual a relação com hormônios e mitocôndrias?

O QUE É A FIBROMIALGIA?

  •  A fibromialgia é uma síndrome clínica que aumenta a sensibilidade à dor.
  • O cérebro interpreta estímulos de forma exagerada sem necessariamente o corpo ter alguma lesão.
  • As dores são nas fibras musculares, por isto o nome FIBRO ( FIBRA) – MIALGIA ( DOR NO MÚSCULO)
  • Há- se uma relação com Síndrome da  Fadiga Crônica ( VER ABAIXO)
  • Acomete  principalmente mulheres ( para cada 5 mulheres / 1 homem)  de 20 a 55 anos
  •  Associa-se também a uma resposta anormal a eventos estressores , evidenciada por alterações no eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal (ver abaixo) .

CAUSAS DE FIBROMIALGIA:

  1. Genética – Como a fibromialgia tende a ocorrer em famílias, pode haver certas mutações genéticas que podem tornar o indivíduo mais suscetível ao desenvolvimento da doença.
  2. Infecções – Algumas doenças infecciosas  parecem desencadear ou agravar a fibromialgia.
  3. Trauma físico ou emocional – A fibromialgia, às vezes, pode ser desencadeada por um trauma físico, como um acidente de carro. O estresse psicológico também pode desencadear a condição.

Outras possíveis causas da fibromialgia:

  •  Mitocondriopatias – ABORDO NESTE ARTIGO
  • Disfunções hormonais – ABORDO NESTE ARTIGO

SINTOMAS DE FIBROMIALGIA:

Os sintomas variam muito de paciente para paciente e às vezes começam após um trauma físico, cirurgia, infecção ou estresse psicológico significativo.

Em alguns casos, os sintomas aumentam gradualmente ao longo do tempo sem um único evento desencadeante.

A característica mais comum desta patologia esta relacionada aos pontos dolorosos ( tender points)

Outros sintomas incluem:

  • Fadiga crônica
  • Alterações no sono
  • Rigidez matinal de curta duração
  • Sensação de inchaço
  • Podem ocorrer outra doença como depressão ,ansiedade,dor de cabeça crônica e síndrome do cólon irritável

FIBROMIALGIA E CANSAÇO ( FADIGA)

As pessoas com fibromialgia muitas vezes acordam cansadas, embora relatem terem dormido por longos períodos de tempo. Isto pelo fato de não ser um sono reparador, pois os pacientes parecem passar a noite semiacordados.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes com síndrome da fibromialgia podem adormecer sem muitos problemas, mas o sono geralmente é interrompido pela dor e por “explosões” de atividade cerebral como se estivessem acordados, sendo que muitos dos pacientes com fibromialgia apresentam outros distúrbios do sono, como a síndrome das pernas inquietas, apneia do sono e um distúrbio do sono associado que é denominado de anomalia alfa-EEG.

FIBROMIALGIA E  CÉREBRO:

Um sintoma comumente referido como “nevoeiro no cérebro, ou brain fog em inglês” prejudica a capacidade de se concentrar, prestar atenção e se focar em tarefas mentais.

A dificuldade de raciocínio é uma queixa proeminente de muitos pacientes com fibromialgia. Comumente, eles descrevem dificuldades com a memória de curto prazo, a concentração, a análise lógica e a motivação.

EXAME FÍSICO:

Na tentativa de facilitar diagnóstico e pesquisas, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR), em 1990, publicou critérios para classificação de fibromialgia1, os chamados Tender Points (pontos dolorosos), os quais foram validados para a população brasileira


.

Fibromialgia tem cura?

A medicina atual ainda não desenvolveu tratamento específico para obter cura para esta enfermidade, e a terapêutica se baseia em medidas para aliviar o sofrimento e promover melhora da qualidade de vida.

Fibromialgia pode matar?

Não, porém as consequências desta doença se não tratadas, como obesidade por exemplo, sim.

 

SINTOMAS DE FIBROMIALGIA


HORMÔNIOS E  FIBROMIALGIA

  1. Cortisol e Disfunção do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal (HPA) na Fibromialgia

Na fibromialgia são encontradas várias alterações hormonais, devido a uma complexa relação das diversas estruturas cerebrais.

Essas disfunções endócrinas parecem desempenhar um papel importante na fibromialgia.

Acredita-se que o centro da disfunção endócrina,  esteja no eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal, que cursa com baixa liberação de cortisol, hormônio importante no controle de dores ,  já que o cortisol  é anti -inflamatório.

Hipoatividade do eixo HPA também pode ser a causa da Fadiga Cronica, comumente vista nestes pacientes:

Quando o cansaço excessivo se torna uma doença – a Síndrome da Fadiga Crônica.

 

Veja na coluna do meio na quarta posição que FIBROMIALGIA está associada a diminuição do eixo HPA que cursa com baixa liberação de cortisol

 


2. DHEA   em mulheres com fibromialgia

Embora a fibromialgia não seja tradicionalmente considerada uma desordem inflamatória, a evidência de processos inflamatórios elevados foi observada neste transtorno em múltiplos estudos.

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos examinou as relações entre citocinas pró-inflamatórias e níveis hormonais, intensidade da dor e sofrimento psicológico em 34 mulheres pré-menopáusicas e pós-menopáusicas com fibromialgia.

Os resultados sugeriram que a Interleucina-8 (IL-8) estava correlacionada com sintomas depressivos e ansiedade relacionada à dor em mulheres na pós-menopausa, mas não em mulheres pré-menopáusicas.

A desregulação do sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S), um hormônio esteroide endógeno, pode desempenhar um papel etiológico na manutenção da sintomatologia de fibromialgia, pois modula as respostas inflamatórias através da inibição direta da atividade da IL-6 e do fator de necrose tumoral- α (TNF-α),  que são citocinas pró-inflamatórias  e indiretamente através da promoção da  IL-10 ( anti- inflamatória).

O declínio normal dos níveis de DHEA-S com a idade tem sido teoricamente ligado ao início da sintomatologia da fibromialgia.

Saiba mais sobre o DHEA

DHEA, deidroepiandrosterona ou prasterona – Saiba mais sobre este importante hormônio.


3. Testosterona, disfunção sexual e fibromialgia

Os resultados do estudo “Depressão, sexualidade e síndrome da fibromialgia: achados clínicos e correlação com parâmetros hematológicos”, publicado na revista Arquivos de Neuropsiquiatria, também levantam a possibilidade de “envolvimento de mediadores imunoinflamatórios” na doença.

Os pesquisadores da Universidade de São Paulo procuraram investigar questões de sexualidade e depressão em 33 mulheres com fibromialgia, comparando com 19 mulheres saudáveis e correlacionar os achados clínicos aos parâmetros sanguíneos.

 

“Estudo da USP mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia”

 

Disfunção sexual e depressão foram significativamente mais prevalentes em mulheres com fibromialgia em comparação com o grupo controle.

As pacientes com fibromialgia comparadas às mulheres saudáveis também apresentaram menores concentrações séricas de testosterona, T4 livre (relacionada à função da glândula tireoide), fator antinuclear (para avaliar a doença autoimune), menor concentração de hemoglobina e hematócrito.

“Este estudo mostrou uma associação significativa entre disfunção sexual e depressão em pacientes com fibromialgia. A disfunção sexual pode interferir na qualidade de vida e agravar os sintomas de fibromialgia e depressão, uma comorbidade frequente da fibromialgia“, concluíram os pesquisadores.

Testosterona no tratamento da dor em pacientes com fibromialgia

Para testar a hipótese de que a deficiência de testosterona desempenha um papel importante na dor crônica, um estudo piloto de Fase I/II foi realizado com 12 pacientes com fibromialgia para verificar se uma dose diária com gel de testosterona transdérmica por de 28 dias poderia aumentar de forma significativa e segura a concentração sérica média de testosterona e tratar eficazmente os sintomas de dor e fadiga da fibromialgia.

 Os dados farmacocinéticos confirmaram que as concentrações plasmáticas da testosterona livre aumentaram significativamente acima dos níveis basais, por meio da avaliação da concentração máxima do hormônio (Cmax).

A avaliação dos sintomas típicos da fibromialgia pelo questionário do paciente e no exame do ponto sensível demonstraram mudanças significativas na diminuição da dor muscular, rigidez e fadiga e no aumento da libido durante o tratamento do estudo.

Estes resultados são consistentes com a capacidade hipotética da testosterona para aliviar os sintomas de fibromialgia.

Os sintomas que não estavam intimamente relacionados com a fibromialgia não foram melhorados.


4.Hormônio do crescimento ( GH)  e fibromialgia

O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia, particularmente em um subconjunto com valores baixos de fator de crescimento insulina-like 1.

 Foram sugeridos defeitos funcionais na secreção de hormônio do crescimento e sua eficácia como tratamento complementar para a fibromialgia.

Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis investigou a eficácia e a segurança do hormônio do crescimento em baixas doses como terapia complementar em pacientes com fibromialgia grave e níveis baixos de fator de crescimento insulina-like 1.

Eles foram aleatoriamente designados para receber 0,006 mg/kg/dia de hormônio do crescimento via S.C. (grupo A, n = 60) ou placebo (grupo B, n = 60) durante 6 meses.

No final do estudo, os pacientes do Grupo A apresentaram pontuações de Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ) significativamente melhoradas em comparação com o grupo B.

Baseados nos resultados obtidos, os pesquisadores concluíram, neste maior e mais longo estudo controlado por placebo realizado em fibromialgia, que a adição do hormônio do crescimento ao tratamento padrão foi eficaz na redução da dor.


5. Melatonina e Fibromialgia

A melatonina é um neuro-hormônio secretado pela glândula pineal e estruturas extrapineais.

Ela desempenha várias funções, incluindo funções cronobióticas, antioxidantes, oncostáticas, moduladoras imunológicas, normotérmicas e ansiolíticas. A melatonina afeta o sistema cardiovascular e o trato gastrintestinal, participa na reprodução e metabolismo e regulação da massa corporal.

Além disso, estudos recentes demonstraram eficácia da melatonina em relação às síndromes dolorosas.

Um artigo de revisão realizado por pesquisadores russos analisou os estudos sobre o uso de melatonina na fibromialgia, dores de cabeça, síndrome do intestino irritável, dor nas costas crônica e artrite reumatoide.

O artigo discutiu os possíveis mecanismos das propriedades analgésicas da melatonina. Por um lado, os ritmos circadianos a normalização resulta em melhoria do sono, que é inevitavelmente desordenado em síndromes de dor crônica, e ativação das capacidades adaptativas da melatonina.

Por outro lado, há evidências de efeito analgésico independente da melatonina envolvendo receptores de melatonina e vários sistemas de neurotransmissores, o que requer mais estudos para serem compreendidas.

A suplementação oral com melatonina protege contra alterações musculares esqueléticas relacionadas à fibromialgia.

Fatores importantes envolvidos no processo patogênico da fibromialgia são inflamação e estresse oxidativo, sugerindo que a suplementação anti-inflamatória e/ou antioxidante pode ser eficaz no manejo e modulação dessa síndrome.

Evidências recentes sugerem que a melatonina pode ser adequada para este propósito devido aos seus conhecidos efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e analgésicos. Assim, em um estudo realizado por cientistas italianos, os efeitos da suplementação oral de melatonina nas alterações musculares esqueléticas relacionadas à fibromialgia foram avaliados.

Para isto, 90 ratos com fibromialgia induzida receberam melatonina.

Os animais com fibromialgia induzida mostraram moderadas alterações nos músculos esqueléticos dos membros posteriores e tinham dificuldade em mover-se, em conjunto com alterações morfológicas e ultraestruturais significativas, expressão de marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo do músculo gastrocnêmio. Neste estudo, a melatonina, dose e/ou tempo dependente, reduziu as dificuldades na atividade motora espontânea e as alterações musculoesqueléticas morfoestruturais, inflamatórias e de estresse oxidativo.

 

“Este estudo sugere que a melatonina administrada in vivo pode ser eficaz no manejo do dano estrutural musculoesquelético relacionado à fibromialgia”

 

A analgesia produzida pela melatonina está associada à melhora do sistema modulador de dor endógeno descendente na fibromialgia

De acordo com estudos clínicos anteriores, as queixas mais prevalentes em pacientes com fibromialgia são distúrbios do sono, fadiga e dor crônica, e esses sintomas podem ser consequência da ruptura da secreção de melatonina. Além disso, os níveis séricos de precursores de melatonina (triptofano e serotonina) foram relatados como baixos em pacientes com fibromialgia.

Isso poderia explicar a falta de sono restaurador e poderia ser um mecanismo envolvido na modulação da dor disfuncional.

Os pesquisadores concluíram que a melatonina é eficaz no tratamento das dores e outros sintomas da fibromialgia. Devido ao potencial da melatonina em relação à dor neuropática e nociceptiva, ela merece atenção especial e pode se tornar uma adição eficiente aos medicamentos existentes para o tratamento das síndromes de dor crônica, como a fibromialgia.


MITOCÔNDRIAS E FIBROMIALGIA

D-Ribose também pode ser utilizada no tratamento da síndrome de fadiga crônica e fibromialgia

Embora as síndromes da fadiga crônica e da fibromialgia sejam condições heterogêneas associadas a muitos gatilhos, elas parecem ter em comum a patologia de estarem associadas ao metabolismo de energia prejudicado. Como a D-ribose demonstrou aumentar a síntese de energia celular e também melhorar significativamente os resultados clínicos na síndrome da fadiga crônica e da fibromialgia em um estudo anterior, pesquisadores americanos do Hawaii e do Texas, testaram a hipótese que a administração de D-ribose melhoraria as funções nos pacientes com estas patologias

O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas:

  • Aumento de 61,3% em energia
  • Aumento de 37% no bem-estar geral
  • Melhoria de 29,3% no sono
  • Melhoria de 30% na clareza mental
  • Diminuição de 15,6% na dor

As melhorias começaram na primeira semana de tratamento e continuaram a aumentar até o final das 3 semanas de tratamento. Além do mais, a D-ribose foi bem tolerada pelos pacientes. Os pesquisadores concluíram que a utilização da D-ribose resultou em níveis de energia, sono, clareza mental, bem-estar e alívio da dor nitidamente melhorados em pacientes com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica.

 

“O tratamento com D-ribose levou a melhorias, tanto estatisticamente quanto clinicamente importantes em todas as categorias avaliadas”


A coenzima Q10 (CoQ10) pode melhorar parâmetros clínicos e moleculares na fibromialgia

Os mecanismos fisiopatológicos da fibromialgia são difíceis de identificar e as terapias farmacológicas atuais demonstram eficácia limitada. Tanto a disfunção mitocondrial quanto a deficiência de coenzima Q10 foram implicados na fisiopatologia da fibromialgia.

Pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, investigaram o efeito da suplementação com a coenzima Q10.

Eles realizaram um estudo para avaliar os efeitos clínicos e da expressão gênica com a suplementação por 40 dias com coenzima Q10 (300 mg/dia) em 20 pacientes com fibromialgia.

Observou-se uma importante melhora clínica após o tratamento com coenzima Q10 versus placebo com redução do FIQ (questionário de impacto da fibromialgia, ver link) e redução proeminente na dor, fadiga e cansaço matinal, nas subescalas do FIQ.

Além disso, os cientistas observaram uma redução importante na escala visual da dor e uma redução nos pontos sensíveis, incluindo a redução da inflamação. Esses resultados levam à hipótese de que a coenzima Q10 tem um potencial efeito terapêutico na fibromialgia e indica novos possíveis alvos moleculares para a terapia desta doença.

A coenzima Q10 induz melhora na dor de cabeça decorrente da fibromialgia.

Estudos recentes apontaram algumas evidências que demonstram que o estresse oxidativo está associado a sintomas clínicos na fibromialgia. Pesquisadores espanhóis examinaram o estresse oxidativo e o estado bioenergético em células mononucleares do sangue e sua associação aos sintomas de dor de cabeça em pacientes com fibromialgia. Os efeitos da suplementação oral de coenzima Q10 em marcadores bioquímicos e melhora clínica também foram avaliados.

Eles estudaram 20 pacientes com fibromialgia e 15 controles saudáveis. Os pesquisadores encontraram níveis reduzidos de Coenzima Q10, catalase e ATP em células mononucleares do sangue de pacientes com fibromialgia, em comparação com o controle normal.

Também encontraram aumento do nível de peroxidação lipídica em células mononucleares do sangue de pacientes com fibromialgia em relação ao controle normal.

A suplementação oral com Coenzima Q10 restaurou os parâmetros bioquímicos e induziu melhora significativa nos sintomas clínicos e de dor de cabeça.

 

“Os resultados sugerem um papel da disfunção mitocondrial e do estresse oxidativo nos sintomas de dor de cabeça associados à fibromialgia. A suplementação com Coenzima Q10 deve ser examinada como um possível tratamento na fibromialgia”

 

Uso de uma forma hidrossolúvel da Coenzima Q10 em mulheres afetadas pela fibromialgia. 

A diminuição da capacidade antioxidante e o aumento do estresse oxidativo foram observados em pacientes com fibromialgia.

Alguns ensaios clínicos também mostraram que os níveis de Coenzima Q10 são reduzidos nesses pacientes, mas que a sua suplementação pode restaurar os níveis e reduzir os sintomas da fibromialgia, incluindo dor e fadiga.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores mostraram que, em comparação com um grupo de controle, a administração da Coenzima Q10 melhorou significativamente a maioria dos resultados relacionados à dor em 24-37%, incluindo fadiga (em ~ 22%) e distúrbios do sono (em ~ 33%).

Os resultados obtidos confirmam o papel considerável desempenhado pela Coenzima Q10 na redução da dor, fadiga e distúrbios do sono em indivíduos afetados pela fibromialgia.


5 dicas de dieta para ajudar a controlar suas “explosões” de fibromialgia

Como dito anteriormente, ainda não há cura para a doença, mas acredita-se que a dieta possa desempenhar um papel importante na gestão dos sintomas. Aqui estão cinco dicas de dieta para ajudá-la a controlar as “explosões” de fibromialgia com base em informações de do site prevention.com:

  1. Obtenha bastante vitamina D

A vitamina D costuma ser chamada de vitamina do sol, pois é derivada dos raios do sol. Muitas pessoas são deficientes nesta vitamina vital, particularmente durante o inverno, o que pode levar à dor articular e muscular. A vitamina D é necessária para construir ossos saudáveis, melhorar o sistema imunológico, regular a pressão arterial e ajudar a prevenir o câncer. Os alimentos que são boas fontes de vitamina D incluem ovos, peixes, lácteos, cereais fortificados e sucos de frutas.

Fale com seu médico sobre suplementos de vitamina D. Pacientes com síndrome da fibromialgia geralmente têm baixos níveis de vitamina D, o que leva à dor e fadiga e os suplementos não são apenas uma alternativa ao tratamento dos sintomas, mas também são econômicos. A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complementar a outros tratamentos, como descobriram os pesquisadores que trabalham no Orthopedic Hospital Speising  em Viena, na Áustria, cujos resultados do estudo foram recentemente publicado na  revista Pain.

“A dor crônica e a fadiga, os sintomas típicos da síndrome da fibromialgia, podem ser tratados com suplementos de vitamina D como alternativa ou complementar a outros tratamentos”

  1. Evite alimentos processados

Os alimentos processados ​​geralmente contêm muitos aditivos e conservantes, muitos dos quais não são bons para nossos corpos. Aditivos como glutamato monossódico e aspartame podem ativar neurônios que aumentam a sensibilidade do corpo à dor. Evitar refrigerantes dietéticos, variedades sem açúcar de doces e chocolate e ler os pacotes de refeições processadas irá ajudá-lo a se afastar do glutamato monossódico e do aspartame. Escolha alimentos frescos ou alimentos com poucos ingredientes no rótulo – de preferência que você possa reconhecer.

  1. Aumente sua ingestão de Ômega-3

Peixes oleosos como salmão, cavala e sardinha; nozes; sementes de linho e chia; e os vegetais de folhas verde escuras são apenas alguns dos alimentos que podem fornecer aos nossos corpos os ácidos graxos Ômega-3, conhecidos por combaterem a inflamação e dor nas articulações, bem como protegerem o coração.

  1. Evite a cafeína

Desculpe, mas essa xícara de café tem que sair! Embora seja tentador recorrer ao café para reduzir a fadiga que vem com a fibromialgia, a cafeína também contribuirá para a sua falta de sono no final do dia. Mude para chás e cafés descafeinados para ajudar a restaurar padrões de sono regulares e evite bebidas como refrigerantes com cafeína.

  1. Coma muitas frutas e vegetais

Frutas e vegetais contêm muitos nutrientes vitais, e quanto mais frutas e verduras você comer, mais desses nutrientes você estará consumindo. Aponte para um arco-íris de cores ao escolher frutas e legumes e opte por frutas e vegetais orgânicos e da época, se possível. Os vegetais congelados e enlatados podem ser tão bons quanto frescos (às vezes, quando são enlatados ou congelados diretamente após a colheita), mas certifique-se de manter um olho no teor de sódio. Se você não quiser seguir uma dieta vegetariana ou vegana, considere reduzir a quantidade de carne que você come e tentar escolher variedades orgânicas alimentadas com pastagem.

REFERÊNCIAS

Fibromyalgia

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/fibromyalgia/symptoms-causes/syc-20354780

Proinflammatory cytokines and DHEA-S in women with fibromyalgia: impact of psychological distress and menopausal status

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4259557/

Treatment of pain in fibromyalgia patients with testosterone gel: Pharmacokinetics and clinical response.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1567576915002453

Growth hormone treatment for sustained pain reduction and improvement in quality of life in severe fibromyalgia

https://insights.ovid.com/pubmed?pmid=22465047

Treatment of Chronic Fatigue Syndrome and Fibromyalgia with D-Ribose– An Open-label, Multicenter Study

https://benthamopen.com/contents/pdf/TOPAINJ/TOPAINJ-5-32.pdf

Proinflammatory cytokines and DHEA-S in women with fibromyalgia: impact of psychological distress and menopausal status

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4259557/

Vitamin D May Help FMS Patients’ Pain and Fatigue

Vitamin D May Help FMS Patients’ Pain and Fatigue

5 Diet Tips to Help Control Your Fibro Flares

5 Diet Tips to Help Control Your Fibro Flares

Disfunção cognitiva e Distúrbio psicológico associados a fibromialgia

http://fibromialgia-info.blogspot.com.br/2015/12/disfuncao-cognitiva-e-disturbio.html

POSSÍVEIS CAUSAS DA FIBROMIALGIA

http://www.fibromialgiabrasil.com.br/teo-endoc.htm

Depression, sexuality and fibromyalgia syndrome: clinical findings and correlation to hematological parameters

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2016001100863&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Role for a water-soluble form of CoQ10 in female subjects affected by fibromyalgia. A preliminary study.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27974102

Effect of coenzyme Q10 evaluated by 1990 and 2010 ACR Diagnostic Criteria for Fibromyalgia and SCL-90-R: four case reports and literature review.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24103521

Could mitochondrial dysfunction be a differentiating marker between chronic fatigue syndrome and fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23600892

Can coenzyme q10 improve clinical and molecular parameters in fibromyalgia?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23458405

Fibromialgia(*)  Provenza JR; Pollak DF; Martinez JE; Paiva ES; Helfenstein M; Heymann R; Matos JMC; Souza EJR

Oxidative stress correlates with headache symptoms in fibromyalgia: coenzyme Q₁₀ effect on clinical improvement.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22532869

Hypothalamic-pituitary-gonadal axis and cortisol in young women with primary fibromyalgia: the potential roles of depression, fatigue, and sleep disturbance in the occurrence of hypocortisolism.

Bennett RM. Disordered growth hormone secretion in fibromyalgia: a review of recent findings and a hypothesized etiology. Z Rheumatol 57 (Suppl 2):72-6, 1998.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1754816/

Cortisol and hypothalamic-pituitary-gonadal axis hormones in follicular-phase women with fibromyalgia and chronic fatigue syndrome and effect of depressive symptoms on these hormones.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC416440/

The hypothalamic-pituitary-adrenal stress axis in fibromyalgia and chronic fatigue syndrome.

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Melatonin analgesia is associated with improvement of the descending endogenous pain-modulating system in fibromyalgia: a phase II, randomized, double-dummy, controlled trial.

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Melatonin in Chronic Pain Syndromes.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4912970/

Oral Supplementation of Melatonin Protects against Fibromyalgia-Related Skeletal Muscle Alterations in Reserpine-Induced Myalgia Rats.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5535882/

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

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