A survodutida é um medicamento injetável semanal, ainda em estudo, que ativa os receptores de GLP-1 e de glucagon. Nos estudos de fase 3 publicados em 2026, o grupo tratado perdeu em média de 12% a 13% do peso em 76 semanas, enquanto o grupo placebo perdeu 5,4%. Em pessoas com diabetes tipo 2, a perda ficou entre 8% e 10%.
O dado que mais diferencia a molécula está no fígado: em um subestudo com ressonância magnética, a gordura hepática caiu cerca de 63%. Mesmo assim, nenhuma agência reguladora aprovou a survodutida até outubro de 2026. Ela não tem registro na Anvisa e, portanto, não pode ser vendida no Brasil.
Survodutida em resumo
- O que é: agonista duplo dos receptores de glucagon e de GLP-1, também identificado pelo código BI 456906. A Boehringer Ingelheim desenvolve a molécula, licenciada da Zealand Pharma.
- Como os estudos usam: injeção subcutânea uma vez por semana, com aumento gradual da dose até 3,6 mg ou 6,0 mg.
- Peso em quem não tem diabetes: perda média de 12,2% e 13,0% em 76 semanas, contra 5,4% com placebo (estudo SYNCHRONIZE-1).
- Peso em quem tem diabetes tipo 2: perda média de 8,2% e 9,8%, contra 3,9% com placebo (estudo SYNCHRONIZE-2).
- Gordura no fígado: 68,5% dos tratados reduziram a gordura hepática em pelo menos 30% em 48 semanas, contra 28,6% com placebo (estudo SYNCHRONIZE-MASLD).
- Efeitos colaterais: sintomas gastrointestinais em 81% a 90% dos tratados, e cerca de um em cada quatro parou o remédio por evento adverso.
- Situação em outubro de 2026: sem aprovação em nenhum país e, por isso, sem registro na Anvisa.
O que é a survodutida?
A survodutida (em inglês, survodutide) é um peptídeo sintético aplicado sob a pele uma vez por semana. O nome às vezes aparece escrito como “survotida”, mas a grafia correta é survodutida.
Ela imita a oxintomodulina, um hormônio que o intestino libera depois das refeições e que ativa os receptores de GLP-1 e de glucagon. Em laboratório, porém, a ação da survodutida sobre o receptor de GLP-1 é cerca de oito vezes mais forte que sobre o de glucagon. Esse desequilíbrio é proposital, porque o glucagon em excesso eleva a glicose.
A obesidade é uma doença crônica e pede tratamento de longo prazo. Por isso a pesquisa segue atrás de novos alvos, e o receptor de glucagon é um deles.
Cada medicamento da classe atua em receptores diferentes. A semaglutida (Ozempic, Wegovy) ativa só o de GLP-1, e a tirzepatida (Mounjaro) ativa GIP e GLP-1. As duas já têm aprovação no Brasil. A survodutida ativa GLP-1 e glucagon. Já a retatrutida ativa os três: GIP, GLP-1 e glucagon. Essas duas ainda estão em estudo, sem registro no país.
Como a survodutida age no organismo?
A survodutida age em duas frentes. A primeira é a do GLP-1: menos apetite, esvaziamento mais lento do estômago e melhor resposta da insulina. É o mesmo caminho da semaglutida.

A segunda é a do glucagon e acontece principalmente no fígado, onde o hormônio acelera a queima de gordura. Em modelos animais e em estudos clínicos iniciais, a ativação desse receptor também aumentou o gasto de energia.
Havia um receio com essa segunda frente, porque o glucagon eleva a glicose e o remédio poderia atrapalhar o controle do diabetes. Os estudos, no entanto, não confirmaram esse temor: no SYNCHRONIZE-2, a hemoglobina glicada caiu de 0,8 a 0,9 ponto percentual.
Quanto peso se perde com a survodutida?
Dois estudos de fase 3 respondem a essa pergunta. Ambos duraram 76 semanas e compararam injeções semanais de survodutida (3,6 mg ou 6,0 mg) com placebo. Ao mesmo tempo, todos os participantes receberam orientação de dieta e de atividade física.
SYNCHRONIZE-1: obesidade sem diabetes
O estudo saiu no New England Journal of Medicine em 7 de junho de 2026. Participaram 725 adultos sem diabetes, com IMC médio de 37,9 e peso médio de 108,8 kg.
A perda média de peso foi de 12,2% com 3,6 mg e de 13,0% com 6,0 mg, contra 5,4% do grupo placebo. Cerca de 72% dos tratados perderam pelo menos 5% do peso, contra 46,3% no placebo. Já a perda de 20% ou mais ocorreu em 28,5% do grupo 6,0 mg e em 6,6% do grupo placebo.
SYNCHRONIZE-2: obesidade com diabetes tipo 2
O segundo estudo saiu no mesmo periódico em 1º de outubro de 2026, com 752 adultos. A perda de peso foi menor, como costuma acontecer em quem tem diabetes: 8,2% com 3,6 mg e 9,8% com 6,0 mg, contra 3,9% com placebo.
A glicose também melhorou. A hemoglobina glicada partiu de 7,4% e caiu 0,9 e 0,8 ponto percentual nos grupos tratados, contra 0,2 ponto no placebo.
Por que o mesmo estudo aparece com 13% e com 16,6%?
Os comunicados da fabricante destacam perda de até 16,6% no SYNCHRONIZE-1, mas o artigo científico traz 13,0% como resultado principal. Os dois números estão corretos, porque respondem a perguntas diferentes.
O de 13,0% inclui todos os participantes, mesmo os que pararam o remédio no meio do caminho. Já o de 16,6% estima o que aconteceria se todos tivessem seguido o tratamento até o fim, ou seja, um cenário ideal.
A distância entre os dois é grande porque muita gente interrompeu o uso. Para prever o que acontece fora de um estudo, o primeiro número é o mais realista. Por isso este artigo usa sempre essa análise, salvo quando indicado.
Survodutida e gordura no fígado: o principal diferencial
É no fígado que a ação sobre o receptor de glucagon aparece com mais clareza. De fato, três conjuntos de dados apontam na mesma direção.
- Subestudo de ressonância do SYNCHRONIZE-1: em 75 participantes, a gordura hepática caiu 63,1% com a dose de 6,0 mg e 24,5% com placebo. Da mesma forma, a gordura visceral caiu 34,0% com o remédio e 11,8% com placebo. Esses valores vêm da análise que supõe adesão ao tratamento.
- SYNCHRONIZE-MASLD: o estudo saiu na Nature Medicine em junho de 2026, com 216 adultos com obesidade e esteatose hepática com sinais de inflamação ou fibrose. Em 48 semanas, 68,5% dos tratados reduziram a gordura do fígado em pelo menos 30%, contra 28,6% com placebo. Na análise que supõe adesão, foram 84,2% contra 24,3%, e 61,0% chegaram a um teor normal de gordura (abaixo de 5%).
- Fase 2 com biópsia: em 293 pessoas com esteato-hepatite (MASH) e fibrose, a doença melhorou sem piora da fibrose em 43% a 62% dos tratados, conforme a dose, e em 14% do grupo placebo.
Uma análise publicada na revista Hepatology em 2026 ajuda a entender o mecanismo. Nela, a perda de peso explicou só 36,3% da melhora da fibrose. O restante sugere, portanto, um efeito direto do remédio no fígado.
Ainda falta a confirmação, pois o SYNCHRONIZE-MASLD mediu gordura por imagem, durou 48 semanas e recrutou apenas nos Estados Unidos e na Espanha. Atualmente, os estudos LIVERAGE avaliam pessoas com esteato-hepatite e fibrose moderada a avançada ou cirrose compensada.
Survodutida emagrece mais que tirzepatida ou semaglutida?
Nenhum estudo comparou esses medicamentos frente a frente. Por enquanto, o que existe é a comparação indireta entre os estudos principais de cada um. Ela tem limites, porque população, duração e época são diferentes.
| Medicamento, dose e estudo | Perda média de peso | Placebo |
|---|---|---|
| Semaglutida 2,4 mg (STEP 1, 68 semanas) | 14,9% | 2,4% |
| Tirzepatida 15 mg (SURMOUNT-1, 72 semanas) | 20,9% | 3,1% |
| Survodutida 6,0 mg (SYNCHRONIZE-1, 76 semanas) | 13,0% | 5,4% |
| Retatrutida 12 mg (TRIUMPH-1, 80 semanas) | 25,0% | 3,9% |
Adultos com obesidade, sem diabetes, em análises que incluem quem interrompeu o tratamento.
Olhando só para o peso, a survodutida não mostrou vantagem sobre a tirzepatida nem sobre a retatrutida. Um detalhe, porém, pesa nessa leitura: o grupo placebo do SYNCHRONIZE-1 perdeu 5,4%, mais que nos outros estudos. Uma explicação provável é o uso de outros remédios para obesidade durante a pesquisa, que a análise principal leva em conta.
Em pessoas com diabetes tipo 2, o quadro se repete. A perda foi de 9,8% com survodutida 6,0 mg e de 9,6% com semaglutida 2,4 mg, enquanto a tirzepatida 15 mg chegou a 14,7% e a retatrutida 12 mg, a 18,8%.
Quais são os efeitos colaterais da survodutida?
Os mais comuns são gastrointestinais: náusea, vômito, diarreia e constipação. No SYNCHRONIZE-1, eles atingiram 80,9% do grupo 3,6 mg e 89,7% do grupo 6,0 mg, contra 47,9% do placebo. A maioria foi leve a moderada e surgiu principalmente durante o aumento de dose.
Mas o ponto fraco está em quantas pessoas desistiram. Entre 23% e 25% dos tratados pararam o remédio por evento adverso, contra 5,4% no placebo. Nos estudos principais da semaglutida e da tirzepatida, em contrapartida, essa taxa ficou entre 4% e 7%.
Os autores do SYNCHRONIZE-MASLD atribuem parte do problema ao esquema de aumento de dose, que no início permitia pouco ajuste. Além disso, a fabricante anunciou um novo estudo, o SYNCHRONIZE-START, para testar formas de titulação mais próximas da vida real.
- Frequência cardíaca: aumento médio de 3 a 4 batimentos por minuto nos grupos tratados.
- Pâncreas, fígado e tireoide: no SYNCHRONIZE-MASLD, nenhum caso confirmado de pancreatite aguda, lesão hepática por medicamento, câncer de pâncreas ou câncer de tireoide no grupo tratado.
- Massa magra: no subestudo de ressonância, o tecido magro respondeu por cerca de 10% a 11% do que os participantes perderam, mas a amostra é pequena e o método difere da densitometria usada em outros estudos.
- Coração e vasos: ainda não se sabe o efeito sobre infarto e AVC, e por isso existe o estudo SYNCHRONIZE-CVOT, planejado para 4.935 participantes.
A survodutida já foi aprovada? Quando chega ao Brasil?
Ainda não. Até 7 de outubro de 2026, nenhuma agência reguladora aprovou a survodutida, isto é, nem a FDA, nem a agência europeia, nem a Anvisa. De acordo com a Boehringer Ingelheim, a eficácia e a segurança da molécula ainda estão em investigação.
Os comunicados da empresa sobre a fase 3, aliás, não trazem data para o pedido de registro. Dois resultados ainda estão por vir: o estudo cardiovascular SYNCHRONIZE-CVOT, com apresentação prevista para 2026, e o programa LIVERAGE.
Para quem mora no Brasil, a consequência é direta: qualquer produto vendido hoje como survodutida é irregular, sem garantia de conteúdo, dose ou esterilidade. Em janeiro de 2026, por exemplo, a Anvisa proibiu a venda de canetas de retatrutida, outra molécula sem registro no país.
O que os estudos mudam na prática
Os resultados confirmam o receptor de glucagon como um alvo viável contra a obesidade. Em perda de peso isolada, porém, a survodutida ainda não mostra vantagem clara sobre a tirzepatida. O espaço dela pode estar em quem tem obesidade e gordura no fígado ao mesmo tempo, desde que os estudos em andamento confirmem os achados de imagem.
A tolerabilidade vai pesar muito, pois um remédio que um em cada quatro participantes abandona precisa de um esquema de dose melhor antes de chegar ao consultório.
Enquanto isso, o tratamento do excesso de peso segue com o que já tem aprovação e anos de uso. Entram aí a tirzepatida e a semaglutida, a alimentação, o treino de força para preservar massa muscular e o acompanhamento médico. Quem usa essas medicações também precisa conhecer as interações com outros remédios.
Leia também: retatrutida, CagriSema e a comparação entre Ozempic e Mounjaro.
Perguntas frequentes sobre a survodutida
Survodutida é a mesma coisa que Ozempic ou Mounjaro?
Não. O Ozempic (semaglutida) ativa só o receptor de GLP-1, enquanto o Mounjaro (tirzepatida) ativa GIP e GLP-1. Já a survodutida ativa GLP-1 e glucagon e ainda está em estudo.
A survodutida emagrece mais que a tirzepatida?
Pelos dados disponíveis, não. No SYNCHRONIZE-1, a perda média com survodutida 6,0 mg foi de 13,0% em 76 semanas. No SURMOUNT-1, a tirzepatida 15 mg chegou a 20,9% em 72 semanas. Os estudos, contudo, são diferentes, e nenhum comparou os dois remédios diretamente.
A survodutida trata gordura no fígado?
Ela reduziu a gordura do fígado nos estudos, mas não tem aprovação para esse uso. No SYNCHRONIZE-MASLD, 68,5% dos tratados reduziram a gordura hepática em pelo menos 30%, contra 28,6% com placebo. O programa LIVERAGE avalia o efeito em pessoas com fibrose.
Quem tem diabetes tipo 2 pode usar?
Fora de pesquisa clínica, ninguém pode usar ainda, porque o remédio não tem aprovação. No SYNCHRONIZE-2, com 752 adultos com obesidade e diabetes tipo 2, o peso caiu até 9,8% e a hemoglobina glicada até 0,9 ponto percentual.
Qual dose de survodutida os estudos usaram?
Os estudos de fase 3 usaram injeção subcutânea semanal, com aumento gradual até 3,6 mg ou 6,0 mg. Essas doses valem apenas para pesquisa, ou seja, não existe dose aprovada nem esquema para uso fora de estudo.
Dá para comprar survodutida no Brasil?
Não de forma legal, porque a molécula não tem registro na Anvisa. Produtos anunciados como survodutida na internet são, portanto, irregulares, e ninguém garante o que há dentro do frasco.
O remédio causa perda de massa muscular?
Toda perda de peso leva junto algum tecido magro. No subestudo de ressonância do SYNCHRONIZE-1, esse tecido respondeu por cerca de 10% a 11% do total perdido. O dado vem de apenas 75 pessoas e, por isso, ainda precisa de confirmação.
Referências
- SYNCHRONIZE-1. le Roux CW, Wharton S, Startseva E, et al. Survodutide once weekly for the treatment of adults with obesity. N Engl J Med. 2026;395(8):776-787. doi:10.1056/NEJMoa2600751
- SYNCHRONIZE-2. Wharton S, le Roux CW, Startseva E, et al. Survodutide once weekly in adults with obesity and type 2 diabetes. N Engl J Med. Publicado online em 1º de outubro de 2026. doi:10.1056/NEJMoa2607219
- SYNCHRONIZE-MASLD. Kaplan LM, Startseva E, le Roux CW, et al. Survodutide in adults with obesity and metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease. Nat Med. 2026;32(8):2948-2958. doi:10.1038/s41591-026-04479-3
- Fase 2 em obesidade. le Roux CW, Steen O, Lucas KJ, et al. Glucagon and GLP-1 receptor dual agonist survodutide for obesity: a randomised, double-blind, placebo-controlled, dose-finding phase 2 trial. Lancet Diabetes Endocrinol. 2024;12(3):162-173. doi:10.1016/S2213-8587(23)00356-X
- Fase 2 em MASH. Sanyal AJ, Bedossa P, Fraessdorf M, et al. A phase 2 randomized trial of survodutide in MASH and fibrosis. N Engl J Med. 2024;391(4):311-319. doi:10.1056/NEJMoa2401755
- Análise de mediação. Noureddin M, Sanyal AJ, Bedossa P, et al. Weight reduction-dependent/-independent effects of survodutide on liver endpoints: mediation analysis of a phase 2 trial in MASH. Hepatology. 2026. doi:10.1097/HEP.0000000000001825
- Desenho dos estudos. Wharton S, le Roux CW, Kosiborod MN, et al. Survodutide for treatment of obesity: rationale and design of two randomized phase 3 clinical trials (SYNCHRONIZE-1 and -2). Obesity (Silver Spring). 2025;33(1):67-77. doi:10.1002/oby.24184
- SYNCHRONIZE-CVOT. Kosiborod MN, Platz E, Wharton S, et al. Survodutide for the treatment of obesity: rationale and design of the SYNCHRONIZE cardiovascular outcomes trial. JACC Heart Fail. 2024;12(12):2101-2109. doi:10.1016/j.jchf.2024.09.004
- STEP 1. Wilding JPH, Batterham RL, Calanna S, et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity. N Engl J Med. 2021;384(11):989-1002. doi:10.1056/NEJMoa2032183
- SURMOUNT-1. Jastreboff AM, Aronne LJ, Ahmad NN, et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity. N Engl J Med. 2022;387(3):205-216. doi:10.1056/NEJMoa2206038
- TRIUMPH-1. Jastreboff AM, Kaplan LM, Davies MJ, et al. Retatrutide, a triple hormone receptor agonist, for treatment of obesity. N Engl J Med. Publicado online em 29 de setembro de 2026. doi:10.1056/NEJMoa2604169
- STEP 2. Davies M, Færch L, Jeppesen OK, et al. Semaglutide 2·4 mg once a week in adults with overweight or obesity, and type 2 diabetes (STEP 2). Lancet. 2021;397(10278):971-984. doi:10.1016/S0140-6736(21)00213-0
- SURMOUNT-2. Garvey WT, Frias JP, Jastreboff AM, et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity in people with type 2 diabetes (SURMOUNT-2). Lancet. 2023;402(10402):613-626. doi:10.1016/S0140-6736(23)01200-X
- TRIUMPH-2. Bellido V, le Roux CW, Ekinci EI, et al. Retatrutide in adults with obesity and type 2 diabetes (TRIUMPH-2). Lancet. Publicado online em 29 de setembro de 2026. doi:10.1016/S0140-6736(26)01861-1
- Comunicados da fabricante. Boehringer Ingelheim. Estudo de fase III da survodutida (8 de junho de 2026) e New Phase III data in people with obesity and diabetes (1º de outubro de 2026).
_____________________________________________________________________________________________________________________
Atualizado em 7 de outubro de 2026. Este texto é informativo e não substitui a consulta médica. A survodutida é um medicamento em investigação, sem aprovação para uso.


