
Tirzepatida (Mounjaro): o que é, como age e o que dizem os estudos mais recentes
A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, injeção semanal criada para o diabetes tipo 2 que se tornou também um dos tratamentos mais eficazes para a obesidade. Nos Estados Unidos, a mesma molécula tem dois nomes comerciais: Mounjaro, para diabetes, e Zepbound, para obesidade e apneia do sono. No Brasil, porém, todas as indicações aprovadas estão sob o nome Mounjaro.
A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou a tirzepatida para diabetes tipo 2 em 13 de maio de 2022 e para controle de peso em 8 de novembro de 2023. A Anvisa registrou o Mounjaro em setembro de 2023, mas ele só chegou às farmácias brasileiras em maio de 2025. Desde então, as indicações no Brasil cresceram: obesidade e sobrepeso com doença associada (junho de 2025), apneia obstrutiva do sono em adultos com obesidade (outubro de 2025) e diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos (abril de 2026).
Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. A tirzepatida é vendida só com prescrição, e a farmácia retém a receita.
O que há de novo sobre a tirzepatida
Atualizado em 13 de outubro de 2026. Resumo do que mudou desde a versão anterior deste artigo, com os detalhes nas seções abaixo.
Novos estudos
- Manutenção do peso: no SURMOUNT-MAINTAIN (The Lancet, maio de 2026), quem continuou na dose máxima chegou a 21,9% de perda de peso em pouco mais de dois anos. Quem reduziu para 5 mg ficou em 16,6%, enquanto quem trocou por placebo ficou em 9,9%.
- Coração e rins: no SURPASS-CVOT (NEJM, dezembro de 2025), com 13.165 pessoas com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular, a tirzepatida não foi inferior à dulaglutida na prevenção de infarto, AVC e morte cardiovascular. Além disso, uma análise exploratória publicada em 2026 mostrou 23% menos eventos renais graves.
- Diabetes recém-diagnosticado: no SURPASS-EARLY (Annals of Internal Medicine, maio de 2026), 60,2% das pessoas com até quatro anos de diabetes chegaram a uma hemoglobina glicada abaixo de 5,7% em dois anos, contra 24,0% com o tratamento convencional intensificado.
- Tirzepatida x CagriSema: no REDEFINE 4, estudo aberto de 84 semanas divulgado pela Novo Nordisk em fevereiro de 2026, a perda de peso foi de 23,6% com tirzepatida 15 mg e de 20,2% com CagriSema, que não conseguiu demonstrar não inferioridade.
- Psoríase e artrite psoriásica: em pessoas com obesidade, somar tirzepatida ao ixequizumabe melhorou mais a pele e as articulações do que o ixequizumabe sozinho (estudos TOGETHER, publicados em 2026).
Regulação, segurança e preço
- Novas aprovações da Anvisa: diabetes tipo 2 dos 10 aos 17 anos (abril de 2026) e uma caneta multidose (março de 2026).
- Segurança: em fevereiro de 2026, a Anvisa alertou para o risco de pancreatite com o uso indevido de canetas emagrecedoras. Em contrapartida, em janeiro, a FDA pediu a retirada do alerta sobre pensamentos suicidas das bulas americanas desses remédios, depois de uma revisão que não encontrou aumento de risco.
- Mercado irregular: a Anvisa proibiu várias marcas de tirzepatida sem registro, a maioria vinda do Paraguai, suspendeu a produção de farmácias que manipulavam o remédio em escala e alertou contra a tirzepatida em pó vendida pela internet.
- Preço: em junho de 2026, a fabricante reduziu em até 35% o preço de pacotes com duas caixas.
Próxima geração
A combinação EloraTZP superou a tirzepatida isolada em um estudo de fase 2, e a retatrutida chegou a 25% de perda de peso em fase 3. No entanto, nenhuma das duas está aprovada.
Tirzepatida em resumo
- O que é: agonista duplo dos receptores de GIP e GLP-1, dois hormônios do intestino (incretinas) que regulam a glicose e o apetite.
- Como se usa: injeção subcutânea uma vez por semana, começando com 2,5 mg e subindo de 2,5 em 2,5 mg a cada 4 semanas ou mais, até a dose de manutenção, entre 5 e 15 mg.
- Perda de peso nos estudos: 15% a 21% do peso em 72 semanas em pessoas sem diabetes, conforme a dose (SURMOUNT-1).
- Indicações aprovadas no Brasil: diabetes tipo 2 em adultos e em jovens de 10 a 17 anos, obesidade ou sobrepeso com doença associada ao peso e apneia obstrutiva do sono moderada a grave em adultos com obesidade.
- Cuidados principais: efeitos gastrointestinais no início, risco raro de pancreatite e de problemas na vesícula, além da contraindicação para quem tem histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou NEM 2.
- Ponto de atenção: em geral, quando o remédio é suspenso, boa parte do peso perdido volta.
O que os estudos mostram
Perda de peso: SURMOUNT-1
O primeiro grande estudo em obesidade foi o SURMOUNT-1, apresentado no congresso da American Diabetes Association e publicado no NEJM em 2022. Foram 2.539 adultos com obesidade ou sobrepeso, sem diabetes, tratados por 72 semanas. A perda média de peso foi de 15,0% com 5 mg, 19,5% com 10 mg e 20,9% com 15 mg, contra 3,1% com placebo. Nas doses de 10 e 15 mg, metade ou mais dos participantes perdeu pelo menos 20% do peso.
Prevenção do diabetes: três anos de SURMOUNT-1
Entre os participantes que tinham pré-diabetes, o tratamento continuou por 176 semanas, pouco mais de três anos. A perda de peso se manteve entre 12,3% e 19,7%, conforme a dose. Só 1,3% dos que usaram tirzepatida desenvolveram diabetes tipo 2, contra 13,3% no grupo placebo. Dezessete semanas depois da suspensão, a diferença diminuiu, mas continuou grande: 2,4% contra 13,7%.
Apneia do sono: SURMOUNT-OSA
Dois ensaios avaliaram adultos com apneia obstrutiva do sono moderada a grave e obesidade, um com pessoas que não usavam CPAP e outro com usuários de CPAP. Partindo de cerca de 50 eventos por hora, o índice de apneia e hipopneia caiu de 25 a 29 eventos por hora com tirzepatida, contra cerca de 5 com placebo. Depois de um ano, entre 42% e 50% dos tratados preencheram os critérios de remissão da apneia, contra 14% a 16% no placebo. Ao mesmo tempo, a pressão arterial sistólica e a proteína C reativa, marcador de inflamação, caíram.
Remissão, nesses estudos, significa menos de 5 eventos por hora, ou de 5 a 14 eventos sem sonolência diurna importante. Isso não autoriza abandonar o CPAP por conta própria, porque a decisão depende de nova avaliação do sono.
Coração: insuficiência cardíaca e eventos cardiovasculares
O SUMMIT (NEJM, 2025) acompanhou por cerca de dois anos 731 pessoas com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada e obesidade. Morte cardiovascular ou piora da insuficiência cardíaca ocorreu em 9,9% do grupo tirzepatida e em 15,3% do grupo placebo. A diferença veio principalmente dos episódios de piora da insuficiência cardíaca (8,0% contra 14,2%). As mortes cardiovasculares, por outro lado, foram poucas nos dois grupos, 8 e 5, sem diferença estatística.
O SURPASS-CVOT (NEJM, dezembro de 2025) comparou a tirzepatida com a dulaglutida, um agonista de GLP-1 que já tinha mostrado redução de eventos cardiovasculares, em 13.165 pessoas com diabetes tipo 2 e doença aterosclerótica. Infarto, AVC ou morte cardiovascular ocorreram em 12,2% do grupo tirzepatida e em 13,1% do grupo dulaglutida. O resultado comprovou que a tirzepatida não é inferior, mas não demonstrou superioridade. A mortalidade por todas as causas foi 16% menor com a tirzepatida, dado que precisa ser lido com cautela porque não fazia parte da hierarquia principal de análise.
Em pessoas com obesidade e sem diabetes, porém, ainda não se sabe se a tirzepatida reduz infarto e AVC. O estudo que vai responder a essa pergunta, o SURMOUNT-MMO, tem mais de 15 mil participantes e conclusão prevista para outubro de 2027. Para comparação, a semaglutida já demonstrou essa proteção em pessoas com sobrepeso ou obesidade, doença cardiovascular e sem diabetes: 20% menos infarto, AVC ou morte cardiovascular no estudo SELECT.
Rins
Em análise exploratória do SURPASS-CVOT (Lancet Diabetes & Endocrinology, 2026), o desfecho renal combinado ocorreu em 6,0% com tirzepatida e em 7,6% com dulaglutida, 23% menos. Esse desfecho incluía aumento importante de albumina na urina, queda de 50% ou mais da filtração dos rins, doença renal terminal ou morte por causa renal. Da mesma forma, a perda anual de filtração foi mais lenta.
Fígado
No SYNERGY-NASH (NEJM, 2024), estudo de fase 2 com 190 pessoas com esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) e fibrose moderada ou avançada confirmada por biópsia, a esteato-hepatite se resolveu sem piora da fibrose em 44% a 62% dos tratados, conforme a dose, contra 10% com placebo. O resultado é promissor, mas vem de um estudo pequeno, de um ano. Por isso, ainda não há indicação aprovada para doença do fígado.
Diabetes tipo 2 no início e em jovens
O SURPASS-EARLY (Annals of Internal Medicine, 2026) incluiu 794 adultos com até quatro anos de diabetes tipo 2 em uso de metformina. Em dois anos, a hemoglobina glicada caiu 1,99 ponto com tirzepatida e 1,32 ponto com o tratamento convencional intensificado, que podia incluir outros agonistas de GLP-1. A glicada ficou abaixo de 5,7%, faixa considerada normal, em 60,2% contra 24,0%. O estudo, entretanto, foi aberto, o que limita a comparação.
O SURPASS-PEDS (The Lancet, 2025) avaliou 99 jovens de 10 a 17 anos com diabetes tipo 2 mal controlado. Em 30 semanas, a glicada caiu 2,23 pontos com tirzepatida e subiu 0,05 ponto com placebo, e o IMC caiu 7,4% com 5 mg e 11,2% com 10 mg. Foi esse estudo, inclusive, que embasou a aprovação pediátrica da Anvisa em abril de 2026.
Como a tirzepatida funciona no corpo
A tirzepatida é um agonista duplo. Ela atua ao mesmo tempo nos receptores de GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e de GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose). Esses dois hormônios, chamados incretinas, são liberados pelo intestino logo depois das refeições e ajudam a controlar o açúcar no sangue e o apetite.
Principais efeitos no organismo:
- Estimula a produção de insulina sempre que a glicose está alta, o que ajuda a manter o açúcar sob controle.
- Diminui a liberação de glucagon, hormônio que eleva a glicose no sangue.
- Retarda o esvaziamento do estômago. Dessa forma, a comida fica mais tempo no estômago e a saciedade aumenta.
- Reduz o apetite por ação direta no sistema nervoso central.
- Melhora a sensibilidade à insulina e o funcionamento das células beta do pâncreas.
Absorção e efeito no organismo
- Biodisponibilidade: 80%.
- Pico no sangue: entre 8 e 72 horas após a aplicação.
- Meia-vida: cerca de 5 dias, o que permite uma aplicação por semana.
- Nível estável no sangue: após cerca de 4 semanas de uso contínuo.
Tirzepatida ou semaglutida: qual emagrece mais?
O SURMOUNT-5 (NEJM, 2025) foi o primeiro estudo a comparar as duas diretamente. Em 751 adultos com obesidade e sem diabetes, a perda média em 72 semanas foi de 20,2% com tirzepatida (10 ou 15 mg) e de 13,7% com semaglutida (1,7 ou 2,4 mg). A cintura diminuiu 18,4 cm e 13,0 cm, respectivamente. Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais nos dois grupos, na maioria leves ou moderados e concentrados na fase de aumento de dose.
Os dados de vida real, de fato, vão na mesma direção. Num estudo com 18.386 pacientes acompanhados por prontuário eletrônico nos Estados Unidos (JAMA Internal Medicine, 2024), quem usou tirzepatida teve mais chance de perder 5%, 10% e 15% do peso do que quem usou semaglutida, com taxas parecidas de efeitos gastrointestinais.
Em infarto, AVC e morte, porém, essa vantagem não apareceu. Uma análise de vida real com pacientes com diabetes tipo 2 (Nature Medicine) não encontrou diferença entre as duas moléculas nesses desfechos.
A tirzepatida também foi comparada à CagriSema, combinação de semaglutida com cagrilintida. No REDEFINE 4, estudo aberto de 84 semanas com 809 pessoas com obesidade, a perda de peso foi de 23,6% com tirzepatida 15 mg e de 20,2% com CagriSema, que não conseguiu demonstrar não inferioridade. O resultado foi divulgado pela fabricante da CagriSema e, até esta atualização, não tinha sido publicado em revista científica. Veja o artigo sobre a CagriSema.
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Como agem a tirzepatida e a semaglutida (arte: g1)
Comparativo atualizado: tirzepatida, semaglutida e liraglutida
| Característica | Tirzepatida (Mounjaro) | Semaglutida (Ozempic, Wegovy) | Liraglutida (Victoza, Saxenda) |
|---|---|---|---|
| Mecanismo de ação | Agonista duplo de GIP e GLP-1 | Agonista de GLP-1 | Agonista de GLP-1 |
| Aplicação | 1 vez por semana | 1 vez por semana (há também comprimido diário para diabetes) | 1 vez por dia |
| Perda média de peso nos estudos principais, em pessoas sem diabetes | 15% a 21% em 72 semanas, conforme a dose (SURMOUNT-1) | Cerca de 15% em 68 semanas com 2,4 mg (STEP 1) | Cerca de 8% (8,4 kg) em 56 semanas com 3,0 mg (SCALE) |
| Eventos cardiovasculares | Não inferior à dulaglutida no diabetes tipo 2 com doença cardiovascular (SURPASS-CVOT). Em obesidade sem diabetes, resultado previsto para 2027 | 20% menos infarto, AVC ou morte cardiovascular em pessoas com doença cardiovascular e sem diabetes (SELECT) | 13% menos eventos cardiovasculares no diabetes tipo 2 de alto risco (LEADER) |
| Efeitos colaterais mais comuns | Náusea, diarreia, vômito e constipação, mais frequentes no início e nos aumentos de dose. O perfil é semelhante entre as três | ||
| Aprovação na FDA | 2022 (diabetes) e 2023 (obesidade) | 2017 (diabetes) e 2021 (obesidade) | 2010 (diabetes) e 2014 (obesidade) |
| No Brasil | Mounjaro: diabetes tipo 2, obesidade e apneia do sono | Ozempic (diabetes) e Wegovy (obesidade). Desde junho de 2026, também uma semaglutida nacional para diabetes | Victoza (diabetes) e Saxenda (obesidade) |
Para quem a tirzepatida está indicada
No Brasil, o Mounjaro tem quatro indicações aprovadas pela Anvisa:
- Diabetes tipo 2 em adultos, junto com dieta e atividade física.
- Diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos.
- Controle crônico do peso em adultos com obesidade (IMC a partir de 30) ou com sobrepeso (IMC a partir de 27) e pelo menos uma doença relacionada ao peso, como hipertensão, pré-diabetes ou apneia do sono.
- Apneia obstrutiva do sono moderada a grave em adultos com obesidade.
Os outros usos citados neste artigo, como insuficiência cardíaca, doença do fígado, proteção dos rins e psoríase, têm estudos, mas não são indicações aprovadas. Assim, a tabela abaixo organiza a força da evidência de cada um.
Força da evidência por condição
| Condição | Evidência* | Principais estudos | Situação na Anvisa |
|---|---|---|---|
| Obesidade ou sobrepeso com doença associada | A | SURMOUNT-1 a SURMOUNT-5 | Aprovada (2025) |
| Diabetes tipo 2 em adultos | A | Programa SURPASS | Aprovada (2023) |
| Diabetes tipo 2 dos 10 aos 17 anos | B | SURPASS-PEDS (99 participantes) | Aprovada (2026) |
| Apneia do sono moderada a grave com obesidade | A | SURMOUNT-OSA (dois ensaios de fase 3) | Aprovada (2025) |
| Prevenção do diabetes em quem tem pré-diabetes e obesidade | B | SURMOUNT-1, análise de 3 anos | Benefício observado dentro do tratamento da obesidade |
| Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada e obesidade | B | SUMMIT (731 participantes) | Sem indicação específica |
| Proteção dos rins no diabetes tipo 2 | C | Análise exploratória do SURPASS-CVOT | Sem indicação específica |
| Esteato-hepatite (MASH) com fibrose | B | SYNERGY-NASH (fase 2) | Em estudo |
| Psoríase e artrite psoriásica com obesidade, junto com ixequizumabe | B | TOGETHER-PsO e TOGETHER-PsA (estudos abertos) | Sem indicação específica |
| Redução de infarto e AVC em obesidade sem diabetes | Sem resultado ainda | SURMOUNT-MMO (previsão: 2027) | Não demonstrada |
*A: vários ensaios randomizados, grandes e com resultados consistentes; B: um ensaio randomizado, ou ensaios pequenos ou abertos; C: análises exploratórias, post hoc ou estudos observacionais.
Como usar o Mounjaro
A aplicação é subcutânea (sob a pele), uma vez por semana, no abdômen, na coxa ou na parte superior do braço.
- Confira a solução antes de aplicar: ela deve estar límpida, incolor ou levemente amarelada.
- Alterne o local da aplicação a cada semana.
- A injeção pode ser feita a qualquer hora do dia, com ou sem comida.
- Quem também usa insulina deve fazer aplicações separadas, sem misturar os dois na mesma seringa.
- Para trocar o dia da semana, mantenha um intervalo de pelo menos 3 dias (72 horas) entre duas doses.
Esqueceu a dose?
- Até 4 dias (96 horas) de atraso: aplique assim que lembrar e volte ao dia habitual na semana seguinte.
- Mais de 4 dias: pule a dose esquecida e aplique a próxima no dia programado.
Atualmente, no Brasil, o Mounjaro é vendido em caixas com 4 canetas de dose única, uma para cada semana. Em março de 2026, a Anvisa aprovou também uma caneta multidose, que reúne as quatro doses do mês em um único aparelho. No entanto, até esta atualização, a data de chegada às farmácias e o preço dessa versão não tinham sido divulgados.
Doses
O tratamento começa com 2,5 mg por semana durante 4 semanas. Essa dose serve para o organismo se adaptar e, portanto, não é considerada dose de manutenção. Em seguida, a dose sobe em degraus de 2,5 mg (5; 7,5; 10; 12,5 e 15 mg), com pelo menos 4 semanas em cada degrau, até a menor dose que funcione com boa tolerância. A dose máxima é de 15 mg por semana, e todas as apresentações, de 2,5 a 15 mg, estão à venda no Brasil.
Para a fase de manutenção, o SURMOUNT-MAINTAIN (The Lancet, 2026) testou três caminhos. Depois de 60 semanas na dose máxima tolerada (10 ou 15 mg), os participantes foram sorteados para continuar na mesma dose, reduzir para 5 mg ou trocar por placebo por mais 52 semanas. Na semana 112, por fim, a perda de peso em relação ao início era de 21,9%, 16,6% e 9,9%, respectivamente. Recuperaram mais da metade do peso perdido e receberam tratamento de resgate 8% dos que mantiveram a dose, 25% dos que reduziram e 67% dos que passaram para o placebo. Reduzir a dose preservou parte do resultado, mas a resposta variou bastante de uma pessoa para outra.
Efeitos colaterais
Os mais comuns são gastrointestinais e aparecem sobretudo nas semanas em que a dose aumenta:
- Náusea
- Diarreia
- Vômitos
- Constipação
- Dor abdominal e má digestão
- Reações no local da injeção
Esses efeitos costumam diminuir com o tempo, sobretudo depois que a dose se estabiliza. A queda de cabelo também pode acontecer e geralmente é transitória, ligada à perda de peso rápida, principalmente quando a alimentação tem pouca proteína e poucos micronutrientes.
Efeitos menos comuns que exigem atenção
- Pancreatite aguda: é rara. Numa meta-análise de 19 ensaios com 15.471 participantes (Pancreatology, 2026), ocorreu em 0,22%, sem diferença entre as doses de 5, 10 e 15 mg. Ainda assim, dor abdominal forte e persistente, que pode irradiar para as costas e vir com náusea ou vômito, exige atendimento imediato.
- Vesícula: a perda de peso rápida aumenta o risco de cálculos e de inflamação da vesícula.
- Desidratação e rins: vômito e diarreia intensos podem desidratar e, assim, piorar a função dos rins.
- Hipoglicemia: o risco é baixo com a tirzepatida sozinha, mas aumenta quando ela é associada a insulina ou sulfonilureias.
- Retina: em quem tem retinopatia diabética, a queda rápida da glicose pede acompanhamento com oftalmologista.
- Anestesia e endoscopia: como o estômago esvazia mais devagar, há risco de aspiração durante sedação ou anestesia. Por isso, avise a equipe antes de qualquer procedimento.
Em fevereiro de 2026, a Anvisa publicou um alerta sobre o risco de pancreatite aguda associado ao uso indevido de canetas emagrecedoras (dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida), sobretudo para emagrecer sem necessidade clínica. A agência contabilizou 145 notificações de suspeita de eventos adversos entre 2020 e dezembro de 2025, seis com desfecho fatal, sem confirmação de causa, e informou que a relação entre risco e benefício desses medicamentos não mudou quando são usados conforme a indicação. De acordo com a agência, a orientação é suspender o remédio diante da suspeita e não retomá-lo se a pancreatite for confirmada.
Por outro lado, em janeiro de 2026, a FDA pediu a retirada do alerta sobre comportamento e pensamentos suicidas das bulas americanas dos remédios dessa classe para obesidade, incluindo o Zepbound, depois de uma revisão que não encontrou aumento de risco.
E a massa muscular?
No subestudo do SURMOUNT-1 com densitometria (DXA), quem usou tirzepatida perdeu 21,3% do peso, com redução de 33,9% da gordura e de 10,9% da massa magra. Ou seja, cerca de três quartos do peso perdido foram gordura e um quarto, massa magra, a mesma proporção do grupo placebo, que emagreceu com dieta e atividade física. Massa magra inclui músculo, água e órgãos, mas a consequência prática é a mesma: proteína suficiente na alimentação e treino de força durante todo o tratamento. Medicamentos para preservar o músculo durante o emagrecimento, como o apitegromabe, ainda estão em fase 2 de pesquisa.
Interações medicamentosas
- Insulina e sulfonilureias (como glibenclamida e glimepirida): aumentam o risco de hipoglicemia; portanto, pode ser preciso reduzir a dose desses remédios.
- Anticoncepcional oral: a tirzepatida pode reduzir a eficácia da pílula. Por essa razão, a recomendação é trocar por um método não oral ou associar um método de barreira por 4 semanas depois do início e por 4 semanas depois de cada aumento de dose.
- Remédios orais com margem terapêutica estreita, como a varfarina: o esvaziamento mais lento do estômago pode alterar a absorção, e o controle pode precisar ser mais frequente.
Por isso o acompanhamento médico regular é necessário. Informe ao seu médico todos os remédios que você usa, bem como os suplementos. Para mais detalhes, veja o artigo Canetas emagrecedoras e interação com outros medicamentos.
Quem não deve usar e precauções
- Quem tem histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2) não deve usar.
- Alergia grave à tirzepatida ou a componentes da fórmula também contraindica o uso.
- Gestação: o remédio não deve ser usado, e quem planeja engravidar precisa combinar com o médico quando suspender. Na amamentação, o uso deve ser discutido caso a caso.
- Histórico de pancreatite, doença da vesícula, gastroparesia ou outra doença gastrointestinal grave pede avaliação individual e cautela.
- No diabetes tipo 1, a tirzepatida não substitui a insulina e não tem indicação.
Antes e durante o tratamento, o médico avalia a função dos rins, o histórico de doenças do pâncreas e da vesícula, a retina (em quem tem diabetes) e os demais remédios em uso, porque cada caso exige um plano individual.
Armazenamento correto
- Guarde na geladeira, entre 2 °C e 8 °C.
- Se necessário, a caneta pode ficar fora da geladeira, abaixo de 30 °C, por até 21 dias.
- Não congele, pois caneta que congelou não deve ser usada.
- Mantenha na embalagem original, protegida da luz.
Quanto custa o Mounjaro no Brasil?
Cada caixa tem 4 canetas, o suficiente para 4 semanas. Os valores abaixo são os da tabela do programa de descontos da fabricante, consultada em outubro de 2026. Nas farmácias, porém, o preço pode variar.
| Dose | Compra pela internet | Compra em loja física |
|---|---|---|
| 2,5 mg | R$ 1.422,52 | R$ 1.523,79 |
| 5 mg | R$ 1.779,43 | R$ 1.880,56 |
| 7,5 mg | R$ 2.299,00 | R$ 2.399,00 |
| 10 mg | R$ 2.699,00 | R$ 2.799,00 |
| 12,5 mg | R$ 3.199,00 | R$ 3.299,00 |
| 15 mg | R$ 3.499,00 | R$ 3.599,00 |
Em junho de 2026, às vésperas da chegada da primeira semaglutida nacional às farmácias, a Lilly reduziu em até 35% o preço de pacotes com duas caixas. O pacote de início, com uma caixa de 2,5 mg e uma de 5 mg, passou a custar R$ 2.250 na primeira compra. Nas doses de manutenção, comprando duas caixas, cada uma sai por R$ 1.999 (7,5 ou 10 mg) ou R$ 2.299 (12,5 ou 15 mg).
Desde 23 de junho de 2025, a receita é emitida em duas vias, fica retida na farmácia (RDC 973/2025) e vale por até 90 dias.
Tirzepatida do Paraguai, manipulada ou em pó: por que evitar
O único medicamento à base de tirzepatida registrado na Anvisa é o Mounjaro. A diferença de preço criou um mercado paralelo, e por isso a agência reagiu várias vezes nos últimos meses:
- Novembro de 2025 e janeiro de 2026: proibição de marcas vendidas como “canetas do Paraguai”, como T.G. 5, Lipoless, Tirzazep, Synedica e TG, e de produtos com retatrutida, molécula ainda em estudo (Resolução RE nº 214/2026). A proibição vale inclusive para a importação para uso pessoal.
- Março de 2026: recolhimento de todos os lotes de tirzepatida de uma farmácia de manipulação que produzia em escala, sem receita individual e com falhas no controle de qualidade.
- Junho de 2026: proibição dos produtos Rapha, Tirzepatide There e Tirzemax e suspensão da produção de tirzepatida de outra farmácia, que vendia o produto padronizado, sem prescrição individualizada (RE nº 2.238/2026).
- Setembro de 2026: proibição da marca paraguaia T36, inclusive para uso pessoal, e alerta sobre tirzepatida em pó vendida pela internet, com vídeos que ensinam a diluir e aplicar em casa.
Nenhum desses produtos teve qualidade, concentração ou esterilidade avaliadas. Assim, um pó diluído em casa e injetado pode ter dose errada, outra substância ou contaminação invisível a olho nu, com risco de infecção grave. A manipulação individualizada, com receita médica, é permitida pelas regras sanitárias, mas a fórmula manipulada não passou pelos estudos clínicos que embasaram o registro do Mounjaro.
Tirzepatida e artrite psoriásica ativa (ACR50)
O TOGETHER-PsA, ensaio de fase 3b publicado na Arthritis & Rheumatology em 2026, avaliou a combinação de tirzepatida com ixequizumabe (Taltz) em 271 adultos com artrite psoriásica ativa e obesidade ou sobrepeso.
Em 36 semanas, 31,7% dos pacientes da combinação atingiram ao mesmo tempo melhora de pelo menos 50% da artrite (ACR50) e perda de peso de 10% ou mais, contra 0,8% com o ixequizumabe sozinho. A resposta ACR50 isolada também foi maior com a combinação (33,5% contra 20,4%), o que sugere benefício tanto na atividade da doença quanto no peso.
Resultados em 36 semanas:
| Medida de desfecho | Taltz + tirzepatida | Taltz sozinho |
|---|---|---|
| ACR50 e perda de peso de 10% ou mais | 31,7% | 0,8% |
| ACR50 (melhora de 50% ou mais da artrite) | 33,5% | 20,4% |
| Aumento relativo na taxa de ACR50 | +64% com a combinação | Referência |
| Duração da análise principal | 36 semanas | 36 semanas |
Na psoríase em placas, o TOGETHER-PsO (JAMA Dermatology, 2026) usou o mesmo desenho em 274 pacientes. Pele totalmente limpa (PASI 100) junto com perda de peso de 10% ou mais ocorreu em 27,1% na combinação e em 5,8% com ixequizumabe sozinho. Considerando só o PASI 100, foram 40,6% contra 29,0%. Nos dois estudos, contudo, pacientes e médicos sabiam qual tratamento estava sendo usado.
A tirzepatida não tem aprovação para artrite psoriásica ou psoríase; portanto, o uso nesse contexto deve ser discutido caso a caso com o reumatologista ou o dermatologista.
Tirzepatida x cirurgia bariátrica
A tirzepatida aproximou o tratamento com remédio da perda de peso obtida com a cirurgia, mas as duas estratégias não são equivalentes, e nenhum ensaio randomizado as comparou diretamente. Dessa forma, os números abaixo vêm de estudos diferentes.
| Aspecto | Tirzepatida | Cirurgia bariátrica |
|---|---|---|
| Perda média de peso | 15% a 21% em 72 semanas (SURMOUNT-1). 20,2% no SURMOUNT-5 | Em 1 ano: 31,2% no bypass e 25,2% no sleeve. Em 5 anos: 25,5% e 18,8% |
| Manutenção | Depende de continuar o remédio. Ao suspender, o peso tende a voltar | Não depende de remédio contínuo, mas parte do peso volta com os anos |
| Diabetes tipo 2: perda de 20% ou mais com glicada abaixo de 5,7% em 1 ano (vida real) | 13,2% | 24,0% (sleeve) |
| Principais riscos | Efeitos gastrointestinais, pancreatite rara, vesícula e custo mensal contínuo | Complicações cirúrgicas (eventos graves em 30 dias: 5,0% no bypass e 2,6% no sleeve), deficiências nutricionais e refluxo |
No SURMOUNT-4 (JAMA, 2024), quem trocou a tirzepatida por placebo depois de 36 semanas recuperou cerca de metade do peso perdido em um ano, enquanto quem continuou perdeu mais 5,5%.
A coorte americana publicada no Lancet Diabetes & Endocrinology em 2026, com mais de 45 mil pacientes com diabetes tipo 2 e IMC a partir de 35, mostrou a cirurgia com a maior chance de atingir as duas metas, seguida da tirzepatida e, bem atrás, da semaglutida (3,0%). No entanto, o grupo operado era mais jovem e tinha IMC maior, e as idas ao pronto-socorro no primeiro ano foram mais frequentes depois da cirurgia.
A escolha entre remédio e cirurgia depende do grau de obesidade, das doenças associadas, dos tratamentos já feitos e da preferência do paciente, e deve ser tomada com a equipe médica.
O que vem depois da tirzepatida
- Retatrutida: age em três receptores (GLP-1, GIP e glucagon). No estudo de fase 3 TRIUMPH-1 (NEJM, setembro de 2026), a perda média em 80 semanas foi de 17,6% a 25,0%, conforme a dose, contra 3,9% com placebo. Contudo, não está aprovada em nenhum país, e a venda de retatrutida é proibida no Brasil. Leia o artigo completo sobre a retatrutida.
- EloraTZP (eloralintida com tirzepatida): em um estudo de fase 2 com pessoas com obesidade e diabetes tipo 2, apresentado no congresso europeu de diabetes (EASD) em setembro de 2026, a combinação chegou a 23,3% de perda de peso em 48 semanas, contra 14,8% com tirzepatida 15 mg. O abandono por efeitos adversos, porém, foi bem maior: de 10,8% a 27,0%, contra 2,9%. Apesar disso, a fabricante planeja iniciar a fase 3 até o fim de 2026.
- Orforglipron (Foundayo): agonista de GLP-1 em comprimido diário, aprovado pela FDA para obesidade em abril de 2026, com perda média de até 12,4% em 72 semanas no estudo ATTAIN-1. Até esta atualização, porém, não tinha registro na Anvisa.
O que os estudos mudam na prática
Entre os remédios para obesidade aprovados no Brasil, a tirzepatida é o que mostrou a maior perda de peso média nos estudos. Os dados de 2025 e 2026 trouxeram respostas sobre manutenção, coração, rins e doenças inflamatórias associadas à obesidade, e deixaram claro que o tratamento é de longo prazo.
O que esses resultados não significam
- Não significam uso estético, porque a indicação é para obesidade, sobrepeso com doença associada, diabetes tipo 2 e apneia do sono, com prescrição e acompanhamento.
- Não significam que a tirzepatida seja melhor que a semaglutida para todos: ela emagrece mais em média, mas a redução de infarto e AVC em pessoas com doença cardiovascular e sem diabetes, até agora, só foi demonstrada com a semaglutida.
- Não significam tratamento com data para acabar, já que parar costuma trazer o peso de volta e a manutenção precisa ser planejada.
- Não significam que produtos manipulados, em pó ou sem registro sejam equivalentes ao medicamento registrado.
- Não dispensam proteína adequada e treino de força, porque parte do peso perdido é massa magra.
Perguntas frequentes
Mounjaro e Zepbound são o mesmo remédio?
Sim, os dois contêm tirzepatida. Zepbound é a marca usada nos Estados Unidos para obesidade e apneia do sono, enquanto no Brasil todas as indicações ficam sob o nome Mounjaro.
Quanto peso se perde com a tirzepatida?
Nos estudos com pessoas sem diabetes, a média foi de 15% a 21% em 72 semanas, conforme a dose. Geralmente, quem tem diabetes tipo 2 perde menos: no SURMOUNT-2, entre 12,8% e 14,7%. De qualquer forma, a resposta varia muito de uma pessoa para outra.
Vou precisar usar para sempre?
A obesidade é uma doença crônica e, sempre que a tirzepatida é suspensa, boa parte do peso tende a voltar: no SURMOUNT-4, cerca de metade em um ano. Manter a dose ou reduzi-la são estratégias estudadas, mas a decisão é individual.
Existe tirzepatida genérica no Brasil?
Não, porque o Mounjaro é o único medicamento à base de tirzepatida registrado na Anvisa e a patente está em vigor. Um projeto de lei apresentado no Senado em 2026 (PL 160/2026) propõe licença compulsória para que outros laboratórios possam produzi-la. Em contrapartida, a semaglutida, que é outra molécula, ganhou versão nacional em junho de 2026.
Posso usar tirzepatida manipulada ou comprada no Paraguai?
Não é seguro: os produtos sem registro foram proibidos pela Anvisa, inclusive para uso pessoal, e farmácias que manipulavam em escala tiveram lotes recolhidos ou a produção suspensa. Afinal, sem controle de qualidade, não há garantia de dose, pureza ou esterilidade.
A tirzepatida faz perder músculo?
Parte do peso perdido é massa magra, cerca de um quarto no subestudo do SURMOUNT-1, a mesma proporção vista em quem emagreceu sem o remédio. Por isso, proteína suficiente e treino de força ajudam a preservar a musculatura.
Quem não tem diabetes pode usar?
Pode, desde que tenha obesidade (IMC a partir de 30) ou sobrepeso (IMC a partir de 27) com alguma doença relacionada ao peso, sempre com prescrição e acompanhamento médico.
Conclusão
Atualmente, a tirzepatida tem a maior perda de peso média entre os remédios para obesidade aprovados no Brasil, benefício comprovado no diabetes tipo 2 e na apneia do sono e resultados promissores no coração, nos rins e no fígado. Ainda assim, continua sendo um tratamento de longo prazo, com efeitos colaterais que exigem acompanhamento e com resultado que depende também de alimentação, atividade física e preservação da massa muscular. O uso deve ser sempre prescrito e acompanhado por médico.
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Referências bibliográficas
Obesidade e manutenção do peso
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Alertas de segurança e mercado irregular
- Anvisa. Anvisa emite alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras (9 fev. 2026). Alerta
- FDA. FDA requests removal of suicidal behavior and ideation warning from glucagon-like peptide-1 receptor agonist (GLP-1 RA) medications (jan. 2026). Comunicado
- Anvisa. Anvisa adota medidas fiscais contra quatro farmácias de manipulação (6 mar. 2026). Notícia
- Anvisa. Anvisa proíbe venda de tirzepatida irregular (2 jun. 2026). Notícia
- ICTQ. Anvisa proíbe “canetas emagrecedoras do Paraguai” vendidas sem registro no Brasil (jan. 2026). Notícia
- O Povo. Anvisa barra tirzepatida vendida no Paraguai e proíbe até entrada para uso pessoal no Brasil (set. 2026). Notícia
- Agência Brasil. Anvisa alerta para venda irregular de tirzepatida em pó na internet (23 set. 2026). Notícia
Preço, acesso e novos medicamentos
- NeoFeed. Dona do Mounjaro corta preços e acirra a disputa das canetas emagrecedoras no Brasil (12 jun. 2026). Notícia
- Lilly Melhor Para Você. Mounjaro: valores do programa (consulta em out. 2026). Página
- Congresso em Foco. Senado analisa projeto que permite fabricação de tirzepatida no Brasil (13 fev. 2026). Notícia
- Novo Nordisk. CagriSema demonstrated 23% weight loss in an open-label head-to-head REDEFINE 4 trial in people with obesity; the primary endpoint was not achieved (23 fev. 2026). Comunicado
- Eli Lilly. EloraTZP (combination of eloralintide and tirzepatide) delivered greater weight loss and A1C reduction vs. tirzepatide 15 mg in adults with obesity and type 2 diabetes (30 set. 2026). Comunicado
- Healio. FDA approves orforglipron, an oral GLP-1, for adults with obesity (1 abr. 2026). Notícia
Este texto é informativo e não substitui a consulta médica. A tirzepatida só deve ser usada com prescrição e acompanhamento médico.



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