A Segurança da terapia de Reposição de Testosterona em relação ao Câncer de Próstata

A segurança da terapia de Reposição de Testosterona em relação ao Câncer de Próstata

As questões relacionadas com mudanças do perfil hormonal na meia-idade não são assuntos exclusivos do universo feminino. Alterações hormonais no homem, principalmente a partir dos 40 anos, podem ter correlação com uma ampla e variada sintomatologia, com consequente decréscimo na qualidade de vida. Sabe-se hoje que, entre a quarta e a sétima décadas de vida, a população masculina apresenta uma tendência de diminuição da testosterona total em torno de 1,6% ao ano, da testosterona biodisponível de 2% a 3% por ano e de um aumento da SHBG (sex hormone-binding globulin) de 1,3% ao ano. São mudanças hormonais que acompanham o processo de envelhecimento, mas que podem se tornar um problema delicado para 20% a 30% dos homens, com repercussões nas áreas de saúde e emocional.

Estima-se que esta fatia do público masculino, irá desenvolver hipogonadismo tardio, ou distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM, em português, e PADAM – partial androgen deficiency of the aging male, em inglês). A síndrome inclui uma série de sintomas, como fadiga, diminuição da massa e da força musculares, redução ou perda da libido, disfunção erétil, irritabilidade, aumento da gordura abdominal e visceral, declínio da capacidade cognitiva, depressão e insônia. A terapia de reposição hormonal pode, mesmo que parcialmente, reverter esse quadro, destacam os especialistas. Estudos publicados ao longo da última década nos fornecem fortes evidências em oposição às gerações de dogmas urológicos sugerindo que a suplementação da testosterona causa progressão do câncer de próstata.

“Alterações hormonais no homem, principalmente a partir dos 40 anos, podem ter correlação com uma ampla e variada sintomatologia, com consequente decréscimo na qualidade de vida”

Pacientes com câncer de próstata podem se apresentar com hipogonadismo e podem experimentar diminuição da saúde e da qualidade de vida relacionadas com baixos níveis de testosterona. Apesar de gerações de dogmas urológicos que sugerem que a terapia de suplementação de testosterona (TST) para o hipogonadismo causa a progressão do câncer da próstata, uma revisão da literatura contemporânea fornece provas em contrário, é o que demonstra o estudo realizado pelo Dr. Dupree e colaboradores e publicado recentemente no Nature Reviews Urology. O modelo de saturação da próstata sugere que o receptor de androgênio (AR) é saturado com níveis séricos de testosterona de 150-200 ng/dL, e de que a testosterona sérica acima deste nível tem efeito limitado, se apresentar algum, na próstata. Na verdade, os estudos na era moderna de avaliações de PSA indicam que TST não afeta o tamanho da próstata, os níveis de testosterona intra-prostática, ou a progressão do câncer da próstata, desde que o nível sérico basal de testosterona seja maior do que este ponto de saturação do AR.

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Em outro estudo realizado por Haider e colaboradores e publicado no Journal of Urology em junho de 2014, os pesquisadores concluíram que embora não haja evidência de que a terapia de reposição da testosterona (T) aumente o risco de câncer da próstata (CaP), há uma escassez de dados de longo prazo. O objetivo da pesquisa realizada pelo grupo foi determinar se a incidência de CaP é aumentada em homens com hipogonadismo que recebem terapia de reposição de testosterona de longo prazo. Em três estudos prospectivos, contínuos, paralelos, de registro cumulativo, 1.023 homens com hipogonadismo receberam terapia com testosterona. Dois grupos de estudo foram tratados por urologistas (desde 2004), um grupo por um centro de andrologia acadêmica (desde 1996). Os pacientes foram tratados quando a testosterona total foi ≤ 12,1 nmol/L (350 ng/dL) e sintomas de hipogonadismo presentes. O acompanhamento máximo foi de 17 anos (1996 a 2013), com período de acompanhamento médio de cinco anos. A média basal da idade dos pacientes nos grupos urológicos foi de 58 anos e de 41 anos no grupo andrológico. Os pacientes receberam injeções de undecanoato de testosterona em intervalos de 12 semanas. Exames de pré-tratamento da próstata e de monitorização durante o tratamento foram realizados.

Biópsias de próstata foram realizadas e inúmeras biópsias positivas e negativas foram avaliadas. Também foram avaliados a incidência de CaP e resultados da pós-prostatectomia. Um total de 11 doentes foram diagnosticados com CaP nos dois grupos urológicos com proporções de 2,3% e 1,5%, respectivamente. Incidência por 10.000 pacientes-ano foi de 54,4 e 30,7, respectivamente. Não foi relatado CaP no Centro de Andrologia. Limitações são inerentes ao projeto registro, sem grupo de controle. A conclusão que a equipe do Dr. Haider chegou é que a terapia com testosterona em homens com hipogonadismo não aumenta o risco de CaP. Se as diretrizes para a terapia T forem devidamente aplicadas, a terapia T é segura em homens com hipogonadismo.

cancer de prostata

Em estudo de 2011 realizado por Morgentaler e colaboradores de Harvard, foram analisados 13 homens com uma pontuação de 6 ou 7 na escala de Gleason de 10 pontos, indicando câncer de próstata pouco ou moderadamente agressivo. Todos eles inicialmente escolheram a observação cuidadosa ao invés de tratamento para seus tumores. Todos os homens tinham baixa testosterona. Os homens foram tratados com testosterona por 2,5 anos em média e foram submetidos a biópsias periódicas. Nenhum dos tumores progrediu ou se espalhou para outros órgãos. Um dos indivíduos cuja pontuação havia subido de 6 para 7 teve sua próstata removida, mas o exame patológico final não encontrou doença agressiva. Os autores reconhecem que o estudo, publicado no início do mês no The Journal of Urology, foi pequeno e retrospectivo. Mesmo assim, foi o primeiro a usar biópsias para monitorar os efeitos da testosterona em homens com câncer de próstata localizado e não-tratado. O autor principal, Abraham Morgentaler, professor associado de cirurgia em Harvard, disse que os achados desse e outros estudos recentes sugerem que os riscos de terapia com testosterona podem ter sido exagerados.

Em 2006, Morgentaler e Rhoden publicaram no periódico Urology um artigo sobre a pesquisa realizada com um total de 345 homens com hipogonadismo e nível de PSA de 4,0 ng/mL ou menos foram submetidos à avaliação com exame retal digital e biópsia da próstata antes de iniciar um programa de terapia de reposição de testosterona. Todos os homens tinham baixos níveis séricos de testosterona total ou livre, definido como menos de 300 e 1,5 ng/dL, respectivamente. Os resultados mostraram que os homens com níveis de testosterona livre de 1,0 ng/dL ou menos tiveram uma taxa de câncer de 20% em comparação com 12% para os homens com maiores valores (p = 0,04). Os pesquisadores concluíram que um risco aumentado de câncer de próstata está associado com reduções mais severas nos níveis séricos de testosterona.

Os estudos apresentados demonstram que a TRT apesar de ainda apresentar controvérsias, se suporta em bases científicas quanto à sua utilização segura, sem o risco de desenvolvimento ou progressão do câncer de próstata.

Reposição segura de testosterona para homens com câncer de próstata

A terapia de reposição de testosterona (TRT) não piora os resultados oncológicos em homens hipogonadais com câncer de próstata, de acordo com os resultados do estudo apresentados na reunião anual da Canadian Urological Association 2016 em Vancouver. Jesse Ory, da Universidade da Colúmbia Britânica em Vancouver, e colegas identificaram 83 homens hipogonadais com câncer de próstata (PCa) que receberam TRT. O grupo incluiu 50 homens que receberam radioterapia (RT), 22 que foram submetidos a prostatectomia radical (RP), 8 colocados em vigilância ativa (AS), 1 com crioterapia e 1 tratados com ultra-som focalizado de alta intensidade. A idade mediana do paciente foi de 75,5 anos e o seguimento médio foi de 41 meses.

Os investigadores observaram um aumento nos níveis de testosterona e PSA em toda a coorte, mas apenas os doentes com PCA de baixo risco tiveram um aumento estatisticamente significativo no PSA. PSA aumentou nos pacientes com AS, mas nenhum desses pacientes foi atualizado para um maior escore de Gleason em biópsias de próstata subsequentes e nenhum ainda passou a tratamento definitivo, relataram os pesquisadores. Nenhum paciente RP apresentou recidiva bioquímica, mas 3 pacientes com RT (6%) fizeram, conforme definido pelos critérios de Phoenix de 2006 (nadir PSA mais 2 ng / mL). O grupo do Dr. Ory disse que não está claro se essas recorrências estavam relacionadas com TRT ou refletia a biologia natural de sua doença.

Terapêutica Bipolar Androgênica como terapia para homens com câncer de próstata

Dados preliminares sugerem que uma nova reviravolta na manipulação de hormônios no câncer de próstata, podem mostrar algum benefício. O método padrão para o tratamento é a terapia de privação de androgênio, mas a nova abordagem a intercala com injeções intramusculares de testosterona, a Terapêutica Bipolar Androgênica.

Os resultados, que foram apresentados na Genitourinary Cancers Simpósio (GUCS) 2016, também sugerem que a terapia bipolar androgênica pode ter um impacto positivo na qualidade de vida.

” O nome ‘bipolar’ vem do fato de que esta terapia destina-se a produzir as flutuações nos níveis de testosterona, a partir de um valor mínimo muito baixo no período de privação de androgênio ao pico muito elevado depois de receber injeções intramusculares de testosterona , ” disse o autor principal do trabalho,  Michael T. Schweizer, MD, da Universidade de Washington/Fred Hutchinson Cancer Center, Seattle. Mas são dados preliminares, salienta.

Sumanta Pal, médico e professor assistente do Departamento Pesquisa de Oncologia Médica e Terapêutica, em Duarte na Califórnia, concorda com o Dr. Schweizer que os dados são preliminares e necessitam ser validados. Segundo Dr. Pal ” Estes dados são muito promissores e podem realmente mudar o paradigma de como nós tratamos a doença por décadas. Está quase implícito que os pacientes que recebem testosterona experimentam uma melhoria na sua qualidade de vida, considerando o que observamos de suplementação de testosterona em homens saudáveis.

” Uma das consequências mais difíceis da privação hormonal terapêutica é a diminuição de testosterona, que se manifesta por ondas de calor, diminuição da libido e muitos pacientes muitas vezes expressam interesse em tomar testosterona, o que parece quase heresia, se considerarmos como funciona o câncer de próstata atualmente” disse ele.

” Mas talvez tratamentos hormonais para câncer de próstata possa ser uma abordagem mais sofisticada para este problema, potencialmente contribuindo para a melhoria da qualidade de vida”, disse ele.

Os moduladores do receptor de estrogênio inibem a proliferação e a migração de células de câncer de próstata.

Nos estágios iniciais, o câncer de próstata humano (CP) é uma doença sensível à modulação hormonal, que pode ser controlada farmacologicamente pelo bloqueio da ação dos androgênios. Esta terapia geralmente induz a seleção das células de câncer de próstata independentes de androgênio, com maior invasividade. Um trabalho realizado por pesquisadores da Universidade de Milão demonstrou recentemente, tanto em culturas celulares quanto em camundongos, que um metabólito da testosterona localmente sintetizado na próstata, o 5α-androstano-3β, 17β-diol (ou 3β-Adiol), inibe a proliferação, migração e invasão das células de câncer de próstata, atuando como um agente antiproliferativo  e antimetastático. O 3β-Adiol é incapaz de se ligar ao receptor de androgênios (RA), mas exerce sua proteção contra o câncer de próstata interagindo especificamente com o receptor de estrogênio beta (REβ). Devido à sua potencial retroconversão em esteroides androgênicos, o 3β-Adiol não pode ser utilizado “in vivo”, assim, os objetivo do estudo foi investigar a capacidade de quatro ligantes do REβ (raloxifeno, tamoxifeno, genisteína e curcumina) para neutralizar a progressão do CP imitando a atividade do 3β-Adiol. Os resultados obtidos pelos pesquisadores demonstraram que o raloxifeno, o tamoxifeno, a genisteína e a curcumina diminuíram a proliferação das linhagens celulares tumorais DU145 e PC3 de maneira dose-dependente. Os quatro compostos também diminuíram significativamente o desprendimento de células semeadas em laminina ou fibronectina. Além disso, as células de DU145 e PC3 tratadas com raloxifeno, tamoxifeno, genisteína e curcumina mostraram uma diminuição significativa na migração celular. Notavelmente, todos esses efeitos foram revertidos pelo antiestrogênio ICI 182.780, sugerindo que suas ações são mediadas pela via estrogênica, pelos REβs, o único tipo de receptor presente nesse tipo de câncer de próstata.

Em conclusão, esses dados demonstram que, ao ativar seletivamente o REβ, o raloxifeno, o tamoxifeno, a genisteína e a curcumina inibem a proliferação e migração de células de câncer de próstata humanas, favorecendo a adesão celular. Esses moduladores sintéticos e naturais da ação dos receptores de estrogênio podem exercer uma potente atividade protetora contra a progressão do câncer de próstata mesmo aqueles independentes de androgênios.

 

Terapia com testosterona suprafisiológica no tratamento do câncer de próstata.

Desde que Huggins definiu a natureza sensível aos andrógenos, do câncer de próstata, a supressão da testosterona sistêmica permaneceu como a terapia inicial mais efetiva para a doença avançada, embora a progressão ocorra inevitavelmente. Desde o início dos esforços clínicos para suprimir a sinalização do receptor de andrógenos (AR) ao reduzir seus ligantes (agonistas), também foi reconhecido que a administração de testosterona, em homens com câncer de próstata resistente à castração, pode resultar em respostas clínicas substanciais.

Os dados de modelos pré-clínicos mostraram repetidamente respostas bifásicas à administração de testosterona, com proliferação em baixas concentrações de andrógenos e inibição do crescimento em concentrações suprafisiológicas de testosterona. Muitas perguntas sobre a resposta bifásica do câncer de próstata ao tratamento com andrógenos permanecem sem explicação, principalmente em relação aos mecanismos que conduzem a essas respostas e a melhor maneira de explorar fenômeno bifásico clinicamente.

Em um artigo de revisão publicado por pesquisadores norte-americanos em 2017, foram analisados os dados pré-clínicos e clínicos sobre a repressão do crescimento tumoral com doses elevadas de andrógenos e discussão sobre os caminhos e mecanismos celulares que provavelmente estão envolvidos na mediação dessa resposta. Embora tenham sido observadas respostas clínicas significativas em homens com câncer de próstata tratado com altas dose de testosterona, nem todos os homens respondem, levando a perguntas sobre quais características do tumor promovem a resposta ou a resistência ao tratamento e destacam a necessidade de estudos destinados a determinar o (s) mecanismo (s) molecular (s) que conduzem essas respostas e identifiquem biomarcadores preditivos.

A utilidade clínica das possíveis combinações de tratamento dependerá claramente da importância relativa dos vários mecanismos propostos e da extensão em que a diversidade destes mecanismos observados no laboratório ocorra em tumores em seres humanos. Em última análise, a terapêutica com doses elevadas de testosterona provavelmente representará mais uma via para aplicar os princípios da medicina de precisão na otimização do atendimento de homens com câncer de próstata resistente à castração.

Derivado da Dihidrotestosterona  inibe a migração celular de câncer de próstata através da ativação do subtipo β do receptor de estrogênio (ERβ).

O crescimento do câncer de próstata depende, nos estágios anteriores, dos andrógenos e geralmente é modulado farmacologicamente com o bloqueio de androgênio. No entanto, a terapia com ablação dos androgênios pode gerar câncer de próstata independente de androgênio, muitas vezes caracterizado por uma invasividade aumentada. Pesquisadores da universidade de Milão descobriram que o derivado reduzido de testosterona, a dihidrotestosterona (o andrógeno natural mais potente) inibe a migração celular com um mecanismo independente do receptor de andrógenos. Também demonstraram que o metabólito da dihidrotestosterona 5α-androstano-3β,17β-diol (3β-Adiol), um esteroide que não se liga aos receptores de androgênios, mas se liga eficientemente ao receptor de estrogênio beta (ERβ), exerce uma potente inibição da migração da célula de câncer de próstata através da ativação da sinalização ERβ. Surpreendentemente, o estradiol não foi ativado, sugerindo a existência de diferentes caminhos para a ativação de ERβ em células de câncer de próstata. Além disso, o 3β-Adiol, através de ERβ, induz a expressão da E-caderina (uma glicoproteína de membrana que desempenha um papel crucial na adesão célula-célula) conhecida por ser capaz de bloquear a formação de metástases nas células do câncer de mama e da próstata. No total, os dados mostraram que (a) a testosterona circulante pode atuar com efeitos estrogênicos no processo catabólico presente na próstata, e (b) que o efeito estrogênico de derivados de testosterona (ERβ-dependente) resulta na inibição da migração celular, embora seja aparentemente diferente daquele ligado ao estradiol no mesmo receptor e pode ter efeito protetor contra invasão e metástase de câncer de próstata.

 

Supressão de testosterona em terapias contra o câncer de próstata aumentam a chance de Depressão

Homens mais velhos que recebem terapia de supressão de testosterona para câncer de próstata podem estar em maior risco de desenvolver depressão, sugere um grande estudo.As descobertas são baseadas em mais de 78.000 NOS homens tratados para câncer de próstata em estágio inicial, e eles foram publicados on-line no início deste ano no Jornal de Oncologia Clínica.Os pesquisadores descobriram que, entre os que receberam terapia de supressão hormonal, 7% desenvolveram depressão clínica nos próximos anos. Isso em comparação com 5% dos homens que não fizeram o tratamento.

As descobertas não provam que a terapia hormonal é a culpada. Mas eles oferecem “evidências bastante fortes” que podem ser o caso, disse o pesquisador sênior Dr.Paul Nguyen. Ele é diretor de braquiterapia da próstata emBrigham and Women’s Hospital, dentro Boston

Supressão de testosterona em terapias contra o câncer de próstata aumentam a chance de Doença de Alzheimer

Homens submetidos à terapia de redução de testosterona devido a um câncer de próstata são duas vezes mais propensos a desenvolverem a doença de Alzheimer, segundo dados de um novo estudo. Os baixos níveis de testosterona podem enfraquecer a resistência ao envelhecimento do cérebro e à doença de Alzheimer, advertiram os especialistas.

Homens que fazem terapia de privação de andrógeno (ADT) são duas vezes mais propensos a serem diagnosticados com a doença de Alzheimer nos anos seguintes ao tratamento, em relação àqueles que não se submetem à terapia, descobriram os pesquisadores.

Era sabido que reduzir drasticamente a atividade de andrógeno pode ter efeitos colaterais adversos. Estudos descobriram associações entre baixos níveis de testosterona e impotência, hipertensão arterial, obesidade, diabetes e depressão. Nos últimos anos, os estudos também ligaram a baixa testosterona a defeitos cognitivos. Os homens com a doença de Alzheimer teriam níveis de testosterona mais baixos do que os homens da mesma idade sem a doença.

Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia e da Universidade de Stanford analisaram os registros médicos de milhões de pacientes, identificando 18.000 com câncer de próstata, sendo que 16.888 tinham câncer da próstata não metastático. No total, 2.397 pacientes de câncer de próstata tinham sido tratados com terapia de privação de andrógeno. As análises e conclusões foram publicadas na Journal of Clinical Oncology.

 

Referências

Incidência de câncer de próstata em homens com hipogonadismo recebendo terapia de suplementação de testosterona

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24980615

A segurança da terapia de suplementação de testosterona no câncer de próstata

http://www.nature.com/nrurol/journal/vaop/ncurrent/full/nrurol.2014.163.html

Declínio controlado

http://www.revistapesquisamedica.com.br/PORTAL/imprime.asp?codigo=11675

Mais que 1 em cada 7 homens com hipogonadismo possuem câncer de próstata com PSA menor que 4 ng/dL.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17169647?dopt=Abstract

Testosterona pode não piorar o câncer de próstata

http://revistaonco.com.br/noticias/testosterona-pode-nao-piorar-o-cancer-de-prostata/

Reposição de testosterona deve ser feita mesmo em homens que tiveram câncer de próstata

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23395803

Não há correlação entre testosterona e câncer de próstata

http://www.nature.com/ijir/journal/v18/n4/full/3901418a.html

Efeito da terapia de reposição de testosterona no tecido da próstata em homens com hipogonadismo de início tardio: um estudo controlado randomizado.

http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=204163

Testosterone Replacement Safe for Men With Prostate Cancer

http://www.renalandurologynews.com/canadian-urological-association/testosterone-replacement-safe-for-men-with-prostate-cancer/article/505807/

Rapid cycling high dose testosterone (Bipolar Androgen Therapy) as therapy for men with metastatic castrate-resistant prostate cancer (mCRPC)

http://www.endocrine-abstracts.org/ea/0042/ea0042OC12.htm

La terapia ‘Bipolar’: un nuevo giro en el tratamiento de cáncer de próstata avanzado

http://sanidad.com/62662/la-terapia-bipolar-un-nuevo-giro-en-el-tratamiento-de-cancer-de-prostata-avanzado/

Modulators of estrogen receptor inhibit proliferation and migration of prostate cancer cells

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1043661813001709

The androgen derivative 5alpha-androstane-3beta,17beta-diol inhibits prostate cancer cell migration through activation of the estrogen receptor beta subtype.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/m/pubmed/15958594/

Supraphysiologic Testosterone Therapy in the Treatment of Prostate Cancer: Models, Mechanisms and Questions

http://www.mdpi.com/2072-6694/9/12/166

Prostate cancer patients on hormone therapy may be at increased risk of developing depression, a large study suggests

Androgen Deprivation Therapy and Future Alzheimer’s Disease Risk Kevin T. Nead, Greg Gaskin, Cariad Chester, Samuel Swisher-McClure, Joel T. Dudley, Nicholas J. Leeper…Show More

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

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68 respostas

  1. Tenho oitenta anos. Aos 57, tive a hipófise removida totalmente devido a um tumor benigno. Desde então faço de uso de testoterona(Durateston, agora. Deposteron), uma ampola de 7 em 7 semanas. Durante todo o tempo senti um certo medo, pois sempre ouvi dizer que o uso de testosterona produz câncer de próstata. Faço exames anualmente e minha próstata se mantêm pequena. O médico sempre comenta o fato. Graças a leitura deste artigo, sinto-me melhor. Estou imensamente grato ao Dr. Roberto F. do Amaral Neto.

      1. Dr., meu Pai tem sofrido muito com a terapia de supressão de Testosterona pós radioterapia, os Médicos do Hospital do Câncer insistem que é melhor manter a testo zerada pelo menos por 2 anos, porém, meu Pai, homem ativo na Roça, hoje com 64 anos, tem perdido a força, massa muscular e passou a ter dores nos joelhos, fora o terror das crises de calor. Me interessei pelo assunto do Tratamento Bipolar.

  2. Olá Dr, me encontro viajando atualmente e logo que retornar irei passar com um endocrinologista mas o que me aflinge até voltar é que recentemente fiz exames de testo e a total está 2.200 e a livre 2.303 e isso está me deixando apavorado pois no ano passado estava com 28 de testo total! Isso mesmo 28 e agora 2.200 o que isso pode me causar a curto prazo até eu passar e levar os exames para o endocrino? Serei muito grato se puder dizer qualquer coisa.

  3. ola dr. tenho 47 anos,e recentemente fiz uma biopsia da prsta,apareceu gleason 4+3, e depois fiz uma ressonancia da prosta, na ressonancia esta falando que o problema esta na vesicula seminal,gostaria de saber a sua opiniao sua sobre isto.ate o momento nenhum tratamento. obrigado aguardo seu comentario,meu psa hoje esta em 9.3

  4. Doutor, fiz exame recente e minha testosterona esta 10, estou apavorada. tenho nodulo no seio, me disseram que se fazer reposição e o nódulo for maligno, o câncer se manifesta em ate um ano, é verdade?

  5. Boa tarde Dr. Roberto, tenho 38 anos e recentemente fiz exames e minha testosterona deu abaixo de 250 , fui a um endócrino e ele receitou durateston de 250mg de 21 a 21 dias mas gostaria de saber se é seguro pois minha esposa e eu estamos tentando ter um bebê e segundo comentários essa droga sintética diminui na qualidade e quantidade do esperma afetando a fertilidade no homem, resumindo; tenho receio de solucionar um problema mas em contrapartida ficar infértil!!

      1. Doutor, o caso do meu esposo é semelhante a esse, porém a endocrinologista recomentou o uso do injetável DEPOSTERON de 21 e 21 dias 3 aplicações e avisamos a ela que queremos ter filhos. Temos apenas 31 anos e estamos muito preocupados com a possibilidade desse tratamento afetar nosso sonho. Por favor nos ajude!

        Muito obrigada

          1. Dr. VC pode nos indicar algum médico ou um tratamento. Moramos em Brasília. Como procurar um médico bom que posso nos ajudar tanto na reposição quanto na gravidez? É possível engravidar se o meu marido fazer essa reposição?

  6. Doutor, fiz um exame e meus níveis de testosterona estão estão muito abaixo do normal. Sei que não é problema da tireoide. Qual tipo de médico eu devo procurar?

    1. Em Brasilia Dr Icaro de Alcantara. Pode – se estimular a produção de testosterona com HCG ao invés de usar a própria testo. De quebra este hormonio tb estimularia a espermatogenese

  7. Boa tarde Dr Roberto Amaral, tenho 66 anos…uso regularmente o secotex para controlar a hiperplasia. Gostaria de saber se essa droga interfere no aparelho reprodutor, ou seja, no libido e outras áreas.
    Desde já agradeço pela atenção.

  8. doutor a 3 anos deu inicio a uma infecção na próstata ,o melhor urologista daqui me passou vários antibióticos melhorava e depois iniciava de novo ,fiz vários toque retal ele falou que estava inflamado ,olha foram várias caixa de antibióticos ,o meu estomago tentava aguentar, foi feito ultrassonografia mas não era nada serio assim disse quem fez a ultrassonografia, e tive que retornar o médico depois de 2 messes pois começou a arder depois coçar , mais isso só começa quando minha urina volta ao normal e urinado só uma vez de madrugada pensei fazer exame de testosterona ,pois diminuiu o prazer na area sexual e quem sabe possa até a minha próstata voltar ao normal tenho 58 anos gostaria de sua opinião

  9. Boa tarde Doutor, tenho 32 anos e de depois dos 30 anos engordei 16 kg, sempre fiz dieta e continuo fazendo, sou um ex atleta e ainda continuo fazendo muita atividade fisica, resolvi fazer alguns exames e minha tireoide está em 4.500 proximo do nivel de hipotiroidismo e minha testo está em 240 ng/dl, estou com muita dificuldade de perder peso e ganhar massa muscular. será esse o motivo..? muito obrigado

      1. Olá doutor , sempre tive bastante libido, mais acredito q pelo stres está me fazendo mal sempre fica na casa de 285 ng a testo total , fiz implante q durava seis meses mais não aumentou a libido , gel funcionava mais hj acredito q mudava a fórmula e não sinto mais o q sentia antes , aí médico me passou nebido é Bioidentica ? Minha quantidade de ejaculação diminuiu tem como aumentar ? Se eu quiser parar e tentar fazer subir naturalmente tomo clomid e em quanto tempo meu corpo volta a produzir de novo ? Obrigado pela atenção. Dúvida pq o chip hormonal não resolveu ? Minha testo ficava em 750 total , deposteron aumenta a libido mais cai muito rápido , fiquei muito nervoso .

        1. A instabilidade ( EFEITO ROOLER COSTER) das mais curtas que fazer este boom na libido
          chip e gel por serem mais estáveis, assim com nebido, no geral , proporcionam menos libido na média
          Clomifeno fará efeito , estimulando o testiculo a produzir testo e esperma depois que a testo exógena estiver saindo do corpo

  10. Bom dia doutor, fiz uso de nandrolona, que é um derivado da 19nor, minha testo total está em 600ng/dl, porém meu FSH está abaixo do mínimo, a qualidade do meu esperma está totalmente comprometida, faz 2 anos que usei esta droga. Minha libido está 30% do que costumava ser, porém consigo me virar… Será que no meu caso uma TRT seria eficiente e segura ? Tenho 27 anos.

  11. Prezado Dr. Roberto.
    Meu pai fez, há 2 anos, tratamento de radioterapia para câncer de próstata que estava em fase inicial, dentro da próstata. Após a radio, ele está recebendo injeções periódicas de supressor hormonal (castração química – estimativa de duração de 3 anos). Esse tratamento, que é padronizado no SUS, tem trazido bastantes efeitos colaterais.
    Pelo que li, não há evidência de que a testosterona seja causadora de câncer. Ele já foi a vários médicos, mas todos seguem a mesma conduta de ver a testosterona como vilã. Qual sua recomendação? Teria uma lista de médicos “pro-reposição” que atendem em Fortaleza? Grato.

  12. Doutor. Meu esposo apresentou um nivel baixo de testosterona e a endocrinologista dele receitou reposição hormonal injetável Deposteron 3 aplicações de 21 em 21 dias. Temos 31 anos e gostariamos de engravidar. Estou muito preocupada de nosso sonho de sermos pais ser afetado por esse tratamento. Você pode nos ajudar por favor?

    Muito obrigada

      1. Por favor, nos ajude. Tem algum especialista aqui em Brasília que você possa nos indicar? Como não temos conhecimentos, o que o médico falar não sabemos se é o correto a se fazer, mas queremos muito ter um filho. Se não fizer o tratamento e ele continuar com o hormonio baixo conseguimos engravidar? E se ele fizer o tratamento como podemos engravidar?

  13. Dr. Eu uso Durateston como anabolizante muscular. Faço 2 aplicações por semana e já estou na quarta aplicação. Pode causar aumento da próstata???

  14. Dr tenho 32 anos ,passei pelo endocrino ,ele me pediu exames e minha testo estava 282 ,ele me indicou nebido,tomei a injecao e melhorei bastante ,mas passado 2 meses alguns sintomas voltaram ,oq devo fazer

  15. Boa tarde Doutor.
    Infelizmente iniciei sem acompanhamento o uso de Durateston 02 vezes por semana por 3 semanas e quero parar.
    Devo usar Clomid e Tamoxifeno após 21 dias e durante 28 dias?
    Muito obrigado

  16. Dr., Gostaria de saber quanto tempo dura a reposicao de TRT?

    Meu namorado quis terminar por causa do tratamento, não estava se sentindo bem por não sentir libido.

    Gostaria de saber quanto tempo dura as aplicações? Se tem oscilações?

    Ele foi diagnosticado com Diabetes tipo 2, dorme muito pouco devido ao trabalho, tem o fator de estresse e gostaria de saber se isso influencia na testosterona.

    Estou sofrendo junto com ele por querer estar perto dele nesse momento… ele me diz se sentir um homem “lixo” dói ver ele sofrer.

    Mesmo separados em um dia… tivemos relação… mas ele teve ejaculação muito rápido…tem relação?

    Obrigada

  17. Bom dia Dr. Roberto

    Tenho 42 anos e fui diagnosticado com câncer de próstata, fiz a cirurgia Robótica para tetirada total da próstata há 03 meses, repeti o PSA e o resultado deu 0,01.

    Minha testosterona está baixa, tenho sintomas de depressão, falta de libido, e muita fraqueza sem coragem pra nada.

    Todos os médicos que falo da baixa testeterona, falam que não é seguro fazer o uso, gostaria de saber se neste meu caso o senhor recomendaria algum tipo de reposição.

    Obrigado

  18. Boa noite!
    Fiz um exame e observei que minha testosterona está em 336nd, tenho 42 anos e observei que de uns dois anos pra cá, estou ganhando peso com facilidade e tenho dificuldade para perdê-lo, possuo também alguns sintomas aqui relatados, como irritabilidade e outros tais como intolerância ao calor, baixa libido e ereções fracas, poca quantidade de esperma na ajaculação etc. Pergunto: esse nível de testosterona é considerado baixo pra minha idade? os sintomas aqui relatados pode ter correlação com esses níveis de testosterona? qual o melhor especialista para tratar do caso, um urologista ou endócrino? Abraço!

  19. Bom dia, Dr. Roberto. Hoje contamos com várias alternativas na reposição hormonal. Existe algum estudo comparando o desempenho de cada composto injetável, já que a diferença de preço da Nebido é muito grande comparando com a Durateston?

  20. tomo deposteron de 15 em 15 dias ha 5 anos, tenho 55 anos, ta tudo otimo na dispoisção e etc… tem algum problema esse tempo? terei q tomar a vida toda? os bioidenticos são melhores?

    so apareceu nesse tempo um pouco de pelo nos braços e costas.

    1. Tem -se que controlar exames com medico experiente no assunto periodicamente
      Deposteron é bioidentico e ao meu ver muito melhor que as forma topicas de testosterona. Uso ele assim como durateston ha 15 anos
      a dose é individual e prescrita depois de avaliação clinica mas varia de 7 a 14 dias média
      A necessidade de tomar a vida toda é individual e varia conforme os exames laboratoriais iniciais e ao longo do tempo

  21. fiz ciclo com durateston e stanozolol por 11 semanas. Logo após o termino das aplicações procurei um endocrino pra fazer a terpia pós ciclo. Ele me receitou Oxandrolona 10mg + Sulfato de zinco 25mg + Arginina100mg uma capsula por dia, segundo o medico minha testo ia voltar e com bons niveis. porem fiz o exame apos 40 dias e minha testo total estava 80. decidi tomar deposteron de 15 em 15 dias pra sempre. Qual o risco que eu corro com relação a ereção ( por um possivel dano na prostata) ?

    1. Esse médico não entende nada de TPC. Endocrino tradicional não é uma boa pedida nestes casos ( me refiro a maioria).
      A oxandrolona continuou suprimindo seu eixo e por isso a testosterona estava baixa quando mensurou novamente. TPC de verdade se faz com clomifeno, tamoxifeno, inibidor de aromatase ou HCG
      Com relaçao a pergunta, testosterona em niveis fisiologicos (otimizados) protege a próstata e a ereção, tende apenas a a ficar boa se for controlada a transformação de testosterona em estradiol ( aromatização)

  22. Doutor, uso hormus com gel de testosterona 5%…tenho sentido o bico do peito coçar…será que devo fazer uma terapia com clomifeno ou tamoxifeno?? Minha testo estava 350 antes das injeções. já tomei duas.
    obrigado por qualquer resposta

    1. Idealmente dosar estradiol e se estiver alto seria indicado o uso de anastrozol ou letrozol
      Clomifeno não faz sentido pois bloqueia receptor de estrogeno na hipófise, já tamoxifeno faz sentido pois bloqueia receptor de estrogeno na mama
      Ma converse com seu médico a respeito disso

  23. Olá Dr.Roberto
    Há 2 anos venho sofrendo com os sintomas de baixa testosterona. Ao fazer os exames, foi constatado 294 de testo e 30 de prolactina. Tenho apenas 29 anos e somente no terceiro médico endrocrino que passei, me foi receitado deposteron e cabergolina, pois este, após avaliar a ressonância da hipofise, constatou que estava normal. Entretanto, a dose passada seria de 21 em 21 dias. Mas pelo que andei pesquisando, seria ideal de 10 em 10 dias, devido a meia-vida do medicamento. Qual seria a sua opinião? Muito obrigado pela sua atenção e trabalho prestado. Abs

  24. Dr. Roberto.
    Tenho 39 anos.
    Tenho usado por conta propria ( pq nao acho medico que queira indicar a TRT – aqui no RJ.) uma ampola de Durateston a cada 7 dias.
    iniciei essa utilizacao agora em Junho/2020.
    O Sr. indicaria tomar uma ampola de Durateston a cada 7 dias ou num intervalo maior de dias?
    Pretendo manter isso por um Ano direto (semanalmente).
    Pois Pratico lutas e malho e, quero melhorar e manter performance e massa corporal.
    Muito Obrigado.

  25. bom dia Doutor , tenho 46anos se tivermos uma testosterona normal, uma boa saude fisiologica, e a libido esta baixo, o senhor poderia me responder se tem alguma coisa a ver com nosso sistema de dopamina. Obrigado doutor e parabéns pelo trabalho

  26. Tenho 43 anos fiz exames de testosterona pela primeira fez deu 265 e fiz um 2¤teste deu 248 e então fiz reposições por 2meses e ela caiu p/180 hoje usarei clomifeno e androgel por mês esta certo esse tratamento?

  27. Obg. Mas além do clomifeno 50mg ela tbém passou metiformina 500mg 2X ao dia.Eu só não entendi essa diminuição de 248
    p/ 180 após 2meses de reposição de androgel 50mg ao invés de aumentar esse assunto é muito difícil de entender só gostaria de ter a certeza de que tudo pode voltar como antes produzir testosterona através do meu proprio corpo.

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