Este estudo avaliou como diferentes componentes da atividade física — tempo sedentário, número de passos diários e atividade física moderada a vigorosa (MVPA) — se relacionam, ao longo do tempo, com a aptidão cardiorrespiratória, medida objetivamente pelo consumo máximo de oxigênio (VO₂).
Foram analisados 2.070 participantes do Framingham Heart Study, com idade média de 54 anos, acompanhados por cerca de 7,8 anos. A atividade física foi medida por acelerômetros e a aptidão cardiorrespiratória por teste cardiopulmonar de esforço máximo (CPET).
Principais achados
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Aumento de passos/dia e de MVPA, assim como redução do tempo sedentário, estiveram associados a melhora significativa do VO₂, em diferentes fases do exercício (início, pico e recuperação).
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A MVPA foi o fator com maior impacto positivo, mantendo associação consistente mesmo após ajuste para fatores de risco clínicos.
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Um aumento médio de:
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17 minutos/dia de MVPA, ou
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≈4.300 passos/dia (cerca de 54 minutos de caminhada), ou
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redução de ~250 minutos/dia de tempo sedentário,
esteve associado a um aumento de 5% no VO₂ pico (≈1,2 mL/kg/min).
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Indivíduos com maior número de passos ou maior MVPA apresentaram melhor VO₂, independentemente do tempo sedentário.
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Os resultados foram consistentes entre homens e mulheres, diferentes faixas etárias, presença ou não de obesidade e diferentes níveis de risco cardiovascular.
Conclusão:
Mudanças favoráveis no estilo de vida, especialmente o aumento da atividade física moderada a vigorosa, estão fortemente associadas a melhor aptidão cardiorrespiratória ao longo do tempo. O estudo reforça que não apenas se exercitar, mas aumentar progressivamente o nível de atividade física, é determinante para ganhos objetivos de condicionamento cardiovascular, com impacto direto na saúde.
Em termos práticos: mover-se mais — especialmente com intensidade moderada a vigorosa — melhora de forma mensurável a capacidade cardiorrespiratória, mesmo em adultos de meia-idade.
ste estudo avaliou como diferentes componentes da atividade física — tempo sedentário, número de passos diários e atividade física moderada a vigorosa (MVPA) — se relacionam, ao longo do tempo, com a aptidão cardiorrespiratória, medida objetivamente pelo consumo máximo de oxigênio (VO₂).
Foram analisados 2.070 participantes do Framingham Heart Study, com idade média de 54 anos, acompanhados por cerca de 7,8 anos. A atividade física foi medida por acelerômetros e a aptidão cardiorrespiratória por teste cardio
. 2021 Aug 26;42(44):4565–4575. doi: 10.1093/eurheartj/ehab580



