;O hormônio do crescimento ou somatropina, também conhecido pela sigla de Gh ( Growth Hormone) é um hormônio formado por um peptídeo de cadeia simples e secretado por uma glândula, pequena como um grão de feijão localizada na parte inferior do cérebro, chamada hipófise.
Como o nome diz, esse hormônio é absolutamente essencial para proporcionar o crescimento físico e a deficiência em sua produção é responsável pelos pela estatura muito baixa de algumas pessoas.
O hormônio do crescimento continua sendo secretado na idade adulta após a parada do crescimento, implicando em importantes funções metabólicas do GH nesta fase da vida.
Entre os 18 e 25 anos há uma queda exponencial na média de secreção de GH, com queda nos níveis de IGF -1.
Aos 60 anos, quase todas as pessoas tem taxa de secreção diária de GH baixíssimas.
Sua liberação no organismo ocorre de forma pulsátil ao longo do dia e a noite e maior taxa de liberação ocorre durante o sono
O hormônio do crescimento é usado na medicina para o tratamento de distúrbios do crescimento em crianças, infanto-juvenis, adolescentes e em adultos com deficiência de hormônio de crescimento.
Nos últimos anos, as terapias de reposição de hormônio de crescimento tornaram-se populares na luta contra o envelhecimento e obesidade mesmo que de forma contro versa.
SOMATOPAUSA:
Ocorre por um declínio exponencial na secreção de GH, o qual leva à deterioração da composição corporal ao longo do envelhecimento já que além de nos fazer crescer ao fim da adolescência, este hormônio tem a importante função de renovação, reparação de tecidos corpóreos e produção de colágeno.
Idealmente o diagnóstico deve ser realizado através da dosagem de IGF1 e teste de estímulo de Gh com INSULINA.
GH E QUEIMA DE GORDURA:
Em estudos com indivíduos saudáveis também puderam ser observados efeitos indicativos de lipólise ( queima de gordura) com a administração do GH. Gravholt et al. (1999) verificaram que a utilização do GH promoveu aumento na lipólise do tecido adiposo ( gordo) subcutâneo das regiões abdominal e glútea.
Lange et al. (2002) também observaram que a mobilização de ácido graxos livres , glicerol e lactato em indivíduos saudáveis submetidos a exercícios físicos aeróbios foi potencializada com a administração aguda de 7,5 UI de GH
CONSEQUENCIA DA DEFICIÊNCIA DA GH EM ADULTOS
Embora os sintomas sejam inespecíficos, os sinais são relevantes e podem levar a problemas que que resultem na redução do tempo de vida. Independente da época de início da deficiência os indivíduos sofrem uma gama de anormalidades metabólicas, de composição corporal e funcionais.
Sintomas:
- Diminuição da vitalidade e energia
- Diminuição da mobilidade física
- Humor deprimido
- Labilidade emocional
- Ansiedade
- Distúrbios da função sexual
- Isolamento social
Sinais:
1- Alterações da composição corporal:
- Redução da massa magra
- Aumento da massa gorda
- Aumento de gordura visceral
- Redução da água corporal
- Redução da densidade óssea
2- Diminuição da força
3- Aumento do IMC
4- Aumento da relação cintura quadril
5- Perfil lipídico anormal:
- Aumento do colesterol total
- Aumento do LDL
- Redução do HDL
6- Aumento do fibrinogênio – fator de coagulação envolvido em eventos tromboembólicos
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Nas pessoas adultas com deficiência de GH, a reposição desse hormônio induz :
- Aumento da energia
- Melhora do bem-estar físico
- Aumento da massa muscular de forma gradual e sem exageros, caso se use doses fisiológicas
- Reduz o peso corporal com redistribuição da gordura abdominal
- Melhora o raciocínio, a concentração e a memória
- Melhora a qualidade do sono
- Melhora os parâmetros cardiovasculares
- Melhora o perfil lipídico
- Melhora a qualidade de vide
- Aumenta a densidade mineral óssea
Fonte: Livro Fisiologia e Fisiopatologia do Hormônio do Crescimento
Indicações:
- A administração de GH a adultos deve obedecer a uma indicação clínica precisa, somada ao déficit laboratorial e físico.
- Além disto outros parâmetros laboratoriais e de imagem devem ser analisados para ser usado com segurança.
- Somente sob orientação médica o uso terapêutico do GH pode ser benéfico e seguro.
- Os riscos do tratamento são bastante raros quando o GH é prescrito em doses fisiológicas e se bem indicado
Contra indicações: ( quando não deve ser usado)
- Doença maligna ativa
- Hipertensão intracraniana
- Insuficiência cardíaca severa
- Retinopatia diabética
- Gravidez
Efeitos colaterais: em geral visto em doses supra fisiológicas .
- Edema e dor articular
- Intolerância a glicose e resistência a insulina
- Síndrome do túnel do carpo
- Crescimento de extremidades
Hormônio do Crescimento (GH) e Sistema Imune
De maneira inversa, no mesmo tempo que recebíamos o alento quanto ao poderoso aliado, foi iniciada a especulação de que o GH deflagraria o aparecimento de cânceres, ou ainda favoreceria o aumento na velocidade daqueles pré-existentes, porém, em doses fisiológicas o que ocorre é provavelmente o contrário.
Durante toda a nossa vida ocorre um constante embate entre o nosso sistema imunológico e células que perdem o senso proliferativo normal, assumindo postura cancerígena ou mais exatamente, iniciando um processo de replicação celular sem controle.
Há algum tempo temos conhecimento da existência de células do sistema imunológico, matadoras naturais (Natural Killer-NK), as quais eliminam células iniciantes do processo tumoral e alguns trabalhos científicos demonstram que o GH tem relação com a boa performance das células NK como visto nos artigos abaixo:
- Exogenous growth hormone treatment alters body composition and increases natural killer cell activity in women with impaired endogenous growth hormone secretion. Douglas M. Crist, Glenn T.
- Lymphocyte subset distribution and natural killer activity in growth hormone deficiency before and during short-term treatment with growth hormone releasing hormone. W. Kiess, S. Malozowski, M. Gelato, O. Butenand, H. Doerr, B. Crisp, E. Eisl, A. Maluish, B.H Belohradsky.
- Growth hormone, lymphocytes and macrophages. Keith W. Kelley.
Hormônio do crescimento ( GH) e colesterol.
Três estudos relacionados abaixo indicam que o tratamento com o hormônio de crescimento melhora o perfil lipídico sérico, reduzindo o colesterol total e LDL, o mau colesterol. Dois dos estudos também indicam que o perfil do HDL melhora após alguns meses de tratamento.
Um dos estudos, realizado pelos pesquisadores do Departamento de Endocrinologia da University Hospital, em Malmo, Suécia e publicado no Clinical Endocrinology (Oxford), concluiu que o perfil lipídico dos 31 pacientes tratados melhorou, com a redução do LDL-colesterol no soro acompanhado de uma melhoria significativa da razão LDL/HDL e do HDL-colesterol após 12 meses de tratamento.
Veja os estudos:
- “Effects of recombinant human growth hormone on serum lipid in aged male patients with chronic heart failure.” De um grupo chinês que usou GH humano recombinante no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca crônica (ICC), e concluiu que o GH influencia o metabolismo dos lipídeos, reduz o nível de LDL-Colesterol, e Colesterol Total (TC). No entanto GH não tem efeitos sobre o HDL-Colesterol e nível de triglicerídeos (TG).
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25244793
- “The effects of GH replacement therapy on cardiac morphology and function, exercise capacity and serum lipids in elderly patients with GH deficiency”. Dos pesquisadores do Departamento de Endocrinologia da University Hospital, Malmo, Suécia.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15212653
- “The effect of recombinant human GH replacement therapy on lipoprotein(a) and other lipid parameters in adults with acquired GH deficiency: results of a double-blind and placebo-controlled trial.” Este estudo publicado por pesquisadores alemães do Departmento de Gastroenterologia e Endocrinologia, da Georg-August-University, em Göttingen, Alemanha, mostra um efeito desfavorável da terapia de substituição com GH humano recombinante nos níveis séricos da Lp(a), que é, contrabalanceada por um efeito favorável do GH no colesterol total (CT), LDL-C e nas razões CT/LDL-C e LDL-C/HDL-C.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9405024
Um estudo indica a terapia com hormônio de crescimento (GH) para Doença de Crohn
A doença de Crohn é uma desordem inflamatória crônica do intestino. Em um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Pediatria do Hospital da North Shore University e da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, avaliou-se a administração do hormônio de crescimento (somatropina), bem como uma dieta rica em proteínas na melhora dos sintomas da doença.
Para isto, foram distribuídos aleatoriamente a 37 adultos com Doença de Crohn ativa moderada a grave, quatro meses de injeções de hormônio de crescimento auto-administráveis (dose de ataque de 5 mg por dia, por via subcutânea durante uma semana, seguido por uma dose de manutenção de 1,5 mg por dia) ou placebo.
Todos os pacientes foram instruídos a aumentar a sua ingestão de proteínas em pelo menos 2 g por quilograma de peso do corpo por dia.
Os pacientes continuaram a ser tratados pelos seus médicos habituais e receber outros medicamentos para a doença de Crohn.
A meta primária dos cientistas foi a redução na pontuação do Índice de Atividade da Doença de Crohn ao término dos quatro meses do experimento.
Os escores podem variar de 0 a 600, com escores mais altos indicando maior atividade da doença.
No início do experimento, a média de pontuação do Índice de Atividade da Doença de Crohn foi um pouco maior entre os 19 pacientes do grupo que tomou o hormônio de crescimento do que entre os 18 pacientes do grupo placebo.
RESULTADO:
Ao final dos quatro meses, a pontuação do Índice de Atividade da Doença de Crohn havia diminuído em média de 143 pontos no grupo tratado com o hormônio de crescimento, em comparação com uma diminuição de apenas 19 pontos no grupo tratado com placebo.
Este estudo sugere que o hormônio do crescimento pode ser um tratamento benéfico para pacientes com a Doença de Crohn.
Fonte:
A PRELIMINARY STUDY OF GROWTH HORMONE THERAPY FOR CROHN’S DISEASE
http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJM200006013422203
Hormônio do crescimento e Cognição (capacidade intelectual)
Dados recentes indicam que a terapia com hormônio do crescimento pode ter um papel na melhoria da função cognitiva.
Terapia de substituição de GH em animais experimentais e humanos neutraliza disfunções relacionadas com a aprendizagem e a memória. Esta hormônio poderia interagir com receptores específicos localizados em áreas do sistema nervoso central que são associados a memória e aprendizagem.
Acredita-se que o GH esteja envolvido na plasticidade sináptica, o que altera a capacidade cognitiva. GH também tem um efeito protetor no sistema nervoso central, tal como visto em em doentes com lesão medular.
Os dados coletados a partir de modelos animais demonstram que o GH pode também estimular a neurogênese.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23629538/
Hormônio do crescimento (GH) e Obesidade.
A obesidade tornou-se um dos problemas médicos mais comuns em países desenvolvidos, e esta doença está associada a alta incidência de hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e câncer específicos.
O GH estimula a produção do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IgF1) na maioria dos tecidos, e em conjunto GH e IgF1 exercem potentes ações coletivas em gorduras, proteínas e o metabolismo da glicose.
Os ensaios clínicos para avaliar os efeitos de tratamento com GH em pacientes com obesidade mostraram reduções consistentes na massa total do tecido adiposo, em particular abdominal e viscerais .
Além disso, os estudos em pacientes com obesidade abdominal demonstraram um efeito marcante da terapia GH sobre a composição corporal e em lipídios e glicemia.
Portanto, a administração de GH humano recombinante ou a ativação da produção de GH endógeno tem um grande potencial para tratamento de obesidade e suas disfunções metabólicas
No entanto, o uso clínico de GH tem controvérsias , por conta de dados conflitantes sobre os seus efeitos sobre a glicemia. Esta revisão fornece uma introdução ao papel do GH na obesidade e resume os dados clínicos e pré que descrevem como GH pode influenciar o estado obeso.
FONTE; Nature Reviews Endocrinology 9, 346-356 (June 2013) | doi:10.1038/nrendo.2013.64 The GH/IGF-1 axis in obesity: pathophysiology and therapeutic considerations Darlene E. Berryman, Camilla A. M. Glad, Edward O. List & Gudmundur Johannsson
Efeitos do hormônio do crescimento (GH) no metabolismo da glicose e resistência à insulina em seres humanos
O hormônio do crescimento (GH) é importante para promover o crescimento somático e a regulação do metabolismo do substrato.
A ação metabólica da GH ocorre em vários tecidos, incluindo o fígado, músculo, tecido adiposo e pâncreas, direta ou indiretamente, através do fator de crescimento semelhante a insulina 1.
A ação diabetogênica da GH foi bem descrita em estudos anteriores in vivo. A terapia com GH antagoniza a ação da insulina nos tecidos periféricos, como o músculo esquelético, fígado e tecido adiposo, aumentando assim a produção de glicose a partir do músculo esquelético e do fígado e diminui a absorção de glicose a partir do tecido adiposo.
A produção de insulina é aumentada para compensar o aumento da glicose circulante após administração de GH.
Em um artigo de revisão publicado em 2017 na Annals of Pediatric Endocrinology & Metabolism, pesquisadores coreanos analisaram os efeitos metabólicos do GH nos tecidos periféricos com foco no metabolismo da glicose e resistência à insulina e discutiram os resultados de estudos humanos, sobre os efeitos a longo prazo da administração de GH na resistência à insulina e na hiperglicemia.
“Diversos estudos em seres humanos sugeriram que a administração de GH em adultos deficientes em GH pode reduzir a adiposidade visceral e melhorar os distúrbio cardio-metabólicos”
No entanto, alguns estudos suscitaram preocupações com o aumento da resistência à insulina e diminuição da glicemia em jejum durante o tratamento com GH, especialmente em pacientes com obesidade e pacientes idosos.
Estudos em crianças e adolescentes também sugeriram que a administração de GH pode induzir resistência à insulina em tratamento de curto prazo, mas suas consequências a longo prazo ainda não foram totalmente determinadas.
Portanto, é prudente monitorar possíveis consequências negativas sobre o metabolismo da glicose durante e após a administração de GH.
O hormônio do crescimento (GH) causa câncer?
A capacidade do GH, através do seu peptídeo mediador IGF-1, para influenciar regulação do crescimento celular tem sido o foco de muito interesse nos últimos anos. Nesta revisão, vamos explorar a associação entre GH e câncer.
Dados experimentais disponíveis apoiam a sugestão de que o status do GH/IGF-1 pode influenciar o crescimento de tecidos neoplásicos.
Extensos dados epidemiológicos existentes também suportam uma ligação entre o status do GH/IGF-1 e risco de câncer.
Estudos epidemiológicos de pacientes com acromegalia indicam um risco aumentado de câncer colorretal, embora o risco de outros cânceres não esteja provado e um estudo de longo prazo no acompanhamento de crianças deficientes em GH, tratadas com GH hipofisário indicou um risco aumentado de câncer colorretal.
Por outro lado, estudos extensivos dos resultados da reposição de GH em sobreviventes de câncer infantil não mostram evidências de novos cânceres e estudos de vigilância mais recentes de crianças e adultos tratados com GH revelaram nenhum aumento observado no risco de câncer.
No entanto, dada a evidência experimental que indica que o GH/IGF-1 fornece um ambiente anti-apoptótico que possam favorecer a sobrevivência de células geneticamente danificadas, em observação de longo prazo é necessária; ao longo de muitos anos, até mesmo uma sutil alteração no meio ambiente nessa direção, apesar de não induzir o câncer, pode resultar na aceleração da carcinogênese.
Finalmente, mesmo que a terapia GH/IGF-1 não resultar em um pequeno aumento no risco de câncer em comparação com pacientes não tratados com deficiência de GH, é provável que o risco eventual será o mesmo que a população em geral.
Esta restauração à normalidade terá de ser equilibrado com a morbidade conhecido de deficiência de GH não tratada
Fonte:
Does growth hormone cause cancer?
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16430706/
O hormônio do crescimento (GH) e o Mito do Câncer
Quando se fala em hormônio de crescimento (GH) sempre o associamos, de forma quase automática, ao aparecimento de cânceres. Apesar de haver um certo respaldo neste medo, que culturalmente vem se propagando, a literatura atual nos tranquiliza sobre este risco.
Sobre o polêmico tema, a revista Oncotarget, na sua edição de novembro, publicou um artigo. O trabalho compilou diversos estudos em que foi usado GH.
Obviamente que a prescrição do hormônio obedeceu os critérios diagnósticos vigentes e apenas aqueles com deficiência comprovada receberam o hormônio, totalizando mais de 11 mil pessoas.
Surpreendentemente (ou não) os resultados foram no sentido oposto ao senso comum e ao que é veiculado pela mídia leiga.
O uso de GH em pessoas com deficiência, reduziu de forma significativa o surgimento de cânceres.
Conclusão: “Our study suggests that growth hormone replacement therapy could reduce risk of cancer in adult with growth hormone deficiency.”
Segurança a longo prazo do hormônio do crescimento (gh)
Os dados preliminares de um estudo (SAGhE) sobre a segurança e adequação dos hormônios de crescimento levaram a preocupações com a segurança do GH recombinante humano, sugerindo que o GH pode aumentar a mortalidade e a incidência de AVC em pacientes tratados durante a infância para deficiência de GH ou baixa estatura.
Em um artigo de revisão publicado em 2017 na Clinical Endocrinology, pesquisadores dinamarqueses e alemães revisaram os dados de segurança publicados, com foco em mortalidade, neoplasias, eventos cerebrovasculares e diabetes em uma série de registros de GH de grandes empresas farmacêuticas .
Esta revisão da literatura foi realizada usando o PubMed, o EMBASE e o Google Scholar para identificar todos os dados de segurança relevantes dos registros GH dos fabricantes publicados entre 1988 e abril de 2016.
Os resultados foram selecionados manualmente para excluir publicações não relevantes; referências bibliográficas de artigos recuperados foram avaliadas para quaisquer referências adicionais.
Os dados publicados não suportam um risco aumentado de mortalidade em crianças ou adultos tratados com GH.
Não houve evidência de aumento do risco de acidente vascular cerebral, novas doenças malignas, leucemia, tumores extracranianos não leucêmicos ou recorrência de malignidade intracraniana em pacientes sem fatores de risco.
O risco de uma segunda neoplasia é aumentado, particularmente se os pacientes receberam radioterapia para um tumor do sistema nervoso central. Pode haver um risco aumentado de diabetes tipo 2 em pacientes tratados com GH, mas isso parece estar limitado a aqueles com fatores de risco pré-existentes.
CONCLUSÃO: Os pesquisadores concluíram que pacientes com fatores de risco para malignidade ou diabetes tipo 2 devem ser tratados com cautela e monitorados durante o seguimento, mas os dados publicados atuais fornecem segurança no perfil de segurança a longo prazo do GH em pacientes que recebem tratamento com GH.
O hormônio do crescimento (GH) , produção de colágeno e cicatrização de feridas
Green e col. (1985) afirmaram que o hormônio de crescimento estimula a formação de tecido por 2 mecanismos: um direto que leva a diferenciação de células precursoras e um mecanismo indireto, mediado pelo aumento do IGF-I, que estimula a proliferação celular por mecanismos autócrinos e parácrinos.
Segundo estes autores o GH é capaz de influenciar o metabolismo dos fibroblastos levando a aumento da síntese da matriz, incluíndo os colágenos tipo I e III. Hollander e col. (1984) e Skottner e col. (1990)concluíram que o GH atua na fase inflamatória do processo cicatricial, por aumentar a produção dos fatores de crescimento ou sinergicamente sobre os fatores que atuam nessa fase.
Rasmussen e col. (1992) observaram que em pacientes portadores de úlcera venosa crônica de perna, o hormônio do crescimento estimulou a cicatrização, demonstrado pela elevação do propeptídeo do colágeno tipo I e do colágeno tipo III12.
Segundo Haukipuro e col. (1990) os propeptídeos dos colágenos I e III refletem a produção local dos colágenos tipo I e III. Vance (1990) sugeriu que o GH atuaria no fígado e em outros tecidos estimulando a produção do fator de crescimento “like”insulina (IGF-I) o qual é responsável por promover os efeitos de crescimento do GH
REFERÊNCIA: O HORMÔNIO DE CRESCIMENTO E A CONCENTRAÇÃO DE COLÁGENO NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS DE RATOS. Maria de Lourdes Pessole
Tratamento com hormônio do crescimento (GH) para redução contínua da dor e melhora na qualidade de vida na FIBROMIALGIA severa.
O hormônio do crescimento pode ser um tratamento complementar efetivo para o manejo da dor e da fadiga em pacientes com fibromialgia, particularmente em um subconjunto com valores baixos de fator de crescimento insulina-like 1.
Foram sugeridos defeitos funcionais na secreção de hormônio do crescimento (GH ou Growth Hormone, em inglês) e sua eficácia como tratamento complementar para a fibromialgia.
Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis investigou a eficácia e a segurança do GH em baixas doses como terapia complementar em pacientes com fibromialgia grave e níveis baixos de insulina tipo 1.
Um total de 120 pacientes foram matriculados em um estudo multicêntrico controlado por placebo durante 18 meses.
Eles foram aleatoriamente designados para receber 0,006 mg/kg/dia de GH S.C. (grupo A, n = 60) ou placebo (grupo B, n = 60) durante 6 meses (fase cega).
O grupo tratado com placebo foi trocado para o tratamento com GH do mês 6 até o mês 12 (fase aberta) e um período de seguimento após a descontinuação de GH foi realizado até o mês 18. Tratamento padrão para fibromialgia (inibidores seletivos de reabsorção de serotonina, opioides e amitriptilina) foi mantido ao longo do estudo.
No final do estudo, os pacientes do Grupo A apresentaram pontuações de Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ) significativamente melhoradas (P = 0,01) em comparação com o grupo B.
Embora a descontinuação de GH tenha agravado todas as pontuações em ambos os grupos durante o seguimento, o comprometimento da percepção da dor foi menos pronunciado no grupo tratado com GH (P = 0,05).
Baseados nos resultados obtidos, os pesquisadores concluíram, neste maior e mais longo estudo controlado por placebo realizado em fibromialgia, que a adição de GH ao tratamento padrão foi eficaz na redução da dor.
Efeitos da terapia hormonal de crescimento (GH) na densidade óssea e risco de fratura em osteoporose relacionada à idade na ausência de deficiência de hormônio do crescimento: uma revisão sistemática e meta-análise .
O hormônio do crescimento (GH) é um hormônio peptídico que desempenha um papel central no metabolismo ósseo, tanto direta quanto indiretamente, através da produção local e sistêmica de fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1).
A importância do GH na fisiologia óssea é ilustrada em pacientes com deficiência de hormônio do crescimento, os quais apresentam baixa densidade mineral óssea (DMO) e aumento do risco de fraturas.
Em adultos, a deficiência do hormônio do crescimento (GHD) tem sido associada à baixa densidade mineral óssea (DMO), efeito contrabalançado pela reposição do hormônio do crescimento (GH). Se GH é benéfico em adultos com perda de massa óssea relacionada à idade e sem hipopituitarismo, não está claro.
Para avaliar esta questão, uma equipe pesquisadores norte-americanos e libaneses realizaram uma pesquisa sistemática da literatura usando Medline, Embase e o Registro Cochrane de Ensaios Controlados.
Os pacientes que receberam GH tiveram uma diminuição significativa no risco de fratura em comparação com o controle. Os eventos adversos relatados não foram importantes, principalmente relacionados à retenção de líquidos.
Os pesquisadores concluíram, baseados nos resultados obtidos, que o GH pode não melhorar a densidade mineral óssea em mulheres com perda óssea relacionada à idade, mas pode diminuir o risco de fraturas.
Estudos maiores de longa duração são necessários para explorar esses achados em ambos os sexos e investigar o efeito do GH na qualidade dos ossos.
Hormônio do crescimento ( GH) e complicações por COVID -19 ( coronavírus)
Recentemente, surgiram evidências sobre um risco aumentado de síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS ‐ CoV ‐ 2) com pior prognóstico em pacientes idosos do sexo masculino com obesidade e uma diminuição do hormônio do crescimento (GH).
Este estudo mostrou uma revisão abrangente das possíveis ligações entre o comprometimento do eixo do GH/ IGF1 e a gravidade da doença gerada pelo Coronavírus.
Em primeiro lugar, evidências inequívocas sugerem que a desregulação do sistema imunológico representa um elemento-chave na determinação da gravidade da SARS ‐ CoV ‐ 2, além de estar associada à deficiência de GH de início na idade adulta.
Notavelmente, se o GH está fisiologicamente envolvido no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico e sua reposição em pacientes com deficiência de GH parece influenciar positivamente.
Além disso, a fibrinólise prejudicada (que favorece formação de trombos), associada à deficiência de GH pode representar uma ligação adicional entre o comprometimento do eixo GH/IGF1 e a gravidade do COVID-19.
Em conclusão, várias evidências suportam uma relação entre deficiência de GH e complicações por COVID-19.
REFERÊNCIA: Is growth hormone insufficiency the missing link between obesity, male gender, age and COVID‐19 severity?
Reposição de GH em idosos: vale a pena?
Podemos confirmar que reposição de de GH (GHrt) em pacientes com deficiência deste hormôno pode contribuir para a restauração de um estado fisiológico de saúde, sem induzir efeitos adversos significativos, em particular quando o tratamento é adequado e individualizado .
As principais, embora poucas, evidências dizem respeito a melhorias na qualidade de vida, risco cardiovascular, e perfil metabólico ; no entanto, estudos direcionados sobre esta população são fortemente recomendados para confirmar esses resultados, para testar adequadamente a eficácia e segurança do GHrt na velhice e para otimizar os aspectos de diagnóstico.
Acreditamos que seria importante selecionar pacientes adequados para tratamento, levando em consideração seu estado de saúde, comorbidades, expectativa de vida e medicamentos em uso, bem como adesão ao tratamento crônico (ou seja, estado cognitivo, presença de um cuidador, etc.).
EFEITOS DO GH
| Parâmetro | Tendência no Envelhecimento | Efeito do GH |
|---|---|---|
| Densidade óssea | ↓ Diminui | ↑ Aumenta |
| Força muscular | ↓ Reduzida | ↑ Melhora |
| Qualidade de vida | ↓ Piora com a idade | ↑ Melhora geral |
| Risco cardiovascular | ↑ Aumenta | ↓ Reduz |
| Massa gorda | ↑ Aumenta | ↓ Diminui |
| Longevidade | ? Efeito incerto | ? Efeito incerto |
A evidência disponível até o momento sugere, em pacientes com hipopituitarismo, DEFICIÊNCIA DE GH contribui para o excesso de mortalidade e reposição de de GH contribui para NORMALIZAR estas taxas mas uma verdadeira relação entre a redução da mortalidade e GHrt não foi estabelecido de forma conclusiva com longo prazo estudos prospectivos controlados
Podemos concluir afirmando que o principal objetivo do GHrt no paciente idoso deve melhorar a QUALIDADE DE VIDA, prolongar a independência e evite a fragilidade .
O declínio relacionado à idade nos níveis de GH-IGF-1 não justifica a suplementação de GHrt, mas os pacientes com GHD estabelecido deve ser considerado para tratamento, independentemente de idade, mas levando em consideração as condições gerais, comorbidades e expectativa de vida, analisando cada caso individualmente
Acrescentamos que, considerando os custos de GHrt e os efeitos principalmente de longo prazo, a relação custo / benefício devem sempre ser cuidadosamente avaliados, especialmente em uma população com uma expectativa de vida reduzida
Em nossa opinião, o objetivo principal do reposição de de GH deve ser um melhoria significativa na qualidade de vida, que só pode ser alcançada através do desenvolvimento de tratamento personalizado e cuidadoso acompanhamento. Para isso, é necessário ampliar os estudos de reposição de de GH na população idosa.
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O hormônio do crescimento desempenha um papel fundamental no aumento das taxas de sobrevivência após cirurgia hepática
O hormônio do crescimento foi identificado como desempenhando um papel fundamental na redução da inflamação e no aumento da sobrevida após uma cirurgia hepática.
Pesquisadores do Instituto Diamantina da Universidade de Queensland investigaram como o hormônio de crescimento do corpo auxilia na regeneração do fígado em um estudo usando ratos.
O líder do projeto, Andrew Brooks, disse que os ratos não sobreviveram à cirurgia para remover dois terços do fígado se não tivessem o receptor necessário para transmitir sinais de hormônio do crescimento para as células.
Os ratos com receptores normais de hormônio do crescimento sobreviveram ao procedimento e sofreram regeneração hepática completa.
Descobrimos que o hormônio do crescimento induzia a produção de uma proteína chamada HLA-G, que suprimia a resposta inflamatória após a cirurgia.
Ao administrar a proteína HLA-G a camundongos deficientes no receptor do hormônio do crescimento, conseguimos reduzir a inflamação e permitir a regeneração e a sobrevivência do fígado.
Dr. Andrew Brooks, Líder de Projeto, Instituto Diamantina da Universidade de Queensland
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Estudos clínicos com rhGH (GH) em adultos e idosos
| Estudo | População | Dose / Regime | Resultados Principais |
|---|---|---|---|
| Marcus et al. (1990) | 18 adultos saudáveis (67,7 ± 0,8 anos) | 0,03; 0,06 ou 0,12 mg/kg/dia de rhGH por 7 dias | Aumento de IGF-1, PTH e calcitriol; aumento da excreção urinária de hidroxiprolina e cálcio; redução da excreção urinária de sódio |
| Rudman et al. (1990) | 45 homens saudáveis (61–81 anos) | 0,03 mg/kg de rhGH 3×/semana por 18 meses vs. placebo | Aumento da massa corporal magra; redução da massa muscular e da massa adiposa |
| Holloway et al. (1994) | 27 mulheres saudáveis (60–82 anos) | 0,013 mg/kg/dia de rhGH por 6 meses vs. placebo | Redução da gordura corporal em 11% e aumento da massa magra em 6,7%; redução de marcadores de reabsorção óssea |
| Yarasheski et al. (1995) | 23 homens saudáveis sedentários (64–75 anos) | 12,5–24 µg/kg/dia de rhGH + exercício resistido por 16 semanas vs. placebo + exercício | Aumento da água corporal total, massa livre de gordura e síntese proteica corporal total |
| Papadakis et al. (1996) | 52 mulheres saudáveis (70–85 anos) | 0,03 mg/kg de rhGH 3×/semana por 6 meses | Redução da gordura corporal em 4,3%; aumento da massa magra em 3,4%; redução da massa adiposa em 13,1%; aumento da densidade mineral óssea lombar em 8,5% |
| Welle et al. (1996) | 14 adultos saudáveis (62–74 anos) | 0,03 mg/kg de rhGH 3×/semana por 3 meses | Aumento da massa magra, força muscular e gasto energético diário; redução da oxidação lipídica em 36% |
| Butterfield et al. (1997) | 14 mulheres saudáveis (66–82 anos) | 0,025 mg/kg/dia de rhGH vs. 0,015; 0,03 ou 0,06 mg/kg/dia de GH | Aumento do balanço nitrogenado proteico; preservação da massa proteica corporal |
| Holloway et al. (1997) | 84 mulheres pós-menopáusicas osteopênicas (69,2 ± 6,5 anos) | 20 µg/kg/dia de rhGH por 7 dias vs. placebo, seguido de 20 µg/kg/dia por 45 dias ou placebo (crossover) | Aumento da densidade mineral óssea lombar e femoral total |
| Kozakowski et al. (1998) | 18 homens saudáveis (60,2 ± 2,4 anos) | 0,125 UI/kg/dia de rhGH por 12 meses | Aumento da densidade mineral óssea lombar e do colo do fêmur |
| Henrik et al. (2000) | 16 mulheres saudáveis (75 ± 1 ano) | 0,15 UI/m² de rhGH/dia por 6 semanas; depois 0,15 UI/m²/dia alternado por 12 semanas + treinamento resistido | Aumento da atividade da citrato sintase, L-3-hidroxiacil-CoA desidrogenase muscular, massa corporal magra e redução da massa adiposa |
| Taaffe et al. (2001) | 27 mulheres obesas pós-menopáusicas (59–79 anos) | 0,025 mg/kg/dia ou 0,015 mg/kg/dia de rhGH por 12 semanas vs. placebo | Redução da gordura corporal e do tronco; maior redução de gordura troncular em comparação aos membros |
| Münzer et al. (2001) | 110 adultos saudáveis (65–88 anos) | rhGH 20 µg/kg 3×/semana vs. TRH isolada vs. placebo por 6 meses | Aumento de IGF-1 no grupo rhGH; redução da gordura abdominal; melhora da sensibilidade à insulina |
| Harman & Blackman (2004) | 131 adultos saudáveis (65–88 anos) | rhGH + TRH em mulheres e testosterona em homens vs. placebo por 26 semanas | Aumento da massa magra; redução da gordura corporal; aumento do VO₂máx em 8,5% no grupo combinado |
| Hamed et al. (2004) | 19 homens saudáveis (70–82 anos) | rhGH 0,15 UI/m²/dia escalonado até 0,3 UI/m²/dia por 12 semanas | Aumento de IGF-1, IGFBP-3 e expressão de mRNA de IGF-1 |
| Giannoulis et al. (2006) | 80 homens saudáveis (65–80 anos) | rhGH para manter IGF-1 no terço superior do intervalo etário vs. placebo | Aumento da massa magra e da capacidade aeróbica; redução da gordura corporal e da adiposidade abdominal |
| Devin et al. (2008) | 10 adultos saudáveis (26–65 anos) | 0,03 mg/kg/semana de rhGH por 4 semanas, depois 0,06 mg/kg/semana | Aumento dos níveis de IGF-1 e das células progenitoras endoteliais |
| Giannoulis et al. (2008) | 21 homens saudáveis (65–75 anos) | rhGH vs. testosterona vs. placebo por 6 meses | Aumento de IGF-1; melhora da capacidade aeróbica; aumento da massa magra; redução da gordura corporal |
| Münzer et al. (2009) | 131 idosos saudáveis (65–88 anos) | rhGH + TRH em mulheres e testosterona em homens vs. placebo por 26 semanas | Redução da gordura visceral; melhora da sensibilidade à insulina; redução de triglicerídeos |
| Sattler et al. (2009) | 127 homens saudáveis (70,8 ± 4,2 anos) | Testosterona 5 mg/dia + rhGH 0,1–0,3 mg/dia por 16 semanas | Aumento da massa muscular, força, consumo máximo de oxigênio e redução da gordura corporal |
| Doessing et al. (2010) | 10 homens saudáveis sedentários (38 ± 2 anos) | rhGH 33,3 µg/kg/dia por 7 dias, aumentado para 50 µg/kg/dia | Aumento de IGF-1 sérico e expressão muscular de mRNA de IGF-1; aumento da síntese proteica muscular |
Fonte da tabela: http://DOI: 10.3389/fragi.2025.1549453
Abreviações
rhGH: hormônio do crescimento recombinante humano;
IGF-1: fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1;
IGFBP-3: proteína ligadora de IGF-1;
FFM: massa livre de gordura;
BMD: densidade mineral óssea;
VO₂máx: consumo máximo de oxigênio;
TRH/HRT: terapia de reposição hormonal.
DISCUSSÃO – MENSAGENS-CHAVE
1. Restauração fisiológica do eixo GH–IGF-1 no envelhecimento
Os estudos analisados demonstram de forma consistente que a estimulação do eixo GH–IGF-1, seja por GHRH, tesamorelina ou GH recombinante, é capaz de restaurar parcialmente níveis hormonais típicos de adultos mais jovens. Esse efeito é particularmente relevante no contexto do envelhecimento, em que ocorre declínio progressivo da secreção pulsátil de GH, associado à sarcopenia, aumento de adiposidade visceral, piora da qualidade do sono e declínio cognitivo.
2. Impacto favorável na composição corporal e metabolismo
A maioria dos ensaios clínicos evidencia aumento da massa magra e redução da gordura corporal total e visceral, com efeitos mais pronunciados quando a intervenção é mantida por períodos prolongados ou combinada a exercício físico e/ou terapia hormonal. Esses achados sugerem que a modulação do eixo GH–IGF-1 pode contribuir para melhora do perfil metabólico e funcional em adultos e idosos, especialmente em populações com sarcopenia ou obesidade central.
3. Benefícios musculares e funcionais clinicamente relevantes
Diversos estudos demonstraram melhora da força muscular, resistência e capacidade funcional, incluindo redução do tempo para caminhadas e subida de escadas, além de aumento do VO₂máx. Esses efeitos têm implicações clínicas diretas, uma vez que a capacidade funcional é um dos principais determinantes de autonomia, risco de quedas e mortalidade em idosos.
4. Efeitos positivos sobre o sono e a cognição
A melhora da arquitetura do sono, com aumento do sono de ondas lentas (SWS) e do sono REM, foi observada em diferentes protocolos com GHRH. Além disso, estudos com tesamorelina e GHRH apontam benefícios cognitivos, incluindo melhora da função executiva, desempenho em testes neuropsicológicos e alterações neuroquímicas cerebrais (aumento de GABA e NAAG, redução de mio-inositol), sugerindo possível efeito neuroprotetor.
5. Segurança e diferenças entre estratégias terapêuticas
Comparativamente, o uso de GHRH e tesamorelina parece preservar melhor a fisiologia endógena da secreção de GH, com menor incidência de efeitos adversos metabólicos quando comparado à administração direta de GH recombinante. Embora alguns estudos relatem elevação da insulina em jejum, os resultados globais indicam perfil de segurança aceitável quando doses fisiológicas e monitoramento clínico adequado são utilizados.
6. Limitações da evidência disponível
Apesar dos achados promissores, muitos estudos apresentam amostras pequenas, curta duração e heterogeneidade de protocolos, doses e desfechos. Além disso, há escassez de dados de longo prazo sobre desfechos duros, como mortalidade, eventos cardiovasculares e incidência de neoplasias, o que limita a extrapolação para recomendações clínicas amplas.
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Estudos clínicos avaliando os efeitos do GHRH e da tesamorelina em adultos e idosos
| Autor (Ano) | População (n; idade) | Intervenção | Desfechos Avaliados | Principais Resultados |
|---|---|---|---|---|
| Güldner et al. (1997) | Adultos saudáveis (n=13; 60–93 anos) | GHRH 4 × 50 µg IV vs. placebo | Arquitetura do sono | Redução dos despertares noturnos e aumento do período inicial de sono NREM |
| Korram et al. (1997) | Adultos saudáveis (n=19; 55–71 anos) | GHRH 10 µg/kg SC/dia por 16 semanas vs. placebo (4 semanas) | Hormônios, composição corporal, bem-estar | Aumento da secreção de testosterona em ambos os sexos; aumento de massa corporal magra, sensibilidade à insulina, bem-estar geral e libido em homens |
| Korram et al. (1997) | Adultos saudáveis (n=19; 55–71 anos) | GHRH 10 µg/kg SC/dia por 16 semanas vs. placebo (4 semanas) | Imunofenotipagem | Aumento de linfócitos CD71+, monócitos, células B e expressão de receptores de células T (α/β e γ/δ) |
| Vittone et al. (1997) | Homens saudáveis (n=11; 64–76 anos) | GHRH 2 mg SC/dia por 6 semanas | Força e resistência muscular | Melhora significativa em medidas de força (remada alta e desenvolvimento de ombros) e resistência muscular abdominal |
| Perras et al. (1999) | Homens saudáveis (n=23; 21–81 anos) | GHRH 300 µg intranasal (dose única) vs. placebo | Polissonografia | Aumento do sono de ondas lentas (SWS) e do sono REM |
| Antonijevic et al. (2000) | Adultos com depressão e controles (n=35; 19–76 anos) | GHRH 4 × 50 µg IV (dose única) vs. placebo | Arquitetura do sono | Aumento do sono não-REM, especialmente do estágio 2, predominantemente em homens |
| Veldhuis et al. (2004) | Homens saudáveis (n=22; 53–68 anos) | GHRH 1 mg vs. 4 mg SC, 2×/dia por 3 meses | Capacidade funcional, composição corporal | Ambas as doses reduziram o tempo para caminhar 30 m e subir 4 lances de escada; a dose maior aumentou água corporal total e massa livre de gordura e reduziu adiposidade abdominal total |
| Vitello et al. (2006) | Adultos saudáveis (n=89; 60–85 anos) | GHRH 1 mg/dia por 6 meses | Cognição (WAIS-R) | Melhora significativa em desempenho cognitivo, incluindo QI de desempenho, arranjo de figuras, busca visual e tarefas verbais |
| Baker et al. (2012) | Adultos saudáveis e com comprometimento cognitivo leve (n=152; 55–87 anos) | Tesamorelina 1 mg SC/dia por 20 semanas vs. placebo | Função executiva, composição corporal | Melhora da função executiva, redução de 7,4% da gordura corporal total e aumento dos níveis de insulina em jejum |
| Friedman et al. (2013) | Adultos saudáveis e com comprometimento cognitivo leve (n=30; 55–87 anos) | Tesamorelina 1 mg SC/dia por 20 semanas vs. placebo | Neuroquímica cerebral (RM espectroscópica) | Aumento dos níveis de GABA em todas as regiões cerebrais, aumento de NAAG no córtex pré-frontal dorsolateral e redução de mio-inositol no cíngulo posterior |
Fonte da tabela : http://DOI: 10.3389/fragi.2025.1549453
Abreviações
GHRH: hormônio liberador do hormônio do crescimento;
SC: subcutâneo; IV: intravenoso;
REM: rapid eye movement; SWS: slow wave sleep;
FFM: fat-free mass; LBM: lean body mass;
TBW: total body water; TAA: total abdominal adiposity;
GABA: ácido gama-aminobutírico;
NAAG: N-acetilaspartilglutamato;
WAIS-R: Wechsler Adult Intelligence Scale – Revised.
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Referências:
1. VELLAS, B.; CESARI, M.; BOIRIE, Y. The GH/IGF-1 axis and signaling pathways in the muscle and bone: mechanisms underlying age-related skeletal muscle wasting and osteoporosis. Journal of Endocrinology, v. 199, n. 3, p. 343-356, 2008.
2. VISSER, M. et al. Circulating levels of IGF-1 are associated with muscle strength in middle-aged and oldest-old women. European Journal of Endocrinology, v. 158, n. 6, p. 823-830, 2008.
3. VAN BUNDREN, M. et al. The association of serum insulin-like growth factor-I with mortality, cardiovascular disease, and cancer in the elderly: a population-based study. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 88, n. 3, p. 1203-1208, 2003.
https://doi.org/10.1210/jc.2002-021438
4. SAYED, A. et al. The prospective association of serum insulin-like growth factor I (IGF-I) and IGF-binding protein-1 levels with all-cause and cardiovascular disease mortality in older adults: the Rancho Bernardo Study. Journal of the American Geriatrics Society, v. 60, n. 4, p. 652-658, 2012.
5. RUDMAN, D. et al. Effects of human growth hormone in men over 60 years old. New England Journal of Medicine, v. 323, n. 1, p. 1-6, 1990.
https://doi.org/10.1056/NEJM199007053230101
6. BENNETT, R. M. et al. Growth hormone treatment for sustained pain reduction and improvement in quality of life in severe fibromyalgia. Annals of Internal Medicine, v. 137, n. 10, p. 781-789, 2002.
7. KUHNE, F. et al. Effects of growth hormone therapy on bone density and fracture risk in age-related osteoporosis in the absence of growth hormone deficiency: a systematic review and meta-analysis. Osteoporosis International, v. 27, n. 1, p. 1-14, 2016.
8. MOLLER, N.; JORGENSEN, J. O. L. Effects of growth hormone on glucose metabolism and insulin resistance in humans. Growth Hormone & IGF Research, v. 19, n. 5, p. 456-464, 2009.
9. SAVAGE, M. O. et al. Long-term safety of growth hormone: a combined registry analysis. European Journal of Endocrinology, v. 174, n. 5, p. 681-691, 2016.
Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5348436/
10. SHALET, S. M.; BRENNAND, B. M.; REDDINGIUS, R. E. Growth hormone therapy and malignancy. Hormone Research, v. 48, supl. 4, p. 29-32, 1997.
11. GROWTH HORMONE RESEARCH SOCIETY. Safety of growth hormone replacement in adults. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 86, n. 5, p. 1868-1870, 2001.
https://doi.org/10.1210/jcem.86.5.7475
12. SCACCHI, M.; PINCELLI, A. I.; CAVAGNINI, F. Growth hormone in obesity. International Journal of Obesity, v. 23, n. 3, p. 260-271, 1999.
13. LEE, P.; HO, K. K. Y. Growth hormone supplementation: a silver lining for the aged? Trends in Endocrinology & Metabolism, v. 22, n. 9, p. 348-355, 2011.
14. RICHELSEN, B. et al. Growth hormone treatment of obese women for 5 weeks: effect on body composition and adipose tissue lipoprotein lipase activity. American Journal of Physiology, v. 266, n. 2, p. E211-E216, 1994.
15. SALOMON, F.; CUNEO, R. C.; HESP, R.; SÖNKSEN, P. H. The effects of treatment with recombinant human growth hormone on body composition and metabolism in adults with growth hormone deficiency. New England Journal of Medicine, v. 321, n. 26, p. 1797-1803, 1989.
https://doi.org/10.1056/NEJM198912283212605
16. KRANTZ, E.; TRIMPOU, P.; LANDIN-WILHELMSEN, K. Effect of growth hormone treatment on fractures and quality of life in postmenopausal osteoporosis: a 10-year follow-up study. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 100, n. 9, p. 3251-3259, 2015.
https://doi.org/10.1210/jc.2015-1757
17. YUEN, K. C. J.; HEANEY, A. P.; POPOVIC, V. Considering GH replacement for GH-deficient adults with a previous history of cancer: a conundrum for the clinician. European Journal of Endocrinology, v. 164, n. 6, p. 893-902, 2011.
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Principais artigos recentes sobre GH e envelhecimento
Abaixo estão alguns dos trabalhos mais recentes e influentes relacionando hormônio do crescimento (GH) e envelhecimento, com foco em revisões amplas e estudos clínicos.
Revisões e “position statements” mais atuais
| Tipo / Foco | Achados principais | Ano / Periódico | Citações |
|---|---|---|---|
| Revisão clínica de GH e envelhecimento | Resume mecanismos de GH/IGF‑1 no envelhecimento, ensaios clínicos, benefícios (massa magra, gordura, ósseo) e efeitos adversos; conclui que segurança e eficácia de longo prazo como terapia anti‑aging permanecem incertas (Fernández-Garza et al., 2025) | 2025, Frontiers in Aging | (Fernández-Garza et al., 2025) |
| Revisão sobre GHRH–GH–IGF‑1 e terapias GHRH | Detalha queda de GHRH/GH com a idade e compara reposição com GH vs. agonistas de GHRH; destaca que GHRH pode melhorar composição corporal, força, cognição e CV com possivelmente menos riscos que GH direto (Oikonomakos et al., 2025) | 2025, Hormone and Metabolic Research | (Oikonomakos et al., 2025) |
| Scientific Statement da Endocrine Society (hormônios e envelhecimento) | Síntese de dados observacionais e ensaios com GH/rhGH em idosos; pequenas melhoras em composição corporal à custa de mais eventos adversos (edema, artropatia, síndrome do túnel do carpo, piora de glicemia). Conclui que rhGH não pode ser recomendado como terapia anti‑envelhecimento (Cappola et al., 2023) | 2023, JCEM | (Cappola et al., 2023) |
| Revisão mecanismos de envelhecimento: GH–IGF‑1, restrição calórica, metformina | Mostra que supressão do eixo GH–IGF‑1 e restrição calórica prolongam vida em modelos animais; discute sobreposição de vias com metformina (Khan et al., 2023) | 2023, Lancet Diabetes & Endocrinology | (Khan et al., 2023) |
| Revisão GH e envelhecimento (foco endocrinológico) | Resume “somatopausa”, dados de animais (GH baixo = maior longevidade) vs. humanos (longevidade não aumenta em GHD, mas há redução de algumas DCV/crônicas); destaca controvérsia do uso de GH em idosos sem deficiência clássica (Bartke, 2020; Hage & Salvatori, 2022) | 2020–2022, Reviews in Endocrine & Metab. Disorders; Endocrinol. Metab. Clin. N. Am. | (Bartke, 2020; Hage & Salvatori, 2022) |
Figure 1: Principais revisões recentes sobre GH e envelhecimento.
Estudos e consensos clínicos recentes
- Revisão sistemática em idosos com comorbidades (RCTs com GH)
Oito ensaios randomizados em >65 anos com osteoporose, fragilidade, IC crônica, fratura de quadril, ALS e hemodiálise: benefícios modestos em composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida; efeitos adversos geralmente leves e dose‑dependentes. Autores sugerem possível utilidade em subgrupos bem selecionados, mas evidência ainda limitada (Tausendfreund et al., 2024
- Pequeno estudo piloto em homens de meia‑idade usando combinação GH + DHEA + metformina relatou restauração tímica e redução de idade epigenética, mas é amostra muito pequena e não resolve a controvérsia sobre GH como agente “rejuvenescedor” (Bartke et al., 2021; Xing et al., 2023).
References
Fernández-Garza, L., Guillen-Silva, F., Sotelo-Ibarra, M., Domínguez-Mendoza, A., Barrera-Barrera, S., & Barrera-Saldaña, H. (2025). Growth hormone and aging: a clinical review. Frontiers in Aging, 6. https://doi.org/10.3389/fragi.2025.1549453
Bartke, A. (2020). Growth hormone and aging. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, 22, 71-80. https://doi.org/10.1007/s11154-020-09593-2
Bartke, A., Hascup, E., Hascup, K., & Masternak, M. (2021). Growth Hormone and Aging: New Findings. The World Journal of Men’s Health, 39, 454 – 465. https://doi.org/10.5534/wjmh.200201
Oikonomakos, I., Siow, R., Bornstein, S., & Steenblock, C. (2025). The Role of Growth Hormone-Releasing Hormone and the Hypothalamic–Pituitary–Somatotropic Axis in Aging: Potential Therapeutic Applications and Risks. Hormone and Metabolic Research. https://doi.org/10.1055/a-2641-1207
Hage, C., & Salvatori, R. (2022). Growth Hormone and Aging.. Endocrinology and metabolism clinics of North America, 52 2, 245-257. https://doi.org/10.1016/j.ecl.2022.10.003
Cappola, A., Auchus, R., Fuleihan, G., Handelsman, D., Kalyani, R., McClung, M., Stuenkel, C., Thorner, M., & Verbalis, J. (2023). Hormones and Aging: An Endocrine Society Scientific Statement.. The Journal of clinical endocrinology and metabolism. https://doi.org/10.1210/clinem/dgad225
(2025). [Expert consensus on the treatment of aging related to growth hormone deficiency].. Zhonghua yi xue za zhi, 105 25, 2072-2082. https://doi.org/10.3760/cma.j.cn112137-20250307-00555
List, E., Basu, R., Duran-Ortiz, S., Krejsa, J., & Jensen, E. (2020). Mouse models of growth hormone deficiency. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, 22, 3-16. https://doi.org/10.1007/s11154-020-09601-5
Dixit, M., Poudel, S., & Yakar, S. (2020). Effects of GH/IGF axis on bone and cartilage. Molecular and Cellular Endocrinology, 519. https://doi.org/10.1016/j.mce.2020.111052
Khan, J., Pernicova, I., Nisar, K., & Korbonits, M. (2023). Mechanisms of ageing: growth hormone, dietary restriction, and metformin.. The lancet. Diabetes & endocrinology. https://doi.org/10.1016/s2213-8587(23)00001-3
Werner, H., & Laron, Z. (2023). Insulin-like growth factors and aging: lessons from Laron syndrome. Frontiers in Endocrinology, 14. https://doi.org/10.3389/fendo.2023.1291812
Xing, Y., Xuan, F., Wang, K., & Zhang, H. (2023). Aging under endocrine hormone regulation. Frontiers in Endocrinology, 14. https://doi.org/10.3389/fendo.2023.1223529
Tausendfreund, O., Bidlingmaier, M., Martini, S., Müller, K., Rippl, M., Schilbach, K., Schmidmaier, R., & Drey, M. (2024). Growth hormone treatment in aged patients with comorbidities: A systematic review.. Growth hormone & IGF research : official journal of the Growth Hormone Research Society and the International IGF Research Society, 75, 101584. https://doi.org/10.1016/j.ghir.2024.101584
Chesnokova, V., Zonis, S., Apostolou, A., Estrada, H., Knott, S., Wawrowsky, K., Michelsen, K., Ben-Shlomo, A., Barrett, R., Gorbunova, V., Karalis, K., & Melmed, S. (2021). Local non-pituitary growth hormone is induced with aging and facilitates epithelial damage. Cell reports, 37, 110068 – 110068. https://doi.org/10.1016/j.celrep.2021.110068
Lasher, A., Wang, L., Hyun, J., Summers, S., & Sun, L. (2024). Unveiling ceramide dynamics: Shedding light on healthy aging in growth hormone‐releasing hormone knockout mice. Aging Cell, 23. https://doi.org/10.1111/acel.14226
Chesnokova, V., Zonis, S., Ainsworth, R., Apaydin, T., Valencia, C., Greiner, E., Barrett, R., Kettenbach, A., & Melmed, S. (2025). Local Growth Hormone Facilitates Aging of the Colon Epithelial Microenvironment. Aging Cell, 24. https://doi.org/10.1111/acel.70187
Singh, P., Gautam, A., Trujillo, M., Galligan, J., Hensley, L., Kapahi, P., & Bartke, A. (2025). Growth Hormone Excess Drives Liver Aging via increased Glycation stress. bioRxiv. https://doi.org/10.1101/2025.01.06.631635
Scarano, E., Riccio, E., Somma, T., Arianna, R., Romano, F., Di Benedetto, E., De Alteriis, G., Colao, A., & Di Somma, C. (2021). Impact of Long-Term Growth Hormone Replacement Therapy on Metabolic and Cardiovascular Parameters in Adult Growth Hormone Deficiency: Comparison Between Adult and Elderly Patients. Frontiers in Endocrinology, 12. https://doi.org/10.3389/fendo.2021.635983






19 respostas
Boa tarde Dr Roberto.
Tenho 23 anos e já medi meu GH 4 vezes. Dessas 4 vezes o meu GH sempre dá acima de 550 NG/ML. O último exame o resultado foi 581,0 ng/mL. É um valor muito alto? Porque o endocrino me encaminhou para o nível 3 e a endocrino do nível 3 me pediu mais exames. O que pode ser?
Tem que investigar mas pode não ser nada, já vi valores parecidos em jovens.
Dr. Roberto , boa tarde!
Fiquei internada no final do ano passado com forte dor na cabeça vômitos incontrolados ,tonteiras , tive alguns desmaios ,e apos vários exames foi possível observar um GH extremamente elevado ,PCR Alterado , repeti e ainda faço exames do GH de 15 em 15 dias e simplesmente vive alto , fiz ressonâncias do cranio , cela túrcica , abdômen total e nada , fui encaminhada pra oncologista , vários endócrinos, fiz varias TC e continuo tendo crises de tonteira ..mal estar , porem continuo somente com o GH muito elevado ,IGF1 e prolactina no limite do normal. Os médicos não conseguiram um diagnostico , tive crescimento do osso da face e dos pés, mais nada tão deformante , vivo a base de remédios pra náuseas receitados pelos médicos porem nem sempre funciona ,o primeiro medico falou de câncer encaminhou pro oncologista o segundo de acromegalia porem IGF1 dentro da normalidade( sem diagnostico) encaminhou pra outro profissional , e outro falou pra esperar que a qualquer momento aparecera um tumor na hipófise.
Sinceramente estou sem direção , já passou por um diagnostico parecido? existe uma forma de diminuir essa produção descontrolada?
Olá Camila, pelo que eu saiba existe medicamentos para este fim, seu endocrino deve saber.
Esqueci de mencionar Tenho 27 anos .
quanto tempo de uso do GH?
Bom dia Dr.
Me chamo Anderson e tenho 45 anos
Por favor me oriente, aqui na região de Toledo/Cascavel em um urologista e uma endocrinoligsta que fui, um me mandou fazer reposição hormonal e outro disse que eu deveria procurar um psicólogo, no ultimo exame laboratorial deu:
Terstosterona Total 927,30 ng/dl
SHBG 72,50 nmol/l
Testosterona livre 12,54 ng/dl
Testosterona biodisponível 293,76 ng/dl
Estradiol 58,16 pg/ml
Não sei o que fazer
As duas opções não achei interessantes, acredito que tenho testosterona total o suficiente, só o SHBG e o estradiol que estão altos.
Ola, para interpretar exames precisamos analisar quadro clínico e aspectos físicos para dar as devidas condutas.
Também ficarei muito grato se o sr. puder indicar um bom profissional, pode ser Cascavel, Maringá ou próximo à essas cidades. Preciso resolver isso pra seguir minha vida adiante.
Em Londrina tem a excelente Clínica Higashi
Olá Dr. Quero saber se o GH equino tem finalidade para uso em humanos com o fim de ser visto como potente anabólico, ou ele não se liga aos receptores e não tem serventia alguma para seres humanos,pois muitos amigos me perguntam, e fiquei sem saber o que falar para eles, obrigado.
Desconheço o uso de Gh equino em humanos. Mas a somatotropina (Gh) usada em humanos realmente não tem efeito anabólico expressivo e sim lipolítico.
Olá doutor gostaria de saber sua opinião sobre o mk 677 se realmente aumenta o gh e o igf1.obrigada
Comprei mas ainda não utilizei e não prescrevi nenhuma vez! Em breve, terei como responder!
Hola doctor. Pudo probar el mk677? Yo lo utilizo desde junio. Podría responderle preguntas. Aunque no he hecho análisis de sangre. Pero tengo en claro los síntomas y beneficios vividos.
Ainda não tenho experiência com o MK677.
agora tenha muito experiência , inclusive injetável, excelente suplemento!
Olá, gostaria de saber se existe algum pré-requisito para parar de tomar o hormônio do crescimento. Isto porquê existem medicamentos que a gente não pode parar de uma vez só. É o caso da somatropina?
No geral não. Os pré requisitos estão nas contra indicaçoes relatadas no artigo