Sobre

Minha História

O que mais me marcou na infância não foram brinquedos.

Foram os hábitos.

Nasci em uma família onde saúde, disciplina e atividade física faziam parte da rotina. Enquanto muitas crianças passavam os finais de semana em shoppings, eu acompanhava meus pais em spas de emagrecimento, aprendendo desde cedo sobre alimentação saudável, exercício físico e cuidado com o corpo.

Pratiquei praticamente todos os esportes que você pode imaginar: tênis, natação, futebol, ginástica olímpica e basquete — apesar da altura nunca ter ajudado muito.

Minha endocrinologista da infância já me orientava a fazer natação em jejum para estimular o hormônio do crescimento e evitar açúcar.
Eu me lembro claramente de fazer dieta aos 10 anos de idade.

Aos 12 anos, já treinava na tradicional academia Germanos, em Campinas, ao lado do meu pai. Fazia spinning, corrida e treinamento funcional numa época em que quase ninguém falava sobre isso.

O esporte sempre foi meu refúgio.
Minha forma de manter equilíbrio, energia e autoestima.

Quando entrei na faculdade de Medicina, em 1997, consegui preservar esses hábitos. Continuei treinando musculação, jogando futebol, praticando capoeira, fazendo trilhas e correndo durante a graduação.

Em 2001, durante o internato, minha rotina acontecia entre plantões e atividade física. Surfava nas horas vagas, corria nas areias de Ipanema, treinava musculação e fazia capoeira. Estava provavelmente na melhor fase física até então.

Mas a Medicina também cobra um preço.

Depois de formado, passei dois anos trabalhando em prontos-socorros de Campinas e região.
E foi, sem dúvida, o pior período da minha vida em relação à saúde.

Dormia mal.
Vivia cansado.
Perdi completamente minha rotina.

Passei a depender de remédios para dormir e de estimulantes para conseguir me manter acordado. Minha alimentação virou um caos. Parei de treinar como antes. Ganhei gordura abdominal, desenvolvi uma fadiga intensa e comecei a sentir algo que nunca tinha experimentado: perda de vitalidade.

Por fora, seguia trabalhando normalmente.
Por dentro, meu corpo estava entrando em colapso.

Na residência médica em São Paulo, consegui melhorar parcialmente os hábitos, mas a rotina exaustiva ainda me impedia de recuperar minha melhor versão.

Naquela época, eu pesava entre 67 e 70 quilos e acreditava que aquilo significava estar saudável. Afinal, era o peso de muitos jogadores de futebol da minha altura.
Mas hoje entendo uma coisa importante: saúde não é apenas o número na balança.

Em 2009, quando voltei para Campinas, tomei uma decisão: iria recuperar minha saúde e meu físico de qualquer maneira.

Voltei a treinar com intensidade. Troquei de academia várias vezes. Testei termogênicos, remédios para emagrecer, usei sibutramina, recorri eventualmente a hormônios tentando acelerar resultados…

E nada funcionava de verdade.

Eu treinava, me esforçava, tentava manter disciplina… mas continuava cansado, sem motivação e com a sensação de envelhecimento precoce.

Aos 32 anos, comecei a me sentir velho.

E foi exatamente nesse momento que aconteceu a maior virada da minha vida.

Movido pela curiosidade — e também pela frustração de não encontrar respostas — comecei a estudar profundamente metabolismo, hormônios, nutrologia, suplementação e estratégias de otimização da saúde.

Entrei em cursos e pós-graduações inicialmente sem nenhuma intenção de atender pacientes. Meu caminho já parecia definido: eu assumiria o laboratório da minha família, um dos mais tradicionais de Campinas.

Mas aquele conhecimento mudou completamente minha vida.

Passei a aplicar tudo primeiro em mim.
Depois em familiares próximos.

A ideia era simples: otimizar ao máximo hábitos saudáveis e associar isso ao equilíbrio hormonal, vitaminas, minerais, antioxidantes e fitoterápicos baseados em ciência.

Os resultados foram transformadores.

Cheguei aos 40 anos na melhor forma física da minha vida.
Pesando 82 quilos, com menos gordura abdominal do que em qualquer outra fase anterior.

Mas a maior mudança não foi estética.

Foi voltar a sentir energia.
Clareza mental.
Disposição.
Vitalidade.

Uma sensação que muitos acreditam ser impossível recuperar depois de certa idade.

Essa transformação foi tão profunda que, em 2012, depois de dias inteiros de trabalho, eu ainda encontrava energia para escrever este blog durante a madrugada.

Porque pela primeira vez eu sentia que precisava mostrar para outras pessoas aquilo que estava vivendo na própria pele.

 

E foi assim que nasceu não apenas uma nova fase da minha carreira…
Mas também o propósito que carrego até hoje: ajudar pessoas a recuperarem saúde, performance e qualidade de vida de forma real, individualizada e baseada em ciência.