{"id":847,"date":"2013-07-23T10:44:27","date_gmt":"2013-07-23T13:44:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/?p=847"},"modified":"2013-07-23T10:44:27","modified_gmt":"2013-07-23T13:44:27","slug":"omega-3-e-a-polemica-com-o-cancer-de-prostata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/omega-3-e-a-polemica-com-o-cancer-de-prostata\/","title":{"rendered":"Omega 3 e a pol\u00eamica com o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata"},"content":{"rendered":"<p>Foi veiculado no site da Globo uma reportagem sobre um estudo cient\u00edfico com o tema <em>&#8220;Estudo relaciona uso de suplemento de \u00f4mega 3 a c\u00e2ncer de pr\u00f3stata&#8221;.<\/em> Como a reportagem foi bastante pol\u00eamica e sensacionalista, o Dr Rog\u00e9rio Rita escreveu um parecer sobre o assunto<\/p>\n<p>Segue o link da reportagem: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/noticia\/2013\/07\/estudo-relaciona-uso-de-suplemento-de-omega-3-cancer-de-prostata.html\">http:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/noticia\/2013\/07\/estudo-relaciona-uso-de-suplemento-de-omega-3-cancer-de-prostata.html<\/a><\/p>\n<p><em>&#8220;A respeito de sua pergunta sobre o recente artigo sobre \u00d4mega 3 e C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata que saiu nos jornais, compartilho minhas reflex\u00f5es pessoais ap\u00f3s ter revisado extensivamente o tema.<\/em><\/p>\n<p><em>Com a divulga\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre \u00d4mega 3 e C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata, mais uma vez os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa prestam um <strong>desservi\u00e7o \u00e0 humanidade<\/strong> atrav\u00e9s da divulga\u00e7\u00e3o sensacionalista do resultado de um <strong>estudo cient\u00edfico<\/strong> <strong>isolado<\/strong>, tratando-o como a verdade final da ci\u00eancia e divulgando-o para o p\u00fablico como se finalmente tivessem descoberto algo in\u00e9dito. <\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong><em>A rela\u00e7\u00e3o entre quantidade de gordura na alimenta\u00e7\u00e3o e c\u00e2ncer de pr\u00f3stata est\u00e1 sendo pesquisada pela ci\u00eancia nos \u00faltimos 20 anos, n\u00e3o sendo, portanto, uma \u201cnovidade\u201d como foi anunciado \u2013 existem mais de 160 trabalhos na base de dados do <\/em>Pubmed<em> sobre o tema \u00d4mega 3 e C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata). <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Este trabalho aventado nos jornais como uma grande descoberta, \u00e9 um estudo prospectivo que avalia os n\u00edveis plasm\u00e1ticos dos \u00e1cidos graxos e correlaciona estes n\u00edveis com c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Realizado pelos Drs. <\/em>Alan Kristal<em> e <\/em>Theodore Brasky<em>, analisaram os fosfolip\u00eddeos plasm\u00e1ticos a partir de amostras de sangue de outro trabalho chamado SELECT (Selenium and Vitamin E Cancer Prevention Trial), no qual foi pesquisado se a vitamina E e o sel\u00eanio preveniriam c\u00e2ncer de pr\u00f3stata.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim, a partir da an\u00e1lise do trabalho cient\u00edfico em quest\u00e3o, podemos observar que:<\/em><\/p>\n<p><em>1) o estudo<strong> n\u00e3o<\/strong> \u00e9 uma pesquisa do tipo <strong>caso-controle<\/strong>, ou seja, no qual exista um grupo utilizando \u00f4mega 3 e outro utilizando placebo. \u00c9 um estudo epidemiol\u00f3gico que faz uma infer\u00eancia associativa, n\u00e3o uma experi\u00eancia direta ao tema. O estudo SELECT n\u00e3o tinha o objetivo de pesquisar o efeito do \u00f4mega 3 sobre o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. N\u00e3o foi feita nenhuma avalia\u00e7\u00e3o diet\u00e9tica, ou se os participantes faziam uso ou n\u00e3o de suplementos de \u00f4mega 3, ou ainda, alguma avalia\u00e7\u00e3o sobre a fonte do consumo ou a forma que fora administrado o \u00f4mega 3. A quest\u00e3o levantada aqui \u00e9 que a polui\u00e7\u00e3o ambiental pode contaminar os alimentos e causar aumento de toxinas e metais pesados, estes sim carcinog\u00eanicos e que, por consequ\u00eancia, podem levar ao desenvolvimento do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata <\/em><\/p>\n<p><em>Al\u00e9m disso, os suplementos de \u00d4megas 3 dispon\u00edveis no mercado <strong>n\u00e3o s\u00e3o todos iguai<\/strong>s, podendo ter muita diferen\u00e7a quanto \u00e0 proced\u00eancia, tipo de peixe, forma de fabrica\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a de toxinas e metais t\u00f3xicos. Todas as toxinas do mar podem ser acumuladas na gordura do peixe e o \u00d4mega 3 \u00e9 fabricado atrav\u00e9s de um concentrado dessa gordura. Nesta pode haver presen\u00e7a de metilmerc\u00fario e outros metais pesados, PCB\u2019s (produtos policlorados), dioxinas, entre outros. Muitos destes compostos s\u00e3o carcin\u00f3genos em potencial e podem causar, inclusive, o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Por este motivo \u00e9 que surgiu a necessidade de um processo de <strong>certifica\u00e7\u00e3o<\/strong> e confirma\u00e7\u00e3o da qualidade do \u00d4mega 3, sendo que a institui\u00e7\u00e3o mais respeitada e credenciada internacionalmente para tal \u00e9 a <strong>IFOS<\/strong>, do Ca nad\u00e1, dando nota de 1 a 5 estrelas<\/em><\/p>\n<p><em>2) Todas as conclus\u00f5es deste trabalho baseiam-se no uso de um<strong> exame que \u00e9 cientificamente questionado:<\/strong> o exame de dosagem de \u00e1cidos graxos nos fosfolip\u00eddios plasm\u00e1ticos como marcador da ingest\u00e3o de \u00d4mega 3. Na pr\u00f3pria discuss\u00e3o do trabalho, o<strong> autor questiona o valor do exame<\/strong> e a poss\u00edvel interfer\u00eancia da alimenta\u00e7\u00e3o no resultado, assim como admite no trabalho que por motivos econ\u00f4micos se utilizou desse teste. Sabe-se que a dosagem plasm\u00e1tica de \u00e1cidos graxos se refere ao que foi ingerido nas \u00faltimas 12hs, e que hoje est\u00e1 estabelecido que a dosagem de \u00e1cidos graxos em hem\u00e1cias seria mais est\u00e1vel e correto para avaliar o verdadeiro status de consumo de \u00d4mega 3 nos \u00faltimos 3 meses. A bi\u00f3psia de tecido adiposo seria a forma mais efetiva, mas de dif\u00edcil realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. A dosagem plasm\u00e1tica flutua por muitas causas (alimenta\u00e7\u00e3o, atividade f\u00edsica, gen\u00e9tica, idade&#8230;), e a dosagem em membrana de eritr\u00f3citos \u00e9 um m\u00e9todo mais fiel para avaliar a ingest\u00e3o real de \u00d4mega pelo paciente, pois os \u00f4megas s\u00e3o incorporados nas membranas celulares.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Estudo feito por Shannon et al (2010) com dosagens de \u00e1cidos graxos em membranas de eritr\u00f3citos, comprovou que, quando se dosa \u00f4mega 3 em membranas, n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o com C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata!!!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Assim, toda credibilidade do trabalho fica comprometida, pois este se arroga a criar uma verdade a partir de um exame <strong>falho<\/strong> e<strong> inadequado<\/strong> e de uma infer\u00eancia dos resultados para provar o que se prop\u00f5e, o que torna sua conclus\u00e3o refutada.<\/em><\/p>\n<p><em>3) Outro aspecto \u00e9 que o estudo usou percentagem de \u00e1cidos graxos e n\u00e3o a quantifica\u00e7\u00e3o direta dos \u00e1cidos graxos. As conclus\u00f5es foram tiradas comparando os quartis (quartil inferior comparado com o quartil superior). O grupo de menor risco tinha 5,3%. Esta \u00e9 uma faixa de varia\u00e7\u00e3o muito pequena para se tirar conclus\u00f5es. A m\u00e9dia da percentagem de fosfolip\u00eddios de EPA+DPA+DHA no plasma de controles era 4,48%, e somente 4,71% no grupo de c\u00e2ncer. Haja c\u00e1lculo estat\u00edstico para conseguir transformar esta pequena diferen\u00e7a em uma nova verdade!!<\/em><\/p>\n<p><em>4) O autor tenta justificar os seus resultados apresentando uma metan\u00e1lise ao final do estudo. Ele agrupou alguns trabalhos, inclusive dois dele, para justificar seus achados. Eu revisei esses trabalhos e apresentam os <strong>mesmos problemas<\/strong> metodol\u00f3gicos descritos acima. Existem muitos estudos que chegam a conclus\u00f5es opostas deste trabalho: ou n\u00e3o encontraram rela\u00e7\u00e3o entre \u00f4mega 3 e C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata; ou encontraram uma rela\u00e7\u00e3o protetora de n\u00edveis teciduais mais altos de \u00f4mega 3, com menor risco e menor mortalidade. Por exemplo, os trabalhos de Chua et al. (2013), Sorongon-Legaspi et al. (2013), Torfadottir et al. (2013), Chavarro et al (2008), Terry et al. (2001), Harvei et al (1997). <\/em><\/p>\n<p><strong><em>5) A rela\u00e7\u00e3o protetora e ben\u00e9fica entre c\u00e2ncer e \u00f4mega 3 j\u00e1 foi confirmada diante de outros tipos de c\u00e2ncer, como mama e c\u00f3lon. O \u00f4mega 3 apresenta in\u00fameras a\u00e7\u00f5es inibindo metabolicamente a propaga\u00e7\u00e3o e crescimento do c\u00e2ncer, como resumido no trabalho de J. A. Stephenson.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>6) O autor arremata seu artigo citando uma metan\u00e1lise que saiu no JAMA em 2012, sobre a a\u00e7\u00e3o do \u00f4mega 3 e doen\u00e7as card\u00edacas, insinuando que este efeito n\u00e3o foi comprovado nessa metan\u00e1lise. Se analisarmos este artigo, a conclus\u00e3o \u00e9 que os estudos realizados at\u00e9 agora n\u00e3o foram significativamente estat\u00edsticos para comprovar o benef\u00edcio, mas existe clara <span style=\"color: #ff6600;\">demonstra\u00e7\u00e3o de seus efeitos ben\u00e9ficos sobre as doen\u00e7as card\u00edacas<\/span> (com exce\u00e7\u00e3o do AVC). Considerando que a mortalidade card\u00edaca nos EUA \u00e9 em torno de 244 mortes por 100.000 habitantes e a mortalidade por c\u00e2ncer de pr\u00f3stata \u00e9 de 22 por 100.000 habitantes (dados de 2008), fica claro a import\u00e2ncia de se prevenir a doen\u00e7a cardiovascular.<\/em><\/p>\n<p><em>7) Um dos motivos de tantas controv\u00e9rsias nos resultados de estudos sobre \u00d4mega 3 na literatura m\u00e9dica se deve, em grande parte, ao desenho destes trabalhos. Como nutriente o \u00f4mega 3 tem uma a\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, multifatorial, mas em trabalho que busca uma a\u00e7\u00e3o linear talvez n\u00e3o capte sua a\u00e7\u00e3o. Para se ter um melhor efeito, o \u00f4mega 3 n\u00e3o pode estar oxidado, assim o<strong> conte\u00fado de antioxidantes<\/strong> do paciente pode interferir no seu resultado cl\u00ednico. Como modulador do processo inflamat\u00f3rio, seu efeito ser\u00e1 maior se os <strong>nutrientes pr\u00f3-inflamat\u00f3rios como a\u00e7\u00facar e \u00f4mega 6<\/strong> forem reduzidos. Assim, se reduzir os aspectos multifatoriais a um aspecto linear, os benef\u00edcios j\u00e1 comprovados de seu uso evidentemente n\u00e3o aparecer\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>O \u00f4mega 3 \u00e9 o suplemento nutricional mais estudado na ci\u00eancia, com mais de 18.000 trabalhos encontrados no <\/em>Pubmed<em>. Seus mecanismos de a\u00e7\u00e3o e seus benef\u00edcios em in\u00fameras patologias j\u00e1 foram exaustivamente estudados. Minha preocupa\u00e7\u00e3o com esse trabalho e \u00e0 dimens\u00e3o dada nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que poder\u00e3o deixar de se beneficiar pelo medo desmedido provocado por essa falsa not\u00edcia. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Concluo que a \u00fanica consequ\u00eancia desta pol\u00eamica not\u00edcia (e desta longa discuss\u00e3o cient\u00edfica de mais de 20 anos) \u00e9 que, em pacientes com hist\u00f3ria familiar positiva para C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata (pois todos os trabalhos mostram uma maior incid\u00eancia nestes casos), possam ter seus benef\u00edcios pesados frente a estes riscos suspeitos. Somente esses casos podem ter um cuidado, como medida frente a uma poss\u00edvel d\u00favida, mesmo que esta d\u00favida n\u00e3o tenha fundamento cient\u00edfico s\u00f3lido. Aguarda-se que estudos prospectivos com \u00f4mega 3 cheguem a uma conclus\u00e3o definitiva e sepultem de vez essa d\u00favida, pois os benef\u00edcios de aumentar os n\u00edveis de \u00f4mega 3 (e diminuir os de \u00f4mega 6) \u00e9 maior que seus riscos potenciais, para a maioria das pessoas \u2013 e isso continua sendo verdade.<\/em><\/p>\n<p><em>Dr. Rog\u00e9rio Rita\u201d<\/em><\/p>\n<h2>Trabalhos consultados para este parecer:<\/h2>\n<ul>\n<li>1) Brasky T, Darke A, Song X, Tangen C, Goodman P, Thompson I, Meyskens F, Goodman G, Minasian L, Parnes H, Klein E, Kristal AR. Plasma Phospholipid Fatty Acids and Prostate Cancer Risk in the SELECT Trial. J Natl Cancer Inst. 2013 Jul 10.<\/li>\n<li>2) Chua ME, Sio MC, Sorongon MC, Morales ML Jr. The relevance of serum levels of long chain omega-3 polyunsaturated fatty acids and prostate cancer risk: A meta-analysis. Can Urol Assoc J. 2013 May; 7(5-6):E333-43.<\/li>\n<li>3) Harris WS, Pottala JV, Varvel SA, Borowski JJ, Ward JN, McConnell JP. Erythrocyte omega-3 fatty acids increase and linoleic acid decreases with age: observations from 160,000 patients. Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 2013 Apr;88(4):257-63.<\/li>\n<li>4) Harris WS, Thomas RM. Biological variability of blood omega-3 biomarkers. Clin Biochem. 2010 Feb;43(3):338-40.<\/li>\n<li>5) Harvei S, Bjerve KS, Tretli S, et al. Prediagnostic level of fatty acids in serum phospholipids: omega-3 and omega-6 fatty acids and the risk of prostate cancer. Int J Cancer. 1997;71(4):545\u2013551.<\/li>\n<li>6) Howlader N, Noone AM, Krapcho M, Garshell J, Neyman N, Altekruse SF, Kosary CL, Yu M, Ruhl J, Tatalovich Z, Cho H, Mariotto A, Lewis DR, Chen HS, Feuer EJ, Cronin KA (eds). SEER Cancer Statistics Review, 1975-2010, National Cancer Institute.<\/li>\n<li>7) National Heart, Lung, and Blood Institute. Unpublished Tabulations of the National Health Interview Survey, 2010. Available at: <a href=\"http:\/\/www.cdc.gov\/nchs\/nhis\/nhis_2010_data_release.htm\">http:\/\/www.cdc.gov\/nchs\/nhis\/nhis_2010_data_release.htm<\/a>.<\/li>\n<li>8) O\u2019Flaherty JT, Hu Y, Wooten RE, Horita DA, Samuel MP, Thomas MJ, Sun H, Edwards IJ. 15-lipoxygenase metabolites of docosahexaenoic acid inhibit prostate cancer cell proliferation and survival. PLoS One. 2012;7(9):e45480.<\/li>\n<li>9) Sorongon-Legaspi MK, Chua M, Sio MC, Morales M Jr. Blood level omega-3 Fatty acids as risk determinant molecular biomarker for prostate cancer. Prostate Cancer. 2013;2013:875615.<\/li>\n<li>10) Terry P, Lichtenstein P, Feychting M, Ahlbom A, Wolk A. Fatty fish consumption and risk of prostate cancer. Lancet. 2001 Jun 2;357(9270):1764-6.<\/li>\n<li>11) Torfadottir JE, Valdimarsdottir UA, Mucci LA, Kasperzyk JL, Fall K,Tryggvadottir L, Aspelund T, Olafsson O, Harris TB, Jonsson E, Tulinius H, Gudnason V, Adami HO, Stampfer M, Steingrimsdottir L. Consumption of fish products across the lifespan and prostate cancer risk. PLoS One. 2013 Apr 17;8(4):e59799.<\/li>\n<li>12) Erin L. Richman, ScD; Stacey A. Kenfield, ScD; Jorge E. Chavarro, MD, ScD; Meir J. Stampfer, MD, DrPH; Edward L. Giovannucci, MD, ScD; Walter C. Willett, MD, DrPH; June M. Chan, ScD Fat Intake After Diagnosis and Risk of Lethal Prostate Cancer and All-Cause Mortality ; JAMA Intern Med. 2013;():1-8.<\/li>\n<li>13) Siscovick, D.S., Raghunathan, T.E., King, I., et al. Dietary intake and cell membrane levels of long-chain n-3 polyunsaturated fatty acids and the risk of primary cardiac arrest J Am Med Assoc, 274 (1995), pp. 1363\u20131367.<\/li>\n<li>14) Harris, W.S., Pottala, J.V., Sands, S.A., Jones, P.G. Comparison of the effects of fish and fish-oil capsules on the n 3 fatty acid content of blood cells and plasma phospholipids Am J Clin Nutr, 86 (2007), pp. 1621\u20131625<\/li>\n<li>15) Raatz SK, Bibus D, Thomas W, Kris-Etherton P. Total fat intake modifies plasma fatty acid composition in humans. J Nutr. 2001 Feb;131(2):231-4.<\/li>\n<li>16) Rizos, E.C., Ntzani, E.E., Bika, E., Kostapanos, M.S., Elisaf, M.S. Association Between Omega-3 Fatty Acid Supplementation and Risk of Major Cardiovascular Disease Events: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA. 2012;308(10):1024-1033.<\/li>\n<li>17) Rita M Dougherty, BA, Claudio Galli, MD, Anna Ferro-Luzzi, MD, e James M Iacono, PhD. Lipid and phospholipid fatty acid composition of plasma, red blood cells, and platelets and how they are affected by dietary lipids: a study of normal subjetcts from Italy, Finland, and the USA. Am J Clin Nutr 1987; 45: 443-55.<\/li>\n<li>18) Bassett JK, Severi G, Hodge AM, Macinnis RJ, Gibson RA, Hopper JL, English DR, Giles GG. Plasma phospholipid fatty acids, dietary fatty acids and prostate cancer risk. Int J Cancer. 2013 Apr 11. doi: 10.1002\/ijc.28203. [Epub ahead of print]<\/li>\n<li>19) Alan R. Kristal, Kathryn B. Arnold, Marian L. Neuhouser, Phyllis Goodman, Elizabeth A. Platz, Demetrius Albanes, and Ian M. Thompson. Diet, Supplement Use, and Prostate Cancer Risk: Results From the Prostate Cancer Prevention Trial; Am J Epidemiol 2010;172:566\u2013577<\/li>\n<li>20) J. Shannon, J. O&#8217;Malley, M.Mori, M. Garzotto, A.J. Palma, I.B. King. Erythrocyte fatty acids and prostate cancer risk: A comparison of methods. Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids 83 (2010) 161-169.<\/li>\n<li>21) J. A. Stephenson, O. Al-Taan, A. Arshad, B. Morgan, M. S. Metcalfe, and A. R. Dennison The Multifaceted Effects of Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acids on the Hallmarks of Cancer. Journal of Lipids Volume 2013.<\/li>\n<li>22) Jorge E Chavarro, Meir J Stampfer, Megan N Hall, Howard D Sesso, and Jing Ma A 22-y prospective study of fish intake in relation to prostate cancer incidence and mortality Am J Clin Nutr 2008;88:1297\u2013303.<\/li>\n<li>23) Konrad M Szymanski, David C Wheeler, and Lorelei A Mucci Fish consumption and prostate cancer risk: a review and meta-analysis Am J Clin Nutr 2010;92:1223\u201333.<\/li>\n<li>24) David E. LAAKSONEN, Jari A. LAUKKANEN, Leo NISKANEN, Kristiina NYYSSO <em>\u0308<\/em><em>NEN, Tiina H. RISSANEN, Sari VOUTILAINEN, Eero PUKKALA, Anna HAKKARAINEN and Jukka T. SALONEN SERUM LINOLEIC AND TOTAL POLYUNSATURATED FATTY ACIDS IN RELATION TO PROSTATE AND OTHER CANCERS: A POPULATION-BASED COHORT STUDY Int. J. Cancer: 111, 444\u2013450 (2004)<\/em><\/li>\n<li>25) Marion Carayol, Pascale Grosclaude, Cyrille Delpierre. Prospective studies of dietaryalpha-linolenic acid intake and prostate cancer risk: a meta-analysis Cancer Causes Control (2010) 21:347\u2013355.<\/li>\n<li>26) Jorge E. Chavarro, Meir J. Stampfer, Hannia Campos, Tobias Kurth, Walter C. Willett, and Jing Ma A Prospective Study of Trans-Fatty Acid Levels in Blood and Risk of Prostate Cancer Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2008;17(1):95 \u2013 101 13.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi veiculado no site da Globo uma reportagem sobre um estudo cient\u00edfico com o tema &#8220;Estudo relaciona uso de suplemento de \u00f4mega 3 a c\u00e2ncer de pr\u00f3stata&#8221;. 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