{"id":1586,"date":"2014-01-29T12:06:15","date_gmt":"2014-01-29T12:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/?p=1586"},"modified":"2026-10-22T16:13:50","modified_gmt":"2026-10-22T19:13:50","slug":"vitamina-d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/vitamina-d\/","title":{"rendered":"Vitamina D e Sa\u00fade; o que a Ci\u00eancia mostra de Fato."},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12390\" aria-describedby=\"caption-attachment-12390\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12390\" src=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/robertofrancodoamaral.com.br-a-importancia-da-vitamina-d-na-nossa-saude-entenda-porque-sintese-da-vitamina-d-e-calcio-1.jpg\" alt=\"Infogr\u00e1fico da s\u00edntese de vitamina D: raios UVB na pele, convers\u00e3o em 25-OH vitamina D3 e calcitriol, e regula\u00e7\u00e3o do c\u00e1lcio\" width=\"594\" height=\"891\" srcset=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/robertofrancodoamaral.com.br-a-importancia-da-vitamina-d-na-nossa-saude-entenda-porque-sintese-da-vitamina-d-e-calcio-1.jpg 800w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/robertofrancodoamaral.com.br-a-importancia-da-vitamina-d-na-nossa-saude-entenda-porque-sintese-da-vitamina-d-e-calcio-1-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/robertofrancodoamaral.com.br-a-importancia-da-vitamina-d-na-nossa-saude-entenda-porque-sintese-da-vitamina-d-e-calcio-1-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/robertofrancodoamaral.com.br-a-importancia-da-vitamina-d-na-nossa-saude-entenda-porque-sintese-da-vitamina-d-e-calcio-1-768x1152.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12390\" class=\"wp-caption-text\">S\u00edntese da vitamina D e c\u00e1lcio<\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p>Diferentemente de qualquer outra vitamina, a vitamina D \u00e9 realmente um <strong>pr\u00e9-horm\u00f4nio. <\/strong><\/p>\n<p>O seu corpo \u00e9 a \u00fanica fonte do potente horm\u00f4nio esteroide chamado CALCITRIOL.<\/p>\n<p>Primeiro, sua pele produz vitamina D quando a <a href=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/luz-solar-hormonios-humor\/\">luz solar<\/a> atinge uma mol\u00e9cula de pr\u00e9-colesterol.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o seu f\u00edgado converte a <strong>vitamina D<\/strong> na forma de armazenamento chamada de <strong>25-hidroxi vitamina D<\/strong> que se armazena no sangue e na gordura corp\u00f3rea.<\/p>\n<p>Um pouco vai para os rins para ajudar a manter os n\u00edveis de c\u00e1lcio no sangue, mas o mais importante acontece nos seus tecidos.<\/p>\n<p>Os tecidos por toda parte do seu corpo convertem a 25 OH vitamina D em calcitriol, ou seja, na forma ativa da vitamina D.<\/p>\n<hr \/>\n<p><b>Assim como todos os horm\u00f4nios esteroides, o calcitriol funciona controlando seus genes. <\/b><\/p>\n<p><b>Ele d\u00e1 o sinal para seus genes produzirem centenas de enzimas e prote\u00ednas cruciais para manter a sa\u00fade e lutar contra doen\u00e7as.<\/b><\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Resumo: o que a ci\u00eancia mostra sobre a vitamina D<\/span><\/h2>\n<ul>\n<li>A vitamina D funciona como um pr\u00e9-horm\u00f4nio. A pele produz, o f\u00edgado transforma em 25-hidroxi vitamina D e os tecidos ativam em calcitriol.<\/li>\n<li>A maior parte vem da pele exposta \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UVB. A alimenta\u00e7\u00e3o contribui pouco, embora peixes gordurosos, \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau e alimentos fortificados ajudem.<\/li>\n<li>O benef\u00edcio mais bem demonstrado \u00e9 para os ossos e o metabolismo do c\u00e1lcio. Em idosos com defici\u00eancia, tamb\u00e9m pode haver ganho em fun\u00e7\u00e3o muscular e redu\u00e7\u00e3o de quedas.<\/li>\n<li>N\u00edveis baixos aparecem junto de muitas doen\u00e7as cr\u00f4nicas, mas isso n\u00e3o prova que a defici\u00eancia seja a causa. Nos ensaios cl\u00ednicos de preven\u00e7\u00e3o, os resultados s\u00e3o inconsistentes.<\/li>\n<li>Em melanoma, esclerose m\u00faltipla e TDAH h\u00e1 estudos com resultados promissores, que ainda precisam de confirma\u00e7\u00e3o antes de virar recomenda\u00e7\u00e3o geral.<\/li>\n<li>O que tem mais respaldo hoje \u00e9 identificar quem est\u00e1 em risco, corrigir a defici\u00eancia e individualizar a conduta com acompanhamento m\u00e9dico.<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Vitamina D: al\u00e9m do metabolismo \u00f3sseo, mas sem exageros<\/span><\/h2>\n<p>A vitamina D ocupa uma posi\u00e7\u00e3o singular na fisiologia humana. Embora seja chamada de vitamina, sua forma ativa funciona como um horm\u00f4nio esteroide, participando da regula\u00e7\u00e3o g\u00eanica em m\u00faltiplos tecidos.<\/p>\n<p>Seu papel cl\u00e1ssico no metabolismo do c\u00e1lcio e da sa\u00fade \u00f3ssea \u00e9 bem estabelecido. De fato, a defici\u00eancia importante de vitamina D est\u00e1 associada a osteomal\u00e1cia, raquitismo e aumento do risco de fragilidade \u00f3ssea.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, entretanto, observou-se que receptores de vitamina D est\u00e3o presentes em diversos \u00f3rg\u00e3os e c\u00e9lulas do sistema imune, o que levou ao interesse sobre poss\u00edveis efeitos extraesquel\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, por\u00e9m, separar <strong>associa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica<\/strong> de <strong>benef\u00edcio cl\u00ednico comprovado<\/strong>.<\/p>\n<p>Diversas doen\u00e7as \u2014 como diabetes, doen\u00e7as cardiovasculares, obesidade, c\u00e2ncer, doen\u00e7as autoimunes, depress\u00e3o e doen\u00e7as inflamat\u00f3rias \u2014 apresentam maior preval\u00eancia em indiv\u00edduos com n\u00edveis baixos de vitamina D. Isso sugere que a defici\u00eancia possa ser um marcador biol\u00f3gico relevante.<\/p>\n<p>Entretanto, at\u00e9 o momento, em muitas dessas condi\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se:<\/p>\n<ul>\n<li>a defici\u00eancia participa diretamente do mecanismo da doen\u00e7a;<\/li>\n<li>representa consequ\u00eancia do estado inflamat\u00f3rio ou metab\u00f3lico;<\/li>\n<li>ou simplesmente funciona como marcador de pior condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ou seja: <strong>baixa vitamina D frequentemente acompanha doen\u00e7a, mas isso n\u00e3o significa necessariamente que seja sua causa.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Produ\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea e exposi\u00e7\u00e3o solar<\/span><\/h2>\n<p>A principal fonte de vitamina D para seres humanos continua sendo a s\u00edntese cut\u00e2nea induzida pela radia\u00e7\u00e3o UVB.<\/p>\n<p>Existe uma capacidade importante de produ\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea, variando conforme:<\/p>\n<ul>\n<li>fototipo;<\/li>\n<li>latitude;<\/li>\n<li>esta\u00e7\u00e3o do ano;<\/li>\n<li>\u00e1rea corporal exposta;<\/li>\n<li>idade;<\/li>\n<li>uso de protetor solar;<\/li>\n<li>tempo de exposi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em algumas situa\u00e7\u00f5es, uma exposi\u00e7\u00e3o relativamente curta pode produzir quantidades expressivas de vitamina D.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa, por\u00e9m, que maiores exposi\u00e7\u00f5es tragam benef\u00edcios proporcionais.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o \u00e9 incentivar exposi\u00e7\u00e3o solar prolongada ou sem prote\u00e7\u00e3o, uma vez que o excesso de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta aumenta risco de fotoenvelhecimento e c\u00e2ncer de pele.<\/p>\n<p>Talvez a melhor interpreta\u00e7\u00e3o seja que o ser humano evoluiu com n\u00edveis de exposi\u00e7\u00e3o solar diferentes dos atuais e que parte da popula\u00e7\u00e3o moderna pode apresentar menor s\u00edntese cut\u00e2nea, principalmente idosos, indiv\u00edduos institucionalizados, pessoas com baixa exposi\u00e7\u00e3o ao sol e alguns grupos espec\u00edficos.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><b>O horm\u00f4nio esteroide<\/b><\/span><\/h2>\n<p>O primeiro fato voc\u00ea j\u00e1 conhece: a forma ativa da vitamina D, o calcitriol, funciona como um horm\u00f4nio esteroide.<\/p>\n<p>Assim como outros horm\u00f4nios esteroides, ela atua por meio da liga\u00e7\u00e3o a receptores nucleares, modulando a express\u00e3o g\u00eanica e influenciando a s\u00edntese de prote\u00ednas e enzimas em diferentes tecidos. Hoje sabemos que receptores de vitamina D est\u00e3o presentes em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e tipos celulares, o que sugere fun\u00e7\u00f5es al\u00e9m do metabolismo \u00f3sseo cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Esse mecanismo ajuda a entender por que n\u00edveis baixos de vitamina D t\u00eam sido associados a diferentes condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 importante lembrar que associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa necessariamente rela\u00e7\u00e3o causal e que, em muitas doen\u00e7as, ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se a defici\u00eancia participa diretamente do processo ou apenas acompanha estados inflamat\u00f3rios e metab\u00f3licos.<\/p>\n<p>O segundo ponto \u00e9 particularmente interessante.<\/p>\n<p>A pele humana possui uma capacidade importante de s\u00edntese de vitamina D quando exposta \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UVB. Em determinadas condi\u00e7\u00f5es, conforme fototipo, \u00e1rea corporal exposta, latitude, esta\u00e7\u00e3o do ano e intensidade da radia\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o pode atingir quantidades expressivas em um per\u00edodo relativamente curto de exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudos cl\u00e1ssicos sugerem que uma exposi\u00e7\u00e3o suficiente para produzir eritema m\u00ednimo em grande parte da superf\u00edcie corporal poderia gerar algo em torno de 10.000 a 20.000 UI de colecalciferol.<\/p>\n<p>Entretanto, esse valor apresenta ampla varia\u00e7\u00e3o individual e n\u00e3o deve ser interpretado como um n\u00famero fixo ou universal.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><b>Quanta vitamina D n\u00f3s obt\u00ednhamos?<\/b><\/span><\/h2>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil responder com precis\u00e3o, mas provavelmente popula\u00e7\u00f5es humanas ancestrais apresentavam padr\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o solar diferentes dos atuais, com maior tempo ao ar livre e menor perman\u00eancia em ambientes fechados.<\/p>\n<p>Com a urbaniza\u00e7\u00e3o progressiva e as mudan\u00e7as de estilo de vida, sobretudo a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, grande parte da popula\u00e7\u00e3o passou a permanecer mais tempo em ambientes internos. Trabalho em escrit\u00f3rios, deslocamentos em ve\u00edculos, uso de roupas mais extensas e menor exposi\u00e7\u00e3o ao sol podem contribuir para redu\u00e7\u00e3o da s\u00edntese cut\u00e2nea de vitamina D em alguns grupos.<\/p>\n<p>Hoje, n\u00e3o \u00e9 incomum que algumas pessoas passem dias ou semanas com pouca exposi\u00e7\u00e3o solar direta.<\/p>\n<p>Ainda assim, isso n\u00e3o significa que devamos incentivar exposi\u00e7\u00e3o excessiva ao sol. O objetivo n\u00e3o \u00e9 substituir cuidados dermatol\u00f3gicos nem minimizar os riscos da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta.<\/p>\n<p>Por outro lado, talvez tamb\u00e9m n\u00e3o seja necess\u00e1rio tratar toda exposi\u00e7\u00e3o solar como indesej\u00e1vel. Exposi\u00e7\u00f5es curtas e individualizadas podem contribuir para a s\u00edntese de vitamina D, embora o tempo ideal varie amplamente conforme fototipo, latitude, esta\u00e7\u00e3o do ano, \u00e1rea corporal exposta e intensidade da radia\u00e7\u00e3o UV.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><b>Controlando a natureza?<\/b><\/span><\/h2>\n<p>O terceiro ponto \u00e9 mais complexo e envolve a forma peculiar de regula\u00e7\u00e3o do sistema da vitamina D.<\/p>\n<p>Diferentemente de muitos horm\u00f4nios esteroides cl\u00e1ssicos, cuja produ\u00e7\u00e3o depende predominantemente de mecanismos end\u00f3crinos internos, a disponibilidade de vitamina D depende parcialmente de fatores ambientais, principalmente da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UVB.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa aus\u00eancia de regula\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio: a vitamina D \u00e9 controlada em m\u00faltiplos n\u00edveis, incluindo s\u00edntese cut\u00e2nea, metabolismo hep\u00e1tico, ativa\u00e7\u00e3o renal e mecanismos de retroalimenta\u00e7\u00e3o envolvendo c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, PTH, FGF23 e enzimas catab\u00f3licas.<\/p>\n<p>A s\u00edntese cut\u00e2nea de vitamina D depende do<strong> 7-desidrocolesterol<\/strong> presente na pele e da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UVB, enquanto a dieta contribui com uma parte menor.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Alimentos que s\u00e3o fonte de vitamina D<\/span><\/h3>\n<p><strong>A contribui\u00e7\u00e3o alimentar da vitamina D costuma ser relativamente limitada quando comparada \u00e0 s\u00edntese cut\u00e2nea. Entretanto, alguns alimentos \u2014 especialmente peixes gordurosos, \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau, alimentos fortificados e, em menor grau, gema de ovo e cogumelos expostos \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UV \u2014 podem fornecer quantidades relevantes.<\/strong><\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Alimento<\/th>\n<th>Por\u00e7\u00e3o<\/th>\n<th align=\"right\">Vitamina D (UI)<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00d3leo de f\u00edgado de bacalhau<\/td>\n<td>1 colher de sopa (15 mL)<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>1.200\u20131.400 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Salm\u00e3o selvagem<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>600\u20131.000 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Salm\u00e3o de cultivo<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>250\u2013500 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Sardinha<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>200\u2013300 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Atum<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>150\u2013250 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cavala<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>300\u2013400 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Arenque<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>600\u20131.600 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Gema de ovo<\/td>\n<td>1 unidade<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>20\u201350 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cogumelos expostos a UV<\/td>\n<td>100 g<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>100\u2013400 UI<\/strong> (alguns passam de 1.000 UI)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Leite fortificado<\/td>\n<td>240 mL<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>100\u2013150 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Iogurte fortificado<\/td>\n<td>1 pote<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>80\u2013120 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cereais fortificados<\/td>\n<td>1 por\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td align=\"right\"><strong>40\u2013100 UI<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Para dar perspectiva:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>1 gema de ovo \u2248 20\u201350 UI<\/strong><\/li>\n<li><strong>100 g de salm\u00e3o \u2248 600\u20131000 UI<\/strong><\/li>\n<li><strong>1 colher de \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau \u2248 1200\u20131400 UI<\/strong><\/li>\n<li>Uma exposi\u00e7\u00e3o solar moderada de corpo inteiro pode gerar <strong>milhares de UI<\/strong>, dependendo do fototipo, \u00e1rea exposta, latitude e UVB dispon\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Vitamina D e doen\u00e7as cr\u00f4nicas: o que sabemos hoje?<\/span><\/h2>\n<p>Existe razo\u00e1vel consist\u00eancia observacional mostrando associa\u00e7\u00e3o entre defici\u00eancia de vitamina D e:<\/p>\n<ul>\n<li>doen\u00e7as autoimunes;<\/li>\n<li>esclerose m\u00faltipla;<\/li>\n<li>doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal;<\/li>\n<li>algumas neoplasias;<\/li>\n<li>diabetes tipo 1;<\/li>\n<li>eventos cardiovasculares;<\/li>\n<li>pior fun\u00e7\u00e3o muscular;<\/li>\n<li>maior risco de quedas em idosos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por outro lado, quando avaliamos <strong>ensaios cl\u00ednicos randomizados<\/strong>, os resultados s\u00e3o mais heterog\u00eaneos.<\/p>\n<p>A suplementa\u00e7\u00e3o corrige defici\u00eancia e traz benef\u00edcio claro para sa\u00fade \u00f3ssea e, em alguns cen\u00e1rios, para fun\u00e7\u00e3o muscular e preven\u00e7\u00e3o de quedas.<\/p>\n<p>J\u00e1 para preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de c\u00e2ncer, doen\u00e7as cardiovasculares, mortalidade global, depress\u00e3o, obesidade e v\u00e1rias doen\u00e7as autoimunes, os resultados permanecem inconsistentes.<\/p>\n<p>Portanto, talvez a posi\u00e7\u00e3o mais equilibrada hoje seja:<\/p>\n<p><strong>corrigir defici\u00eancia parece importante, mas usar vitamina D como estrat\u00e9gia universal para preven\u00e7\u00e3o de todas as doen\u00e7as ainda n\u00e3o encontra suporte robusto.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Oncologia, melanoma e esclerose m\u00faltipla<\/span><\/h2>\n<p>Alguns trabalhos recentes sugerem que n\u00edveis adequados de vitamina D podem estar associados a melhor resposta em determinadas situa\u00e7\u00f5es oncol\u00f3gicas, como melanoma tratado com imunoterapia. A rela\u00e7\u00e3o com tumores de mama est\u00e1 detalhada no artigo sobre <a href=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/vitamina-d-cancer-de-mama\/\">vitamina D e c\u00e2ncer de mama<\/a>.<\/p>\n<p>Da mesma forma, estudos em esclerose m\u00faltipla t\u00eam investigado suplementa\u00e7\u00e3o em doses mais elevadas.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o interessantes e biologicamente plaus\u00edveis, mas ainda precisam de confirma\u00e7\u00e3o adicional antes que sejam incorporados como recomenda\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<p>Por isso, neste momento, o principal papel continua sendo identificar e corrigir defici\u00eancia, individualizando condutas.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Conclus\u00e3o pr\u00e1tica<\/span><\/h2>\n<p>A vitamina D provavelmente \u00e9 mais importante do que imagin\u00e1vamos h\u00e1 algumas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m \u00e9 improv\u00e1vel que seja a explica\u00e7\u00e3o \u00fanica para grande parte das doen\u00e7as modernas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio atual aponta para uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria:<\/p>\n<p>Nem banalizar sua defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Nem transform\u00e1-la em solu\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<p>Manter n\u00edveis adequados, identificar grupos de risco e corrigir car\u00eancias continua sendo a abordagem mais consistente com as melhores evid\u00eancias dispon\u00edveis.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><b>Algumas doen\u00e7as que t\u00eam sido cientificamente associadas \u00e0 car\u00eancia de vitamina D no organismo<\/b><\/span><\/h2>\n<p>Diversas doen\u00e7as t\u00eam sido associadas a n\u00edveis reduzidos de vitamina D.<\/p>\n<p>Estudos observacionais identificaram rela\u00e7\u00f5es entre defici\u00eancia de vitamina D e maior preval\u00eancia de doen\u00e7as autoimunes, doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal, diabetes tipo 1, esclerose m\u00faltipla, artrite reumatoide, alguns tipos de c\u00e2ncer, altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares, pior fun\u00e7\u00e3o muscular e maior risco de quedas em idosos.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante interpretar esses dados com cautela.<\/p>\n<p>Em muitas situa\u00e7\u00f5es, ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se a defici\u00eancia de vitamina D participa diretamente do desenvolvimento da doen\u00e7a, se representa consequ\u00eancia do processo inflamat\u00f3rio ou metab\u00f3lico, ou simplesmente funciona como marcador de pior estado geral de sa\u00fade.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias mais consistentes continuam relacionadas ao papel da vitamina D na sa\u00fade \u00f3ssea, metabolismo do c\u00e1lcio, preven\u00e7\u00e3o de osteomal\u00e1cia e raquitismo, al\u00e9m de poss\u00edvel benef\u00edcio sobre fun\u00e7\u00e3o muscular e risco de quedas em determinados grupos, principalmente idosos com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas de imunidade, autoimunidade, oncologia, doen\u00e7as cardiovasculares e metab\u00f3licas, existe plausibilidade biol\u00f3gica e associa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica, mas os resultados de estudos intervencionistas permanecem vari\u00e1veis e muitas vezes inconclusivos.<\/p>\n<p>Por isso, talvez a melhor interpreta\u00e7\u00e3o atual seja que a vitamina D possui fun\u00e7\u00f5es muito al\u00e9m do metabolismo \u00f3sseo cl\u00e1ssico, mas ainda n\u00e3o pode ser considerada uma interven\u00e7\u00e3o universal para preven\u00e7\u00e3o ou tratamento de todas as doen\u00e7as associadas \u00e0 sua defici\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Vitamina D e COVID-19 (coronav\u00edrus)<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Pesquisadores do Trinity College Dublin est\u00e3o pedindo ao governo da Irlanda que mude as recomenda\u00e7\u00f5es para suplementos de vitamina D.<\/p>\n<p>Uma nova publica\u00e7\u00e3o do Dr. Eamon Laird e da professora Rose Anne Kenny, da Faculdade de Medicina, e do Irish Longitudinal Study on Aging (TILDA), em colabora\u00e7\u00e3o com o professor Jon Rhodes da Universidade de Liverpool, destaca a associa\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis de vitamina D e a mortalidade por COVID-19.<\/p>\n<p>Os autores do artigo, publicado recentemente no <em>Irish Medical Journal<\/em>, analisaram todos os estudos europeus sobre popula\u00e7\u00e3o adulta, conclu\u00eddos desde 1999, que mediram a vitamina D e compararam as taxas de vitamina D e mortalidade do COVID-19.<\/p>\n<p>O artigo pode ser lido no <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/2016\/http:\/\/imj.ie\/irish-medical-journal-may-2020-vol-113-no-5\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Irish Medical Journal<\/em>, edi\u00e7\u00e3o de maio de 2020<\/a>.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">O que o estudo encontrou<\/span><\/h3>\n<p>Este estudo mostra que, contra-intuitivamente, pa\u00edses com latitude mais baixa e pa\u00edses tipicamente ensolarados, como Espanha e norte da It\u00e1lia, tinham baixas concentra\u00e7\u00f5es de vitamina D e altas taxas de defici\u00eancia de vitamina D. Esses pa\u00edses tamb\u00e9m tiveram as maiores taxas de infec\u00e7\u00e3o e morte na Europa.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses de latitude norte da Noruega, Finl\u00e2ndia e Su\u00e9cia t\u00eam n\u00edveis mais altos de vitamina D, apesar da menor exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz solar UVB, porque a suplementa\u00e7\u00e3o e fortifica\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e9 mais comum. Ao mesmo tempo, esses pa\u00edses n\u00f3rdicos t\u00eam taxas mais baixas de infec\u00e7\u00e3o e mortalidade por COVID-19. A correla\u00e7\u00e3o entre os baixos n\u00edveis de vitamina D e a morte por COVID-19 \u00e9 estatisticamente significativa.<\/p>\n<p>Os autores prop\u00f5em que, embora a otimiza\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de vitamina D certamente beneficie a sa\u00fade dos ossos e m\u00fasculos, os dados sugerem que \u00e9 prov\u00e1vel que tamb\u00e9m reduza complica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias do COVID-19.<\/p>\n<p>Isso ocorre porque a vitamina D \u00e9 importante na regula\u00e7\u00e3o e supress\u00e3o da resposta inflamat\u00f3ria \u00e0s citocinas, que causa graves consequ\u00eancias do COVID-19 e da &#8216;s\u00edndrome do desconforto respirat\u00f3rio agudo&#8217; associada \u00e0 ventila\u00e7\u00e3o e morte.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Vitamina D pode potencializar a a\u00e7\u00e3o de imunoter\u00e1picos no tratamento do melanoma<\/span> <\/strong><\/h2>\n<p>Manter n\u00edveis normais de vitamina D pode aumentar a efic\u00e1cia da imunoterapia em pacientes com <a href=\"https:\/\/emedicine.medscape.com\/article\/1295718-overview\">melanoma<\/a> avan\u00e7ado, sugere um novo estudo.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o achado de um trabalho com 200 pacientes diagnosticados com melanoma, que fizeram imunoterapia de primeira linha com os inibidores do receptor da prote\u00edna de morte programada do tipo 1 (anti-PD-1, do ingl\u00eas <em>anti-programmed death-1<\/em>) <a href=\"https:\/\/reference.medscape.com\/drug\/keytruda-pembrolizumab-999962\">pembrolizumabe<\/a> ou <a href=\"https:\/\/reference.medscape.com\/drug\/opdivo-nivolumab-999989\">nivolumabe<\/a>.<\/p>\n<p>A resposta ao tratamento foi significativamente superior em pacientes que apresentavam n\u00edveis de vitamina D normais ao in\u00edcio do estudo ou n\u00edveis normais de vitamina D alcan\u00e7ados por meio de suplementa\u00e7\u00e3o (&gt; 30 ng\/dL), quando comparados com indiv\u00edduos que tinham n\u00edveis de vitamina D baixos ao in\u00edcio do estudo (\u2264 30 ng\/dL) e n\u00e3o faziam suplementa\u00e7\u00e3o (56% <em>vs.<\/em> 36,2%; <em>P<\/em> = 0,0111).<\/p>\n<p>A mediana de sobrevida livre de progress\u00e3o da doen\u00e7a tamb\u00e9m foi significativamente maior no grupo com n\u00edveis normais de vitamina D (11,2 <em>vs.<\/em> 5,8 meses), e a sobrevida global foi superior no grupo com n\u00edveis normais de vitamina D (31,5 <em>vs.<\/em> 27 meses), observaram os autores.<\/p>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/acsjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1002\/cncr.34718\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">achados foram publicados<\/a> <em>on-line<\/em> em 24 de abril no peri\u00f3dico <em>Cancer<\/em>.<\/p>\n<p>O estudo foi conduzido pelo Dr. \u0141ukasz Galus, m\u00e9dico vinculado \u00e0 Universidade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas de Poznan, na Pol\u00f4nia, e colaboradores.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Vitamina D em altas doses na esclerose m\u00faltipla<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>A suplementa\u00e7\u00e3o oral de colecalciferol (vitamina D3) em doses altas reduziu significativamente a evid\u00eancia de atividade de esclerose m\u00faltipla (EM) em pacientes com s\u00edndrome clinicamente isolada, de acordo com os resultados de um ensaio controlado e aleat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Os participantes foram aleatorizados para receber vitamina D3 oral em alta dose (100.000 UI) ou placebo a cada duas semanas, durante 24 meses.<\/p>\n<p>Durante uma sess\u00e3o de perguntas e respostas, os delegados elogiaram o estudo, com alguns descrevendo-o como &#8220;fant\u00e1stico&#8221; ou &#8220;fabuloso&#8221;.<\/p>\n<p>Respondendo a uma pergunta sobre por que este estudo teve sucesso em mostrar os benef\u00edcios da vitamina D enquanto v\u00e1rios estudos anteriores n\u00e3o conseguiram, Thouvenot disse que pode ser devido \u00e0 dura\u00e7\u00e3o mais longa ou a um design com melhor poder para mostrar as diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.medscape.com\/viewarticle\/high-dose-vitamin-d-linked-lower-disease-activity-cis-2024a1000h4r\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Medscape<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Vitamina D e magn\u00e9sio no TDAH: o que a ci\u00eancia diz sobre suplementa\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as<\/span><\/h2>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">O que \u00e9 o TDAH e por que os micronutrientes importam?<\/span><\/h3>\n<p>O TDAH \u00e9 caracterizado por graus variados de desaten\u00e7\u00e3o, hiperatividade e impulsividade. Essas manifesta\u00e7\u00f5es impactam diretamente o desempenho escolar, os relacionamentos sociais e a sa\u00fade mental das crian\u00e7as afetadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estudos t\u00eam identificado, de forma consistente, defici\u00eancias de vitamina D e <a href=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/beneficios-magnesio\/\">magn\u00e9sio<\/a> em crian\u00e7as com TDAH. Isso n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia, pois ambos os nutrientes desempenham pap\u00e9is fundamentais no funcionamento do sistema nervoso central.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">O papel da vitamina D no c\u00e9rebro<\/span><\/h3>\n<p>A vitamina D n\u00e3o \u00e9 apenas um nutriente para os ossos. No c\u00e9rebro, ela age como um neuroesteroide, influenciando diretamente:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>S\u00edntese de neurotransmissores: <\/strong>regula a produ\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/dopamina\/\">dopamina<\/a> e serotonina, subst\u00e2ncias diretamente envolvidas na aten\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o emocional \u2014 pilares afetados no TDAH.<\/li>\n<li><strong>Receptores no c\u00e9rebro: <\/strong>os receptores de vitamina D (VDR) est\u00e3o presentes em regi\u00f5es cerebrais diretamente implicadas no TDAH, como o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, o cerebelo e o hipocampo.<\/li>\n<li><strong>Desenvolvimento neurol\u00f3gico: <\/strong>a vitamina D desempenha papel cr\u00edtico durante a gesta\u00e7\u00e3o e a inf\u00e2ncia precoce na forma\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o do sistema nervoso.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">O papel do magn\u00e9sio no sistema nervoso<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li><strong>Regula\u00e7\u00e3o neuronal: <\/strong>o magn\u00e9sio \u00e9 cofator essencial de mais de 300 rea\u00e7\u00f5es enzim\u00e1ticas, incluindo aquelas envolvidas na s\u00edntese de neurotransmissores.<\/li>\n<li><strong>Controle da excitabilidade: <\/strong>atua nos receptores NMDA, modulando a excitabilidade neuronal e reduzindo irritabilidade e hiperatividade.<\/li>\n<li><strong>Estresse oxidativo: <\/strong>sua defici\u00eancia aumenta o estresse oxidativo cerebral, agravando sintomas do TDAH.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><span style=\"color: #0000ff;\">-O ensaio cl\u00ednico: vitamina D + magn\u00e9sio por 8 semanas<\/span><\/h3>\n<p>Um ensaio cl\u00ednico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo testou a combina\u00e7\u00e3o de vitamina D (50.000 UI\/semana) e magn\u00e9sio (6 mg\/kg\/dia) em 66 crian\u00e7as com TDAH ao longo de 8 semanas. Os resultados foram expressivos: em compara\u00e7\u00e3o com o placebo, as crian\u00e7as suplementadas tiveram redu\u00e7\u00e3o significativa dos problemas emocionais, de conduta e de relacionamento com os pares, bem como do escore total de dificuldades.<\/p>\n<p>Os n\u00edveis s\u00e9ricos de vitamina D e magn\u00e9sio tamb\u00e9m aumentaram significativamente no grupo suplementado, confirmando a efic\u00e1cia bioqu\u00edmica da interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o dos dois nutrientes potencializa os resultados, porque o magn\u00e9sio \u00e9 cofator essencial para a ativa\u00e7\u00e3o da vitamina D no organismo, e ambos atuam de forma complementar nos sistemas de neurotransmiss\u00e3o.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Limita\u00e7\u00f5es e cautelas<\/span><\/h3>\n<p>Ambos os estudos reconhecem que a amostra do ensaio cl\u00ednico \u00e9 pequena (66 crian\u00e7as) e que ensaios maiores e de maior dura\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o necess\u00e1rios para consolidar as recomenda\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. Os resultados s\u00e3o promissores, mas devem ser interpretados dentro do contexto de uma ci\u00eancia em evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">O que fazer na pr\u00e1tica?<\/span><\/h3>\n<p style=\"border-left: 4px solid #ff6600; background-color: #fff7f0; padding: 12px 16px;\"><strong>\u26a0\ufe0f Aviso: <\/strong>Este conte\u00fado \u00e9 informativo e n\u00e3o substitui avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Nunca inicie suplementa\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as sem orienta\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Avalie laboratorialmente: <\/strong>pe\u00e7a ao pediatra a dosagem de vitamina D e magn\u00e9sio da crian\u00e7a com TDAH.<\/li>\n<li><strong>Considere a suplementa\u00e7\u00e3o orientada: <\/strong>se houver defici\u00eancia, a reposi\u00e7\u00e3o pode integrar o plano terap\u00eautico de forma segura e eficaz.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o substitua o tratamento convencional: <\/strong>medica\u00e7\u00e3o e terapia comportamental seguem sendo pilares do tratamento, enquanto a suplementa\u00e7\u00e3o \u00e9 um complemento.<\/li>\n<li><strong>Aten\u00e7\u00e3o durante a gesta\u00e7\u00e3o: <\/strong>manter n\u00edveis adequados de vitamina D na gravidez pode reduzir o risco de TDAH nos filhos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A mensagem central das evid\u00eancias \u00e9 clara: a sa\u00fade nutricional das crian\u00e7as com TDAH importa, e a vitamina D, sobretudo combinada com magn\u00e9sio, tem um papel crescente e promissor no cuidado integrativo desse transtorno.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>-Vitamina D e TDAH: o que uma revis\u00e3o de 7 estudos cient\u00edficos revelou<\/strong><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Os 3 principais achados da revis\u00e3o<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li><strong>Gesta\u00e7\u00e3o: <\/strong>m\u00e3es com n\u00edveis mais altos de vitamina D t\u00eam filhos com menor risco de desenvolver TDAH. Quando o transtorno aparece, os sintomas tendem a ser menos intensos.<\/li>\n<li><strong>Defici\u00eancia confirmada: <\/strong>crian\u00e7as com TDAH apresentam n\u00edveis s\u00e9ricos de vitamina D consistentemente menores do que crian\u00e7as sem o transtorno, achado replicado em m\u00faltiplos pa\u00edses.<\/li>\n<li><strong>Suplementa\u00e7\u00e3o funciona: <\/strong>estudos de interven\u00e7\u00e3o mostraram que repor a vitamina D est\u00e1 associado \u00e0 melhora dos sintomas do TDAH.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">O que ainda falta?<\/span><\/h3>\n<p>Os autores s\u00e3o cautelosos: apesar das evid\u00eancias consistentes, ainda s\u00e3o necess\u00e1rios ensaios cl\u00ednicos randomizados maiores e mais bem desenhados para definir doses, dura\u00e7\u00e3o e perfis de pacientes que mais se beneficiam da suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #ff6600;\">Conclus\u00e3o: vitamina D e TDAH<\/span><\/h2>\n<ul>\n<li>A ci\u00eancia aponta uma rela\u00e7\u00e3o clara entre vitamina D e TDAH \u2014 do per\u00edodo pr\u00e9-natal ao manejo cl\u00ednico.<\/li>\n<li>Por isso, avaliar e corrigir a defici\u00eancia desse nutriente pode ser uma estrat\u00e9gia complementar relevante no cuidado de crian\u00e7as com TDAH, sempre com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<\/li>\n<li><strong>A vitamina D n\u00e3o substitui o metilfenidato<\/strong> \u2014 e o estudo n\u00e3o foi desenhado para testar isso. Todos os participantes usaram a medica\u00e7\u00e3o, portanto o benef\u00edcio encontrado \u00e9 <em>adicional<\/em>, n\u00e3o substitutivo.<\/li>\n<li><strong>O benef\u00edcio \u00e9 espec\u00edfico para sintomas noturnos<\/strong> \u2014 nas escalas de avalia\u00e7\u00e3o global de sintomas diurnos (CPRS e ADHD-RS), n\u00e3o houve diferen\u00e7a entre os grupos. Isso \u00e9 importante: n\u00e3o se trata de uma &#8220;cura geral&#8221;, mas de um benef\u00edcio localizado em um per\u00edodo do dia especialmente desafiador.<\/li>\n<li><strong>A suplementa\u00e7\u00e3o foi segura<\/strong> \u2014 a dose de 2.000 UI\/dia por 8 semanas n\u00e3o gerou efeitos adversos relevantes. Esta \u00e9 uma dose considerada segura para crian\u00e7as pela maioria das diretrizes internacionais.<\/li>\n<li><strong>O tamanho amostral \u00e9 limitado<\/strong> \u2014 54 participantes \u00e9 um n\u00famero pequeno para conclus\u00f5es definitivas. Assim, os resultados precisam de replica\u00e7\u00e3o em estudos maiores.<\/li>\n<\/ul>\n<p>________________________________________________________________________<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>\u26a0\ufe0f Aviso: <\/strong>Este artigo \u00e9 informativo e n\u00e3o substitui avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Nunca inicie suplementa\u00e7\u00e3o sem orienta\u00e7\u00e3o de um profissional de sa\u00fade.<\/h3>\n<hr \/>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/vitamina-k2-mk7\/\">Para que serve a vitamina K2-MK7?<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/coluna-cbn-vitamina-d\/\">Coluna CBN: vitamina D<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Perguntas frequentes sobre vitamina D<\/span><\/h2>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Vitamina D \u00e9 vitamina ou horm\u00f4nio?<\/span><\/h3>\n<p>As duas coisas, conforme a etapa. O que a pele produz \u00e9 um pr\u00e9-horm\u00f4nio. Depois de passar pelo f\u00edgado e ser ativada nos tecidos, a vitamina D vira calcitriol, que funciona como um horm\u00f4nio esteroide e regula a express\u00e3o de genes em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Quais alimentos s\u00e3o fonte de vitamina D?<\/span><\/h3>\n<p>Poucos alimentos fornecem quantidades relevantes. Os principais s\u00e3o o \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau (1.200 a 1.400 UI por colher de sopa), o arenque (600 a 1.600 UI em 100 g) e o salm\u00e3o selvagem (600 a 1.000 UI em 100 g). Sardinha, cavala, atum, cogumelos expostos a UV e alimentos fortificados contribuem menos, enquanto uma gema de ovo tem apenas 20 a 50 UI.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Quanto tempo de sol \u00e9 preciso para produzir vitamina D?<\/span><\/h3>\n<p>N\u00e3o existe um tempo que sirva para todos, porque a produ\u00e7\u00e3o na pele varia conforme o fototipo, a latitude, a esta\u00e7\u00e3o do ano, a \u00e1rea do corpo exposta, a idade e o uso de protetor solar. Exposi\u00e7\u00f5es curtas j\u00e1 podem gerar quantidades expressivas. Ainda assim, a recomenda\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 prolongar a exposi\u00e7\u00e3o nem dispensar a prote\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o excesso de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta aumenta o risco de fotoenvelhecimento e de c\u00e2ncer de pele.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Vitamina D baixa causa doen\u00e7as?<\/span><\/h3>\n<p>Nos ossos, a rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 bem estabelecida: a defici\u00eancia importante est\u00e1 associada a osteomal\u00e1cia, raquitismo e maior risco de fragilidade \u00f3ssea. Em diabetes, doen\u00e7as cardiovasculares, c\u00e2ncer, doen\u00e7as autoimunes e depress\u00e3o, o que os estudos mostram at\u00e9 agora \u00e9 associa\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se a defici\u00eancia participa da doen\u00e7a, se \u00e9 consequ\u00eancia do estado inflamat\u00f3rio ou metab\u00f3lico ou se apenas indica um estado de sa\u00fade pior.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Vale a pena tomar vitamina D para prevenir doen\u00e7as?<\/span><\/h3>\n<p>Corrigir uma defici\u00eancia vale a pena, e o benef\u00edcio para a sa\u00fade \u00f3ssea \u00e9 claro. J\u00e1 o uso de vitamina D como estrat\u00e9gia universal de preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem, at\u00e9 o momento, suporte consistente dos ensaios cl\u00ednicos para c\u00e2ncer, doen\u00e7as cardiovasculares ou mortalidade. Por isso, o caminho \u00e9 identificar quem tem defici\u00eancia e individualizar a conduta com o m\u00e9dico.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Vitamina D ajuda no tratamento do TDAH?<\/span><\/h3>\n<p>Os estudos sugerem que ela pode ajudar como complemento, mas n\u00e3o substitui o tratamento convencional. Em um ensaio com 66 crian\u00e7as, vitamina D (50.000 UI por semana) combinada com magn\u00e9sio (6 mg\/kg por dia) durante 8 semanas reduziu problemas emocionais e de conduta. Em outro, 2.000 UI por dia junto com metilfenidato melhoraram os sintomas noturnos, embora sem diferen\u00e7a nas escalas de sintomas diurnos. As amostras s\u00e3o pequenas, e nenhuma crian\u00e7a deve ser suplementada sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"border-left: 4px solid #ff6600; background-color: #fff7f0; padding: 12px 16px;\"><strong>Aviso importante:<\/strong> Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional. N\u00e3o substitui consulta m\u00e9dica, diagn\u00f3stico ou prescri\u00e7\u00e3o profissional. Toda decis\u00e3o sobre suplementa\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o de tratamento deve ser tomada com orienta\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico respons\u00e1vel pelo paciente.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><span style=\"color: #0000ff;\">Refer\u00eancias<\/span><\/h2>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Estudos comentados neste artigo<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>Laird E, Rhodes J, Kenny RA. Vitamin D and inflammation: potential implications for severity of Covid-19. <em>Ir Med J<\/em>. 2020;113(5):81. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/32603576\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 32603576<\/a>.<\/li>\n<li>Galus \u0141, Michalak M, Lorenz M, Stoi\u0144ska-Swiniarek R, Tusie\u0144 Ma\u0142ecka D, Galus A, et al. Vitamin D supplementation increases objective response rate and prolongs progression-free time in patients with advanced melanoma undergoing anti-PD-1 therapy. <em>Cancer<\/em>. 2023;129(13):2047-2055. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/cncr.34718\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1002\/cncr.34718<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/37089083\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 37089083<\/a>.<\/li>\n<li>Thouvenot E, Laplaud D, Lebrun-Frenay C, Derache N, Le Page E, Maillart E, et al. High-dose vitamin D in clinically isolated syndrome typical of multiple sclerosis: the D-Lay MS randomized clinical trial. <em>JAMA<\/em>. 2025;333(16):1413-1422. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1001\/jama.2025.1604\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1001\/jama.2025.1604<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/40063041\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 40063041<\/a>.<\/li>\n<li>Hemamy M, Pahlavani N, Amanollahi A, Islam SMS, McVicar J, Askari G, et al. The effect of vitamin D and magnesium supplementation on the mental health status of attention-deficit hyperactive children: a randomized controlled trial. <em>BMC Pediatr<\/em>. 2021;21(1):178. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s12887-021-02631-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1186\/s12887-021-02631-1<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/33865361\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 33865361<\/a>.<\/li>\n<li>Ismail YA, El-Bayaa NM, Fouad MM, et al. The association between serum vitamin D concentration and Attention Deficit\/Hyperactivity Disorder: a systematic review and meta-analysis of observational and interventional studies. <em>Middle East Curr Psychiatry<\/em>. 2025;32:97. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s43045-025-00586-y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1186\/s43045-025-00586-y<\/a>.<\/li>\n<li>Mohammadpour N, Jazayeri S, Tehrani-Doost M, Djalali M, Hosseini M, Effatpanah M, et al. Effect of vitamin D supplementation as adjunctive therapy to methylphenidate on ADHD symptoms: a randomized, double blind, placebo-controlled trial. <em>Nutr Neurosci<\/em>. 2018;21(3):202-209. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/1028415X.2016.1262097\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1080\/1028415X.2016.1262097<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27924679\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 27924679<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Leitura complementar: vitamina D e sa\u00fade vascular, metab\u00f3lica e sexual<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>Barassi A, Pezzilli R, Colpi GM, Corsi Romanelli MM, Melzi d&#8217;Eril GV. Vitamin D and erectile dysfunction. <em>J Sex Med<\/em>. 2014;11(11):2792-2800. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/jsm.12661\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1111\/jsm.12661<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25092061\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25092061<\/a>.<\/li>\n<li>Sorenson M, Grant WB. Does vitamin D deficiency contribute to erectile dysfunction? <em>Dermatoendocrinol<\/em>. 2012;4(2):128-136. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4161\/derm.20361\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.4161\/derm.20361<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/22928068\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 22928068<\/a>.<\/li>\n<li>Bellastella G, Maiorino MI, Olita L, Capuano A, Rafaniello C, Giugliano D, et al. Vitamin D deficiency in type 2 diabetic patients with hypogonadism. <em>J Sex Med<\/em>. 2014;11(2):536-542. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/jsm.12384\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1111\/jsm.12384<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24238472\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 24238472<\/a>.<\/li>\n<li>Menezes AR, Lamb MC, Lavie CJ, DiNicolantonio JJ. Vitamin D and atherosclerosis. <em>Curr Opin Cardiol<\/em>. 2014;29(6):571-577. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1097\/HCO.0000000000000108\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1097\/HCO.0000000000000108<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25144342\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25144342<\/a>.<\/li>\n<li>Yuan J, Jia P, Hua L, Xin Z, Yang JK. Vitamin D deficiency is associated with risk of developing peripheral arterial disease in type 2 diabetic patients. <em>BMC Cardiovasc Disord<\/em>. 2019;19(1):145. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s12872-019-1125-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1186\/s12872-019-1125-0<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/31208330\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 31208330<\/a>.<\/li>\n<li>Yilmaz O, Kilic O, Ciftel M, Hakan N. Rapid response to treatment of heart failure resulting from hypocalcemic cardiomyopathy. <em>Pediatr Emerg Care<\/em>. 2014;30(11):822-823. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1097\/PEC.0000000000000269\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1097\/PEC.0000000000000269<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25373569\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25373569<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><span style=\"color: #ff6600;\">Leitura complementar: vitamina D, autoimunidade, sa\u00fade mental e outras condi\u00e7\u00f5es<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>Bizzaro G, Shoenfeld Y. Vitamin D and autoimmune thyroid diseases: facts and unresolved questions. <em>Immunol Res<\/em>. 2015;61(1-2):46-52. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s12026-014-8579-z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1007\/s12026-014-8579-z<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25407646\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25407646<\/a>.<\/li>\n<li>Sang\u00fcesa G\u00f3mez C, Flores Robles BJ, Andr\u00e9u JL. Bone health, vitamin D and lupus. <em>Reumatol Clin<\/em>. 2015;11(4):232-236. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.reuma.2014.10.001\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1016\/j.reuma.2014.10.001<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25488287\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25488287<\/a>.<\/li>\n<li>Y\u00fcksel RN, Altunsoy N, Tikir B, Cingi K\u00fcl\u00fck M, Unal K, Goka S, et al. Correlation between total vitamin D levels and psychotic psychopathology in patients with schizophrenia: therapeutic implications for add-on vitamin D augmentation. <em>Ther Adv Psychopharmacol<\/em>. 2014;4(6):268-275. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177\/2045125314553612\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1177\/2045125314553612<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25489478\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25489478<\/a>.<\/li>\n<li>Altb\u00e4cker A, Pl\u00f3zer E, Darnai G, Perlaki G, Orsi G, Nagy SA, et al. Alexithymia is associated with low level of vitamin D in young healthy adults. <em>Nutr Neurosci<\/em>. 2014;17(6):284-288. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1179\/1476830514Y.0000000114\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1179\/1476830514Y.0000000114<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24593042\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 24593042<\/a>.<\/li>\n<li>Cannell JJ, Grant WB. What is the role of vitamin D in autism? <em>Dermatoendocrinol<\/em>. 2013;5(1):199-204. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4161\/derm.24356\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.4161\/derm.24356<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24494055\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 24494055<\/a>.<\/li>\n<li>Millen AE. Adequate vitamin D status may prevent subsequent tooth loss. <em>J Evid Based Dent Pract<\/em>. 2014;14(4):197-199. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jebdp.2014.10.011\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">doi:10.1016\/j.jebdp.2014.10.011<\/a>; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25488873\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PMID 25488873<\/a>.<\/li>\n<li>Feldman D, Pike JW, Adams JS, editores. <a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/books\/vitamin-d\/feldman\/978-0-12-381978-9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Vitamin D<\/em><\/a>. 3. ed. San Diego: Academic Press; 2011. ISBN 978-0-12-381978-9.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentemente de qualquer outra vitamina, a vitamina D \u00e9 realmente um pr\u00e9-horm\u00f4nio. O seu corpo \u00e9 a \u00fanica fonte do potente horm\u00f4nio esteroide chamado CALCITRIOL. Primeiro, sua pele produz vitamina D quando a luz solar atinge uma mol\u00e9cula de pr\u00e9-colesterol. 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