{"id":1241,"date":"2013-09-10T23:14:43","date_gmt":"2013-09-10T23:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/?p=1241"},"modified":"2020-05-10T14:58:54","modified_gmt":"2020-05-10T14:58:54","slug":"prevencaocancerdemama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/prevencaocancerdemama\/","title":{"rendered":"Preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama com compostos  naturais  e h\u00e1bitos de vida."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e2ncer de mama figura como uma das maiores causas de morbi-mortalidade em todo o mundo e, no Brasil apresenta-se como a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres, assim como a principal causa de morte por c\u00e2ncer. Diversos esfor\u00e7os v\u00eam sendo realizados a fim de identificar os determinantes do c\u00e2ncer de mama, assim como os fatores protetores, e a abordagem terap\u00eautica adequada. O c\u00e2ncer de mama consiste em um crescimento descontrolado de c\u00e9lulas da mama que adquiriram caracter\u00edsticas anormais (c\u00e9lulas dos l\u00f3bulos, produtores do leite, ou dos ductos, por onde \u00e9 drenado o leite), anormalidades estas causadas por uma ou mais muta\u00e7\u00f5es no material gen\u00e9tico de uma c\u00e9lula destas estruturas. Existem muta\u00e7\u00f5es que fazem com que uma c\u00e9lula apenas se divida exageradamente, mas n\u00e3o tenha a capacidade de invadir outros tecidos. Isto leva aos chamados tumores benignos ou n\u00e3o cancerosos. Quando ocorrem muta\u00e7\u00f5es no material gen\u00e9tico de uma ou mais c\u00e9lulas e esta(s) adquire(m) a capacidade n\u00e3o s\u00f3 de se dividir de maneira descontrolada mas tamb\u00e9m de evitar a morte celular que seria normal no ciclo de vida de qualquer c\u00e9lula do organismo e tamb\u00e9m de invadir tecidos adjacentes, elas d\u00e3o origem ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/as-etapas-da-carcinogenese.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1243\" src=\"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/as-etapas-da-carcinogenese.jpg\" alt=\"as etapas da carcinogenese\" width=\"630\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/as-etapas-da-carcinogenese.jpg 630w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/as-etapas-da-carcinogenese-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e2ncer de mama \u00e9 causado pela intera\u00e7\u00e3o de fatores gen\u00e9ticos e ambientais. Entre estes \u00faltimos, a dieta atraiu consider\u00e1vel aten\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 um fator de risco modific\u00e1vel e, portanto, oferece uma oportunidade de criar estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o. <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26373570\">Um estudo de revis\u00e3o<\/a> realizado por pesquisadores americanos, este sobre obesidade e c\u00e2ncer de mama e publicado em setembro de 2015 na <em>Endocrine-Related Cancer<\/em>, resumiu evid\u00eancias epidemiol\u00f3gicas e pr\u00e9-cl\u00ednicas para uma associa\u00e7\u00e3o entre obesidade e aumento do risco de incid\u00eancia c\u00e2ncer de mama e de pr\u00f3stata, inclusive mortalidade. Al\u00e9m disso, avaliou dados de estudos de observa\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es de peso em seres humanos e estudos de restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica em modelos de ratos que suportam um papel potencial para a perda de peso para neutralizar as propriedades promotoras de tumor da obesidade, no c\u00e2ncer de mama e da pr\u00f3stata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O excesso de peso\/obesidade causou um n\u00famero substancial de c\u00e2nceres na Austr\u00e1lia, de acordo com pesquisadores da <em>University of Queensland<\/em> e do <em>Medical Research Institute<\/em>. Estima-se que 3.917 casos de c\u00e2ncer na Austr\u00e1lia (3,4% de todos os c\u00e2nceres) diagnosticados em 2010 eram atribu\u00edveis ao excesso de peso\/obesidade, incluindo 971 casos de c\u00e2ncer de mama em mulheres na p\u00f3s-menopausa. apesar das implica\u00e7\u00f5es da obesidade com diversos tipos de c\u00e2ncer, estudos moleculares identificaram os supostos mecanismos de a\u00e7\u00e3o pelo qual os nutrientes contidos nos produtos alimentares espec\u00edficos podem exercer efeitos protetores em rela\u00e7\u00e3o ao risco de se desenvolver o c\u00e2ncer de mama .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os compostos naturais t\u00eam sido estudados como uma fonte de compostos bioativos de diferentes classes com diversas atividades. Entre eles, muitos fitoqu\u00edmicos da dieta t\u00eam sido exaustivamente estudados quanto aos seus efeitos citot\u00f3xicos ou apopt\u00f3ticos em diversos modelos celulares tumorais com vista a explicar a sua capacidade antineopl\u00e1sica. Entre eles podemos citar a <strong>curcumina<\/strong> e o <strong>resveratrol<\/strong>, que s\u00e3o dois compostos naturais com um grande conjunto de evid\u00eancias que mostra a sua atividade citot\u00f3xica contra uma grande variedade de c\u00e9lulas tumorais, inclusive do c\u00e2ncer de mama. Ao melhorarmos os m\u00e9todos utilizados para os estudos da rela\u00e7\u00e3o entre a dieta e o risco de desenvolver c\u00e2ncer de mama, atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de novas tecnologias ligadas a novas abordagens como a &#8220;nutrigen\u00f4mica&#8221;, poder\u00e1 ser poss\u00edvel se elaborar recomenda\u00e7\u00f5es mais eficazes para a preven\u00e7\u00e3o e tratamento do c\u00e2ncer de mama. Al\u00e9m destes compostos, vamos neste artigo abordar outros que tamb\u00e9m s\u00e3o eficazes no combate e preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama, como vitamina D, \u00f4mega 3, estradiol, ozonioterapia, progesterona e melatonina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>&#8220;ESSES COMPOSTOS N\u00c3O SUBSTITUEM AS TERAPIAS CONVENCIONAIS COMO QUIMIOTERAPIA, RADIOTERAPIA E HORMONIOTERAPIA. ELES PODEM SER USADOS DE FORMA ADJUVANTE SEMPRE SOB ORIENTA\u00c7\u00c3O M\u00c9DICA&#8221;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Efeitos da curcumina no c\u00e2ncer<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A curcumina \u00e9 um pigmento que ocorre naturalmente e que faz parte de um componente ativo do a\u00e7afr\u00e3o-da-\u00cdndia (<i>Curcuma longa<\/i>). \u00c9 utilizado como um estimulante arom\u00e1tico suave utilizado na produ\u00e7\u00e3o do caril em p\u00f3, que confere ao a\u00e7afr\u00e3o-da-\u00edndia a sua cor amarela. \u00c9 utilizado como um corante natural para alimentos, com o c\u00f3digo de aditivo alimentar E100. A curcumina cont\u00e9m uma mistura de fitonutrientes antioxidantes fortes, conhecidos como os curcumin\u00f3ides, e que tem sido descrita como tendo propriedades anti-inflamat\u00f3rias e antitumorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de 85% dos c\u00e2nceres de mama s\u00e3o espor\u00e1dicos e atribu\u00edveis \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a longo prazo a carcin\u00f3genos ambientais. De acordo com estudo realizado por Sood e colaboradores (2013) do Laborat\u00f3rio de Oncologia Molecular, do Departamento de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas e de Diagn\u00f3stico da Universidade do Tennessee, a curcumina apresentou<strong> efeito protetor da pr\u00e9-malignidade<\/strong> de c\u00e9lulas de c\u00e2ncer de mama, induzida pelo Triclocarban (um agente carcinog\u00eanico). Outro estudo realizado por pesquisadores do Asan Institute for Life Sciences, Asan Medical Center em Seoul demonstrou que a curcumina aumenta a apoptose induzida pela TNF-related apoptosis inducing ligand (TRAIL) quando associadas, regulando estas prote\u00ednas relacionadas \u00e0 apoptose em c\u00e9lulas de c\u00e2ncer de mama. J\u00e1, Bae e colaboradores, da Universidade Nacional de Pusan, na Cor\u00e9ia observaram que o tratamento com a curcumina resultou na indu\u00e7\u00e3o de apoptose em c\u00e9lulas MDA-MB-231, uma linhagem de c\u00e9lulas metast\u00e1ticas de c\u00e2ncer de mama. Desse modo podemos observar que <strong>a curcumina possui uma s\u00e9rie de efeitos na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento do c\u00e2ncer<\/strong>. \u00c9 o fitoqu\u00edmico que inibe o maior n\u00famero de vias de sinaliza\u00e7\u00e3o, transdu\u00e7\u00e3o e transcri\u00e7\u00e3o que conhecemos e por esse motivo possui potente efeito contra o c\u00e2ncer como antiproliferativo, apopt\u00f3tico, antiangiog\u00eanico e antimetast\u00e1tico.<strong> A curcumina suprime a prolifera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios tipos de c\u00e9lulas tumorais in vitro<\/strong>, inclusive o carcinoma de mama. <strong>A curcumina interfere na prolifera\u00e7\u00e3o celular maligna inibindo os efeitos dos fatores de crescimento tumoral e das prote\u00ednas envolvidas no ciclo celular .<\/strong><\/p>\n<p><b>O<\/b> <strong>resveratrol<\/strong> <b><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R<strong>esveratrol<\/strong><b> <\/b>\u00e9 um polifenol que pode ser encontrado principalmente nas sementes de uvas, na pel\u00edcula das uvas mais escuras e no vinho tinto. No entanto, devido ao processo de fermenta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o mais elevados os n\u00edveis de resveratrol no vinho tinto do que em outras fontes naturais. O vinho tinto tem cerca de tr\u00eas vezes a quantidade de resveratrol presente no suco de uva (cerca de 1,5 a 3 miligramas por litro de vinho tinto). J\u00e1 h\u00e1 algum tempo se tem falado sobre os benef\u00edcios deste tipo de vinho para a sa\u00fade, principalmente porque ele reduz o risco de c\u00e2ncer e doen\u00e7as card\u00edacas. Estudos indicam um efeito ben\u00e9fico do resveratrol na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, pela sua capacidade de conter a prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas tumorais, atrav\u00e9s da inibi\u00e7\u00e3o da prote\u00edna NF Kappa Beta, envolvida na regula\u00e7\u00e3o da prolifera\u00e7\u00e3o celular. Novos estudos continuam a encontrar benef\u00edcios mais interessantes deste composto, incluindo a atividade anti-inflamat\u00f3ria e antienvelhecimento potencial, devido \u00e0 sua atividade antioxidante potente.<\/p>\n<p><b>Indol-3-carbinol e DIM<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Indol-3-carbinol (I3C) e seus derivados oligom\u00e9ricos (DIM) t\u00eam sido amplamente estudados pelas suas propriedades quimiopreventivas e quimioterap\u00eauticas. O 3,3&#8242;-diindolmetano (DIM) \u00e9 formado no ambiente \u00e1cido do est\u00f4mago, ap\u00f3s o consumo de indol-3-carbinol (I3C), pela uni\u00e3o de duas mol\u00e9culas de I3C presentes em vegetais cruc\u00edferos do g\u00eanero <i>Brassica<\/i>, do qual <strong><span style=\"color: #ff6600;\">br\u00f3colis, repolho e couve fazem parte.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dr. Brandi e sua equipe, demonstraram em trabalho realizado na Universidade de Urbino Carlo Bo, na It\u00e1lia, que o indol-3-carbinol (I3C) c\u00edclico tetram\u00e9rico, inibe o c\u00e2ncer de mama e a prolifera\u00e7\u00e3o celular <i>in vitro<\/i> (em c\u00e9lulas das linhagens celulares de c\u00e2ncer da mama MCF-7 e MDA-MB 231) e <i>in vivo<\/i> em tumor xenotransplantado. E em outro artigo descreve a atividade antitumoral de uma mistura de derivados c\u00edclicos do I3C trim\u00e9ricos e tetram\u00e9ricos (CTr\/CTet), nestes mesmos modelos, cujos resultados indicaram que a combina\u00e7\u00e3o CTr\/CTet \u00e9 um<strong> potencial agente antitumoral tanto para tumores de mama sens\u00edveis a horm\u00f4nios quanto os tumores<\/strong> triplo-negativo (tipo de tumor mais agressivo e tem tamb\u00e9m mais possibilidades de se espalhar para outras partes do corpo mais cedo originando met\u00e1stases). Em artigo publicado pelos pesquisadores Saati e Archer, da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto no Canad\u00e1, o resultado obtido foi que DIM inibiu a prolifera\u00e7\u00e3o de 3 linhagens de c\u00e9lulas de c\u00e2ncer de mama humanas (MCF-7, MDA-MB-231, e SKBR-3), sem afetar a linhagem de c\u00e9lula epitelial normal de mama MCF-10A.<\/p>\n<p><b>\u00d4mega-3<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diversos estudos demonstram que alimenta\u00e7\u00e3o rica em \u00e1cidos graxos poli-insaturados, principalmente \u00f4mega-3 associada a um estilo de vida saud\u00e1vel, participam da <strong>preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer<\/strong>. Um estudo publicado na revista British Medical Journal demonstrou a associa\u00e7\u00e3o entre a ingest\u00e3o de \u00f4mega-3, por meio do consumo de peixes, com menor risco de desenvolver c\u00e2ncer de mama. A pesquisa incluiu 26 estudos prospectivos com tempo m\u00e9dio de 4,3 a 20 anos que avaliaram o consumo de peixe, a ingest\u00e3o total de \u00f4mega-3, por fontes vegetais e animais, atrav\u00e9s de question\u00e1rios (frequ\u00eancia e recordat\u00f3rio alimentar) envolvendo aproximadamente 900 mil mulheres, onde 20 mil apresentavam c\u00e2ncer de mama. Os pesquisadores do Department of Food Science and Nutrition, da Zhejiang University na China observaram uma <strong>associa\u00e7\u00e3o inversa entre o consumo de peixe e o risco de c\u00e2ncer de mama<\/strong> e de mortalidade. Mulheres que consumiram maiores quantidades de \u00f4mega-3 proveniente de peixes tiveram redu\u00e7\u00e3o de 14% no risco de desenvolver c\u00e2ncer de mama, em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que consumiam menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em artigo de revis\u00e3o sobre o papel da gordura diet\u00e9tica na fisiopatologia do c\u00e2ncer de mama realizada por pesquisadores do Department of Nutrition, Food Studies and Public Health da New York University, ficou constatado que a maioria dos estudos sugere que a maior ingest\u00e3o de gordura saturada foi associada com aumento do risco de mortalidade por c\u00e2ncer de mama. Dois estudos que avaliaram a ingest\u00e3o de \u00f4mega-3, sugerem uma associa\u00e7\u00e3o inversa entre a ingest\u00e3o e a mortalidade, confirmando os resultados obtidos pelos pesquisadores chineses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, no trabalho publicado no Journal of Nutrition Biochemistry por MacLennan e colaboradores do Department of Human Health and Nutritional Sciences, da University of Guelph, em Ont\u00e1rio, no Canad\u00e1, utilizando as abordagens nutricionais complementares gen\u00e9ticas e convencionais, pela primeira vez, proporcionam evid\u00eancias experimentais inequ\u00edvocas de que os \u00e1cidos graxos poli-insaturados n-3 (n-3 PUFA) <strong>est\u00e3o relacionados de modo causal com a preven\u00e7\u00e3o de tumores, inclusive os de mama.<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>As doentes com c\u00e2ncer da mama e que simultaneamente registem baixos n\u00edveis de vitamina D t\u00eam maiores probabilidades de morrer<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><b>Vitamina D<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em artigo de revis\u00e3o, os pesquisadores da Division of Endocrinology, do College of Medicine, da Mayo Clinic, em Rochester, Drs. Kennel e Drake afirmam que j\u00e1 foi convincentemente demonstrado que a vitamina D, tanto <i>in vitro<\/i> quanto em modelos animais <i>in vivo<\/i>, altera os processos de diferencia\u00e7\u00e3o, prolifera\u00e7\u00e3o e apoptose das c\u00e9lulas cancerosas. Dados epidemiol\u00f3gicos e observacionais referentes aos n\u00edveis circulantes da vitamina D e o risco de c\u00e2ncer sugerem uma<strong> rela\u00e7\u00e3o inversa para a maioria dos tipos de c\u00e2nce<\/strong>r incluindo c\u00e2ncer de mama, colo-retal, leucemia e linfoma, e de pr\u00f3stata, embora para cada malignidade tamb\u00e9m existam estudos que n\u00e3o conseguiram demonstrar tal relacionamento inverso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As doentes com c\u00e2ncer da mama e que simultaneamente registem baixos n\u00edveis de vitamina D t\u00eam maiores probabilidades de morrer<\/strong> devido \u00e0 doen\u00e7a ou que esta entre em met\u00e1stase, do que doentes que recebam uma boa quantidade deste nutriente. Um estudo recente da Dra. Pamela Goodwin do Hospital Mount Sinai de Toronto demonstrou que a \u201cvitamina do Sol\u201d possui propriedades anti-cancer\u00edgenas e os resultados vieram renovar os argumentos que um pouco mais de sol faz bem \u00e0 sa\u00fade. Apenas 24% das mulheres que participaram deste estudo tinham uma quantidade suficiente de vitamina D quando lhes foi diagnosticado c\u00e2ncer da mama.<strong> Aquelas que apresentavam a defici\u00eancia vitam\u00ednica, tinham praticamente o dobro das probabilidades do c\u00e2ncer se espalhar nos pr\u00f3ximos 10 anos, e 73% mais probabilidades de morrer da doen\u00e7a. \u201c\u00c9 a primeira vez que se relaciona a vitamina D com a progress\u00e3o do c\u00e2ncer da mama\u201d, diz Goodwin.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo prospectivo conduzido por pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia, San Diego School of Medicine descobriu que baixos n\u00edveis s\u00e9ricos de vitamina D nos meses podem levar a alto risco de c\u00e2ncer de mama na pr\u00e9-menopausa. O estudo dos n\u00edveis sangu\u00edneos de 1.200 mulheres saud\u00e1veis, descobriram que as mulheres cujos n\u00edveis s\u00e9ricos de vitamina D foi baixo durante o per\u00edodo de tr\u00eas meses antes do diagn\u00f3stico foi cerca de tr\u00eas vezes o risco de c\u00e2ncer de mama em rela\u00e7\u00e3o a mulheres com n\u00edvel mais alto de vitamina D. &#8220;Embora os mecanismos pelos quais a vitamina D previne o c\u00e2ncer de mama n\u00e3o s\u00e3o totalmente compreendidos, este estudo sugere que a associa\u00e7\u00e3o com baixo n\u00edvel de vitamina D no sangue \u00e9 mais forte no final do desenvolvimento do c\u00e2ncer&#8221;, disse o investigador principal Cedric Garland, professor do Departamento de Fam\u00edlia e Medicina Preventiva na Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego. Em um encontro de pesquisadores da vitamina D, recentemente realizado em Toronto (2010), o Dr. Cedric Garland fez um an\u00fancio de grande sucesso: o c\u00e2ncer de mama pode ser praticamente \u201cerradicado\u201d, elevando os n\u00edveis de vitamina D ao n\u00edvel fisiol\u00f3gico natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um novo <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26447153\">estudo prospectivo<\/a> realizado por pesquisadores do <em>French National Institute of Health and Medical Research<\/em> e publicado na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas do <em>American Journal of Clinical Nutrition<\/em>, a alta concentra\u00e7\u00e3o s\u00e9rica de vitamina D [25 (OH) D \u226530 ng\/mL] foi associada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2nceres relacionados com o tabaco, especialmente em fumantes. Estes resultados sugerem que a vitamina D pode contribuir para a preven\u00e7\u00e3o de c\u00e2nceres induzidos pelo tabaco nos fumadores e merece investiga\u00e7\u00e3o adicional. Uma <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26454157\">revis\u00e3o<\/a> das publica\u00e7\u00f5es na PubMed dos \u00faltimos 2 anos sobre c\u00e2ncer e vitamina D, retornou que todas os trabalhos publicados com exce\u00e7\u00e3o de um, constataram que o risco de c\u00e2ncer observado diminuiu ente 19 e 40% nos indiv\u00edduos com status adequado de vitamina D.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>A alta concentra\u00e7\u00e3o s\u00e9rica de vitamina D [25 (OH) D \u226530 ng\/mL] foi associada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2nceres relacionados com o tabaco<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Ozonioterapia &#8211; esta pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 regulamentada no pa\u00eds!<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As aplica\u00e7\u00f5es de ozonioterapia s\u00e3o determinadas por suas propriedades antiinflamat\u00f3rias, antis\u00e9pticas, de modula\u00e7\u00e3o do estresse oxidativo, da melhora da circula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e da oxigena\u00e7\u00e3o. Isto determina o amplo n\u00famero de patologias em que pode ser utilizada sozinha ou como tratamento complementar. As concentra\u00e7\u00f5es e modo de aplica\u00e7\u00e3o variam de acordo com o problema a ser tratado, j\u00e1 que a concentra\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio determina o tipo de efeito biol\u00f3gico e o modo de aplica\u00e7\u00e3o relaciona-se a sua a\u00e7\u00e3o no organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1931, um m\u00e9dico alem\u00e3o chamado Otto Warburg recebeu o Pr\u00eamio Nobel por uma s\u00e9rie de descobertas inovadoras. Ele mostrou que as c\u00e9lulas cancerosas sobrevivem e crescem por quebrar a glicose, na aus\u00eancia de oxig\u00eanio, num processo chamado glic\u00f3lise. Warburg explica suas descobertas em uma apresenta\u00e7\u00e3o em 1966: &#8220;As c\u00e9lulas cancerosas satisfazem as suas necessidades de energia atrav\u00e9s de processos de fermenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de oxida\u00e7\u00e3o. Assim, elas s\u00e3o dependentes de glicose e um ambiente de elevada concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00e9nio \u00e9 t\u00f3xico a elas. <strong>O &#8220;efeito Warburg&#8221;, como agora \u00e9 conhecido, tem levado muitos m\u00e9dicos a tratar o c\u00e2ncer por satura\u00e7\u00e3o do corpo com oxig\u00eanio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com trabalho publicado na Science por Sweet e colaboradores, o crescimento de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas de pulm\u00e3o, mama e \u00fatero foi seletivamente inibido de forma dose-dependente por oz\u00f4nio na concentra\u00e7\u00e3o de 0,3 a 0,8 parte por milh\u00e3o (ppm) no ar ambiente, durante 8 dias de cultura. Fibroblastos pulmonares humanos serviram como c\u00e9lulas de controle saud\u00e1veis. A presen\u00e7a de oz\u00f4nio de 0,3 a 0,5 partes por milh\u00e3o inibiu o crescimento de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas em 40 e 60 por cento, respectivamente. As c\u00e9lulas n\u00e3o cancerosas do pulm\u00e3o n\u00e3o foram afetadas nesses n\u00edveis. A exposi\u00e7\u00e3o ao oz\u00f4nio a 0,8 partes por milh\u00e3o, inibiu o crescimento celular do c\u00e2ncer em mais de 90 por cento e o crescimento de c\u00e9lulas de controle, inferior a 50 por cento. Evidentemente, os mecanismos de defesa contra os danos do oz\u00f4nio s\u00e3o deficientes em c\u00e9lulas cancerosas humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ozone.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1248\" src=\"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ozone.jpg\" alt=\"ozone\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ozone.jpg 300w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ozone-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong>A ozonioterapia \u00e9 reconhecida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de pa\u00edses como Alemanha, It\u00e1lia e de outros 16 pa\u00edses. Para se ter ideia, Cuba disp\u00f5e de 39 centros cl\u00ednicos de ozonioterapia, enquanto na R\u00fassia a pr\u00e1tica \u00e9 utilizada e est\u00e1 dispon\u00edvel em todos os hospitais p\u00fablicos mantidos pelo governo.<\/strong><\/h5>\n<p><b>Melatonina<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A melatonina (MEL) \u00e9 o principal horm\u00f4nio da gl\u00e2ndula pineal. Foi isolada pela primeira vez em 1958. Ela \u00e9 produzida e secretada, principalmente, pelos pineal\u00f3citos da gl\u00e2ndula pineal, segundo um padr\u00e3o r\u00edtmico, com pico secret\u00f3rio no per\u00edodo noturno e quase nenhuma s\u00edntese no per\u00edodo diurno. A melatonina \u00e9 conhecida por ser respons\u00e1vel pela regula\u00e7\u00e3o do rel\u00f3gio biol\u00f3gico e, portanto, regular fun\u00e7\u00f5es do organismo como a fome e o sono. Alguns estudos j\u00e1 comprovaram a efic\u00e1cia da melatonina na preven\u00e7\u00e3o de dist\u00farbios como a diabetes e a enxaqueca, mas seu papel no combate contra o c\u00e2ncer ainda era incerto. As primeiras correla\u00e7\u00f5es entre a pineal e o combate ao c\u00e2ncer datam do final do s\u00e9culo XIX, quando alguns m\u00e9dicos j\u00e1 ofereciam extratos de pineal a seus pacientes oncol\u00f3gicos. Bartsch e colaboradores descreveram uma redu\u00e7\u00e3o de 31% da MEL na urina das mulheres com c\u00e2ncer de mama. O uso da MEL no c\u00e2ncer de mama foi uma das primeiras e mais bem estudadas aplica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas do horm\u00f4nio em pacientes oncol\u00f3gicas e se mostrou muito promissor. Diversos estudos t\u00eam comprovado a efic\u00e1cia do uso da melatonina na preven\u00e7\u00e3o e tratamento do c\u00e2ncer de mama. Um exemplo disto \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26292662\">recente estudo<\/a> realizado por pesquisadores americanos e brasileiros e publicado em agosto de 2015, a melatonina se mostrou eficaz no controle do c\u00e2ncer da mama metast\u00e1tico <em>in vitro<\/em> e <em>in vivo<\/em>, n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s da inibi\u00e7\u00e3o da prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas tumorais, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s de antagonismo direto do mecanismo metast\u00e1tico das c\u00e9lulas atrav\u00e9s da inibi\u00e7\u00e3o da ROCK-1, uma mol\u00e9cula promotora de met\u00e1stase.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>O uso da melatonina no c\u00e2ncer de mama foi uma das primeiras e mais bem estudadas aplica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas do horm\u00f4nio em pacientes oncol\u00f3gicas e se mostrou muito promissor<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma outra pesquisa, realizada por um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (Famerp), uma linhagem de c\u00e9lulas metast\u00e1ticas, ou seja, c\u00e9lulas cancer\u00edgenas com tend\u00eancia a se propagarem pelo organismo, atingindo regi\u00f5es do corpo diferentes daquelas onde foram encontradas, foram implantadas no dorso de um grupo de camundongos. Uma parte dos roedores recebeu apenas placebo, enquanto a outra parte recebeu doses di\u00e1rias de um miligrama de melatonina durante 21 dias ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas. Ao t\u00e9rmino do per\u00edodo, os camundongos que foram tratados com o horm\u00f4nio apresentaram tumores que mediam aproximadamente metade do tamanho daqueles apresentados pelo outro grupo, que n\u00e3o teve contato com a subst\u00e2ncia \u2013 a m\u00e9dia de volume dos tumores dos animais que receberam melatonina foi de 144,89 mil\u00edmetros c\u00fabicos, enquanto a dos outros foi de 282,03 mil\u00edmetros c\u00fabicos. Os experimentos com os camundongos foram realizados no Hospital Henry Ford, nos Estados Unidos, durante o doutorado em gen\u00e9tica da aluna Bruna Victorasso, e fazem parte de um trabalho maior, conduzido por D\u00e9bora Zuccari, que tenta identificar a rela\u00e7\u00e3o entre o c\u00e2ncer de mama e a melatonina. &#8220;O objetivo geral do nosso trabalho foi verificar a angiog\u00eanese (crescimento de novos vasos sangu\u00edneos, que servem para &#8216;alimentar&#8217; os tumores) e met\u00e1stase em resposta ao tratamento com a melatonina&#8221;, explica D\u00e9bora Zuccari, coordenadora do Laborat\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o Molecular do C\u00e2ncer (Limc) e orientadora da pesquisa. Segundo Bruna, mulheres que apresentam defici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de melatonina podem ser mais suscet\u00edveis ao c\u00e2ncer de mama. &#8220;Existem estudos cient\u00edficos que relacionam o trabalho noturno com o aumento do risco do c\u00e2ncer de mama, uma vez que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz artificial \u00e0 noite reduz a secre\u00e7\u00e3o da melatonina&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A melatonina al\u00e9m de estimular o sistema imunol\u00f3gico, estimula a produ\u00e7\u00e3o das chamadas \u2018c\u00e9lulas assassinas\u2019, que tem a fun\u00e7\u00e3o de destruir o c\u00e2ncer e micro-organismos causadores de doen\u00e7as (Int J Exp Pathol. 2006 April; 87(2): 81\u201387). Tamb\u00e9m estimula outros componentes do sistema imune, incluindo as c\u00e9lulas T-helper, linf\u00f3citos, macr\u00f3fagos e mon\u00f3citos. Todos estes componentes s\u00e3o importantes para nos manter livres de c\u00e2ncer, e o nosso sistema imune simplesmente n\u00e3o pode funcionar sem a correta presen\u00e7a deles.<\/p>\n<p><b>Estradiol e Progesterona<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Induzir um estado de hipoestrogenismo pode ser ben\u00e9fico em determinadas situa\u00e7\u00f5es onde os estrog\u00eanios est\u00e3o contribuindo para efeitos indesej\u00e1veis, como por exemplo, certas formas de c\u00e2ncer de mama. Estudos demonstram que o estradiol associado ao Estriol, reduz as chances de desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama. O Estriol \u00e9 um horm\u00f4nio que tem a capacidade de bloquear a forma\u00e7\u00e3o de metab\u00f3litos hormonais cancer\u00edgenos derivados da estrona, que s\u00e3o, respectivamente, a 2-OH-estrona e a 4-OH-estrona, os verdadeiros respons\u00e1veis pela estimula\u00e7\u00e3o hormonal no c\u00e2ncer de mama em mulheres. Em pesquisa realizada por Ellis e colaboradores do Department of Medicine, Division of Oncology, da Washington University School of Medicine em St Louis, mulheres com c\u00e2ncer da mama avan\u00e7ado e de resist\u00eancia adquirida a inibidores da aromatase, tratadas com uma dose di\u00e1ria de 6 mg de estradiol tiveram uma taxa de benef\u00edcio cl\u00ednico semelhante \u00e0 dose de 30 mg, com menos efeitos adversos graves. J\u00e1 a progesterona natural ativa o gene p53, um conhecido controlador da multiplica\u00e7\u00e3o celular.<\/p>\n<p><b>Ch\u00e1 Verde<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ch\u00e1 verde \u00e9 um tipo de ch\u00e1 feito a partir da infus\u00e3o da planta <i>Camellia sinensis<\/i>. \u00c9 chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxida\u00e7\u00e3o durante o processamento. Originalmente da China, o ch\u00e1 foi levado ao Jap\u00e3o atrav\u00e9s de monges que viajavam entre os dois pa\u00edses. Curiosamente, o ch\u00e1 verde foi o \u00fanico ch\u00e1 que se popularizou no Jap\u00e3o, mas foi de maneira \u00fanica, tornando-se a bebida mais consumida do pa\u00eds, superando refrigerantes e bebidas alco\u00f3licas. Estudos indicam que o ch\u00e1 verde \u00e9 rico em subst\u00e2ncias antioxidantes, chamadas polifen\u00f3is, que evitam a a\u00e7\u00e3o destrutiva das mol\u00e9culas de radicais livres que degeneram as c\u00e9lulas, auxiliando, por exemplo, na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, tendo efeito anti-envelhecimento e na queima de gorduras. Possui bioflavon\u00f3ides e catequinas: subst\u00e2ncias que bloqueiam as altera\u00e7\u00f5es celulares que d\u00e3o origem aos tumores. O ch\u00e1 verde tamb\u00e9m possui mangan\u00eas, pot\u00e1ssio, \u00e1cido f\u00f3lico, vitamina C, vitamina K, vitamina B1 e a vitamina B2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em estudo publicado na revista Vascular Cell este ano, pesquisadores do Cancer Institute, do University of Mississippi Medical Center, em Jackson, Mississippi, demonstraram que o EGCG (Epigalocatequina Galato), a principal catequina do ch\u00e1 verde, atinge diretamente tanto as c\u00e9lulas tumorais quanto a vasculariza\u00e7\u00e3o do tumor, inibindo assim o crescimento, prolifera\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o e angiog\u00eanese do c\u00e2ncer de mama , que \u00e9 mediada pela inibi\u00e7\u00e3o da ativa\u00e7\u00e3o da HIF-1\u03b1 e NFkB, bem como a express\u00e3o de VEGF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os estudos de laborat\u00f3rio sugerem que as fun\u00e7\u00f5es do EGCG em n\u00edvel celular interferem favoravelmente ao organismo contra v\u00e1rios tipos de c\u00e2nceres, incluindo c\u00e2ncer de mama (<i>Cancer Detect Prev<\/i>. 2007 Nov 29; <i>Cancer Biol Ther. 2007<\/i>, 6:12). Estes resultados s\u00e3o muito encorajadores. O extrato de ch\u00e1 verde reduz o tamanho de v\u00e1rios dos tumores dia a dia, em alguns casos, removendo-os por completo. Estas pesquisas podem abrir portas para novos tratamentos para aquela que ainda \u00e9 uma das doen\u00e7as que mais mata em muitos pa\u00edses. O crescente interesse em seus benef\u00edcios levou \u00e0 inclus\u00e3o do ch\u00e1 verde no grupo de bebidas com propriedades funcionais.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff6600;\">A EGCG (Epigalocatequina Galato), a principal catequina do ch\u00e1 verde, atinge diretamente tanto as c\u00e9lulas tumorais quanto a vasculariza\u00e7\u00e3o do tumor, inibindo assim o crescimento, prolifera\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o e angiog\u00eanese do c\u00e2ncer de mama<\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/grafico-inibicao-tumor-por-EGCG.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1258 size-full\" src=\"http:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/grafico-inibicao-tumor-por-EGCG-e1509385492266.jpg\" alt=\"grafico inibicao tumor por EGCG\" width=\"910\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/grafico-inibicao-tumor-por-EGCG-e1509385492266.jpg 910w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/grafico-inibicao-tumor-por-EGCG-e1509385492266-300x117.jpg 300w, https:\/\/www.robertofrancodoamaral.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/grafico-inibicao-tumor-por-EGCG-e1509385492266-768x300.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 910px) 100vw, 910px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Sel\u00eanio<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os micronutrientes mais investigados por sua atua\u00e7\u00e3o quimiopreventiva na carcinog\u00eanese mam\u00e1ria \u00e9 importante ressaltar as vitaminas antioxidantes, assim como o folato e o sel\u00eanio. O sel\u00eanio \u00e9 um componente importante da enzima antioxidante glutationa peroxidase, que inibe a prolifera\u00e7\u00e3o celular, e em estudos com animais, pode proteger contra uma variedade de c\u00e2nceres. Boas fontes do mineral incluem as carnes, oleaginosas (castanha-do-Par\u00e1, am\u00eandoa), cereais integrais. Os vegetarianos encontram boas fontes em aspargos, cogumelos, cebolas, alho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitos os benef\u00edcios \u00e0 quem supre a quantidade di\u00e1ria necess\u00e1ria de sel\u00eanio, cerca \u00e9 cerca de 200 mcg. Pesquisas recentes mostram que aqueles com maior ingest\u00e3o de sel\u00eanio apresentam risco reduzido 39% do c\u00e2ncer de bexiga, ainda do c\u00e2ncer de mama, es\u00f4fago, pr\u00f3stata, pulm\u00e3o. Al\u00e9m disso, o sel\u00eanio faz com que que as c\u00e9lulas danificadas sejam incapazes de se reproduzir, destruindo c\u00e9lulas cancerosas, pr\u00e9-cancerosas e retardando a progress\u00e3o em pacientes j\u00e1 diagnosticados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um estudo prospectivo de casos publicado no Niger Postgrad Medical Journal este ano, cujo objetivo foi avaliar os n\u00edveis teciduais de sel\u00eanio em pacientes com casos de fibroadenoma e de c\u00e2ncer da mama, afim de relacion\u00e1-los com a ocorr\u00eancia das patologias da mamas, os pesquisadores relatam que das 127 mulheres avaliadas ( 75% portadoras de fibroadenoma e 25% c\u00e2ncer de mama), foi observado que o teor de sel\u00eanio era menor no tecido do c\u00e2ncer de mama do que em fibroadenoma. O sel\u00eanio tecidual inibe a carcinog\u00eanese, portanto um baixo n\u00edvel de sel\u00eanio no tecido pode ser um fator no desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisas cient\u00edficas relatando os benef\u00edcios do sel\u00eanio na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer incluem entre eles:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Regula\u00e7\u00e3o da prolifera\u00e7\u00e3o celular e apoptose (morte celular programada);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Maior sistema de prote\u00e7\u00e3o antioxidante e sistema imune;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Reparo de DNA em c\u00e9lulas danificadas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Redu\u00e7\u00e3o na irriga\u00e7\u00e3o de vasos sangu\u00edneos que suprem nutrientes para o c\u00e2ncer;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Redu\u00e7\u00e3o da invas\u00e3o das c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em artigo de revis\u00e3o, o Dr. Yu-Chi Chen e colegas do Department of Biochemistry and Molecular Cell Biology, da Pennsylvania State University, examinaram o relacionamento entre o sel\u00eanio (Se) e met\u00e1stase, um acontecimento tardio na progress\u00e3o do c\u00e2ncer, e avaliaram o potencial do Se, como um agente anti-angiog\u00eanico ou anti-metast\u00e1tico. Estudos <i>in vitro<\/i> indicam que os compostos de Se e Selenoprote\u00ednas inibem a motilidade celular, a migra\u00e7\u00e3o e a invas\u00e3o, e reduzem fatores angiog\u00eanicos em algumas destas c\u00e9lulas cancerosas, outros estudos em animais mostram que a suplementa\u00e7\u00e3o de Se resultou numa diminui\u00e7\u00e3o da densidade de microvasos e met\u00e1stases.<\/p>\n<p><b>Unha de gato <\/b><b><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma planta medicinal muito popular no norte da Am\u00e9rica do Sul e Am\u00e9rica Central \u00e9 a Unha de Gato (<i>Uncaria tomentosa)<\/i>, uma trepadeira arbustiva da fam\u00edlia Rubiaceae . Ela \u00e9 origin\u00e1ria da floresta Amaz\u00f4nica, mas tamb\u00e9m pode ser encontrada em outras \u00e1reas tropicais. Por ser muito semelhante \u00e0s garras do pequeno felino, a planta ganhou o nome not\u00f3rio de Unha de Gato. Os povos incas foram os pioneiros ao tirar benef\u00edcios dos princ\u00edpios ativos dessa planta e com o passar do tempo foram passando seus conhecimentos para os \u00edndios. \u00c9 poss\u00edvel encontrar na Unha de Gato princ\u00edpios ativos como Alcal\u00f3ides (rinocofilina, isorincofilina, mitrafilina, isomitrafilina, F-mitrafilina, hirsute\u00edna, hirsutina, dihidrocoriante\u00edna, isopteropodina, A, pteropodina, speciofilina e uncarina), Polifen\u00f3is, Procianidinas A, B1 e B4, Glicos\u00eddeos e triterpenos do \u00e1cido quin\u00f3vico, Fitoster\u00f3is, B-sitosterol, Estigmasterol, Campesterol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns dos tratamentos recomendados no c\u00e2ncer de mama envolvem quimioterapia, cujos efeitos t\u00f3xicos incluem leucopenia e neutropenia. Em estudo realizado pelos pesquisadores do Departamento de Qu\u00edmica da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi avaliada a efic\u00e1cia da <i>Uncaria tomentosa<\/i> (UT) uma planta da fam\u00edlia Rubiaceae, para reduzir os efeitos adversos da quimioterapia atrav\u00e9s de um ensaio cl\u00ednico randomizado. A <i>Uncaria tomentosa<\/i> reduziu a neutropenia causada pela quimioterapia e tamb\u00e9m foi capaz de restaurar o dano ao DNA celular, levando \u00e0 conclus\u00e3o de que Ut \u00e9 um tratamento adjuvante eficaz para o c\u00e2ncer de mama. Al\u00e9m disso, a atividade de prepara\u00e7\u00f5es de <i>Uncaria tomentosa<\/i> em c\u00e9lulas cancerosas, foi estudada in vitro e utilizando modelos in vivo por pesquisadores do Institute of Bioorganic Chemistry, da Polish Academy of Sciences. Os testes foram preparados com diferentes composi\u00e7\u00f5es quantitativas e qualitativas do alcal\u00f3ide oxindol. Os resultados obtidos mostraram uma elevada correla\u00e7\u00e3o entre o conte\u00fado total de alcal\u00f3ide oxindol e a atividade anti-proliferativa das prepara\u00e7\u00f5es. Outros estudos em camundongos portadores de carcinoma pulmonar de Lewis mostraram uma inibi\u00e7\u00e3o significativa do crescimento do tumor por oxindol administrado durante 21 dias, em doses di\u00e1rias de 5 mg. Todas as prepara\u00e7\u00f5es testadas eram n\u00e3o t\u00f3xicas e bem toleradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro estudo, foi investigado pela primeira vez, os efeitos anti-proliferativos e apopt\u00f3ticos dos alcaloides oxindole altamente purificados, denominados isopteropodina (A1), pteropodina (A2), isomitrafilina (A3), uncarina F (A4) e mitrafilina (A5) obtidos a partir da <i>Uncaria tomentosa<\/i>, em c\u00e9lulas T de leucemia linfobl\u00e1stica humana (CCRF-CEM-C7H2). Quatro dos cinco alcal\u00f3ides testados inibiram a prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de leucemia linfobl\u00e1stica aguda. Al\u00e9m disso, o efeito antiproliferativo dos mais potentes alcal\u00f3ides pteropodina (A2) e uncarina F (A4), correlacionada com a indu\u00e7\u00e3o de apoptose. Ap\u00f3s 48 h, com 100 mmol \/ l ou A4 A2 aumento das c\u00e9lulas em apoptose em 57%. Os resultados obtidos mostraram os fortes efeitos apopt\u00f3ticos da pteropodina e da uncarina F sobre os linfoblastos em leucemias agudas .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p><strong>Fisiopatologia do c\u00e2ncer <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.inca.gov.br\/enfermagem\/docs\/cap2.pdf\">http:\/\/www.inca.gov.br\/enfermagem\/docs\/cap2.pdf<\/a><\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o cancro da mama triplo negativo? <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.laco.pt\/site\/files\/Thu31505202009O_cancro_da_mama_triplo_negativo.pdf\">http:\/\/www.laco.pt\/site\/files\/Thu31505202009O_cancro_da_mama_triplo_negativo.pdf<\/a><\/p>\n<p><strong>C\u00e2ncer de Mama &#8211;\u00a0\u00a0Sobre o C\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mulherconsciente.com.br\/cancer-de-mama\/tipos\/\">http:\/\/www.mulherconsciente.com.br\/cancer-de-mama\/tipos\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The anti-cancer medicine in broccoli (DIM nutrients) isn&#8217;t released until you chew them to combine two phytochemicals<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.naturalnews.com\/035521_broccoli_cancer_I3C.html\">http:\/\/www.naturalnews.com\/035521_broccoli_cancer_I3C.html<\/a><\/p>\n<p><strong>A Vitamina D ajuda doentes com Cancro da Mama<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.alimentacaosaudavel.org\/Prevencao-Cancro-Mama.html\">http:\/\/www.alimentacaosaudavel.org\/Prevencao-Cancro-Mama.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Papel dos Alimentos Funcionais na Preven\u00e7\u00e3o e Controle do\u00a0<\/strong><strong>C\u00e2ncer de Mama<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.inca.gov.br\/rbc\/n_50\/v03\/pdf\/REVISAO3.pdf\">http:\/\/www.inca.gov.br\/rbc\/n_50\/v03\/pdf\/REVISAO3.pdf<\/a><\/p>\n<p><strong>Ozonioterapia, Autohemoterapia, que coincid\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/amigosdacura.ning.com\/forum\/topics\/ozonioterapia-autohemoterapia\">http:\/\/amigosdacura.ning.com\/forum\/topics\/ozonioterapia-autohemoterapia<\/a><\/p>\n<p><strong>Pesquisa brasileira descobre que melatonina pode combater c\u00e2ncer de mama.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/pesquisa-brasileira-descobre-que-melatonina-pode-combater-cancer-de-mama\">http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/pesquisa-brasileira-descobre-que-melatonina-pode-combater-cancer-de-mama<\/a><\/p>\n<p><strong>Pesquisa indica que ch\u00e1 verde protege contra alzheimer e c\u00e2ncer.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/ciencia\/ultimas-noticias\/bbc\/2011\/01\/06\/pesquisa-indica-que-cha-verde-protege-contra-alzheimer-e-cancer.htm\">http:\/\/noticias.uol.com.br\/ciencia\/ultimas-noticias\/bbc\/2011\/01\/06\/pesquisa-indica-que-cha-verde-protege-contra-alzheimer-e-cancer.htm<\/a><\/p>\n<p><strong>A unha-de-gato e suas propriedades.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.outramedicina.com\/47\/a-unha-de-gato-e-suas-propriedades\">http:\/\/www.outramedicina.com\/47\/a-unha-de-gato-e-suas-propriedades<\/a><\/p>\n<p><strong>Impact of diet on breast cancer risk: a review of experimental and observational studies.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Impact+of+diet+on+breast+cancer+risk%3A+a+review+of+experimental+and+observational+studies.\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Impact+of+diet+on+breast+cancer+risk%3A+a+review+of+experimental+and+observational+studies.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mutant p53-Notch1 Signaling Axis Is Involved in Curcumin-Induced Apoptosis of Breast\u00a0Cancer Cells.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23946688\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23946688<\/a><\/p>\n<p><strong>Induction of human breast cell carcinogenesis by triclocarban and intervention by curcumin.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23942114\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23942114<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inhibition of fatty acid synthase and Sp1 expression by 3,3&#8242;-diindolylmethane in human breast\u00a0cancer\u00a0cells.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/21767081\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/21767081<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antitumoral activity of indole-3-carbinol cyclic tri- and tetrameric derivatives mixture in human breast cancer cells: in vitro and in vivo studies.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23092288\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23092288<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Intake of fish and marine n-3 polyunsaturated fatty acids and risk of breast cancer: meta-analysis of data from 21 independent prospective cohort studies.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23814120\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/23814120<\/a><\/p>\n<p><strong>Dietary fat in breast cancer survival.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.annualreviews.org\/doi\/abs\/10.1146\/annurev-nutr-112912-095300\">http:\/\/www.annualreviews.org\/doi\/abs\/10.1146\/annurev-nutr-112912-095300<\/a><\/p>\n<p><strong>Mammary tumor development is directly inhibited by lifelong n-3 polyunsaturated fatty acids.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0955286312002094\">http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0955286312002094<\/a><\/p>\n<p><strong>Vitamin D in the cancer patient.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Curr+Opin+Support+Palliat+Care.+2013%2C+3%3A272-7.\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Curr+Opin+Support+Palliat+Care.+2013%2C+3%3A272-7.<\/a><\/p>\n<p><strong>The role of melatonin in immuno\u2010enhancement: potential application in cancer.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/j.0959-9673.2006.00474.x\/full\">http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/j.0959-9673.2006.00474.x\/full<\/a><\/p>\n<p><strong>Ozone selectively inhibits growth of human cancer cells.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/7403859\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/7403859<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lower-Dose vs High-Dose Oral Estradiol Therapy of Hormone Receptor\u2013Positive, Aromatase Inhibitor\u2013Resistant Advanced Breast Cancer.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jamanetwork.com\/journals\/jama\/fullarticle\/184425\">https:\/\/jamanetwork.com\/journals\/jama\/fullarticle\/184425<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EGCG, a major green tea catechin suppresses breast tumor angiogenesis and growth via inhibiting the activation of HIF-1\u03b1 and NF\u03baB, and VEGF expression.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Vasc+Cell.+2013%2C+5(1)%3A9\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Vasc+Cell.+2013%2C+5(1)%3A9<\/a><\/p>\n<p><strong>Selenium levels in neoplastic breast lesions.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/europepmc.org\/abstract\/med\/23959347\">http:\/\/europepmc.org\/abstract\/med\/23959347<\/a><\/p>\n<p><strong>Is selenium a potential treatment for cancer metastasis?<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mdpi.com\/2072-6643\/5\/4\/1149\/htm\">http:\/\/www.mdpi.com\/2072-6643\/5\/4\/1149\/htm<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Anticancer activity of the Uncaria tomentosa (Willd.) DC. preparations with different oxindole alkaloid composition.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/20576410\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/20576410<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Oxindole alkaloids from Uncaria tomentosa induce apoptosis in proliferating, G0\/G1-arrested and bcl-2-expressing acute lymphoblastic leukaemia cells.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16445836\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16445836<\/a><\/p>\n<p><strong>Prospective associations between vitamin D status, vitamin D-related gene polymorphisms, and risk of tobacco-related cancers.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26447153\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26447153<\/a><\/p>\n<p><strong>WCRF-AICR continuous update project: Systematic literature review of prospective studies on circulating 25-hydroxyvitamin D and kidney cancer risk.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26454157\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26454157<\/a><\/p>\n<p><strong>Obesity and cancer: mechanistic insights from transdisciplinary studies.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26373570\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26373570<\/a><\/p>\n<p><strong>Cancers in Australia in 2010 attributable to overweight and obesity<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26437731\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26437731<\/a><\/p>\n<p><strong>Melatonin decreases breast cancer metastasis by modulating ROCK-1 expression.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26292662\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/26292662<\/a><\/p>\n<p><strong>Urinary melatonin levels in human breast cancer patients.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Urinary+melatonin+levels+in+human+breast+cancer+patients.+J+Neural+Transm.+1981%3B52(4)%3A281-94\">http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Urinary+melatonin+levels+in+human+breast+cancer+patients.+J+Neural+Transm.+1981%3B52(4)%3A281-94<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Melatonina e c\u00e2ncer &#8211; revis\u00e3o da literatura<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www1.inca.gov.br\/rbc\/n_51\/v01\/pdf\/revisao2.pdf\">http:\/\/www1.inca.gov.br\/rbc\/n_51\/v01\/pdf\/revisao2.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama figura como uma das maiores causas de morbi-mortalidade em todo o mundo e, no Brasil apresenta-se como a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres, assim como a principal causa de morte por c\u00e2ncer. 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