(Last Updated On: 03/07/2018)

Dois estudos relativamente recentes, um publicado em 2013 e outro em 2014, sugeriram que a terapia de reposição de testosterona poderia aumentar o risco de doença cardíaca e/ou acidente vascular cerebral. 1, 2

Estes estudos foram mal concebidos, conflitando com numerosos ensaios médicos anteriores que mostraram os efeitos benéficos da testosterona no coração e que os baixos níveis de testosterona nos homens estão associados a um risco aumentado no desenvolvimento de doenças cardíacas.

As informações que se seguem foram levantadas a partir de uma revisão abrangente da literatura médica, que permitiu relacionar o baixo nível de testosterona a um risco aumentado no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e constatar que a reposição de testosterona em níveis adequados não só diminui o risco de doença cardíaca, mas também pode ser usada para tratamento da doença coronariana.

Baixos níveis de testosterona e aumento do risco de doença cardíaca

Diversos estudos relacionam a deficiência da testosterona com aumento do risco de desenvolvimento de uma doença cardíaca:

Homens com doença cardíaca coronária apresentam testosterona total, testosterona livre, e testosterona biodisponível significativamente menores. 3

Baixas concentrações endógenas de testosterona estão relacionadas à mortalidade por doença cardiovascular e outras causas. 4, 5

Estudo mostra uma possível correlação entre baixos níveis de testosterona, disfunção erétil e condições associadas a maior risco cardiovascular. 6

 Estudo mostra que homens com doença cardíaca coronariana com menos de 45 anos tinham e níveis de testosterona livre significativamente menores que os controles. 7

Baixos níveis de testosterona têm sido associados à aterosclerose em homens. 9

Baixos níveis de testosterona e aumento do risco de diabetes tipo II e síndrome metabólica

Níveis baixos de testosterona estão associados a um risco aumentado para o desenvolvimento do diabetes tipo II e síndrome metabólica. 10, 11, 12, 13, 14

Como a baixa testosterona reduz os níveis de açúcar no sangue, a Endocrine Society agora recomenda a medição da testosterona em todos os pacientes do sexo masculino com diabetes mellitus tipo II. 15

Baixos níveis de testosterona estão associados a um aumento do risco de mortalidade

Estudo mostrou que a baixa testosterona prevê mortalidade por doença      cardiovascular. 16

Estudo mostrou que baixos níveis de testosterona foram associados a um risco aumentado de todas as causas de mortalidade independente de numerosos fatores de risco. Os níveis séricos de testosterona foram inversamente relacionados à mortalidade por doença cardiovascular e câncer. 17

Níveis baixos de testosterona endógena estão associados a um risco aumentado de morte por todas as causas e morte cardiovascular. 18

Baixos níveis de testosterona e aumento do risco de hipertensão

Um estudo realizado por pesquisadores alemães mostrou que baixas concentrações de testosterona total são preditivas de hipertensão, sugerindo testosterona total como um potencial biomarcador para aumento do risco cardiovascular. 19

Baixa testosterona e insuficiência cardíaca congestiva

Nos homens com insuficiência cardíaca, os baixos níveis de andrógenos no soro foram associados a um prognóstico adverso. 20

Em homens com insuficiência cardíaca crônica, a depleção de hormônios anabolizantes é comum, sendo que a deficiência de cada hormônio anabólico é um marcador independente de um mau prognóstico. 21

Reposição de Testosterona e Doença Cardíaca

Um estudo realizado por pesquisadores europeus mostrou que, para a mortalidade por todas as causas, para cada aumento de seis nanomoles de testosterona por litro de soro foi associado com uma queda de quase quatorze por cento no risco de morte. 22

O estudo revelou que a reposição de testosterona estava associada à diminuição do HDL-C e lipoproteína a. 23

O mecanismo de reposição de testosterona que diminui os lipídios pode ser devido à efeitos positivos na gordura abdominal e resistência à insulina. 24

A administração a curto prazo de testosterona induz um efeito benéfico sobre a isquemia miocárdica induzida por exercícios em homens com doença coronariana. Esse efeito pode estar relacionado a um efeito relaxante coronariano da testosterona. 25

A administração intracoronariana de curto prazo de testosterona, em concentrações fisiológicas, induz dilatação da artéria coronária e aumento do fluxo sanguíneo coronariano em homens com doença coronariana estabelecida. 26

Suplementação em dose baixa com testosterona em homens com angina estável crônica reduzida isquemia miocárdica induzida por exercício. 27

A reposição de testosterona mostrou aumentar o fluxo sanguíneo coronariano em pacientes com doença coronariana. 28, 29

A reposição transdérmica de testosterona demonstrou melhorar a angina estável crônica aumentando a tolerância ao exercício livre de angina versus controles que estavam recebendo placebos. 30

Outro estudo mostrou que a reposição de testosterona reduziu a isquemia miocárdica induzida por exercícios. 31

A testosterona é um vasodilatador coronário, funcionando como um agente antagonista do cálcio. 32

Terapia de reposição de testosterona no hipogonadismo modera os componentes metabólicos associado ao risco cardiovascular. 33

A reposição de testosterona demonstrou diminuir a inflamação e reduzir o colesterol total. 34

A reposição de testosterona em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva demonstrou melhorar capacidade de exercício, a resistência à insulina e o desempenho muscular. 35

A reposição de testosterona tem se mostrado útil em pacientes com insuficiência cardíaca grave. 37

Nesta revisão da literatura médica, podemos ver que numerosos estudos mostram que os níveis de testosterona estão associados com um risco aumentado de doença cardíaca e que a reposição terapêutica da testosterona está associada a um risco reduzido de desenvolvimento de doenças cardíacas e é benéfica em pacientes que já apresentam doença vascular coronariana.

Então, por que os dois iniciais mostraram que havia um risco aumentado de desenvolver doença em pacientes do sexo masculino que foram prescritos terapia de reposição de testosterona?

Há cinco “furos” sérios associados aos dois estudos iniciais.

Em primeiro lugar, os níveis de estrona e estradiol não foram medidos nos sujeitos dos estudos. Alto níveis de estrogênio em homens foram associados com um aumento do risco no desenvolvimento de doença cardíaca e acidente vascular cerebral. Os níveis de estrogênio podem elevar devido a um aumento atividade da aromatase, alteração da função hepática, deficiência de zinco, obesidade, abuso de álcool, desequilíbrio de estrogênio induzido por medicamentos e ingestão de alimentos contendo estrogênio

Estrogênios elevados estão associados a um risco aumentado de doença cardíaca e derrame cerebral.

Um estudo mostrou que o estradiol elevado em homens foi associado a um aumento do risco de acidente vascular cerebral. 38

Outro estudo mostrou que estradiol circulante elevado é um preditor de progressão da artéria carótida espessura média íntima em homens de meia-idade. 39

Altos níveis de estradiol em homens foram associados a infartos agudos do miocárdio.40

Estrona alta e baixos níveis de testosterona foram associados à promoção do desenvolvimento de ambiente lipídico aterogênico em homens com doença coronariana.41

Baixos níveis de testosterona e estradiol elevado foram associados neste estudo com membros inferiores doença arterial periférica em homens idosos. 42

Homens com infarto do miocárdio tinham altos níveis de estradiol e baixos níveis de testosterona. 43

Níveis elevados de estradiol em homens foram associados a um aumento na incidência de derrames, doença vascular periférica e estenose da artéria carótida em comparação com indivíduos com menores níveis de estradiol. 44

Níveis elevados de estrogênio em homens estão associados a um risco aumentado de doença cardíaca. 45

Em segundo lugar, a eritrocitose está associada a um risco aumentado no desenvolvimento de doença cardíaca e trombose. 46

Um estudo importante sobre o risco e os benefícios da reposição de testosterona sugere que um hematócrito basal deve ser verificado em três e seis meses e, em seguida, cada seis a doze meses. Se o hematócrito for superior a cinquenta e quatro por cento, então a testosterona a terapia deve ser interrompida até que o hematócrito esteja em um nível seguro. 47

Os níveis de hematócrito NÃO FORAM MEDIDOS NESTES ESTUDOS!

Em terceiro lugar, em ambos os estudos nem todos os pacientes tinham testes de acompanhamento dos níveis de testosterona. Assim sendo, doses de testosterona podem ter sido maiores do que o necessário. Níveis suprafisiológicos de testosterona podem induzir a produção de óxido nítrico e causar estresse oxidativo que induz disfunção endotelial. 48

Por último, a testosterona pode converter-se em di-hidrotestosterona (DHT), que tem demonstrado melhorar a aterosclerose precoce. 50

A conclusão da autora desta revisão foi que as descobertas destacaram um novo mecanismo de mediação do receptor de andrógeno/fator nuclear-kappa β para expressão de molécula de adesão de célula vascular-1 e adesão de monócitos operando em células endoteliais masculinas que podem representar um importante mecanismo não reconhecido para a predisposição à aterosclerose. Quanto maior a dose de testosterona que é prescrita, mais é convertida pela 5 alfa-redutase em DHT. Nestes dois ensaios recentes que sugerem que reposição de testosterona aumenta o risco de doença cardíaca em homens, os níveis de DHT não foram medidos.

Conclusão

Dada a abundância de estudos médicos que indicam os efeitos benéficos da prescrição adequada de testosterona, seria preciso concluir que esses dois artigos médicos citados inicialmente são pobremente projetados e suas conclusões são falhas. Alguns dos pacientes não tiveram os níveis de testosterona medidos. Consequentemente, os pacientes poderiam ter níveis suprafisiológicos de testosterona. Além disso, os níveis de DHT, estrona, estradiol e HCT não foram abordados. Além disso, a literatura médica mostrou que os hormônios no corpo são uma sinfonia e essa teia de interconexão não foi considerada.

 

FONTE:

Testosterone and Heart Disease

http://news.a4m.com/issues/20140211/Testosterone-and-Heart-Disease.pdf

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