Quatro tópicos sobre sexualidade que você precisa saber!

ENVELHECIMENTO E DIMINUIÇÃO DE ANDROGÊNIOS

Todo mundo envelhece e disso ninguém escapa, a não ser que morra jovem.

O passar dos anos traz experiências e maturidade, que são ganhos intransferíveis. Mas também traz perdas. Especialmente para a mulher, que terá a partir da quarta década de vida a redução progressiva dos hormônios androgênicos masculinos DHEA e da testosterona.

O DHEA (desidroepiandrosterona) é o hormônio que as suprarrenais produzem. Essas glândulas endócrinas que ficam acima dos rins são as precursoras da testosterona, cuja falta no organismo feminino vai acarretar uma série de problemas, como menos libido e, consequentemente, do interesse e função sexual, além de alterações na sua massa muscular, como ganho na gordura e perda da estrutura óssea.

Muitas mulheres não se dão conta disso, apesar de sentirem na pele os efeitos da diminuição, pouco a pouco, dos hormônios e da testosterona no seu corpo.

Essa situação foi comprovada através de estudo focado na sexualidade da população brasileira, para identificar as alterações que ocorrem com a idade avançando. Os resultados indicaram que 5,8% das mulheres entre 18 e 25 anos já apresentam inibição da vontade de fazer sexo. Esse índice chega a 8,6% na faixa de 41/50 anos.

Conforme forem ficando mais velhas, a falta de desejo sexual vai aumentando: 15,25% nas mulheres entre 51/60 anos e 19,9% naquelas com mais de 60 anos.

A testosterona é o hormônio esteroide que homens e mulheres produzem a partir do colesterol, mas nas mulheres essa produção é entre 20 a 30 vezes menor do que no homem.

Já que os anos vão passando independente da nossa vontade e não podemos evitar suas consequências, a reposição hormonal, como a testosterona, é uma alternativa para barrar a falta de libido e assim o desejo sexual feminino voltará a ocupar o seu lugar, trazendo inclusive outros benefícios, como a melhoria da autoestima, confiança  e até a diminuição da angústia.


A DOPAMINA:

“Atrás de todo homem bem-sucedido, existe uma mulher. E, atrás desta, existe a mulher dele”.

Deixando de lado a ironia na frase dita por Groucho Marx, a ideia do homem indo na frente com a mulher o seguindo está ultrapassada há décadas.

Hoje a mulher conquistou sua posição ao lado do companheiro ficando, muitas vezes, à frente dele. E bem à frente, como bem sabemos.

Essa mudança de posição vem ocorrendo em todas as áreas, inclusive no sexo.

O seu prazer era algo secundário, desprezível, sem importância, já que só “valia” o prazer sentido pelo seu macho.

Tanto é verdade que a libido feminina passou a ser observada e estudada pela comunidade científica de poucos tempos pra cá.

E nesse novo cenário, a dopamina vem despontando com grande destaque. Ela é sintetizada numa região do cérebro e sua ação produz euforia e excitação. E vai além disso: hoje se sabe da relação direta com o desejo sexual.

Quando seus níveis estão baixos, a libido também diminui. Certos medicamentos com função de bloquear a dopamina, acabam também reduzindo a libido. Já naqueles que atuam para aumentá-la, a libido será potencializada.

Entender as mulheres e como funcionam seus mecanismos geradores de prazer torna a relação com elas bem mais tranquila, sem os sobressaltos causados pelas surpresas de origem desconhecida.

Pelo mesmo agora, algumas dessas origens já não são mais desconhecidas…

MENOPAUSA :

A mídia e a propaganda estão sempre enfatizando as possíveis dificuldades sexuais que os homens poderão ter quando ficam mais velhos, como a disfunção erétil, e o quanto isso poderá interferir no seu desempenho sexual.

Não se pode negar que o organismo masculino sofre alterações ao longo do tempo e que alguns órgãos não apresentarão sempre a mesma performance dos períodos anteriores.

É curioso notar que existem produtos, como o Viagra, que tratam dessa questão masculina sem apresentar muitos efeitos colaterais e, pela facilidade de administração, o seu uso ficou difundido em larga escala. E aquelas dificuldades que a mulher apresenta com o avanço da idade? Como lidar e tratar desse assunto?

A libido está diretamente relacionada à ação do neurotransmissor dopamina. Em paralelo ao envelhecimento da mulher, os seus hormônios androgênicos (masculinos) vão apresentando um quadro gradativo de diminuição de quantidade. Como consequência natural, sua libido também vai perdendo a intensidade, já que estará produzindo menos testosterona, diretamente relacionada ao estímulo do desejo sexual.

Ainda não foi inventado um Viagra para uso feminino. A reposição hormonal é uma alternativa para a mulher retomar a vontade sexual, especialmente após os quarenta anos.

Vale lembrar que determinados períodos de sua vida, como a menopausa, contribuem diretamente na redução dos índices de testosterona, bem como o uso, tanto atual quanto prévio, de pílulas anticoncepcionais.

Outro efeito da menopausa no corpo feminino é produzir menos lubrificação vaginal, causando certo desconforto na penetração.

Quando a testosterona é reposta, de forma oral, transdérmica ou por intermédio de implante, alguns reflexos serão notados, além da volta da libido, como maior disposição e tonicidade muscular. Será, portanto, uma forma para lidar com certas dificuldades causadas pela redução hormonal, em especial nas relacionadas, direta ou indiretamente à sua rotina e desejo sexual.

A OCITOCINA 

Sabia que o hormônio que provoca a contração do útero na hora do parto é a ocitocina?

Ela é um nonapeptídeo, proteína composta por nove aminoácidos, produzida e liberada pelo hipotálamo, pequena região do cérebro que ajuda a estimular diversas atividades do nosso corpo.

É justamente na hora do nascimento que sua liberação atinge a intensidade máxima.

Quando uma mãe amamenta seu bebê, a ocitocina entra em cena para contrair suas glândulas mamárias e expelir o leite, proporcionando prazer e relaxamento, pois age diretamente na região do cérebro relacionada às emoções.

Mas ela faz bem mais do que isso: quando duas pessoas se atraem, é sinal que ambas estão liberando ocitocina e quanto maior for essa liberação, maior será a atração de uma pela outra.

E como fazer pra liberar mais ocitocina e assim produzir mais atração, mais empatia, mais liga com quem nos interessa?

A fórmula é bem simples: é só manifestar afeto beijando, tocando, acariciando, abraçando, dançando, do jeito que quiser, do jeito que mais gostar.

E já se sabe que quanto maior for a liberação de ocitocina, maior será intensidade do orgasmo.

Por isso vale a pena caprichar nas preliminares, nos carinhos que precedem a relação sexual e não ter pressa para realizar a penetração, porque especialmente para as mulheres esses momentos iniciais são mágicos para criar uma atmosfera mais propícia para alcançar um prazer maior, mais intenso, mais profundo, mais gostoso de fato.

Referências:

Evaluation of the clinical relevance of benefits associated with transdermal testosterone treatment in postmenopausal women with hypoactive sexual desire disorder.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17627745

The role of testosterone in the management of hypoactive sexual desire disorder in postmenopausal women.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19487090

Androgen therapy in women, beyond libido.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23647457

Referências:

Testosterone therapy in women: a review.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15889125

Evaluation of the clinical relevance of benefits associated with transdermal testosterone treatment in postmenopausal women with hypoactive sexual desire disorder.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17627745

The role of testosterone in the management of hypoactive sexual desire disorder in postmenopausal women.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19487090

Androgen therapy in women, beyond libido.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23647457

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto

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