Síndrome Pós Finasterida. Já ouviu falar?

Hormônios

14 de julho de 2013

alopecia-androgenica

A alopecia está entre as dez queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos.

O termo alopecia significa em latim “sarna do lobo” (o lobo perde o pelo do pescoço durante o verão). Calvície ou alopecia designa a perda de pelos ou cabelos, total ou parcial, temporária ou definitiva, em qualquer região com pelos ou cabelos no corpo humano. As calvícies podem ser definitivas (também chamadas de cicatriciais) ou transitórias (também chamadas de não cicatriciais). Dependendo do tipo de calvície, o tratamento é totalmente diferente.

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de alopecia está entre as dez mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos. A alopecia androgenética (AAG) é a causa mais comum de alopecia em ambos os sexos. É caracterizada por alteração no ciclo do cabelo levando à miniaturização folicular progressiva com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados. Cerca de 50% dos homens caucasianos sofrem de um processo conhecido como alopécia androgênica, problema também conhecido como calvície. Em alguns povos o problema é mais comum, caso dos judeus (cerca de 70% dos homens ficam calvos), ao passo que outros povos como os orientais têm a capacidade de manter o cabelo mais forte ao longo da vida.

Na alopecia androgenética, os receptores nas raízes dos cabelos se ligam com frações dos hormônios androgênicos que circulam no corpo. A testosterona, através da enzima 5 alfa-redutase, é convertida em dihidrotestosterona (DHT) e se liga no receptor do folículo piloso (raiz). A característica desta queda de cabelos é a miniaturização dos fios. Os cabelos afinam, perdem a cor, e vão reduzindo seu comprimento até se tornarem um velus. Os cabelos caem pequenos.

miniaturização dos fios

Miniaturização do folículo capilar

A DHT existe na pele, no cérebro e nos órgãos sexuais. Até há pouco tempo pensava-se que era um hormônio desnecessário a partir do início da idade adulta. Durante a vida embrionária ou a adolescência a DHT é essencial para o desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos. É também responsável pelo aparecimento da barba, dos pelos no peito, no abdômen ou nos membros inferiores dos rapazes, e ainda pelo aumento da atividade das glândulas sebáceas.

Nos homens os cabelos geneticamente afetados pela DHT são em geral os das regiões frontal, superior e coroa (vértex). Em contrapartida, os cabelos das regiões laterais e nuca são permanentes pois não são afetados pela DHT. O problema de queda de cabelos começa a ser notado quando os homens estão próximo aos 30 anos, então, surge a crise de meia idade. Durante a juventude, a calvície não é uma preocupação, no entanto, o problema pode começar em homens perto dos 20 anos. A maioria dos homens citam a calvície como uma das principais preocupações: quando um homem começa a perceber que está perdendo os cabelos, pode naquele momento, não se preocupar muito, mas já perdeu cerca de 50% dos fios. Para identificação do grau de calvície, é usada uma escala desenvolvida e padronizada pelos Drs. Hamilton e Norwood, que identifica sete etapas do desenvolvimento da calvície em 80% dos homens afetados.

Hamilton-Norwood

Escala de Hamilton e Norwood

A calvície pode afetar todos os aspectos da vida masculina. Os relacionamentos interpessoais, a imagem e a autoestima ficam abalados. Um em cada sete homens tem variantes genéticas que levam à calvície: segundo uma pesquisa de cientistas da Glaxo Smith Kline, homens calvos têm uma combinação de genes que aumenta em sete vezes as chances de desenvolver o problema. De acordo com o Doutor Dráusio Varela, diversos genes têm sido implicados na suscetibilidade à alopecia; eles provavelmente interagem com fatores ambientais, como o estresse, comportamento e nutrição. Hoje sabemos que nossas escolhas e nossos comportamentos exercem muito mais impacto sobre a longevidade e a saúde do que a nossa herança genética.

Mas a alopecia androgenética ou androgênica não afeta somente os homens. Nas mulheres, os hormônios androgênicos são secretados pelos ovários e pelas suprarenais. O mecanismo de ação dos hormônios androgênicos nos cabelos ocorre da mesma forma que nos homens. A calvície feminina é mais difusa, mais tardia, tem evolução mais lenta que a calvície masculina, preserva a linha frontal dos cabelos e é menos severa que a dos homens. O padrão feminino costuma apresentar-se entre a terceira e a quarta décadas de vida, com progressiva piora após a menopausa.

Alopecia androgênica feminina

 

FINASTERIDA:

O fármaco finasterida é utilizado por milhões de homens em todo o mundo para parar ou reverter o processo de calvície e também para tratar a hiperplasia benigna da próstata. Vale salientar que o medicamento é contra-indicado para uso em mulheres em idade fértil pois pode levar a má-formações em fetos.

A finasterida inibe a conversão de testosterona em diidrotestosterona (DHT) pela inibição da enzima 5-α-redutase. A diidrotestosterona é um potente hormônio masculino responsável pelo surgimento da alopécia androgenética. A redução dos níveis de diidrotestosterona devido ao uso de finasterida reverte o quadro de calvície.

cascata

Ação da 5-alfa redutase

DHT

Diidrotestosterona (DHT)

efeito finasterida

Ação da finasterida sobre a calvície androgênic

Finasterida

A finasterida também é indicada para o tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), de forma a provocar a regressão da próstata aumentada, e melhorar o fluxo urinário e os sintomas associados com a HPB.

HPB

Hiperplasia prostática benigna (HPB)

Há vários anos que um grupo de médicos nos EUA tem pedido que esta droga saia do mercado. Nos seus consultórios têm surgido dezenas de homens com impotência, ausência de libido e desaparecimento das características sexuais masculinas (perda dos pêlos corporais, aparecimento de seios, perda de massa muscular). O incomum é que os sintomas não desaparecem. Por vezes as vítimas apenas se recuperam ao fim de mais de sete anos, mas ocorreram casos em que não houve recuperação e as vítimas acabaram por se suicidar.

A dimensão do problema permanece desconhecida e a comunidade médica não está sensibilizada. Os estudos oficiais afirmam que o fármaco é seguro. A grande maioria dos médicos em todo o mundo continua a receitar finasterida e ignorar os seus efeitos secundários.

O tecido erétil do pênis precisa de testosterona e de DHT para se manter. A ausência destes hormônios leva à sua degeneração, que apenas pode ser revertida numa fase inicial. Em fases mais avançadas a impotência é irreversível.

impotencia

Impotência, um dos efeitos adversos da finasterida

No cérebro, a DHT está presente e é essencial para a capacidade de memorização, comportamento masculino, aprendizagem, etc. Os pacientes que fazem uso da finasterida sofrem durante anos de problemas de concentração, depressão, “brain fog” ou insônias sem saber a verdadeira causa. A finasterida reduz ainda a testosterona disponível no sangue, e aumenta o estradiol, um estrogênio, levando a um aumento da probabilidade do homem sofrer de câncer da mama ou de sinais de feminilização.

brain fog

“Brain Fog”

Aconselha-se a todos os leitores que estejam utilizando ou utilizaram a finasterida, que procurem um médico para fazer um check-up hormonal ao longo dos cinco anos que se seguem ao fim da medicação. Não se aconselha a ingestão de soja ou produtos derivados de soja, linhaça ou sementes de abóbora, ou qualquer outro produto com fitoestrogênios por estes pacientes, que deverão aumentar drasticamente a ingestão de legumes e vegetais, pois a carência de anti-oxidantes é uma das causas da queda de cabelo.

Fontes:

 

Para  informações mais detalhada acesse este blog feito  exclusivo  para  a Síndrome Pós Finasterida: http://riscosdofinasterida.blogspot.com.br/p/calv.html

 

13 Comentários em “Síndrome Pós Finasterida. Já ouviu falar?”

Felipe

19 de agosto de 2014 - 18:39

Tenho 30 anos e sou usuário de finasterida há 9 anos. Sempre soube pela internet ou pela bula os efeitos colaterais da finasterida como perda da libido, perda do volume ejaculado e disfunção erétil. Eu nunca tive esses efeitos colaterais, por isso, nunca me preocupei e não quis parar com a medicação. Depois que vi a reportagem da revista Veja a respeito dos efeitos colaterais e depoimentos de pacientes, decidi procurar um dermatologista, cardiologista e urologista, bem como pedir exames hormonais. Na primeira consulta, todos foram unânimes em que eu poderia continuar usando e o dermatologista disse que o meu cabelo até melhorou após um exame comparando com fotos de 4 anos atrás. Na consulta de retorno e com exames em mãos, todos os exames estão perfeito, exceto o espermograma. No exame deu 84,4 milhões e 15,3 por ml com velocidade baixa e o oval abaixo da média, enfim, segundo o urologista está abaixo do normal por mais que com estes resultados, embora baixos, é possível engravidar uma mulher. Agora vou deixar de tomar a finasterida por 6 meses e voltar a fazer os exames para comparar com este atual. O cardiologista disse que tem certeza que a finasterida me causou este efeito colateral. Sinceramente, mesmo após os 6 meses, eu acho que eu não vou tomar finasterida nunca mais!

Eric

27 de outubro de 2014 - 16:11

Ola meu nome e Eric, sou biólogo molecular trabalho na federal de São paulo (UNIFESP), recentemente tive problemas com a finasterida. No inicio parecia uma maravilha minha libido aumentou, juntamente com a potencia e a duração das ereções cheguei a ter crises de priapismo pra mim a finasterida era a solução final porem de uma hora pra outra fiquei brocha nada funcionava, parei imediatamente com a finasterida e creio que eu já esteja voltando ao normal. Ma passei medo, e ao pensar sobre o assunto, creio que a finasterida por inibir a 5alfa redutase ela aumenta drasticamente os níveis de testosterona livre, com isso a ipofise regula para baixo os níveis de FSH, os níveis elevados de testosterona com o tempo podem desativar uma cascata genética talvez ainda não muito bem compreendida no cérebro a nível de sinapse neural, causando todos os sintomas descritos tornando o homem irresponsivo a altos níveis de testosternona e tornando inútil a reposição hormonal. Talvez a solução fosse desativar o sistema de indução da testosterona via hipófise desligando o FSH com um agonista usado para desligar o FSH e inibir a produção de testosterona; em suma, o individuo ficaria sem testosterona alguma for uns 6 meses para que o sistema epigenético que estava regulado para uma insensibilidade ao hormônio seja regulado para uma ausência do hormônio assim quando a testosterona voltar a ser produzida ou administrada em doses normais o sistema epigenético estaria responsivo as doses fisiológicas do hormônio. Portanto ao contrario do que se vem tentando fazer que e dar doses cavalares de testosterona a solução seria desligar a testosterona totalmente,inclusive a da supra renal para que possa reverter a epigenetica celular que antes estava dessensibilizada à testosterona, assim o efeito contrario obrigaria as células a ficarem hipersensíveis a testosterona desbloqueando a cascata genética que antes havia sido bloqueada.

Daniel

29 de outubro de 2014 - 09:58

Felipe, obrigado pelo comentário. Criei coragem para começar o tratamento. vlw

wesley

14 de janeiro de 2015 - 00:25

Tenho 18 anos e usei por 6 meses, senti apenas perda da libido, mas voltou ao normal depois de poucos dias, uns 15 dias sem usar… aconselho fazer o tratamento pra ver se não tem efeitos colaterais, e parar se houver, como no meu caso, o efeito colateral não é irreversível…

Yuri

18 de janeiro de 2015 - 07:58

Acabei por ser prescrito para mim finasterida 5 mg, e tomei por quase 1.5 ano essa dose. Reduzi para 1 mg recentemente, mas já consigo perceber a maioria dos efeitos colaterais citados, tais como disfunções eréteis, shrinkage, insônia e sono perturbado, falta de concentração, etc. Estou ansioso para fazer meu check up hormonal, pois acredito que deve estar muito alterado. Como tenho 23 anos, acredito que devo parar o mais rápido possível e tentar substituir a droga por óleo de côco e manter o minoxidio 5% tópico. Espero não ter causado sérios e permanentes problemas à minha saúde. Embora os efeitos no cabelo tenham sido realmente claros (costumo dizer a sem esse tratamento, eu já poderia estar careca), não vale a pena se expor dessa forma.

Roberto Amaral

29 de janeiro de 2015 - 10:57

Pare de tomar imediatamente este remédio e cheque seus níveis hormonais

Arnaldo

30 de janeiro de 2015 - 12:01

tomei finasterida por mais de 10 anos….nunca senti nada,mas no final de 2014 desenvolvi ginecomastia em uma das mamas grau 1 ….suspendi a finasterida,a gineco não regrediu mas tb não evoluiu…tenho 32 anos 1,70 de altura e 70 kg….seria a finaterida??? uma vez realizei exame de testosterona e estava um pouco abaixo mas nada que o médico disse para me preocupar….não senti mas nenhum efeito da finasterida…o que me aconselha doutor?

Roberto Amaral

09 de fevereiro de 2015 - 09:03

Se tiver tecido mamário dificilmente normaliza sem cirurgia. Idealmente os níveis de estradiol dever ser dosados juntos com o de testosterona. lembrando que gordura visceral com resistência a insulina tb faz ginecomastia, não sei se é o caso

Souza

01 de fevereiro de 2015 - 18:24

Tenho 65 anos e uma próstata enorme, tomo finasterida a 2 anos de 1 miligrama, passei a tomar de 5 porque o efeito estava se minimizando. Em princípio não sinto nada de anormal, para ter relações recorro a medicamento e tenho a potencia sexual absolutamente normal, ou seja, acima da de um homem da minha idade, normalmente tomo o medicamento de 5 miligramas de uso diário. Pretendo passar pelo procedimento de embolização da próstata, então poderei deixar de tomar este medicamento. As publicações estão me assustando um pouco.

Roberto Amaral

09 de fevereiro de 2015 - 09:00

Se não tem efeitos colaterais então continue até embolizar a próstata

Theo

25 de fevereiro de 2015 - 19:37

Tudo balela… Garanto que quem sente tais efeitos fuma, bebe, é sedentário e não se alimenta corretamente, aí a culpa é de uma medicação que já provou ser segura e não do maço de cigarro que vcs fumam diariamente. Quanta hipocrisia! Já foi provado que os anticoncepcionais que a grande maioria das mulheres toma sem a menor necessidade, já que existe camisinha pra evitar gravidez, e nem por tanto a medicina se preocupa em retirá-los do mercado. Uso a Finasterida a mais de 8 anos e nunca tive nenhum efeito além dos já descritos na bula, sendo que o que persiste até hj é o esperma ralo, coisa que não me incomoda, já que meu desempenho sexual é o mesmo, senão melhor do que era antes da Finasterida. Por via das dúvidas faço exames de dosagem hormonal anualmente e até então está tudo normal. O caso é que eu não me estresso com besteiras, me exercito diariamente, cuido da alimentação e principalmente da mente, além de não beber é muito menos fumar. Vcs deveriam experimentar fazer o mesmo…

Roberto Amaral

02 de março de 2015 - 11:59

DHT fez vc ter pênis e cara de homem caro amigo, melhor não ficar muito tempo sem este hormônio , boa sorte

Onesio

11 de março de 2015 - 14:59

Interessantes comentários aqui. Todos merecem a devida atenção. Uns pela manifestação dos efeitos colaterais do uso da finasterida. Outros pela ausência destes mesmos efeitos.
No meu caso, tomo finasterida há 3 meses e confesso que a única coisa que mudou foi quanto ao meu esperma, que aumentou consideravelmente a quantidade (possivelmente triplicou) e que ficou ligeiramente ralo. Quanto à calvície não vi ainda nada animador, mas dizem que para aparecerem os resultados demora ainda um pouco.
Vou continuar por um ano com o uso deste medicamento e acompanhar o aparecimento destes efeitos citados aqui. Obrigado a todos

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