Síndrome Pós Finasterida. Já ouviu falar?

Hormônios

14 de julho de 2013

O termo alopecia significa em latim “sarna do lobo” (o lobo perde o pelo do pescoço durante o verão). Calvície ou alopecia designa a perda de pelos ou cabelos, total ou parcial, temporária ou definitiva, em qualquer região com pelos ou cabelos no corpo humano. As calvícies podem ser definitivas (também chamadas de cicatriciais) ou transitórias (também chamadas de não cicatriciais). Dependendo do tipo de calvície, o tratamento é totalmente diferente.

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de alopecia está entre as dez mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos. A alopecia androgenética (AAG) é a causa mais comum de alopecia em ambos os sexos. É caracterizada por alteração no ciclo do cabelo levando à miniaturização folicular progressiva com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados. Cerca de 50% dos homens caucasianos sofrem de um processo conhecido como alopécia androgênica, problema também conhecido como calvície. Em alguns povos o problema é mais comum, caso dos judeus (cerca de 70% dos homens ficam calvos), ao passo que outros povos como os orientais têm a capacidade de manter o cabelo mais forte ao longo da vida.

Na alopecia androgenética, os receptores nas raízes dos cabelos se ligam com frações dos hormônios androgênicos que circulam no corpo. A testosterona, através da enzima 5 alfa-redutase, é convertida em dihidrotestosterona (DHT) e se liga no receptor do folículo piloso (raiz). A característica desta queda de cabelos é a miniaturização dos fios. Os cabelos afinam, perdem a cor, e vão reduzindo seu comprimento até se tornarem um velus. Os cabelos caem pequenos.

A calvície pode afetar todos os aspectos da vida masculina. Os relacionamentos interpessoais, a imagem e a autoestima ficam abalados. Um em cada sete homens tem variantes genéticas que levam à calvície: segundo uma pesquisa de cientistas da Glaxo Smith Kline, homens calvos têm uma combinação de genes que aumenta em sete vezes as chances de desenvolver o problema. De acordo com o Doutor Dráusio Varela, diversos genes têm sido implicados na suscetibilidade à alopecia; eles provavelmente interagem com fatores ambientais, como o estresse, comportamento e nutrição. Hoje sabemos que nossas escolhas e nossos comportamentos exercem muito mais impacto sobre a longevidade e a saúde do que a nossa herança genética.

Mas a alopecia androgenética ou androgênica não afeta somente os homens. Nas mulheres, os hormônios androgênicos são secretados pelos ovários e pelas suprarenais. O mecanismo de ação dos hormônios androgênicos nos cabelos ocorre da mesma forma que nos homens. A calvície feminina é mais difusa, mais tardia, tem evolução mais lenta que a calvície masculina, preserva a linha frontal dos cabelos e é menos severa que a dos homens. O padrão feminino costuma apresentar-se entre a terceira e a quarta décadas de vida, com progressiva piora após a menopausa.

 

A DHT existe na pele, no cérebro e nos órgãos sexuais. Até há pouco tempo pensava-se que era um hormônio desnecessário a partir do início da idade adulta. Durante a vida embrionária ou a adolescência a DHT é essencial para o desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos. É também responsável pelo aparecimento da barba, dos pelos no peito, no abdômen ou nos membros inferiores dos rapazes, e ainda pelo aumento da atividade das glândulas sebáceas. É um hormônio quatro vezes mais androgênico e erógeno que a testosterona e é tão importante que meninos que nascem sem a capacidade de converter Testo em DHT nascem com genitálias ambíguas, pênis mal formados. Pseudo-hermafroditas.

 

FINASTERIDA e  DUTASTERIDA 

O fármaco finasterida e dutasterida são utilizados por milhões de homens em todo o mundo para parar ou reverter o processo de calvície e também para tratar a hiperplasia benigna da próstata. A finasterida inibe a conversão de testosterona em diidrotestosterona (DHT) pela inibição da enzima 5-α-redutase. A  dutasterida é  mais potente pois é um Inibidor duplo de inibidores da 5-αlfa redutase tipo 1 e 2.Vale salientar que estes medicamentos são contra-indicados  para uso em mulheres em idade fértil pois pode levar a má-formações em fetos e usuários destes medicamentos não devem doar sangue

 

cascata

Ação da 5-alfa redutase

DHT

Diidrotestosterona (DHT)

efeito finasterida

Ação da finasterida sobre a calvície androgênic

Finasterida

 

HPB

Hiperplasia prostática benigna (HPB)

Há vários anos que um grupo de médicos nos EUA tem pedido que esta droga saia do mercado. Nos seus consultórios têm surgido dezenas de homens com impotência, ausência de libido e desaparecimento das características sexuais masculinas (perda dos pêlos corporais, aparecimento de seios, perda de massa muscular). O incomum é que os sintomas não desaparecem. Por vezes as vítimas apenas se recuperam ao fim de mais de sete anos, mas ocorreram casos em que não houve recuperação e as vítimas acabaram por se suicidar.

A dimensão do problema permanece desconhecida e a comunidade médica não está sensibilizada. Os estudos oficiais afirmam que o fármaco é seguro. A grande maioria dos médicos em todo o mundo continua a receitar finasterida e dutasterida e ignorar os seus efeitos secundários.

O tecido erétil do pênis precisa de testosterona e de DHT para se manter. A ausência destes hormônios leva à sua degeneração, que apenas pode ser revertida numa fase inicial. Em fases mais avançadas a impotência é irreversível.

No cérebro, a DHT está presente e é essencial para a capacidade de memorização, comportamento masculino, aprendizagem, etc. Alguns pacientes que fazem uso da finasterida sofrem durante anos de problemas de concentração, depressão, “brain fog” ou insônias sem saber a verdadeira causa. A finasterida reduz ainda a testosterona disponível no sangue, e aumenta o estradiol, um estrogênio, levando a um aumento da probabilidade do homem sofrer de câncer da mama ou de sinais de feminilização como aumento de mamas. O mínimo que se deveria fazer é realizar um perfil hormonal antes de iniciar o tratamento e a cada 6 meses.

Aconselha-se a todos os leitores que estejam utilizando ou utilizaram a finasterida, que procurem um médico para fazer um check-up hormonal ao longo dos cinco anos que se seguem ao fim da medicação. Não se aconselha a ingestão de soja ou produtos derivados de soja, linhaça ou sementes de abóbora, ou qualquer outro produto com fitoestrogênios por estes pacientes além de extremo cuidado com os  plásticos que contém bisfenol  como garrafas Pet e afins

Outras causas possíveis causas a se considerar:

  • Envelhecimento: por incrível que pareça vemos mais homens idosos calvos do que jovens. Assim falta de hormônios como dhea, testosterona e hormônio do crescimento também pode ser um causa  de alopécia a se considerar no  processo de envelhecimento.
  • Intolerância alimentar IGG à caseína ( proteína do leite ), glúten ou à algum outro alimento
  • Hipotiroidismo  clínico ou sub clínico
  • Déficit de vitamina D :a “paranóia’ em torno do sol criada ( financiada)  pela indústria do protetor solar causou um pandemia de hipovitaminose D. Dose esta vitamina no sangue e se necessário, suplemente com seu médico.  A vitamina D por ser lipossolúvel tende a ficar baixa no sangue de obesos e alta nos adipócitos, onde nao terá funçao.  Idealmente a vitamina D tem que estar entre 50 e 100 ng / dl  no sangue.
  • Falta de ferro, biotina, zinco,silício,  magnésio e  pouca ingestão de proteínas, coisa muito comum de ocorrer tendo em vista  que a “demonização” das gorduras  fez com que diminuíssemos a ingestão de proteínas também. Vide o ovo por exemplo.
  • Sedentarismo, pouca ingestão de água, tabagismo, excesso de álcool e excesso de carboidratos refinados   e industrializados
  • Má qualidade do sono  ou inversão de horário  de dormir o que pode atrapalhar a produção de hormônio crescimento
  • Estresse : excesso no estresse agudo  e falta de cortisol no estresse crônico  podem atrapalhar também. Pesquise sobre fadiga adrenal crônica

Fontes:

 

Para  informações mais detalhada acesse este blog feito  exclusivo  para  a Síndrome Pós Finasterida: http://riscosdofinasterida.blogspot.com.br/p/calv.html

 

44 Comentários em “Síndrome Pós Finasterida. Já ouviu falar?”

Felipe

19 de agosto de 2014 - 18:39

Tenho 30 anos e sou usuário de finasterida há 9 anos. Sempre soube pela internet ou pela bula os efeitos colaterais da finasterida como perda da libido, perda do volume ejaculado e disfunção erétil. Eu nunca tive esses efeitos colaterais, por isso, nunca me preocupei e não quis parar com a medicação. Depois que vi a reportagem da revista Veja a respeito dos efeitos colaterais e depoimentos de pacientes, decidi procurar um dermatologista, cardiologista e urologista, bem como pedir exames hormonais. Na primeira consulta, todos foram unânimes em que eu poderia continuar usando e o dermatologista disse que o meu cabelo até melhorou após um exame comparando com fotos de 4 anos atrás. Na consulta de retorno e com exames em mãos, todos os exames estão perfeito, exceto o espermograma. No exame deu 84,4 milhões e 15,3 por ml com velocidade baixa e o oval abaixo da média, enfim, segundo o urologista está abaixo do normal por mais que com estes resultados, embora baixos, é possível engravidar uma mulher. Agora vou deixar de tomar a finasterida por 6 meses e voltar a fazer os exames para comparar com este atual. O cardiologista disse que tem certeza que a finasterida me causou este efeito colateral. Sinceramente, mesmo após os 6 meses, eu acho que eu não vou tomar finasterida nunca mais!

Eric

27 de outubro de 2014 - 16:11

Ola meu nome e Eric, sou biólogo molecular trabalho na federal de São paulo (UNIFESP), recentemente tive problemas com a finasterida. No inicio parecia uma maravilha minha libido aumentou, juntamente com a potencia e a duração das ereções cheguei a ter crises de priapismo pra mim a finasterida era a solução final porem de uma hora pra outra fiquei brocha nada funcionava, parei imediatamente com a finasterida e creio que eu já esteja voltando ao normal. Ma passei medo, e ao pensar sobre o assunto, creio que a finasterida por inibir a 5alfa redutase ela aumenta drasticamente os níveis de testosterona livre, com isso a ipofise regula para baixo os níveis de FSH, os níveis elevados de testosterona com o tempo podem desativar uma cascata genética talvez ainda não muito bem compreendida no cérebro a nível de sinapse neural, causando todos os sintomas descritos tornando o homem irresponsivo a altos níveis de testosternona e tornando inútil a reposição hormonal. Talvez a solução fosse desativar o sistema de indução da testosterona via hipófise desligando o FSH com um agonista usado para desligar o FSH e inibir a produção de testosterona; em suma, o individuo ficaria sem testosterona alguma for uns 6 meses para que o sistema epigenético que estava regulado para uma insensibilidade ao hormônio seja regulado para uma ausência do hormônio assim quando a testosterona voltar a ser produzida ou administrada em doses normais o sistema epigenético estaria responsivo as doses fisiológicas do hormônio. Portanto ao contrario do que se vem tentando fazer que e dar doses cavalares de testosterona a solução seria desligar a testosterona totalmente,inclusive a da supra renal para que possa reverter a epigenetica celular que antes estava dessensibilizada à testosterona, assim o efeito contrario obrigaria as células a ficarem hipersensíveis a testosterona desbloqueando a cascata genética que antes havia sido bloqueada.

Daniel

29 de outubro de 2014 - 09:58

Felipe, obrigado pelo comentário. Criei coragem para começar o tratamento. vlw

wesley

14 de janeiro de 2015 - 00:25

Tenho 18 anos e usei por 6 meses, senti apenas perda da libido, mas voltou ao normal depois de poucos dias, uns 15 dias sem usar… aconselho fazer o tratamento pra ver se não tem efeitos colaterais, e parar se houver, como no meu caso, o efeito colateral não é irreversível…

Yuri

18 de janeiro de 2015 - 07:58

Acabei por ser prescrito para mim finasterida 5 mg, e tomei por quase 1.5 ano essa dose. Reduzi para 1 mg recentemente, mas já consigo perceber a maioria dos efeitos colaterais citados, tais como disfunções eréteis, shrinkage, insônia e sono perturbado, falta de concentração, etc. Estou ansioso para fazer meu check up hormonal, pois acredito que deve estar muito alterado. Como tenho 23 anos, acredito que devo parar o mais rápido possível e tentar substituir a droga por óleo de côco e manter o minoxidio 5% tópico. Espero não ter causado sérios e permanentes problemas à minha saúde. Embora os efeitos no cabelo tenham sido realmente claros (costumo dizer a sem esse tratamento, eu já poderia estar careca), não vale a pena se expor dessa forma.

Roberto Amaral

29 de janeiro de 2015 - 10:57

Pare de tomar imediatamente este remédio e cheque seus níveis hormonais

Arnaldo

30 de janeiro de 2015 - 12:01

tomei finasterida por mais de 10 anos….nunca senti nada,mas no final de 2014 desenvolvi ginecomastia em uma das mamas grau 1 ….suspendi a finasterida,a gineco não regrediu mas tb não evoluiu…tenho 32 anos 1,70 de altura e 70 kg….seria a finaterida??? uma vez realizei exame de testosterona e estava um pouco abaixo mas nada que o médico disse para me preocupar….não senti mas nenhum efeito da finasterida…o que me aconselha doutor?

Roberto Amaral

09 de fevereiro de 2015 - 09:03

Se tiver tecido mamário dificilmente normaliza sem cirurgia. Idealmente os níveis de estradiol dever ser dosados juntos com o de testosterona. lembrando que gordura visceral com resistência a insulina tb faz ginecomastia, não sei se é o caso

Souza

01 de fevereiro de 2015 - 18:24

Tenho 65 anos e uma próstata enorme, tomo finasterida a 2 anos de 1 miligrama, passei a tomar de 5 porque o efeito estava se minimizando. Em princípio não sinto nada de anormal, para ter relações recorro a medicamento e tenho a potencia sexual absolutamente normal, ou seja, acima da de um homem da minha idade, normalmente tomo o medicamento de 5 miligramas de uso diário. Pretendo passar pelo procedimento de embolização da próstata, então poderei deixar de tomar este medicamento. As publicações estão me assustando um pouco.

Roberto Amaral

09 de fevereiro de 2015 - 09:00

Se não tem efeitos colaterais então continue até embolizar a próstata

Theo

25 de fevereiro de 2015 - 19:37

Tudo balela… Garanto que quem sente tais efeitos fuma, bebe, é sedentário e não se alimenta corretamente, aí a culpa é de uma medicação que já provou ser segura e não do maço de cigarro que vcs fumam diariamente. Quanta hipocrisia! Já foi provado que os anticoncepcionais que a grande maioria das mulheres toma sem a menor necessidade, já que existe camisinha pra evitar gravidez, e nem por tanto a medicina se preocupa em retirá-los do mercado. Uso a Finasterida a mais de 8 anos e nunca tive nenhum efeito além dos já descritos na bula, sendo que o que persiste até hj é o esperma ralo, coisa que não me incomoda, já que meu desempenho sexual é o mesmo, senão melhor do que era antes da Finasterida. Por via das dúvidas faço exames de dosagem hormonal anualmente e até então está tudo normal. O caso é que eu não me estresso com besteiras, me exercito diariamente, cuido da alimentação e principalmente da mente, além de não beber é muito menos fumar. Vcs deveriam experimentar fazer o mesmo…

Roberto Amaral

02 de março de 2015 - 11:59

DHT fez vc ter pênis e cara de homem caro amigo, melhor não ficar muito tempo sem este hormônio , boa sorte

Onesio

11 de março de 2015 - 14:59

Interessantes comentários aqui. Todos merecem a devida atenção. Uns pela manifestação dos efeitos colaterais do uso da finasterida. Outros pela ausência destes mesmos efeitos.
No meu caso, tomo finasterida há 3 meses e confesso que a única coisa que mudou foi quanto ao meu esperma, que aumentou consideravelmente a quantidade (possivelmente triplicou) e que ficou ligeiramente ralo. Quanto à calvície não vi ainda nada animador, mas dizem que para aparecerem os resultados demora ainda um pouco.
Vou continuar por um ano com o uso deste medicamento e acompanhar o aparecimento destes efeitos citados aqui. Obrigado a todos

rod

09 de junho de 2015 - 09:25

Prezado Dr. Amaral

Tomei finasterida por 6 anos sem parar. Quando fiz 30 anos notei perda da libido e disfuncoes ereteis q nunca haviam acontecido. Hoje estou a 1 ano sem a droga. As vezes tenho erecoes de madrugada, e quase nunca matinais. Tenho desejos sexuais, mas o penis nao corresponde adequadamente. Sou saudavel, malho todos os dias, nao fumo, nao sou diabetico, e comecei a notar um acumulo de gordura na cintura, coisa que nunca tive. Agora tenho 33 anos. Meu urologista nao quis fazer exame para DHT entre outros que o sr. recomenda. Os resultados foram os seguintes:

t4 LIVRE – 1,24 ng/dl
t3 – 101 ng/dl
LH – 4,80 miu/ml
FSH 3,80 miu/ml
testosterona total – 538,6 ng/dl
test biodisponivel – 296,4 ng/dl
estradiol 35,3 pg/ml
prolactina 7,7 ng/ml

Caso os niveis de DHT estejam baixos, como consigo reduzir o estradiol para niveis minimos de modo a reequilibrar meu perfil hormonal e voltar a ter erecoes normais ?

grato

Roberto Amaral

10 de junho de 2015 - 11:23

De alguma forma sua função sexual foi afetada pela finasterida independentemente de níveis laboratoriais normais.

Jennifer

10 de junho de 2015 - 11:43

Olá Dr. Roberto,

Venho tendo queda acentuada de cabelo há 3 meses, exames todos normais, acredito que seja por stress, o dermato me passou um shampoo, um espumil de minoxidil e latanoprosta (que não tenho condições de fazer pelo valor dos orçamentos, um absurdo de caro) e uma fórmula oral com biotina, zinco quelado, silicio quelado e finasterida 2,5mg. O Dr. acha que a fenasterida pode afetar a libido feminina? Existe algum outro efeito colateral preocupante? Li que a maior preocupação é no caso de mulheres grávidas, no meu caso tomo anticoncepcional regularmente e não pretendo ter filhos tão cedo.

Obrigada

Roberto Amaral

16 de junho de 2015 - 10:21

A longo prazo “PODE” afetar sim tendo em vista as funções deste hormônio no organismo feminino também

Jennifer

23 de junho de 2015 - 15:08

Obrigada pela resposta Dr.

Claudia

28 de junho de 2015 - 21:28

Jennifer, eu tomo há 2 anos, não sinto nada, meu cabelo parou de cair e sempre cabelo novo. Aplico minoxidil diariamente. Tenho 35 anos. Mas é bom acompanhar com a dermatologista e o ginecologista, principalmente pra vc que toma junto com o anticoncepcional pra verificar com está o fígado.

Afonso

15 de junho de 2015 - 12:27

Tenho 27 anos e uso finasterida há 08 anos (sempre comprado em farmácia de manipulação). Tinha desencanado completamente de pesquisar sobre novos estudos sobre a finasterida, pois não percebi nenhum efeito colateral quando comecei a utilizá-lo. Oito anos depois, ao ler esses novos estudos e depoimentos, devo admitir que fiquei extremamente assustado e já estou marcando consultas para realizar exames.

O fato é que tenho notado de uns tempos pra cá certo desânimo e vontade nenhuma de fazer coisas que adorava anteriormente, como assistir a um filme, exemplo. Não sabia que o DHT atuava também no cérebro! Será que a finasterida tem causado isso? Difícil afirmar, mas é uma hipótese, certo?

Na esfera sexual, quando comecei a utilizar não senti diferença. Tive um ou dois problemas em manter a ereção quando tinha 21 anos (sempre atribuí isso à ansiedade) no começo do meu relacionamento com a minha ex namorada. Depois disso, tive algumas outras parceiras, sempre fui ansioso e nas primeiras vezes com elas sempre tive uma dificuldade em “ligar” o garoto. Depois de algum tempo, com a confiança em alta, aparentemente a coisa normalizava. Mas este ano, tive duas parceiras, sendo que com uma (apenas 01 relação sexual), funcionou perfeitamente. Com a segunda, em que tive algumas relações, em TODAS as vezes tive problemas em ter e manter a ereção. Atribuí isso novamente à ansiedade (aconteceu na primeira vez pq fiquei pensando q nao podia falhar, e nas outras vezes fiquei encucado de acontecer de novo, e obvio que aconteceu). Com relação ao dia a dia, me masturbo quase todos os dias, mas não tenho ereção matinal.

Depois de ler esses novos relatos, comecei a pensar que a finasterida tem relação com essas minhas falhas. Será? Estou preocupado!

Mas minha maior dúvida é?

1 – Paro o tratamento e corro o risco de aparecerem os efeitos colaterais descritos por mtos usuários que sofrem da Sindrome pós finasterida?

2 – Continuo o tratamento, uma vez que não tenho como comprovar que minhas falhas são por causa da finasterida, e pq de modo geral não sinto os colaterais que alguns dizem ter?

Obrigado!

Roberto Amaral

16 de junho de 2015 - 10:01

Muito obrigado pelo relato , pode ajudar muita gente. Grande parte de suas queixas podem ser de ordem psicológica Afonso. Suas dúvidas infelizmente não podem ser resolvidas por aqui

Ailton

22 de junho de 2015 - 01:29

Ha 2 meses e meio ao cortar o cabelo a cabeleireira percebeu um pequeno ponto arredondado na parte de trás da minha cabeça, uns 6 centímetros acima da nuca, sem cabelo. Estou preocupado pois hoje descobri mais dois pequenos pontos enquanto o primeiro aumentou muito e esta enorme. Pesquisando descobri que pode ser alopecia. Dr. se for isso, essa doença tem cura?

Roberto Amaral

23 de junho de 2015 - 08:37

Olá!!Se for alopécia areata tem sim.

Adriano

23 de junho de 2015 - 12:00

Olá, tomei finasterida 1mg uns dois meses e parei. Agora depois de uns três meses que parei estou sentindo falta de desejo por sexo e dificuldade de ereção. Tenho 35 anos. Pode ter sido da finasterida?

Roberto Amaral

23 de junho de 2015 - 13:24

3 meses depois é estranho, pode te acontecido alguma coisa neste intervalo . Não tem como afirmar .

João

30 de junho de 2015 - 20:33

Olá, tomei a finasterida por 1 semana e já foi capaz de resultar em dores nos testículos e queda na libido. Parei pelo fato de ter me informado sobre os efeitos colaterais. Queria saber se vc acha que eu posso voltar ao normal ou se ainda a sindrome pós-finasterida pode tomar espaço ?

Roberto Amaral

13 de julho de 2015 - 10:58

Se com 1 semana já teve colaterais melhor conversar com seu médico para reavaliar o uso

Roberto Silva

14 de julho de 2015 - 20:38

O óleo de coco, já que impede que queda de cabelo pelo mesmo princípio da finasterida, pode provocar os mesmo efeitos nocivos da droga?

Roberto Amaral

20 de julho de 2015 - 10:30

Não é tão potente como a droga alopática tanto para o efeito colateral como para o efeito esperado

marques

18 de julho de 2015 - 19:11

Oi Dr.
Sou mulher e tenho 24 anos.
Fui ao dermatologista porque meu cabelo esta caindo demais e ele me indicou finasterida 5 mg por 3 meses, depois que comprei que fui ler na internet. Estou pensando em engravidar no final do ano que vem. O que o sr me aconselha? Continuo tonando? A queda de cabelo me deixa muito triste.

Roberto Amaral

20 de julho de 2015 - 10:18

Vc não pode engravidar de jeito nenhum usando esta dose, corre se o risco de hermafrodistismo

Luciano Souza

21 de julho de 2015 - 23:35

Olá Dr. Roberto tenho 32 anos e tomo finasterida há 13 anos (assiduamente nos últimos cinco anos) e senti uma leve diminuição da libido porém nao sofro de disfunção erétil. Meus níveis te testosterona estão sempre normas, e nem cabelo estabilizou a queda mas não voltou a crescer quase nada. Estou há dois anos malhando e tenho percebido dificuldade no ganho muscular, apesar de ter conseguido satisfatoriamente perda de gordura. Tenho 1,80 e 85kg e aumentei consideravelmente minha massa magra. Porém percebo grande dificuldade em membris superiores. Será efeito colateral da finasterida?? Devo parar a medicação? Certa vez dermatologista me disse q deveria usar até os 40 anos. Pocede? Agradeço a atenção.

Roberto Amaral

23 de julho de 2015 - 08:27

Talvez pq ela ache que ficar calvo depois dos 40 anos tem menos problema do que antes. Que eu saiba finasterida deve ser usada ad eternum se quer segurar o cabelo mas com certeza quanto maior tempo de uso maior a chance de colaterais. Pode ser que ” bater” numa testosterona/ DHT aos 20 anos seja uma coisa, aos 40, quando ela já está mais baixa seja outra, seria mais ou menos coo bater em bêbado.

Moraes

22 de julho de 2015 - 16:52

Dr. Amaral

Aloção de finasteria em 1% com 5% de minoxidil feito em farmácias de manipulação pode gerar essa síndrome ?

Roberto Amaral

23 de julho de 2015 - 08:21

Por ser tópica pode ser que tenha menos mas só usando para saber

Douglas

23 de julho de 2015 - 00:41

Boa noite,

Tomo a Finasterida á 4 anos e já um bom tempo venho enfrentando problemas relacionados a falta de ereção e perda significativa da libído.
Quero parar, apos ler inúmeros relatos de muitos que enfrentam o mesmo problema que eu, tomei essa decisão.
Mas não sei como fazer, penso que interromper o tratamento bruscamente, pode aumentar os danos que por si só já são irreversíveis. Portanto minha pergunta é , poderia ser “menos pior” interromper o uso desse medicamento de forma gradativa.
No tratamento normal toma-se 1 comprimido todos dias, já num estágio de interrupção, como devo fazer essa diminuição gradativa do tratamento ?

Roberto Amaral

23 de julho de 2015 - 08:21

Seu quadro sugere sugere supressão importante de DHT, suspenda antes de ontem se puder, não existe desamame nesse caso. Se puder faça um perfil hormonal com seu médico com dosagem de testosterona total / livre, estradiol e dht no mínimo

Douglas

23 de julho de 2015 - 12:12

Obrigado Dr. Roberto. Seguirei sua orientação

Tiago

03 de agosto de 2015 - 21:30

Boa noite Dr. Roberto.
Tomo Finasterida 1mg a mais ou menos 2 anos e meio. Nunca tive colaterais, mas lendo os relatos pela net decidi parar. Peguei algumas dicas pela internet, e o dizem que o ideal é fazer um “desmame” com 30 comprimidos sendo: 4 compridos dia sim dia não, 4 comprimidos a cada 3 dias, 4 comprimidos a cada 4 dias, 4 a cada 5 dias, 4 a cada 7 dias, 8 a cada 10 dias e os últimos 2 a acada 15 dias. É realmente melhor fazer dessa maneira ou devo parar de uma vez ?

Roberto Amaral

04 de agosto de 2015 - 10:02

Pare de uma vez , esqueça isso de desmame

Tiago

04 de agosto de 2015 - 12:36

Muito obrigado, tanto pela atenção quanto pela velocidade na resposta . Vou seguir suas recomendações.

Roberto Amaral

05 de agosto de 2015 - 10:15

Obrigado!

Kátia

24 de agosto de 2015 - 10:43

Olá Dr. Roberto!

Uso um anticoncepcional que bloqueou bem os efeitos do DHT. Estou usando há 3 meses e quanto tempo devo usar? Será que ser usar por um ano posso parar depois? Pois não queria usar por muitos anos direito.
Obrigada!

Roberto Amaral

26 de agosto de 2015 - 09:04

Recomendo não usar por muito tampo, pode por seu desejo sexual a prova, fora que vc não pode nem pensar em engravidar. Mas seu médico te orientará melhor quanto a isso.

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