hqdefault
Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) – Tratando a raíz do problema.
10/04/2016
Mostrar todos

FADIGA CRÔNICA E DISFUNÇÃO NO EIXO HIPOTÁLAMO-PITUITÁRIO-ADRENAL

fadiga-cronica

Os estudos neuroendócrinos são parte de uma série de estudos para testar a hipótese de que:

1) pode estar reduzida a atividade do eixo hipotalamico-pituitário-adrenal na fadiga crônica e

2) baixa dose com hidrocortisona pode melhora os sintomas.

1)Foram medidas as repostas de ACTH e cortisol ao CRH humano, teste de estresse por insulina e d-fenfluramina em 37 pacientes sem uso de medicação com síndrome de fadiga crônica, porém sem desordens psiquiátricas e em 28 indivíduos controles saudáveis. Também , foi medido cortisol livre em urina de 24h em ambos grupos. Todos os pacientes (n = 37) tinham alteração no teste pituitário (CRH humano) e alteração no teste hipotalâmico [(ou teste de estresse por insulina (n = 37) ou dfenfluramina (n = 21)]. Concentração de cortisol inicial foi significativamente aumentado no grupo com fadiga crônica somente pelo teste CRH. Concentrações iniciais de ACTH não diferiram entre grupos em qualquer teste. Resposta do ACTH ao CRH humano, teste de estresse com insulina e d-fenfluramina foram similares para os grupos pacientes e controle respostas de cortisol ao teste de estresse com insulina e TH não diferiram entre os grupos, porém houve uma tendência para resposta do cortisol tanto a CRH humano e d-fenfluramina ser menor no grupo de fadiga crônica. Estas diferenças foram significativas, quando respostas de ACHT foram controladas. Cortisol livre urinário foi menor no grupo de fadiga crônica, comparado a indivíduos saudáveis. Estes resultados indicam que resposta do ACTH a alterações pituitárias e hipotalâmicas estão intactas em fadiga crônica e não apoiam prévios achados de resposta central reduzida na função do eixo hipotalamicopituitário-adrenal ou a hipótese de secreção anormal de CRH em fadiga crônica. Estes dados sugerem que o hipocortisolismo encontrado na síndrome de fadiga crônica pode ser secundário a redução no débito da glândula adrenal e é por isso que tal patologia poderia ser chamada de ” Fadiga Adrenal”.

2)Trinta e dois pacientes foram tratados com regime de baixa dose de hidrocortisona em um estudo cruzado duplo-cego, controlado por placebo, com 28 dias em cada tratamento. Eles repetiram o cortisol urinário de 24h, teste de CRH humano, teste de estresse com insulina, após tanta droga ativa como placebo. Observando todos os indivíduos, cortisol urinário de 24h foi maior, após ativo comparado com placebo, porém cortisol as 09:00h e respostas de ACTH e cortisol ao CRH humano e o teste de estresse com insulina não diferiram. Entretanto, um efeito diferencial foi observado nos pacientes que responderam ao tratamento ativo (definido como redução na fadiga para o nível médio da população ou menor). Neste grupo, houve aumento significativo na resposta de cortisol ao CRH humano, o qual reverteu o bloqueio de resposta previamente observado nestes pacientes. O trabalho conclui que a melhora na fadiga observada em alguns pacientes com síndrome de fadiga crônica com uso de hidrocortisona é acompanhado por reversão da resposta bloqueada do cortisol ao CRH humano.

The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism Vol. 86, No. 8 3545-3554

Dr. Roberto no Instagram

Visualize as dicas e informações para uma vida mais saudável direto no Instagram


Acessar

Dr. Roberto no Facebook

Dr. Roberto Franco do Amaral Neto
Dr. Roberto Franco do Amaral Neto
Diretor Técnico do Laboratório de Análises Clínicas Dr. Roberto Franco do Amaral

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agende sua consulta