Atualizado em: 07/02/2017

Os estudos neuroendócrinos são parte de uma série de estudos para testar as hipóteses de que:

1) A atividade do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal pode estar reduzida na fadiga crônica e

2) Baixas doses de hidrocortisona podem melhorar os sintomas.

1)  Foram medidas as repostas de ACTH e cortisol ao CRH humano, teste de estresse por insulina e d-fenfluramina em 37 pacientes sem uso de medicação com síndrome de fadiga crônica, porém sem desordens psiquiátricas e em 28 indivíduos controles saudáveis. Também  foi medido o cortisol livre na urina de 24h em ambos grupos. Todos os pacientes (n = 37) tinham alteração no teste hipofisário (CRH humano) e alteração no teste hipotalâmico [ou teste de estresse por insulina (n = 37) ou d-fenfluramina (n = 21)]. A concentração inicial de cortisol  foi significativamente aumentada no grupo com fadiga crônica somente pelo teste CRH. Concentrações iniciais de ACTH não diferiram entre grupos em qualquer teste. Resposta do ACTH ao CRH humano, teste de estresse com insulina e d-fenfluramina foram similares para os grupos pacientes e controle respostas de cortisol ao teste de estresse com insulina e TH não diferiram entre os grupos, porém houve uma tendência para resposta do cortisol tanto a CRH humano e d-fenfluramina ser menor no grupo de fadiga crônica. Estas diferenças foram significativas, quando respostas de ACHT foram controladas.

Cortisol livre urinário foi menor no grupo de fadiga crônica, comparado a indivíduos saudáveis. Estes resultados indicam que resposta do ACTH a alterações hipofisárias e hipotalâmicas estão intactas na fadiga crônica e não apoiam  achados prévios de resposta central reduzida na função do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal ou a hipótese de secreção anormal de CRH em fadiga crônica. Estes dados sugerem que o hipocortisolismo encontrado na síndrome de fadiga crônica pode ser secundário a redução no débito da glândula adrenal e é por isso que tal patologia poderia ser chamada de “Fadiga Adrenal”.

2)Trinta e dois pacientes foram tratados com regime de baixa dose de hidrocortisona em um estudo cruzado duplo-cego, controlado por placebo, com 28 dias em cada tratamento. Eles repetiram o cortisol urinário de 24h, teste de CRH humano, teste de estresse com insulina, tanto da droga ativa quanto do placebo. Observando todos os indivíduos, o cortisol urinário de 24h foi maior, após tratamento com a droga ativa comparada com placebo, porém cortisol às 09:00h e respostas de ACTH e cortisol ao CRH humano e o teste de estresse com insulina não diferiram. Entretanto, um efeito diferencial foi observado nos pacientes que responderam ao tratamento ativo (definido como redução na fadiga para o nível médio da população ou menor). Neste grupo, houve aumento significativo na resposta do cortisol ao CRH humano, o qual reverteu o bloqueio de resposta previamente observado nestes pacientes. O trabalho conclui que a melhora na fadiga observada em alguns pacientes com síndrome de fadiga crônica com uso de hidrocortisona é acompanhado por reversão da resposta bloqueada do cortisol ao CRH humano.

 

Leia mais  em http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/fadiga-adrenal

Fonte:

Hypothalamo-pituitary-adrenal axis dysfunction in chronic fatigue syndrome, and the effects of low-dose hydrocortisone therapy. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism Vol. 86, No. 8 3545-3554, 2001

http://press.endocrine.org/doi/10.1210/jcem.86.8.7735?url_ver=Z39.88-2003&rfr_id=ori%3Arid%3 Acrossref.org&rfr_dat=cr_pub%3Dpubmed&

The role of hypocortisolism in chronic fatigue syndrome  Sanne L. Nijhof’Correspondence information about the author Sanne L. NijhofEmail the author Sanne L. Nijhof, Juliette M.T.M. RuttenEmail the author Juliette M.T.M. Rutten, Cuno S.P.M. UiterwaalEmail the author Cuno S.P.M. Uiterwaal, Gijs BleijenbergEmail the author Gijs Bleijenberg, Jan L.L. KimpenEmail the author Jan L.L. Kimpen, Elise M. van de Putte

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Dr. Roberto Franco do Amaral Neto
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2 Comentários

  1. Sabrina disse:

    Boa tarde, gostaria de alguma indicação de médico na cidade de São Paulo que eu pudesse consultar para analisar quadro de fadiga adrenal?

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