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Como a terapia de reposição da Testosterona pode Melhorar a Resistência à Insulina, Obesidade e Síndrome metabólica

Atualizado em: 22/03/2017

Obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo II. Relação com a deficiência de testosterona

A epidemia gêmea de obesidade e diabetes é uma grande crise global. Vários estudos epidemiológicos revelam a escalada paralela da obesidade e diabetes. O termo “diabesidade” expressa a relação estreita entre si, em que ambas alterações metabólicas são caracterizadas por distúrbios da ação da insulina. A fisiopatologia ligando obesidade e diabetes é principalmente atribuída a dois fatores: a resistência à insulina e deficiência de insulina. Nos últimos anos, observou-se um número crescente de trabalhos sobre os seguintes distúrbios metabólicos comuns à obesidade e ao diabetes, tais como: perfusão tecidual diminuída, distúrbios do sono, disfunção androgênica e níveis de vitamina D alterados.

A obesidade induz a resistência à insulina, atuando sobre uma diversidade de moléculas que predispõem o indivíduo a um estado inflamatório crônico e a complicações metabólicas. Diabesidade é o novo termo que caracteriza a ocorrência do diabetes em indivíduos obesos, porque já foi estabelecida uma relação direta entre o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) e o desenvolvimento do diabetes. A patogênese deste processo envolve um aumento da resistência à ação da insulina em tecidos periféricos, que pode ser definida como um estado em que concentrações muito mais elevadas de insulina são necessárias para produzir uma resposta biológica normal.

Deficiência de Testosterona e Diabesidade

Vários estudos têm sugerido que a deficiência de testosterona pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade, resistência à insulina e diabetes mellitus tipo II e que a terapia de reposição da testosterona pode melhorar esse quadro.

                                           TRT

Um estudo de revisão conduzido por Cheung e colaboradores  identificou múltiplos mecanismos que corroboram os efeitos dos baixos níveis de testosterona sobre a resistência à insulina, obesidade, disfunção vascular e inflamação, e que a terapia com testosterona transdérmica representa uma alternativa para o tratamento de homens com síndrome metabólica.

Outro estudo conduzido por Haider em 2014 investigou os efeitos em longo prazo da terapia com testosterona em homens com diabesidade. Subsequente à terapia com testosterona, a circunferência da cintura diminuiu em 11,56 cm e o peso em 17,49 kg. A glicemia de jejum e a hemoglobina glicada também diminuíram. Dessa forma, a terapia com testosterona resultou em melhorias significativas e sustentadas no peso e fatores de risco cardiometabólicos em homens com diabesidade e deficiência de testosterona.

Estudo comprova que testosterona transdérmica reduz a resistência à insulina e melhora o perfil lipídico e a função sexual

O objetivo do estudo publicado no International Journal of Endocrinology por Jones e colaboradores, foi avaliar os efeitos da terapia de reposição de testosterona (TRT) na resistência à insulina, fatores de risco cardiovasculares em homens com hipogonadismo, diabetes tipo II e/ou síndrome metabólica. Para isso, 220 homens foram selecionados para participar deste estudo multicêntrico, prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e receber a terapia, durante 12 meses. Abaixo, veja os resultados e a conclusão do estudo:

1-   A TRT reduziu o HOMA-IR (o cálculo do índice HOMA-IR ajuda a determinar o grau de resistência à insulina) em 15,2% após 6 meses e 16,4% após 12 meses na população total;

2- Em pacientes com diabetes tipo II o controle glicêmico foi significativamente melhor no grupo TRT em comparação com o placebo;

3-  Melhorias nos níveis de colesterol total e LDL, lipoproteína A, composição corporal, libido e função sexual foram observadas após a TRT;

4-  Não houve diferenças significativas entre os grupos, na frequência de efeitos adversos, sendo que a maioria deles foi de ligeira a moderada.

Após análise dos resultados, os pesquisadores concluíram que, ao longo de um período de 6 meses, a terapia de reposição de testosterona foi associada com efeitos benéficos na resistência à insulina, colesterol total e LDL-c, além de melhorar a função sexual em homens com hipogonadismo, diabetes tipo II e/ou síndrome metabólica.

REFERÊNCIAS

Obesity and diabetes: An update.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27353549

Obesity and diabetes. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Riob%C3%B3+Serv%C3%A1n+P.+Obesity+and+diabetes.+Nutr+ Hosp.+2013+Sep%3B28+Suppl+5%3A138-43.+doi%3A+10.3305%2Fnh.2013.28.sup5.6929.

Effects of long-term testosterone therapy on patients with “diabesity”: results of observational studies of pooled analyses in obese hypogonadal men with type 2 diabetes.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Effects+of+long-term+testosterone+therapy+on+patients+with +%22diabesity%22%3A+results+of+observational+studies+of+pooled+analyses+in+obese+hypogonadal+men+with+type+2+diabetes.

Testosterone level in men with type 2 diabetes mellitus and related metabolic effects: A review of current evidence.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Cheung+KK%2C+Luk+AO%2C+So+WY%2C+Ma+RC%2C +Kong+AP%2C+Chow+FC%2C+Chan+JC.+Testosterone+level+in+men+with+type+2+diabetes+mellitus+and+related+metabolic+effects%3A+A+review+of+current+evidence.

Testosterone replacement in hypogonadal men with type 2 diabetes and/or metabolic syndrome (the TIMES2 study).

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21386088

Pioglitazone Randomised Italian Study on Metabolic Syndrome (PRISMA): effect of pioglitazone with metformin on HDL-C levels in type 2 diabetic patients. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Pioglitazone+Randomised+Italian+Study+on+Metabolic+ Syndrome+(PRISMA)%3A+effect+of+pioglitazone+with+metformin+on+HDL-C+levels+in+type+2+ diabetic+patients.

The effects of chitosan oligosaccharide (GO2KA1) supplementation on glucose control in subjects with prediabetes. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=The+effects+of+chitosan+oligosaccharide+(GO2KA1)+ supplementation+on+glucose+control+in+subjects+with+prediabetes

Efficacy and safety of chitosan HEP-40 in the management of hypercholesterolemia: a randomized, multicenter, placebo-controlled trial.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Efficacy+and+safety+of+chitosan+HEP-40+in+the +management+of+hypercholesterolemia%3A+a+randomized%2C+multicenter%2C+placebo-controlled+trial.

Chromium picolinate and biotin combination improves glucose metabolism in treated, uncontrolled overweight to obese patients with type 2 diabetes. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Chromium+picolinate+and+biotin+combination+improves +glucose+metabolism+in+treated%2C+uncontrolled+overweight+to+obese+patients+with+type+2+diabetes.

Long-term effects of nutraceuticals (berberina, red yeast rice, policosanol) in elderly hypercholesterolemic patients. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Long-term+effects+of+nutraceuticals+(berberina%2C+ red+yeast+rice%2C+policosanol)+in+elderly+hypercholesterolemic+patients.

 

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2 Comentários

  1. Minerval Rodrigues disse:

    Dr. com qual objetivo os fisiculturista toma ácido alfa lipolico e Picolinato de cromo?

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