Atualizado em: 28/12/2016

A andropausa ou pausa dos hormônios androgênicos, ou ainda diminuição dos níveis de testosterona nos homens, pode ocorrer nas mais diversas idades, muitas vezes não tendo correlação apenas com o envelhecimento. Nas mulheres, os hormônios ovarianos caem abruptamente o que proporciona os famosos fogachos ou ”calores da menopausa”, fazendo com que elas procurem o tratamento hormonal. Em contrapartida, nos homens a queda da testosterona é gradual e crônica, fazendo com que muitos homens não a percebam. Outro problema é o preconceito masculino de admitir que estejam com este tipo de problema.

Estas situações fazem com que a grande maioria dos homens em andropausa não recebam tratamento adequado. A queda da testosterona deveria ser tão preocupante para médicos e pacientes quanto hipertensão e colesterol alto, pois o coração tem milhões de receptores para este hormônio. Clique e veja os efeitos cardiovasculares da testosterona! Nos EUA apenas 7% dos homens com queda de testosterona estão em tratamento. A queda da testostosterona pode começar a ocorrer aos 30 anos de idade. Porém, vemos homens mais novos com níveis baixos deste hormônio, principalmente quando associado à obesidade, estresse, contaminação ambiental por xenostrógenos e uso prévio de anabolizantes.

Um pouco de fisiologia

A hipófise, uma glândula cerebral, libera dois hormônios que se chamam LH e FSH. Ambos, a partir da puberdade, vão até os testículos e estimulam a liberação de testosterona e espermatozóides. O ápice da testosterona ocorre em geral aos 25 – 30 anos, idade em que seus níveis podem começar declinar.

TESTO

Veja a principal matéria-prima para a formação de testosterona e dos outros hormônios esteróides: o colesterol. Assim, níveis de colesterol total abaixo de 140mg/de comprometem toda a sua produção de hormônios esteróides.

Causa de  deficiência de testosterona

  • Queda natural que ocorre ao longo da vida em função da menor sensibilidade dos testículos aos pulsos LH e FSH
  • Falha testicular primária
  • Uso de anabolizantes
  • Contaminação por xenoestrógenos ambientais ex. bis fenol em embalagens plásticas
  • Estresse
  • Medicamentos como estatinas que interferem na produção de colesterol e diminuir sua produção.
  • Finasterida pode bloquear o principal metabólito da testosterona, a dihidrotestosterona (DHT) que vital na saúde masculina também
  • Obesidade

A importante enzima aromatase – a conversão de TESTOSTERONA em ESTROGÊNIO

As células de gordura produzem uma enzima chamada aromatase. Esta enzima transforma testosterona em estradiol e estrona (hormônios primariamente femininos). O envelhecimento e a obesidade, potencializam a ação da aromatase diminuindo os níveis de testosterona e aumentando os níveis de estradiol e estrona O estradiol e a estrona em altos níveis causam impotência, baixa libido, irritabilidade, cansaço, aumento de mamas (ginecomastia) e até câncer de próstata. A boa notícia é que é totalmente possível bloquear a aromatase, bloqueando a conversão de testosterona em estradiol e estrona. A má notícia é que a maioria dos homens que fazem reposição de testosterona não tem seus níveis de estradiol dosados. Níveis altos de estradiol são tão ruins quantos níveis baixos de testosterona. O estradiol bloqueia a testosterona, caso ele esteja alto. Os receptores são muito parecidos. Os usuários de elevadas doses de testosterona que buscam aumento expressivo da massa muscular já sabem disso há muito tempo e fazem uso de medicações que bloqueiam completamente a aromatase para evitar o aumento das mamas (ginecomastia) que levam a níveis indetectáveis o estradiol. Porém, um nível de estradiol saudável e fisiológico também é importante na saúde masculina. Este hormônio sensibiliza os receptores da testosterona no cérebro e são responsáveis pela formação de massa óssea. Homens que não produzem aromatase e consequentemente apresentam estradiol baixo, apresentam osteopenia/ osteoporose de forma precoce. Além  disso o estradiol no homem  tem sido ligado a proteção contra Alzheimer e tambem por manutenção da libido

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Sinais e sintomas típicos encontrados em idosos com queda testosterona e aumento de estradiol

  • Ombros encurvados e atrofiados
  • Perda de massa muscular
  • Dificuldade para caminhar e fazer as atividades diárias
  • Irritado e lábil emocionalmente
  • Déficit cognitivo: piora da memória e do raciocínio
  • Voz fina
  • Gordura abdominal aumentada
  • Auto-estima baixa
  • Impotência

O câncer de próstata e a testosterona

Uma nova preocupação é a associação de baixos níveis de testosterona com câncer da próstata. Aproximadamente 15% dos homens com hipogonadismo possuem PSA de 4,0 ng / ml ou menos com o câncer detectável em biópsia. O risco de câncer aumentou quanto mais baixo foi o valor. Baixos níveis de testosterona também têm sido associados com câncer de próstata de grau elevado ao diagnóstico e pior prognóstico

Clique aqui para ler o artigo publicado num importante jornal de endocrinologia e comprove:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16875775?dopt=Abstract

QUADRO CLÍNICO:

  • Baixos níveis de energia
  • Apatia
  • Irritabilidade
  • Diminuição do tônus muscular
  • Aumento de peso
  • Aumento de mamas
  • Homens que duvidam de tudo e sem perspectivas
  • Baixo desejo sexual
  • Impotência
  • Falta de pelos
  • Piora da ejaculação
  • Medo

Questionário ADAM po:ara diagnóstico

1) Tem observado diminuição do libido?
2) Tem observado falta de energia?
3) Percebe redução da força muscular?
4) Diminuiu a sua “alegria de viver”?
5) Perdeu altura?
6) Fica triste ou rabugento com frequência?
7) Percebe que as ereções são menos vigorosas?
8) Tem diminuído as atividades esportivas?
9) Sente sonolência após o jantar?
10) Tem percebido uma piora no desempenho profissional?

Se você respondeu sim para as respostas 1 ou 7, ou para 3 ou mais outras perguntas, deve procurar a orientação de um médico.

Segundo o Dr o diagnóstico da deficiência androgênica requer apenas um ouvido afinado com os sintomas característicos e um exame de sangue fornecendo evidências de redução dos níveis de testosterona total ou livre.

Quadro laboratorial da andropausa:

  • Queda da testosterona total
  • Aumento da Globulina Transportadora de Hormônios Sexuais ou SHBG. Esta globulina em níveis elevados diminui a testosterona livre e a testosterona biodisponível
  • Aumento de FSH e LH

Como é o tratamento?

  • Praticas de exercícios físicos de alta intensidade
  • Alimentação balanceada sem industrializados
  • Eliminação de xenoestrógenos
  • Diminuição ou eliminação de álcool
  • Controle do estrese com práticas de relaxamento
  • Reposição hormonal com testosterona se necessário depois de avaliação clínica, exames laboratoriais e cardiológicos
  • Exclusão de contra indicações

Referências

1. Terapia de testosterona em homens adultos com deficiência de androgênios: diretrizes para a prática clínica da The Endocrine Society.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20525905

Resumo

O objetivo foi atualizar as diretrizes para a avaliação e tratamento de síndromes de deficiência de andrógenos em homens adultos previamente publicados em 2006. A Força-Tarefa foi composta de um presidente, selecionado pela subcomissão de diretrizes clínicas da The Endocrine Society, cinco peritos adicionais, um metodologista e um escritor médico. A Força-Tarefa não recebeu financiamento corporativo ou remuneração. Recomendamos fazer um diagnóstico da deficiência androgênica só em homens com sintomas e sinais consistentes e de forma inequívoca os baixos níveis séricos de testosterona. Sugerimos a medida pela manhã do nível total de testosterona por um ensaio confiável quanto o teste de diagnóstico inicial. Recomendamos a confirmação do diagnóstico, repetindo a medição matinal da testosterona total e, em alguns homens, em quem de testosterona total está perto do limite inferior do normal ou em quem SHBG anormalidade é suspeito através da medição do nível de testosterona livre ou biodisponível, usando ensaios validados. Recomendamos terapia de testosterona para homens com deficiência androgênica sintomática para induzir e manter as características sexuais secundárias e melhorar sua função sexual, sensação de bem-estar, força e massa muscular e densidade mineral óssea. Recomendamos contra o início da terapia de testosterona em pacientes com câncer de mama ou de próstata, um nódulo palpável ou endurecimento da próstata ou antígeno prostático específico maior que 4 ng/mL ou maior que 3 ng/mL em homens com alto risco para câncer de próstata, como Afro-americanos ou homens com parentes de primeiro grau com câncer de próstata, sem uma avaliação mais aprofundada urológica, hematócrito superior a 50%, apnéia obstrutiva do sono grave não tratada, os sintomas graves do trato urinário inferior, com International Prostate Symptom Score acima de 19, ou insuficiência cardíaca não controlada ou mal controlada. Quando a terapia de testosterona é instituída, sugerimos visar a atingir os níveis de testosterona durante o tratamento no intervalo de meio-normal com qualquer das formulações aprovadas, escolhidos com base na preferência do paciente, a consideração de farmacocinética, a carga de tratamento e o custo. Homens que recebem a terapia de testosterona devem ser monitorados através de um plano padronizado.

2. Riscos da terapia de reposição de testosterona e recomendações para o monitoramento.

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra022251

Resumo

Embora alguns relatos sugiram que a terapia de reposição de testosterona pode fornecer benefícios para homens idosos, considerável controvérsia permanece sobre indicação do seu uso. Nem os estudos em grande escala, nem a longo prazo foram iniciados, em parte por causa da preocupação teórica sobre os riscos associados com a terapia de testosterona, especialmente a possível estimulação do câncer de próstata. Este artigo discute o que é conhecido (e não é conhecido) sobre os riscos da terapia de reposição da testosterona e fornece recomendações para monitorar os homens que estão recebendo testosterona.

3. O uso combinado de androgênio e sildenafil em pacientes com hipogonadismo que não respondem ao sildenafil sozinho.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Int+J+impot+Res+18+%3A+400+-404

Resumo

Investigação do efeito terapêutico de androgênios em pacientes com hipogonadismo que não respondem ao sildenafil sozinho. No total, 32 pacientes com hipogonadismo e disfunção erétil (DE), inicialmente apresentando uma resposta inadequada ao sildenafil (100 mg). O undecanoato de testosterona oral (Restandol, 80 mg, 2 ou 3 vezes ao dia) só foi fornecido por 2 meses, e se o paciente não pudesse conseguir uma ereção satisfatória, o uso combinado de testosterona e sildenafil seria continuado posteriormente. Testosterona total (TT), testosterona livre (FT), e os parâmetros do Índice Internacional de Função Erétil (IIEF), International Prostate Symptom Score (IPSS) e taxa de fluxo urinário (UFR) foram avaliadas. Onze pacientes (34,3%) atingiram a função erétil satisfatória após apenas reposição de testosterona. Outros 12 (37,5%) pacientes apresentaram uma relação satisfatória após a terapia combinada. No entanto, não houve diferenças estatísticas demonstrados entre IPSS e UFR. Em conclusão, um terço dos pacientes com hipogonadismo e DE que não responderam ao sildenafil, respondeu à testosterona sozinha, outro terço respondeu ao sildenafil novamente após a normalização da testosterona. Assim, em pacientes com hipogonadismo com DE, a suplementação androgênica é a terapia de primeira linha. Se os pacientes não respondem ao andrógeno sozinho ou sildenafil sozinho, uso combinado pode melhorar a função erétil e aumentar o efeito terapêutico dos inibidores da PDE-5.

4. Acúmulo de adipócitos em corpo cavernoso do pênis de coelho orquiectomizado: um mecanismo potencial de disfunção veno-oclusiva em deficiência androgênica.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=J+Androl+26+%3A+242+-248

Resumo

Os androgênios são considerados críticos para o desenvolvimento, crescimento e manutenção do tecido peniano, assim como para a função erétil. Os androgênios também são referidos como inibidores da diferenciação de células progenitoras do estroma em adipócitos e promover a diferenciação no músculo liso. O objetivo deste estudo foi investigar se os resultados da privação do andrógeno na acumulação de adipócitos no corpo cavernoso. Coelhos adultos, machos, brancos, da Nova Zelândia foram submetidos a cirurgia sham (controle) ou orquiectomia. Duas semanas após a cirurgia, a função erétil foi avaliada por monitoramento de alterações na pressão sanguínea intracavernosa (PIC) em resposta à estimulação do nervo pélvico. Todas as medidas de PIC foram normalizadas para a pressão arterial sistêmica média. Em estudos paralelos, as seções transversais do pênis do controle e coelhos orquiectomizados foram fixadas e coradas com tricromo de Masson ou hematoxilina e eosina para avaliar o músculo liso e teor em tecido conjuntivo. Alternativamente, cortes de tecidos foram corados com azul de toluidina para avaliar o acúmulo de células que contêm gordura. Orquiectomia resultou em perda da função erétil peniana e atrofia, associada à redução do músculo liso trabecular e aumento do teor de tecido conjuntivo. Mais notavelmente, o tecido a partir de animais expostos orquiectomizados acumulação de células que contêm gordura (adipócitos) na região subtunical do corpo cavernoso. Nossa hipótese é que a privação de andrógeno promove a diferenciação das células progenitoras do estroma em células contendo gorduras produzindo linhagem adipogênicas, alterando, assim, a função erétil.

5. A resposta sexual subjetiva à terapia de reposição de testosterona com base iniciais dos níveis séricos de testosterona total.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17087806

Resumo

A terapia de reposição de testosterona (TRT) tem demonstrado ser benéfica para homens com hipogonadismo. No entanto, desconhece-se o quão bem os homens hipogonadais respondem aos TRT com base na gravidade da deficiência de testosterona. Para determinar as taxas de resposta sexuais subjetivas para TRT com base nos valores iniciais de testosterona, com especial interesse nos homens com níveis de testosterona total (TT) “abaixo do normal”. Respostas subjetivas para TRT nos domínios da disfunção erétil, libido, orgasmo e ereções matinais. Um estudo retrospectivo foi realizado de 211 homens com sintomas de hipogonadismo sexual que se submeteram à TRT. Todos os homens tinham tanto baixos valores de TT (<300 ng/dL) ou testosterona livre (TL) (<1,5 ng/dL). A melhoria na função erétil foi determinada antes da adição de qualquer outro tratamento (por exemplo, inibidores da fosfodiesterase do tipo 5). O tempo médio de acompanhamento foi de 9 meses (variação de 3-36 meses). A média de idade foi de 55,2 anos. Gel de testosterona foi utilizado em cerca de dois terços de cada grupo. Melhoria da libido foi relatada em 61,5%, 96,6%, e 29,8% para os grupos 1, 2, e 3, respectivamente (P <0,001). Melhoria na função erétil foi observada em 46,2%, 45,3%, e 73,6% para os grupos 1, 2, e 3, respectivamente (P<0,001). Na hora do último acompanhamento, a percentagem de homens que mantiveram o TRT foi de 73,1%, 57,8% e 58,7% para os Grupos 1, 2 e 3, respectivamente (P = não significativo). Estes dados preliminares sugerem que os homens com sintomas de hipogonadismo sexuais respondem bem ao TRT em uma ampla gama de valores de TT iniciais, incluindo homens com baixos níveis do normal TT. Estes homens podem ter níveis baixos de testosterona biodisponível, que não estão refletidos nos valores de TT.

6. A avaliação crítica de métodos simples para a estimativa de testosterona livre no soro.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=J+Clin+Endocrinol+Metab+84+%3A+3666+-3672

Resumo

Os níveis hormonais plasmáticos livres e ligados inespecificamente, geralmente refletem a situação clínica com mais precisão do que os níveis totais de hormônio plasmático. Por isso, é importante ter índices de confiança destas frações. A concentração de testosterona livre aparente (T) obtida por diálise de equilíbrio (AFTC), bem como a fração de soro T não precipitado por concentração de sulfato de amônio de 50% (SHBG não-T; SHBG, globulina de ligação ao hormônio sexual), muitas vezes referida como biodisponível T, parecem representar índices confiáveis de T biologicamente disponível, mas não são adequados para a rotina clínica, sendo muito demorado. Vários outros parâmetros têm sido utilizados sem a validação completa, no entanto: imunoensaio direto de T livre com uma T análoga rotulada (aFT), o cálculo de T livre (FT) do total T e as concentrações de SHBG apresentaram imunoexpressão (iSHBG) e o índice de androgênio livre (FAI = a relação 100T/iSHBG). Em vista das discrepâncias substanciais na literatura a respeito dos níveis de T livre ou biodisponível, comparamos AFTC, FT, à ré, FAI, e os níveis de SHBG não-T em um grande número de soros com capacidades que variam de SHBG baixo, como em mulheres com hirsutismo, a extremamente altos como no hipertireoidismo. Todos esses índices de T biodisponível significativamente correlacionada com a concentração AFTC; Valores AFTC e FT foram quase idênticos em todas as condições estudadas, exceto durante a gravidez. Os valores para trás, no entanto, foram apenas uma fração de qualquer AFTC ou FT, a fração variando em função dos níveis de SHBG. Além disso, a proporção FAI/AFTC variou como uma função dos níveis de SHBG e, portanto, nem AFT nem FAI são índices de confiança dovalor T de biodisponível. O FT, obtido por cálculo a partir de T e SHBG como determinado por imunoensaio, parece ser um índice T rápida, simples e confiável de T biodisponível, comparável a AFTC e adequada para a rotina clínica, exceto na gravidez. Durante a gravidez, o estradiol ocupa uma parte substancial dos sítios de ligação da SHBG, de modo que a SHBG, como determinado por imunoensaio sobrestima a capacidade de ligação atual, em que os resultados séricos na gravidez em valores calculados FT que são mais baixos do que AFTC. O limite de T inespecífica, calculado a partir de FT, com correlação altamente significativa era quase idêntico aos valores de não-SHBG-T obtidos por precipitação com sulfato de amônio, atestando o valor clínico da FT calculada a partir da iSHBG.

7. Declaração de Posição: utilidade, limitações e armadilhas na medição de testosterona: Uma declaração de posição da The Endocrine Society .

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=J+Clin+Endocrin+Metab+92+%3A+405+-413

Resumo

O objetivo do estudo foi avaliar o estado atual de testes clínicos para testosterona total e livre. Os cinco participantes foram designados pelo Conselho da Sociedade de Endocrinologia e responsáveis por atingir o objetivo, utilizando dados publicados e opinião de especialistas. Os dados foram recolhidos a partir de fontes publicadas via bases de dados online (principalmente PubMed, Ovid MEDLINE, Google Acadêmico), o Colégio Americano de Patologistas, e as experiências clínicas e laboratoriais dos participantes. A declaração foi um esforço do comitê e foi revisado por cada membro em detalhe. O Conselho da Sociedade de Endocrinologia analisou o projeto de final e fez recomendações específicas. Ensaios laboratoriais de proficiência devem ser baseados na capacidade de medir com precisão e exatidão amostras contendo concentrações conhecidas de testosterona, não apenas de acordo com outras pessoas usando o mesmo método. Quando essa padronização estiver em vigor, deverão ser estabelecidos valores normativos para testosterona total e livre para ambos os sexos e para as crianças, tendo em conta as muitas variáveis que influenciam a concentração sérica de testosterona.

8. Perda da ritmicidade circadiana dos níveis de testosterona no sangue com o envelhecimento em homens normais.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=J+Clin+Endocrinol+Metab+56+%3A+1278+-1281

Resumo

Estudos anteriores sobre a relação dos níveis séricos de testosterona com o envelhecimento em homens normais produziram resultados aparentemente inconsistentes. Estudos realizando coleta de sangue na parte da manhã, muitas vezes mostraram uma diminuição relacionada à idade nos níveis de testosterona, enquanto que aqueles que utilizam amostras de tarde não conseguiram demonstrar tal diminuição. Estes resultados sugeriram-nos a possibilidade de que o ritmo circadiano nos níveis séricos de testosterona pode ser alterado com o envelhecimento normal nos homens. Aa amostras de sangue foram colhidas de hora em hora de um homem jovem (idade, 17 anos) e 12 homens mais velhos (idade média, 52,2 anos) saudáveis. Os níveis totais de testosterona foram medidos por RIA. O ritmo circadiano nos níveis séricos de testosterona encontrados em homens jovens normais foi marcadamente atenuado ou ausente em homens idosos saudáveis; o aumento matinal nos níveis de testosterona característicos de homens jovens não estava presente nos mais velhos. O valor médio dos níveis de testosterona durante todo o dia de 24 horas foram mais baixos em homens de idade do que em homens jovens. Estes resultados demonstram uma clara diminuição dos níveis séricos de testosterona em homens saudáveis mais velhos em comparação com aqueles em homens jovens e fornecem uma explicação para a incapacidade de demonstrar um declínio relacionado à idade nos níveis de testosterona em estudos anteriores utilizando amostras de soro obtidas durante a tarde.

9. Testosterona e câncer de próstata: uma perspectiva histórica sobre um mito moderno.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Eur+Urol+50+%3A+935+-939

Resumo

Para rever as origens históricas e atuais evidências para a crença de que a testosterona (T) faz com que o câncer de próstata (pCA) cresça. Revisão da literatura histórica sobre administração T e pCA, bem como estudos mais recentes que investigam a relação entre T e APC. Em 1941, Huggins e Hodges informaram que as reduções acentuadas na T por castração ou tratamento de estrogênio causaram redução no pCA metastático, e administração de T exógena causou crescimento do pCA. Notavelmente, esta última conclusão foi baseada nos resultados de um único paciente. Vários relatórios posteriores não revelaram progressão pCA com administração T, e alguns homens ainda experimentou melhora subjetiva, como a resolução da dor óssea. Dados mais recentes não mostraram nenhum aumento aparente nas taxas pCA em ensaios clínicos de suplementação de T em homens ou homens normais em maior risco de pCA, nenhuma relação de risco pCA com os níveis séricos de T em vários estudos longitudinais, e nenhum risco reduzido dos pCA nos homens com baixo T. O paradoxo aparente em que a castração provoca regressão do pCA e maior T não causa crescimento do pCA é resolvido por um modelo de saturação, em que a estimulação máxima de pCA é alcançada em níveis relativamente baixos de T. Esta perspectiva histórica revela que não existe agora, nem nunca houve, uma base científica para a crença de que T provoca crescimento do pCA. O descarte deste mito moderno permitirá a exploração de hipóteses alternativas sobre a relação de T e pCA que pode ser clinicamente e cientificamente gratificante.

10. Efeito da terapia de reposição de testosterona no tecido da próstata em homens com hipogonadismo de início tardio: um ensaio clínico randomizado.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=JAMA+296+%3A+2351+-2361

Resumo

A segurança da próstata é uma preocupação primordial quando homens idosos recebem terapia de reposição de testosterona (TRT), mas há pouca informação disponível sobre os efeitos da TRT no tecido da próstata nos homens. Para determinar os efeitos do TRT no tecido da próstata de homens idosos com baixos níveis séricos de testosterona. Um ensaio controlado por placebo, randomizado, duplo-cego, de 44 homens, com idades entre 44 e 78 anos, com níveis séricos de testosterona inferior a 300 ng/dL (<10,4 nmol/L) e sintomas relacionados, realizados em uma pesquisa de base comunitária EUA centro, entre Fevereiro de 2003 e Novembro de 2004. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber 150 mg de enantato de testosterona ou correspondência placebo por via intramuscular a cada 2 semanas, durante 6 meses. O desfecho primário foi a mudança de seis meses na próstata níveis de andrógenos tecido (testosterona e diidrotestosterona). Desfechos secundários incluíram mudanças de 6 meses em aspectos clínicos relacionados com a próstata, histologia, biomarcadores e expressão gênica das células epiteliais. Dos 44 homens randomizados, 40 tiveram biópsias de próstata realizados tanto no início e aos 6 meses e se classificou para análise por protocolo (TRT, n = 21; placebo, n = 19). A terapia de reposição de testosterona aumentou os níveis séricos de testosterona para a gama média-normal (mediana no início do estudo, 282 ng/dL [9,8 nmol/L] e mediana de 6 meses, 640 ng/dL [22,2 nmol/L]), sem qualquer alteração significativa no níveis séricos de testosterona em correspondência, homens tratados com placebo. No entanto, os níveis nos tecidos da próstata medianos de testosterona (0,91 ng/g) e di-hidrotestosterona (6,79 ng/g) não se alterou de forma significativa no grupo TRT. Nenhuma alteração relacionada com o tratamento foi observada em histologia próstata, biomarcadores de tecido (receptor de andrógeno, Ki-67, CD34), a expressão gênica (incluindo AR, PSA, PAP2A, VEGF, NXK3, CLU [Clusterin]), ou a incidência de câncer ou gravidade. Alterações relacionadas com o tratamento do volume da próstata, o antígeno soro específico da próstata, sintomas urinários e fluxo urinário foram menores. Estes dados preliminares sugerem que o envelhecimento em homens com hipogonadismo de início tardio, seis meses de TRT normaliza os níveis séricos de andrógenos, mas parece ter pouco efeito sobre a próstata níveis de andrógenos tecidos e funções celulares. Estabelecimento de segurança de próstata para grandes populações de homens mais velhos submetidos a maior duração do TRT requer um estudo mais aprofundado.

Outros Estudos:

1- Combinação de testosterona com hormônio crescimento melhora desempenho físico em homens mais velhos

http://edrv.endojournals.org/content/33/3/314.abstract

Resumo

Melhorar a função física e mobilidade em uma população idosa em expansão contínua surge como uma alta prioridade da medicina hoje. Massa muscular, força / potência e capacidade máxima de exercício são os principais determinantes da função física, e tudo o declínio com o envelhecimento. Isto contribui para a incidência de fragilidade e deficiência observada nos homens mais velhos. Além disso, facilita a acumulação de gordura e desenvolvimento de resistência à insulina do corpo. Adaptação do músculo ao exercício é fortemente influenciado por hormônios endócrinos anabolizantes e autócrina fatores de crescimento locais sensíveis à carga/parácrinos. GH, IGF-I e testosterona (T) estão diretamente envolvidos na adaptação do músculo ao exercício porque promovem a síntese de proteína muscular, enquanto que T e localmente expressa IGF-I têm sido relatados para ativar as células-tronco musculares. Embora os programas de exercício melhorem a função física a longo prazo, a maioria dos homens mais velhos não conseguem cumprir. O eixo GH / IGF-I e os níveis de T declinar acentuadamente com o envelhecimento, enquanto o acúmulo de evidências suporta seu papel indispensável na manutenção da integridade da função física. Vários estudos têm relatado que a administração de T melhora a massa corporal magra e força voluntária máxima em homens saudáveis mais velhas. Por outro lado, a maior parte dos estudos tem mostrado que a administração de GH sozinha não conseguiu melhorar a resistência muscular, apesar de melhoria das alterações somáticas prejudiciais de envelhecimento. Ambos GH e T são agentes anabólicos que promovem a síntese de proteína muscular e hipertrofia, mas trabalham por meio de mecanismos diferentes, e a administração combinada de GH e T, embora de poucos estudos, resultou em maior eficácia do que sozinho ou hormonal. Embora seja claro que esta abordagem combinada é eficaz, esta revisão conclui que são necessários mais estudos para avaliar a eficácia a longo prazo e segurança da terapia de reposição hormonal combinada em homens mais velhos antes da racionalidade médica da prescrição de terapia de reposição hormonal para combater a sarcopenia de envelhecimento pode ser estabelecida.

2 – Níveis altos de testosterona estão associados a uma melhor qualidade de vida no homem idoso proporcionando maior massa magra e óssea.

http://jcem.endojournals.org/content/96/12/3855.abstract?sid=5854c16d-8f99-46b9-aaa0-3c65ab043c04

Resumo

Há pouca informação sobre mudanças longitudinais na composição corporal e função física em relação aos níveis de hormônios sexuais em homens mais velhos. O objetivo do estudo foi determinar associações entre a testosterona, estradiol e SHBG com mudanças na composição corporal e função física. Foi realizado um estudo prospectivo de coorte dentro um estudo sobre as fraturas osteoporóticas em homens (OPR) em seis centros clínicos nos EUA. Um total de 5.994 homens com 65 anos ou mais anos de inscritos nas OPR. Foram examinados 1.183 homens com medidas completas de hormônios esteroides sexuais, composição corporal, e algumas medidas de função física. Os esteróides sexuais foram medidos por espectrometria de massa no soro coletado no início do estudo. Medições da composição corporal usando absorciometria de raio x de dupla energia e desempenho físico (força de preensão, força de pernas, habilidade de sentar e levantar de uma cadeira sem apoio, teste de caminhada de 6 minutos em caminho estreito.) foram realizadas no início e repetidas 4,5 anos mais tarde. No geral, os homens perderam 1,3 kg (± 4,4 DP) de peso entre as visitas do estudo. A massa magra, especialmente a apendicular, caiu menos em níveis basais mais altos de testosterona (P <0,05). Estas associações foram mais evidentes nos 40% dos homens que perderam mais de 2,0 kg durante o acompanhamento. Nos homens que perderam peso, o aumento de testosterona foi associado com menor declínio na habilidade de sentar e levantar de uma cadeira sem apoio. O estradiol não foi relacionado com a composição corporal ou mudanças de função física. SHBG maior foi associado com menor perda de massa magra apendicular e força de aderência. Maiores níveis de testosterona endógena estão associados com perda reduzida de massa magra e menor função de extremidade em homens mais velhos que perdem peso. Testosterona endógena de pode contribuir para o envelhecimento saudável.

3 – Reposição de testosterona diminui mortalidade em homens

http://jcem.endojournals.org/content/97/6/2050.abstract?sid=c094a5f2-80bb-478c-8381-3f0bc0912a1e

Resumo

Baixos níveis de testosterona em homens têm sido associados com o aumento da mortalidade. No entanto, a influência do tratamento com testosterona a mortalidade nos homens com baixos níveis de testosterona não é conhecido. O objetivo do estudo foi examinar a associação entre o tratamento com testosterona e mortalidade em homens com baixos níveis de testosterona. Este foi um estudo observacional de mortalidade em tratados com testosterona em comparação com os homens não tratados, avaliados com variáveis no tempo, ajustados modelos de riscos proporcionais de Cox de regressão. A modificação de efeito por idade, diabetes e doença cardíaca coronária foi testada a priori. O estudo foi realizado com uma base de dados clínica que incluiu sete centros médicos. Os pacientes incluídos em uma coorte de 1.031 veteranos masculinos, com idade acima de 40 anos, com baixa testosterona total [≤ 250 ng / dl (8,7 nmol / litro)] e sem histórico de câncer de próstata, avaliados entre janeiro de 2001 e dezembro de 2002 e seguiu-se através no final de 2005. A mortalidade total em comparação com os homens não tratados/tratados com testosterona foi medida. O tratamento com testosterona foi iniciado em 398 homens (39%) durante o atendimento clínico de rotina. A mortalidade em homens tratados com testosterona foi de 10,3% em comparação com 20,7% em homens não tratados (P <0,0001), com uma taxa de mortalidade de 3,4 óbitos por 100 pessoas-ano para os homens tratados com testosterona e 5,7 óbitos por 100 pessoas-ano nos homens não tratados com testosterona. Após o ajuste multivariável incluindo idade, índice de massa corporal, nível de testosterona, a morbidade médica, diabetes e doença cardíaca coronária, o tratamento com testosterona foi associada com diminuição do risco de morte (razão de risco 0,61; 95% intervalo de confiança 0,42-0,88, P = 0,008). Nenhuma modificação significativa efeito foi encontrado por idade, diabetes ou doença cardíaca coronária. Em uma coorte observacional de homens com baixos níveis de testosterona, o tratamento com testosterona foi associada com a diminuição da mortalidade em comparação com nenhum tratamento de testosterona. Estes resultados devem ser interpretados com cautela, pois confusão residual ainda pode ser uma fonte de viés. Grandes ensaios clínicos randomizados são necessários para melhor caracterizar os efeitos na saúde de tratamento com testosterona em homens mais velhos com baixos níveis de testosterona.

4 – Baixo nível de testosterona livre prediz morte por doença cardiovascular

http://jcem.endojournals.org/content/97/1/179.abstract?sid=c094a5f2-80bb-478c-8381-3f0bc0912a1e

Resumo

Baixo nível de testosterona está associado à mortalidade por todas as causas, mas a relação com a mortalidade por causa específica é incerta. Nosso objetivo foi explorar as associações entre a testosterona e seus hormônios associados e a mortalidade por causa específica. Este foi um estudo de coorte de base populacional. Preditores demográficos e clínicos de mortalidade, e testosterona, SHBG e LH foram medidos a partir 2001-2004 em 3.637 homens residentes na comunidade com idades entre 70-88 anos (média de 77 anos). A causa da morte foi obtida através de registro eletrônico de ligação até 31 de dezembro de 2008. Durante um período médio de acompanhamento de 5,1 anos, houve 605 mortes. Destes, 207 foram devido a doença cardiovascular (DCV), 231 para o câncer, 130 de doenças respiratórias e 76 a outras causas. Houve 39 mortes atribuíveis ao câncer e doenças respiratórias. Baixa testosterona livre (taxa de risco = 1,62, IC 95% = 1,20-2,19, por 100 contra 280 pmol /L) e maior SHBG e os níveis de LH foram associados com a mortalidade por todas as causas. Em análises específicas da causa, a testosterona livre menor (taxa de sub-risco = 1,71, IC 95% = 1,12-2,62, por 100 contra 280 pmol / litro) e maior LH previu mortalidade por DCV, enquanto maior mortalidade prevista SHBG não-CVD. Testosterona total maior e níveis de testosterona livre (razão sub-risco = 1.96, 95% CI = 1,14-3,36, por 400 contra 280 pmol / litro) foram associados com a mortalidade por câncer de pulmão. Baixos níveis de testosterona prevêm a mortalidade por doenças cardiovasculares, mas não estão associados com a morte por outras causas. A prevenção da deficiência androgênica pode melhorar os resultados cardiovasculares, mas é improvável que afetam a longevidade.

5 – Níveis altos de testosterona reduz em 5 anos a incidência de eventos cardiovasculares.

http://content.onlinejacc.org/article.aspx?articleid=1146860

Resumo

Nós testamos a hipótese de que o nível sérico de testosterona total e globulina de ligação do hormônio sexual (SHBG) prevêm (CV) eventos cardiovasculares em homens idosos que vivem na comunidade. Baixo nível basal de testosterona está associado com o aumento da adiposidade, um perfil de risco metabólico adverso, e aterosclerose. No entanto, poucos estudos prospectivos têm demonstrado uma ligação de proteção entre testosterona e eventos endógenos cardiovasculares (CV). Polimorfismos no gene SHBG estão associados com o risco de diabetes tipo 2, mas poucos estudos têm abordado SHBG como preditor de eventos cardiovasculares. Foram utilizados cromatografia gasosa/espectrometria de massa para analisar os níveis basais de testosterona nos potenciais OPR de base populacional (fraturas osteoporóticas em homens) em estudo sueco (2.416 homens, Idade 69 a 81 anos). SHBG foi medida por imunoensaio. Resultados clínicos CV foram obtidos dos registros suecos centrais. Durante um período médio de 5 anos de acompanhamento, 485 eventos cardiovasculares ocorreram. Tanto a testosterona total e níveis de SHBG foram inversamente associados com o risco de eventos cardiovasculares. Homens no quartil mais elevado de testosterona (≥ 550 ng/dL) tiveram um menor risco de eventos cardiovasculares em comparação com os homens nos três quartis inferiores. Esta associação permaneceu após o ajuste para fatores de risco CV tradicionais e não foi mudado substancialmente em análises excluindo os homens com doença cardiovascular conhecida no início do estudo. Em modelos que incluíam tanto de testosterona e SHBG, a testosterona, mas não SHBG previu risco cardiovascular. Alta testosterona previu uma redução do risco em 5 anos de eventos cardiovasculares em homens idosos.

6 – Reposição de testosterona pode ajudar homens com obesidade a emagrecer: ” A normalização da testosterona em homens com obesidade mórbida, combinada à dieta e a exercícios, com SM e baixos níveis de testosterona, pode livrá-los da SM, melhorando o humor e o vigor para seguir uma dieta e exercícios”

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0004-27302009000800021&lng= en&nrm=iso&tlng=pt

Resumo

A síndrome metabólica (SM) está associada a baixos níveis séricos de testosterona. Inversamente, baixos níveis de testosterona induzem a SM. Esses mecanismos operacionais se reforçam mutuamente e levam a um círculo vicioso. Este é o relato de um homem de 42 anos, obesidade mórbida com SM e testosterona sérica de 5,0 nmol/L (N: 12,0-33,5), resistente ao tratamento com dieta e exercícios. Ele foi tratado com undecanoato de testosterona por 16 meses. Variáveis antropológicas e laboratoriais foram medidas antes e durante a administração de testosterona. Também foram avaliados a Escala de Envelhecimento Masculino (AMS), o Índice Internacional de Função Erétil (IIEF) e a Escala de Beck para Depressão. Após 16 meses, houve uma perda de peso de 50 kg e diminuição de 36,5 cm da circunferência abdominal. A pressão arterial foi normalizada e as variáveis laboratoriais também retornaram para os limites de normalidade. O paciente não preenchia mais os critérios para SM. Houve melhoras da AMS, do IIEF e da Escala de Beck para Depressão. A normalização da testosterona em homens com obesidade mórbida, combinada à dieta e a exercícios, com SM e baixos níveis de testosterona, pode livrá-los da SM, melhorando o humor e o vigor para seguir uma dieta e exercícios. Livra-los da SM, melhorando o humor e o vigor para seguir uma dieta e exercícios.

7 – Testosterona pode não piorar o câncer de próstata

http://revistaonco.com.br/noticias/testosterona-pode-nao-piorar-o-cancer-de-prostata/

Resumo

Há muito, médicos defendem que homens com câncer de próstata não deveriam receber testosterona, já que o hormônio pode alimentar o crescimento tumoral. Porém, um pequeno estudo traz evidências de que o medo pode ser exagerado, pelo menos em pacientes sem evidência de doença metastática ou recorrente. Pesquisadores estudaram 13 homens com uma pontuação de 6 ou 7 na escala de Gleason de 10 pontos, indicando câncer de próstata pouco ou moderadamente agressivo. Todos eles inicialmente escolheram a observação cuidadosa ao invés de tratamento para seus tumores. Todos os homens tinham baixa testosterona. Os homens foram tratados com testosterona por 2,5 anos em média e foram submetidos a biópsias periódicas. Nenhum dos tumores progrediu ou se espalhou para outros órgãos. Um dos indivíduos cuja pontuação havia subido de 6 para 7 teve sua próstata removida, mas o exame patológico final não encontrou doença agressiva. Os autores reconhecem que o estudo, publicado no início do mês no The Journal of Urology, foi pequeno e retrospectivo. Mesmo assim, é o primeiro a usar biópsias para monitorar os efeitos da testosterona em homens com câncer de próstata localizado e não-tratado. O autor principal, Abraham Morgentaler, professor associado de cirurgia em Harvard, disse que os achados desse e outros estudos recentes sugerem que os riscos de terapia com testosterona podem ter sido exagerados.

8 – Testosterona melhora a função cognitiva ( intelectual ) em homens

http://www.eje-online.org/content/155/6/773.abstract

Resumo

Os níveis de testosterona declinam, como os homens envelhecem, como o faz a função cognitiva. Se houver mais do que uma relação temporal entre a testosterona ea função cognitiva não é clara. Estudos castração química em homens com câncer de próstata sugerem que baixos níveis de testosterona no soro pode ser associada com disfunção cognitiva. Baixos níveis de testosterona também têm sido observadas em pacientes com doença de Alzheimer (AD) e comprometimento cognitivo leve (MCI). Este artigo revisa a evidência clínica atual da relação entre os níveis séricos de testosterona e função cognitiva em homens mais velhos. Uma busca sistemática da literatura foi realizada utilizando PubMed e EMBASE para identificar os estudos clínicos e revisões relevantes que avaliaram a função cognitiva e os níveis de testosterona endógena ou os efeitos de substituição de testosterona em homens mais velhos. Os baixos níveis de testosterona endógena em indivíduos saudáveis mais velhos podem ser associados com um fraco desempenho em pelo menos alguns testes cognitivos. Os resultados, estudos randomizados controlados com placebo têm sido mistos, mas geralmente indicam que a testosterona substituição pode ter efeitos positivos moderados sobre domínios cognitivos seletivos (por exemplo, capacidade espacial) em homens mais velhos, com e sem hipogonadismo. Resultados semelhantes foram encontrados em estudos em pacientes com AD ou MCI existente. Os baixos níveis endógenos de testosterona pode estar relacionada à redução da capacidade cognitiva e testosterona substituição, de melhorar alguns aspectos da capacidade cognitiva. Medição de testosterona deve ser considerada em homens idosos com disfunção cognitiva. Para os homens com tanto comprometimento cognitivo e baixos níveis de testosterona, a testosterona substituição pode ser considerada. Grandes, estudos de longo prazo que avaliem os efeitos da testosterona substituição na função cognitiva em homens mais velhos são garantidos.

9 – Testosterona melhora a memória em homens com Alzheimer,segundo estudo da Neurology

http://www.neurology.org/content/64/12/2063.short?sid=9b941613-0854-4b45-ad7d-fe44b4ee01f8

Resumo

Para determinar a eficácia da suplementação da testosterona (T) sobre a cognição numa amostra de homens com doença de Alzheimer (DA) ou disfunção cognitiva suave (MCI). Quinze pacientes com DA e 17 pacientes com MCI 63 anos a 85 anos completou um duplo-cego, randomizado, controlado por placebo. Dezenove participantes receberam intramuscular semanal (IM) injeções de enantato T 100 mg e 13 participantes receberam injeções semanais de placebo (solução salina) durante 6 semanas. Avaliações cognitivas utilizando uma bateria de testes neuropsicológicos foram realizadas na linha de base, a semana 3, e 6 semanas de tratamento e novamente depois de 6 semanas de lavagem. Os níveis séricos de T Peak foram levantados a partir da linha de base, em média, 295% no grupo de tratamento ativo. Melhorias na memória espacial (p <0,05) e em habilidades de construção (p <0,05) e de memória verbal eram evidentes no grupo T. Nenhuma mudança foi notado por atenção ou língua seletiva e dividida. Antígeno específico da próstata não se alterou significativamente durante esse breve tratamento. A suplementação de testosterona pode beneficiar as funções cognitivas seletivas em homens com doença de Alzheimer e comprometimento cognitivo leve.

10 – Os baixos níveis de andrógenos endógenos aumentam o risco de aterosclerose em homens idosos: Estudo de Rotterdam.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12161487

Resumo

Tanto em homens como em mulheres, os níveis circulantes de andrógenos diminuem com o avançar da idade. Até agora, os resultados de vários pequenos estudos sobre a relação entre os níveis de andrógenos endógenos e aterosclerose têm sido inconsistentes. No estudo de Rotterdam, de base populacional, foi investigada a associação entre os níveis de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEAS) e testosterona total e biodisponível com aterosclerose aórtica entre 1032 homens e mulheres não-fumantes com idades entre 55 anos e acima. A aterosclerose aórtica, foi avaliada por detecção radiográfica de depósitos calcificados na aorta abdominal, que estão relacionados com aterosclerose íntima. Em relação aos homens com níveis de testosterona total e biodisponível no tercil mais baixo, os homens com níveis desses hormônios no tercil mais alto apresentaram riscos relativos relacionados à idade de 0,4 e de 0,2, respectivamente, para a presença da aterosclerose aórtica. Os riscos relativos correspondentes para as mulheres foram de 3,7 e 2,3. Homens com níveis de testosterona total e biodisponível em tercis subsequentes também foram protegidos contra a progressão da aterosclerose aórtica medida após 6,5 anos. Uma clara associação entre os níveis de DHEAS e presença de aterosclerose aórtica grave foi encontrada, tanto em homens como em mulheres. Nos homens, um efeito protetor de níveis mais elevados de DHEAS contra a progressão da aterosclerose aórtica foi sugerido, mas o teste correspondente para tendência não atingiu significância estatística. Em conclusão, constatou-se uma associação inversa independente entre níveis de testosterona e aterosclerose da aorta nos homens. Nas mulheres, as associações positivas entre os níveis de testosterona e aterosclerose da aorta foram, em grande parte devido a fatores adversos de risco de doença cardiovascular.

Novos Estudos

11: Hackett G, Kirby M, Sinclair AJ. Testosterone deficiency, cardiac health, and older men. Int J Endocrinol. 2014;2014:143763. doi: 10.1155/2014/143763. Epub 2014 Apr 10. Review. PubMed PMID: 24812558; PubMed Central PMCID: PMC4000629.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24812558

Resumo

Baixos níveis de testosterona são manifestados por disfunção erétil, diminuição do desejo sexual, e perda de ereções matinais com um número crescente de homens que estão sendo diagnosticados e necessitam de tratamento. As taxas de prevalência de deficiência de testosterona variam de acordo com diferentes estudos, mas pode ser tão alta quanto 40% em populações de pacientes com diabetes tipo 2. Há cada vez mais evidências de que a deficiência de testosterona está associada ao aumento da mortalidade cardiovascular e por todas as causas. Triagem para baixa testosterona é recomendada em grupos de alto risco, incluindo aqueles com diabetes do tipo 2 e síndrome metabólica. Há dados recentes que sugerem que a terapia de reposição de testosterona pode reduzir a mortalidade cardiovascular, bem como melhorar vários marcadores para eventos cardiovasculares. Ensaios clínicos específicos da terapia de reposição de testosterona são necessários em populações selecionadas mas, entretanto, devemos tratar os pacientes com base na melhor evidência atual.

 

12: Heidari R, Sajadi H, Pourmand A, Pourmand G. Can testosterone level be a good predictor of late-onset hypogonadism? Andrologia. 2014 Apr 29. doi: 10.1111/and.12285. [Epub ahead of print] PubMed PMID: 24773173.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Can+testosterone+level+be+a+good+predictor+of+late-onset+ hypogonadism%3F

Resumo

Os androgênios são essenciais para o desenvolvimento e crescimento da genitália. Eles regulam a fisiologia da ereção por vários mecanismos. Vários estudos examinaram a associação entre os níveis dos hormônios sexuais no plasma, a função erétil e desejo sexual. Procurou-se identificar um protocolo para o uso de testosterona em homens com disfunção erétil e hipogonadismo de início tardio (LOH). Durante um período de 16 meses, foram selecionados os homens com disfunção erétil que se apresentaram à clínica de andrologia. Eles foram submetidos a um exame físico completo e preencheram o questionário do Índice Internacional de Função Erétil-5. Foram avaliados os níveis de hormônio luteinizante (LH) e de testosterona presentes no plasma. Os pacientes receberam uma injeção intramuscular única de 250 mg de testosterona. Depois disso, os níveis séricos de LH e testosterona foram medidos 3 semanas mais tarde. A média de idade foi de 53 anos de idade. Após o tratamento de pacientes com testosterona, 45 (94%) mostraram uma melhoria nos sintomas de LOH, incluindo libido, perda de energia, irritabilidade e qualidade de vida. O índice internacional da função erétil média foi de 9 e 13,1, antes e após o tratamento, respectivamente. A média de níveis séricos de testosterona antes e depois do tratamento foram de 4,2 e 4,1 ng.mL-1 respectivamente (P = 0,849). A média de LH soro revelou uma diminuição significativa após o estudo (P = 0,004) (6,12 e 5,1 ng.mL-1, antes e após o estudo, respectivamente). Nossos resultados sugerem que a terapia de reposição de testosterona melhora a libido e sintomas de LOH em indivíduos com o valor quase normal ou menor que os valores normais dos níveis séricos de testosterona.

 

13: Jiang T, Zheng L, Sun DC, Li QL, Zhang ZW, Wang FP, Wang QF, Jiang H. [65-month testosterone replacement therapy for androgen deficiency-induced ED: a case report and review of the literature]. Zhonghua Nan Ke Xue. 2014 Feb;20(2):152-5. Chinese. PubMed PMID: 24520668.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=65-month+testosterone+replacement+therapy+for+androgen+deficiency-induced+ED%3A+a+case+report+and+review+of+the+literature

Resumo

OBJETIVO: Explorar o mecanismo da disfunção erétil (DE), com deficiência de testosterona e discutir a viabilidade da terapia de reposição de testosterona por longo período (TRT), observando um caso de disfunção erétil com deficiência de testosterona tratado pelo TRT por 65 meses.

MÉTODOS: Tratamento de um paciente com DE e deficiência de testosterona pelo TRT por 65 meses e avaliação dos efeitos terapêuticos através da análise de sua pontuação IIEF-5, mudanças dinâmicas na testosterona, PSA, hemoglobina, contagem de células vermelhas do sangue e eventos adversos.

RESULTADOS: O paciente, um homem de 46 anos de idade, com uma pontuação IIEF-5, de 7, testosterona total sérica basal (TT) de 2,79 ng/mL, e nenhuma resposta a inibidores da fosfodiesterases-5 (PDE5i). Ele foi diagnosticado com hipogonadismo de início tardio (LOH) e tratado pelo TRT: undecanoato de testosterona, sendo 80 mg nas primeiras 2 semanas e depois 40 mg. Dois meses após a medicação, o nível de TT foi aumentado para normal (3,45 ng/mL) e os sintomas de ansiedade e de aptidão física foram significativamente melhorados, sem melhora significativa na função sexual. Então nós administramos PDE5i sob demanda, o que elevou sua pontuação IIEF-5 para> 21. A medicação combinada de TRT e PDE5i administrada sob demanda, durou por 45 meses, seguido de TRT sozinho por mais 18 meses. O paciente teve restaurada a ereção peniana normal e satisfação sexual, com a pontuação IIEF-5 permanecendo em > 21. O acompanhamento regular não revelou anormalidades significativas no nível de testosterona, PSA, e exames de sangue de rotina.

CONCLUSÃO: TRT aumenta o efeito de PDE5i no tratamento de deficiência em androgênios induzida por ED, e a longo prazo TRT é segura e eficaz para a deficiência em androgênios.

14: Ullah MI, Riche DM, Koch CA. Transdermal testosterone replacement therapy in men. Drug Des Devel Ther. 2014 Jan 9;8:101-12. doi: 10.2147/DDDT.S43475. eCollection 2014. PubMed PMID: 24470750; PubMed Central PMCID: PMC3891651.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24470750

Resumo

Síndrome da deficiência androgênica em homens é uma condição frequentemente diagnosticada associada a sintomas clínicos, incluindo fadiga, diminuição da libido, disfunção erétil, e síndrome metabólica. As concentrações séricas de testosterona diminuem progressivamente com a idade. A prevalência da síndrome de deficiência androgênica em homens varia de acordo com a faixa etária, comorbidades conhecidas e desconhecidas, e do respectivo grupo de estudo. Taxas de prevalência relatadas podem estar subestimadas, já que nem todos os homens com sintomas de deficiência androgênica procuram tratamento. Além disso, homens que relatam sintomas de deficiência androgênica podem não ser diagnosticados corretamente devido à indefinição da qualidade dos sintomas. O tratamento da síndrome de deficiência androgênica ou hipogonadismo masculino pode às vezes ser difícil devido a várias razões. Não há consenso quanto ao momento de começar a tratar um respectivo homem ou com relação à melhor opção de tratamento para um paciente individual. Há também falta de familiaridade com as opções de tratamento entre os médicos de clínica geral. As formulações atualmente disponíveis no mercado são geralmente caras e protocolos de ajuste de dose para cada um diferem. Todos estes fatores aumentam a complexidade da terapia de reposição da testosterona. Neste artigo iremos discutir as indicações gerais da terapia de reposição transdérmica de testosterona, formulações disponíveis, dosagem, locais de aplicação, e esquema de titulação.

 

15: Ferreira FT, Dambros M, Bisogni S, Dambros MC, Scolfaro MR, Palma PC. Effects of testosterone supplementation on prevention of age-related penile remodeling. Aging Male. 2014 Mar;17(1):12-7. doi: 10.3109/13685538.2013.873784. Epub 2014 Jan 7. PubMed PMID: 24397689.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Effects+of+testosterone+supplementation+on+prevention+of+age-related+penile+remodeling

Resumo

A disfunção erétil se desenvolve entre 46,2% dos homens entre 40 e 70 anos. Estudos demonstraram substituição do músculo detrusor por colágeno devido a privação de testosterona. É evidente a correlação entre envelhecimento e estresse oxidativo, acelerando o processo de apoptose em muitos tecidos. Este estudo tem como objetivo demonstrar a substituição de colágeno nas fibras musculares da estrutura muscular do pênis e os efeitos da suplementação de testosterona no rato. Dezesseis ratos Wistar senescentes foram divididos em dois grupos: tratados (recebendo dose padrão de suplementação de testosterona) e controle (recebendo solução salina equivalente). Todos os pênis foram preparados em lâminas histológicas coradas com picrosirius red (para colágeno); estereologia foi aplicada para determinar a densidade volumétrica das fibras de colágeno (Vv). Grupo de testosterona teve Vv de 20,6%, inferior ao grupo controle (47,8%); t-teste (p <0,001). A correlação de Pearson demonstrou uma correlação inversa entre o Vv e os níveis de testosterona (p <0,001). Este é um estudo pioneiro sobre a demonstração de alterações estruturais sobre o músculo corpora cavernosa causado pela privação de testosterona em ratos idosos. Estes achados implicam que os níveis de testosterona podem influenciar, não só a libido, mas também a função erétil.

16: Celik O, Yücel S. Testosterone replacement therapy: should it be performed in erectile dysfunction? Nephrourol Mon. 2013 Sep;5(4):858-61. doi: 10.5812/numonthly.11523. Epub 2013 Jul 29. Review. PubMed PMID: 24350081; PubMed Central PMCID: PMC3842553.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3842553/

Resumo

A etiologia clássica de disfunção erétil (DE) compreende componentes vasculares, neurogênicos, psicológicos e hormonais. Estudos recentes têm mostrado que a DE pode ser a precursora de distúrbios cardiovasculares graves. Também tem sido relatado que as lesões microvasculares e neuropatia periférica causadas por alterações fisiopatológicas em pacientes com diabetes e obesidade levam à DE em um número significativo de casos. Estes pacientes desenvolvem DE clinicamente significativa e compreendem uma porção significativa do grupo de pacientes que não respondem a inibidores de PDE-5. A testosterona tem demonstrado aumentar a expressão da PDE-5. Esta função de testosterona apoia o seu efeito sobre a regulação da ereção e aumento da libido sexual. Tendo em conta a complexidade da DE, bem como o efeito da testosterona sobre ereção, conclui-se que a combinação dos inibidores de PDE-5 com a reposição de testosterona pode ser uma alternativa melhor de terapia no tratamento da disfunção erétil em pacientes com hipogonadismo.

17: Corona G, Rastrelli G, Maseroli E, Forti G, Maggi M. Sexual function of the ageing male. Best Pract Res Clin Endocrinol Metab. 2013 Aug;27(4):581-601. doi: 10.1016/j.beem.2013.05.007. Epub 2013 Jun 20. Review. PubMed PMID: 24054932.

http://www.bprcem.com/article/S1521-690X(13)00068-7/abstract

Resumo

Com o aumento progressivo da proporção de pessoas mais velhas, há um crescente interesse em caracterizar as modificações da saúde sexual e do efeito das suas perturbações em função do processo de envelhecimento. O objetivo desta revisão é resumir a evidência disponível sobre as modificações dependentes da idade na função sexual masculina e sua interação com a saúde em geral e modificação dependente da idade da função endócrina. Os pacientes idosos são frequentemente afetados por várias doenças orgânicas que podem interferir com a função sexual. Apesar desta evidência, vários estudos têm indicado que, com o avançar da idade, ereções normais não são um pré-requisito absoluto para permanecer sexualmente ativos. Boa saúde física, a disponibilidade de um parceiro e um padrão regular e estável de atividade sexual mais cedo na vida prevêm a manutenção da atividade sexual na velhice. Por outro lado, não há dados convincentes que as mudanças hormonais, associadas ao envelhecimento, tenham um papel primordial nas alterações da função sexual subjacente ao envelhecimento em homens saudáveis. No entanto, disfunções sexuais especialmente em idosos são pobremente investigadas. Perguntar sobre saúde sexual continua a ser difícil ou embaraçoso para muitos médicos de cuidados primários. Além disso, muitos pacientes têm dificuldade em levantar questões sexuais com o seu médico. Esta situação resulta frequentemente em questões sexuais não ser devidamente equacionadas resultando em depressão, isolamento social e atraso no diagnóstico das condições médicas subjacentes, muitas vezes resultando em eventos cardiovasculares futuros. Educação e permissão de um profissional de saúde pode ajudar a alterar tais equívocos. Informações de médicos a respeito das mudanças normais relacionadas à idade na sexualidade e incentivo, juntamente com conselhos sobre como continuar a manter relações sexuais significativas, podem desempenhar um papel fundamental na alteração de atitudes negativas.

18: Isidori AM, Buvat J, Corona G, Goldstein I, Jannini EA, Lenzi A, Porst H, Salonia A, Traish AM, Maggi M. A critical analysis of the role of testosterone in erectile function: from pathophysiology to treatment-a systematic review. Eur Urol. 2014 Jan;65(1):99-112. doi: 10.1016/j.eururo.2013.08.048. Epub 2013 Aug 29. Review. PubMed PMID: 24050791.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0302283813008762

Resumo

CONTEXTO: Modulação androgênica da função erétil (EF) é amplamente aceita. No entanto, o uso de terapia de reposição de testosterona (TRT) em homens com disfunção erétil (DE) tem gerado um debate sem precedentes.

OBJETIVO: Resumir os dados relevantes sobre a incidência, diagnóstico e gestão de ED coexistente com hipogonadismo e desenvolver um algoritmo de tratamento baseado na fisiopatologia.

AQUISIÇÃO DE PROVAS: Revisamos a literatura médica relevante, com particular destaque para os estudos moleculares originais, dados observacionais prospectivos e ensaios clínicos randomizados realizados nos últimos 20 anos.

PROVAS DE SÍNTESE: A testosterona modula praticamente todos os componentes envolvidos na Função Erétil (FE), a partir de gânglios pélvicos para músculo liso e células endoteliais dos corpos cavernosos. Ela também regula a sincronia do processo erétil em função do desejo sexual, coordenando a ereção peniana com o sexo. Estudos epidemiológicos confirmam a sobreposição significativa de hipogonadismo e disfunção erétil (DE); no entanto, a maioria das diretrizes não consideram o diagnóstico diferencial de hipogonadismo ou a relevância da doença subclínica. Várias ferramentas clínicas podem ajudar o médico a avaliar e restaurar os níveis de andrógenos em homens com disfunção erétil. Especial atenção é dada aos tratamentos poupadores de fertilidade, devido ao número crescente de homens mais velhos que desejam paternidade. O uso simultâneo de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5-IS) e TRT recentemente tem sido questionado. Originalmente proposto como uma terapia de resgate para não respondedores ao PDE5-Is, esta abordagem tem sido inadequadamente transformada em uma terapia de combinação. Os dados clínicos são consistentes quando reinterpretado no contexto adequado, enquanto a evidência molecular permanece controversa.

CONCLUSÕES: Um corpo de evidências moleculares e clínicas suporta o uso de TRT em pacientes com hipogonadismo com DE, embora a relação risco-benefício é incerta em idade avançada. Avaliação crítica dessas evidências permitiu o desenvolvimento de um algoritmo orientado à fisiopatologia, projetado para evitar tratamentos inadequados e apoiar a possibilidade de começar com TRT, PDE5-I apenas, ou ambos. Achados aparentemente divergentes são reconciliados quando TRT está corretamente indicada. Um melhor diagnóstico e tratamento individualizado é desejável, tendo em conta as muitas opções disponíveis.

19: Yeap BB. Testosterone and cardiovascular disease risk. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 2015 Jun;22(3):193-202.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25887389

O envelhecimento é acompanhado por uma redução na circulação de testosterona e acumulação progressiva de morbidades médicas. Há um intenso debate se baixa testosterona contribui para problemas de saúde em vez de ser um biomarcador para a sua presença. As prescrições para testosterona estão crescendo mas com um fundo de preocupação com potenciais efeitos adversos. Esta revisão examina as provas relativas ao risco cardiovascular dos andrógenos em homens mais velhos.

ACHADOS RECENTES:
Estudos observacionais mostram menor risco de eventos cardiovasculares em homens mais velhos com maior testosterona, e menor mortalidade por cardiopatia isquêmica da doença em homens com concentrações mais elevadas de seu mais potente metabólito androgênico, a diidrotestosterona. No entanto, estudos randomizados controlados de suplementação de testosterona foram pouco importantes para o desenlace de eventos cardiovasculares. Meta-análises recentes têm chegado à conclusões contrastantes sobre eventos cardiovasculares adversos associados à terapia com testosterona. Os estudos retrospectivos de bancos de dados de prescrição têm produzido resultados controversos e conflitantes.

RESUMO:
Ensaios clínicos randomizados adicionais são necessários para esclarecer o papel da suplementação com testosterona em homens mais velhos na ausência de doença da hipófise ou gonadal. Enquanto aguardamos mais estudos, a terapia com testosterona deve ser considerada em homens com deficiência de androgênios, com a avaliação de potenciais benefícios e riscos.

Normalization of testosterone level is associated with reduced incidence of myocardial infarction and mortality in men

 

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Dr. Roberto Franco do Amaral Neto
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Médico CRM: 111370

115 Comentários

  1. Salvador Silva disse:

    Artigos simplesmente fantásticos.
    MUITO OBRIGADO

    foz_health_club@sapo.pt

  2. ELIAS MENEZES disse:

    gostaria de saber- se níveis de testosterona total de 696,7ng/dl e boa para um homem de 45 anos.

  3. Thiago Santos disse:

    Dr. tenho 27 anos e Realizo exames com frequência. E sempre percebo que o estradiol esta acima do nível normal. O que poderia estar causando essa disfunção?

    Testosterona Total = 724
    SHBG = 28,3
    Testosterona Livre = 17,68
    Testosterona Biodisponivel = 414,26

    ESTRADIOL = 68,5

    FSH = 5,7
    LH = 5,8

  4. rodrigo disse:

    Os níveis de testosterona.65 anos e normal CTJ

  5. Regina disse:

    Meu marido fez exame de testosterona e deu 2,78 ng/ml no resultado. A referência é 2,80 a 8,00 mas ele apresenta problemas.está normal esse exame?

  6. Gostaria de saber qual vl.referência de testosterona ideal para um homem de 44 anos

  7. Antonio Gregório de Souza. disse:

    Gostaria de informar que o meu comentário não é repetido. É a primeira vez que tenho contato com este blog. Se houve alguém que tenha feito comentário análogo, é uma tremenda coincidência. De qualquer forma, o artigo me foi útil e agradeço.

  8. Sergio Tulio R Lima disse:

    Em média numa escala de 300 a 900 qual o nível ideal de testosterona para um homem de 55 anos,

    agradeçemos a atençao,

  9. José Bernardes disse:

    Olá Dr., muito bom o seu blog.
    Estou com uma dúvida e gostaria que o senhor me esclarecesse, por favor.
    Fiz vários exames para um check-up hormonal (TSH,T3,T4, GGT,testosterona, estradiol, estrona, etc)
    Todos deram normal, apenas a estrona deu alterado (91,0 pg/ml – ref. homens: 10 a 60 pg/ml).
    Pode ser alguma coisa grave? Tenho 42 anos e estou 25 kgs acima do peso. Seguem o resultado dos outros exames:
    Testosterona total: 4,39 ng/ml
    Testosterona livre: 7,84 ng/ml
    Estradiol: 20,00 pg/ml
    Estrona: 91,00 pg/ml
    Muito obrigado.

  10. Ailson furtado disse:

    Olá , Dr Roberto , gostei e me interessei muito pelo blog. Tenho 52 anos e me sentindo bastante cansado , irritado , apatia sem muito interesse por tudo e baixa libido. Além de dificuldade para dormir, acordando várias vezes durante a noite. Tbém com uns calores sem explicação e taquicardia , será sintomas da andropausa ? Devo procurar um Andrologista ( Urologista) ?

  11. luiz disse:

    DOUTOR, TENHO 35 ANOS, MINHA TESTOSTERONA E MUITO BAIXA, MAIS OU MENOS 100, FIZ REPOSIÇÃO, E QUANDO EU FIZ O ESPERMOGRAMA, DEU AZOOSPERMIA, FUI DIAGNOSTICADO COM HIPOGONADISMO HIPOGONADOTROFICO, SERA QUE O TRATAMENTO COM HCG PODERIA RECUPERAR MINHA PRODUÇÃO DE ESPERMATOZOIDES?

  12. luiz disse:

    BOA NOITE DOUTOR, FIZ UMA RESSONÂNCIA NA HIPOFISE E O RESULTADO FOI O SEGUINTE CAVIDADE SELAR ALARGADA, ASSOCIADO A PRESENÇA DE INFRA-DESNIVELAMENTO DO ASSOALHO SELAR O DIREITA, DETERMINADO POR FORMAÇÃO LEVEMENTE HIPOINTENSA EM T1 E HIPERINTENSA EM T2, QUE OCUPA O SEIO CAVERNOS DIREITO E ENVOLVE A PORÇÃO INTRACAVERNOSA DA ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA DIREITA EM CERCA DE 180 GRAUS, APRESENTANDO REALCE INTENSO PELO MEIO DE CONTRASTE ENDOVENOSO. ESSA IMAGEM MEDE CERCA DE 1,4 X 1,3 CM NOS SENTIDOS CRANIO CAUDAL E LÁTERO-LATERAL, RESPECTIVAMENTE. O QUE PODE SER ISSO DOUTOR, PELO QUE ENTENDI PARECE UM TUMOR, ME ESCLAREÇA PORFAVOR, ESTOU MUITO PREOCUPADO. OBRIGADO

  13. cleyton lira disse:

    Boa noite DR. o que essas taxas tem haver com baixo libido?
    TT 201 ng/dl;
    SHBG 11,89;
    LIVRE CALCULADA 6,05 ng/dl;
    biodisponível 141.76;

  14. Alysson disse:

    bom dia, minha TT, esta em 350 e o estradiol fica em torno de 80 a 90, sendo que o limite seria 39,
    o que poderia ser, e quem devo procurar, um urologista?

  15. bernardo disse:

    Doutor., tenho 27 anos meus níveis de testosterona são baixos, o endócrino me passou hcg e luveris por 8 semanas, no começo senti uma boa diferença, mas no final do ciclo voltou a cair e não aumentou mais, estou desesperado

  16. Marcel disse:

    Dr,
    Bom dia, tenho 32 anos e meu exame deu…TT 284 ng/dl e estradinol 21,2 pg/ml…parece que o TT tá muito baixo para minha idade…deu muito próximo do mínimo de referência…é isso mesmo ou estou enganado? estou desesperado por ser tão novo ainda e já ter algum problema….

    Muito Obrigado

  17. Marcel disse:

    Obrigado Doutor. Marquei um endocrino para a próxima semana…mas estou pensando em até repetir o exame antes…não sei se pode ter dado alguma alteração mas como estava com muita dor na coluna na sexta feira anterior e o exame foi na segunda…eu já tinha tomado 4 dias de anti-inflamatório antes do exame…isso pode ter dado alguma reação ou não tem sentido?

  18. Álvaro Gruendling disse:

    Boa tarde doutor!
    Tenho 54 anos, excelente saúde, com todos exames dentro dos padrões de normalidade. Possuo 70 Kg, 1,80 M altura e pratico atividade fisica regular (corrida e musculação). O Exame TT acusou 285ng/dl. Embora dentro dos padrões acredito ser baixo. O que fazer ? Qual seria o nível ideal para esta idade?

  19. Anderson disse:

    Dr. tenho 22 anos estou com a libido baixa e fraqueza, fiz exame e deu testosterona baixa segundo a referencia. Posso esta com deficiência de testosterona ?

    Testosterona total: 220 ng/ml
    SHBG: 14,8 ng/ml
    Testosterona livre: 6,18 ng/ml
    Testosterona biodisponivel: 144,89 ng/ml

  20. Pedro disse:

    Olá, tenho 25 anos e minha libido está baixíssima, acha que devo procurar o endócrino ou o urologista?
    Meu exame de sangue:
    shgb 24 mol/L
    testosterona soro 368 ng/dL
    testosterona livre soro 306 pmol/L

  21. Espetacular esssa informações, gostaria de saber em um homem com 70 anos quais as referencias hormonais da testosterona e os demais

  22. Almeida disse:

    Dr Roberto , idade 38 anos, e todos os sintomas citados no artigo. qual o nível ideal para essa idade e qual tratamento indicado?

    testosterona 191

    dehidroepiandrosterona 4,4 ng/ml

    estradiol 16,51 pg/ml

    progesterona 0,54 ng/ml

    • O nível ideal é aquele que deixará sem os sintomas que citou, idealmente não supra fisiológicos.Mas 191 de testosterona está muito baixo. Procure um endocrino/ urologista atualizados e se ele te falarem que isso é normal, stress e te passarem anti depressivos e/ou remédios para a ereção procure um médico que faça modulação hormonal.

  23. laudo disse:

    boa tarde.
    tenho 37 anos gostaria de saber qual o nível adecaldo de testosterona pra minha idade.
    obrigado. fico no aguardo.

  24. Augusto disse:

    Dr. Roberto, boa noite! Testosterona total 2,50 ng/mL, 39 anos, sintomas desde os 20. Por favor, gostaria de saber se o citrato de clomifeno é uma boa opção e qual seria a dose recomendada diária, 25 ou 50 mg? Parabéns pelo site!

    • Olá Augusto, para o tratamento precisamos de outros exames laboratoriais além de consulta presencial.É ilegal qq tipo prescrição por via on lin. Obrigado pela compreensão.

  25. Tiago Menezes disse:

    Bom dia!

    tenho 36 anos e minha testo esta em 276, o que pode estar acarretando essa baixa tão grande?

  26. Julio disse:

    Olá Dr! Tenho 36 anos.
    Testosterona livre: 8,32 ng/dl
    Testosterona total 294,7 ng/dl
    Tá baixo?

  27. João Lucas disse:

    Olá Dr. Roberto Amaral, após uma busca rápida na web, não consegui chegar a uma conclusão sobre qual seria o minimo possível de estradiol pra um individuo de 32 anos.

    Estou com a testosterona em 301ng/dl e Testosterona Livre em 7,81ng/dl, e estava pensando em usar algum anti-aromatase para suprimir a transformação de testosterona em estradiol, porém meu estradiol esta em 20pg/nl.

    Então gostaria de saber qual o minimo saudável que um homem de 32 anos pode chegar com o estradiol ?

    Muito obrigado.

  28. Cruz disse:

    Olá o meu nível de testosterona livre é de 6,92 pg/ml tenho 24 e gostaria de saber se esta normal pois me identifiquei com todos os sintomas do quadro clinico.

  29. Rosangela ribeiro da silva disse:

    Meu marido fez exames testosterona toal 61.82.prolactina em soro 11,1ml.tireoestimulante, hormonio 0,688.hormonio luteinizante 15 ml.ele tem 48 anos…ele nao tem filhos.ainda consegui engravidar uma mulher.aquardo resposta

  30. Wenderson Martins disse:

    Não consigo encontrar nenhum médico que trabalhe com modulação hormonal bioidêntica em minha região, posso me consultar pela internet? moro no interior de Alagoas( Penedo)

  31. Marcos disse:

    Testosterona de TT 500 mas estradiol na casa dos 59 e com baixo líbido e erecao ruim séria preciso reduzir o valor do Estradiol?

  32. Niells disse:

    Bom dia tenho 68 anos, fiz exames de testosterona Total 600 ng/dl e Livre 89.00 esse valor do livre é considerado alto e quais são as possiveis causas. Os exames de PSA Total -1,373 ng/dl, ultrasom da prostata normal com peso 25 gr, toque retal normal..ou seja apenas a testosrena livre alta. Qual sua avaliação?

  33. Felipe disse:

    Boa tarde! Tenho 46 anos, e a minha TESTOSTERONA está 206,0 ng/dl, isso é normal ou está muito baixa?

  34. Breno disse:

    Boa tarde!

    Sou portador de Doença de Behçet, tenho 36 anos, apresento vários sintomas de baixa testo e minha testosterona total é muito baixa. Já bateu 190 ng/dL e o último teste em 05/12:

    Testosterona Total – 228,6 ng/dL
    LH – 2,00 mIU/mL
    FSH – 2,6 mIU/mL
    Estradiol – 28,2
    Globulina H. Sexuais – 23,7 nmol/L
    Prolactina – 6,7 ng/mL
    PSA TOTAL 0,44 ng/mL

    Estou avaliando reposição hormonal. Seria o caso de continuar nesta linha?

    Muito obrigado!

    Abraço e boas festas!

  35. Junior Costa disse:

    Dr. Roberto, antes de qualquer coisa parabéns pelo site e pelas informações prestadas.
    Tenho 35 anos, testosterona de 350 e estradiol de 41 e varios sintomas de andropausa. Fui num urologista que deu HCG pra tomar e em 3 semanas minha testosterona foi para 608 e o estradiol para 68. Estou me sentindo pior ainda. O estradiol é capaz de fazer tanto mal assim ou meu poblema pode ser psicológico? Outra pergunta, tenho varicocele bilateral. A cirurgia pode colaborar para que os niveis de testosterona se normalizem sem reposição de testosterona?
    Muito obrigado e um excelente 2016!

  36. Andre disse:

    Dr. Roberto. Antes de tudo: obrigado por sua predisposição em orientar o público, aqui.

    Tenho 38 anos. Desde então venho sentido uma mudação no meu estado biológico. Fiz a pouco meses o exame de testosterona total. O resultado foi o seguinte: 448,67 ng/dl . O laboratório trás os seguintes dados:
    Homens adultos: 241,0 a 827,0. Tenho desenvolvido uma relação sexual não satisfatória. Digo: para minha idade estou com baixa de hormônio?

  37. Bruno Alves disse:

    Primeiramente parabéns pelo site.

    Quais os medicamentos que usualmente são receitados para reduzir o estradiol (o meu está alto). E tem como fazer a modulação hormonal (aumentar os niveis de testosterona) e reduzir os níveis de estradiol ao mesmo tempo?

  38. wagner disse:

    bom dia Dr. fiz o exame para medir a testosterona e o resultado deu 394 ng/dl, esta baixo? tenho 37 anos

  39. mauro disse:

    dr . Roberto tenho 40 anos estou tendo problemas com minha ereção ,fiz exames e estava com a testosterona baixa ,então comecei uma reposição que subiu minha testosterona mas não surtiu efeito nenhum ,nem na ereção nem nos outros sintomas de baixa testosterona Oque pode ser dr. lembrando que todos os outros exames de hormônio estão normais .

    • Uma causa comum de insucesso é o aumento do estradiol concomitante a testosterona, o problema é que a maioria dos médicos nao pede este exame. Mas de qq forma existem várias outras causa tb que devem ser investigadas

  40. Vladimir disse:

    Olá, boa tarde. Parabéns pelo site colega, sou médico e sempre acompanhando aqui na região Norte do Paraná, bem didático e sucinto.

  41. Vladimir disse:

    Ah e vamos a uma dúvida que pode ser de vários aqui, paciente que antendi com valores de:
    Shbg 13nmol/l
    Estradiol 79,83
    Progesterona 0,22 ng/ml
    Fsh pool inferior a 0,03mui/ml
    Lh pool 0,07mui/ml
    Testo livre calcula 26,95 ng/dl
    Testo total 813 ng/dl
    Obesidade e saos, paciente em reposição de testo bioidêntica.
    Sendo antes não foi dosado antes trh o lh e fsh, esses valores extremamente baixos de hormônios hipofisários lh e fsh, poderiam ser causados por obesidade e síndrome apnéia obstrutiva do sono?
    Ou a elevação de estradiol contribui para inibir o eixo, sei que não responde a perguntas particulares. Mas na verdade esses efeitos podem ocorrer em vários pacientes seus com reposição com testosterona. Essa supressão de lh e fsh praticamente indetectáveis podem ocorrer na trh?
    Desde já grato!
    Um grande abraço

  42. GEUSEFÄN FLORIANO disse:

    PRIMEIRAMENTE BOA NOITE, DRº. ROBERTO AMARAL, SOLICITO MAIORES INFORMAÇÕES REFERENTE AO ÍNDICE PARA UMA PESSOA DE 56 ANOS, QUE É O MEU CASO, PEÇO SUA ORIENTAÇÃO COMO DEVO AGIR?SEGUE ABAIXO O ÍNDICE:

    TT = 270
    T.LIVRE = 7.1
    DESDE JÁ AGRADEÇO, AGUARDO RETORNO
    ATENCIOSAMENTE

  43. GEUSEFÄN FLORIANO disse:

    DRº. ROBERTO, BOA NOITE MEU ÍNDICE ATUAL É DE:

    TT = 270

    LIVRE = 7.1

    SERÁ QUE ESTA DENTRO DA NORMALIDADE ? CASO NÃO OQUE DEVO FAZER?
    TENHO 56 ANOS E SOLICITO SUA ORIENTAÇÃO.
    NO AGUARDO DE SUA RESPOSTA, MUITO OBRIGADO SAÚDE E PAZ, FIQUE COM DEUS

  44. Joao Carlos Cardoso disse:

    Boa noite Dr. Tenho 22 anos e sempre percebi que devo ter baixo nível de testosterona.. pois sempre tive poucos pelos.. e meus músculos se desenvolveram pouco.. Agora comesei percebe que meu libido sexual tem diminuído causando dificuldades na permanência da ereção. . Acha que uma preposição hormonal acompanhada de um médico me ajudaria?

  45. Herbert Mendes disse:

    Bom dia dr. Fiz o exame e deu tt 244 tenho 39a será que está baixa ? Além disso tenho alguns sintomas descritas acima. A reposição hormonal seria uma alternativa para esse caso?

  46. Álvaro disse:

    Dr. Roberto,
    Meus níveis de Testosterona Livre (716ng/dL) e Testosterona Livre (288ng/dL) são considerados normais, mas o meu SHBG está elevado (81nmol/L). Ao mesmo tempo meu colesterol total é de 105 mg/dL, LH 4.1 UI/L e FSH 5.1.. Tenho 47 anos, 184cm e 120kg de peso (estou obeso). Sinto sintomas de Andropausa. Devo considerar reposição hormonal para elevar minha Testo Livre? Como abaixar o SHBG? O que devo fazer?

  47. Ricardo disse:

    Dr. Roberto
    Estou com vários dos sintomas acima. Fiz alguns exames de testosterona por conta própria em meses diferentes e laboratórios diferentes e sempre deu abaixo dos mínimos dos laboratórios.
    Procurei um endocrinologista que passou vários exames. O resultado de parte deles foi:
    TT 232ng/dl
    TLivre:4,63ng/dl
    SHBG: 10,8 nMol/L
    LH: 1,53 mIU/ml
    Tomei uma dose de nebido e depois de 1 mês fiz novos exames no mesmo laboratório:
    TT 108 ng/dl
    TLivre: 4,61ng/dl
    SHBG: 11,4nMol/L
    Como se vê, houve uma piora dos valores após a administração da testosterona. Essa piora pode ser explicada pelo estradiol (cujo exame não foi pedido inicialmente)? Ele pode estar transformando a testosterona aplicada (nebido) e baixando os níveis no sangue?
    Não entenda como uma consulta mas como uma explicação que será útil para eu entender o processo e poder conversar com o meu médico sobre o assunto.
    Grato.

    • Ricardo disse:

      Corrigindo: as enzimas de aromatase podem estar transformando a testosterona em estradiol?

    • Esta testosterona só pode ser avaliada laboratorialmente depois de terceira dose, tem se que basear em quadro clínico para avaliar a resposta.

    • Ricardo disse:

      Olá Dr. Roberto!
      Após 6 meses do comentário acima, continuo fazendo TRT. Usei mais uma dose de nebido e agora estou na terceira de durateston (a cada 21 dias).
      No último exame que fiz, ao final do período da segunda dose de durateston, a TT estava em míseros 156ng/dl (o valor máximo que consegui no período foi 354ng/dl, com 7 dias da primeira dose de durateston) e o E2, embora meu médico não tenha solicitado, foi para 44 pg/ml.
      Não notei melhoras no tratamento, a não ser na primeira dose do nebido, e o médico descartou problemas com aromatização, pois acha que isso não ocorre com doses baixas de testo.
      Na verdade ele não entende pq após quase 1 ano de tratamento os níveis de testo não estabilizam em um valor razoável.
      Às vezes acho que talvez nem precisasse de testo exógena, mas só diminuir a aromatização. Acho que com ele não vai rolar essa tentativa de mudança no tratamento.
      Existe uma relação numérica, nem que seja aproximada, de quanto deve ser a relação testo/estradiol?
      É possível controlar o estradiol com medicamentos sem que haja efeitos adversos?
      Grato.

      • Se vc colher testo mais de 14 dias após a aplicação de dura já estaá mais baixo mesmo. Tem, que colher de 5 a 7 dias depois. Quanto a controlar a aromatização, tem como sim e pode ser muito válido – inclusive ajudando e elevar a testo sem suprimir o eixo. Quanto a valores, isto é secundário – o que mais importa é o quadro clinico mas em geral 700/ 25 ou 1000/ 40.

  48. Paulo disse:

    boa tarde..tenho 37 anos e meu testosterona total está em 390… Faço atividade fisica, musculação, pedalo uns 80km por semana… tenho 1,85 e peso 81 kg…. De todos os sintomas descritos acima, só sinto mesmo uma libido meia boca…. Deveria repor? Não como açucar, nada de refrigerantes, faço dieta paleo, enfim….Faço uso de DHEA 7 keto 25 mg e Pregnenolona 50mg…Meu médico prescreveu testosterona gel, mas to com medo de usar….Pode inibir a produção natural?

    • Não veria nenhum problema em repor com acomp do seu médico. Durante o uso da testosterona pode haver inibição da produção natural mas a forma tópica diminui esta chance. Por isto,o ideal é que avalie FSH e LH com 3 a 4 meses de uso para avaliar o eixo hormonal e que dê intervalos de tempos em tempos ao longo do uso.

  49. Celso disse:

    Boa noite Dr. Roberto! A reposição da testosterona em gel pode causar queda de cabelo?

  50. Rafael disse:

    Dr. bom dia.

    Primeiramente, parabéns pelo artigo, muito bom mesmo.
    Pois bem, o Sr. poderia me informar se a utilização do Gel Transdérmico de testosterona (bioidentico) afeta os níveis do FSH e do LH? A retirada deste medicamento pode acarretar na queda dos niveis hormonais?
    A utilização do TRT com outras drogas sintéticas (testosterona), não irão agravar os niveis de FSH e o LH do paciente, tornando-o dependente do medicamento para manutenção dos niveis hormonais ?
    Existe algum tratamento para elevação dos niveis hormonais (Testosterona, FSH e LH), que não gere dependência para manutenção deles em patamares normais?

    Obrigado;

    • Sim, os bioidenticos tb podem suprimir conforme a dose e a individualidade apesar deste efeito ser mais raro do que no uso injetável. idealmente quando se suspende a testosterona deve se resgatar os níveis de FSH/lh e da propria testosterona através de alguns medicamentos e fitoterápicos para não causar esta “dependencia” que vc fala – porem mesmo que não faça isto os níveis tendem a normalizar, mesmo que mais lentamente. A dependência não ocorrerá por esta motivo mas sim pq alguns pacientes em uso acabam tendo inúmeros benefícios físicos, psíquicos e de qualidade de vida – desde que bem feito – e acabam não querendo mais parar de usar
      Quanto a ultima pegunta: existe sim, alguns médicos usam HCG neste caso para estimular a produção de testo – mas este hormonio pode ser ineficiente conforme o nível de LH/FSH

  51. Leandro disse:

    Bom dia Doutor!

    Faz dois que anos que fui diagnosticado com Azoospermia em um espermograma, desde então a um ano passei por uma correção de varicocele bilateral e após essa cirurgia utilizei, sob recomendação médica, Clomifeno e Anastrozol durante 5 meses, com isso meus níveis de testosterona aumentaram ( 900 ng/dL) na mesma proporção que o estradiol diminuiu (37 ng/dL), porém continuei azoospérmico.
    Hoje, após 6 meses que parei de tomar a combinação de Clomifeno com Anastrozol, meus níveis de Testosterona Total voltaram a cair para 267,7 ng/dL (valores antes da cirurgia e da medicação acima citada) , sendo que os de estradiol mantiveram-se baixos.
    Com relação a outros dois hormônios, o FSH e o LH percebi também uma redução linear desde que fiz a cirurgia a 1 ano, sendo que hoje encontram-se respectivamente em níveis de 6,85 mIU/ml e 4,45 mIU/ml. Em Fevereiro, por exemplo, estavam respectivamente, 14,66 mIU/ml e 10,26 mIU/ml.

    Minhas dúvidas:

    Posso continuar a ter esperança de deixar de ser Azoospérmico?
    Os valores de FSH e LH são favoráveis considerando que tenho 35 anos?
    Seria recomendável algum tratamento com administração de HMG e/ou HCG?

  52. W.J O disse:

    tenho 70 anos . fiz o exame de testosterona e deu
    resutado. 5.18 este nivel e baixo ou normal.e se for
    baixo tenho que fazer reposição hormonal masculina.

  53. Adeildo Andrade disse:

    Dr. Roberto, bom dia!

    Fiz o exame de testosterona total e o resultado foi de 438 ng/dl.
    Sei que está dentro da faixa. Porém, esse resultado foi praticamente o mesmo do meu pai, que tem 63 anos.
    Tenho 36 anos. Será que este resultado está baixo pra minha idade?

    Sinto uma fadiga enorme mesmo tendo me alimentado bem e tendo uma ótima noite de sono.

  54. arthur disse:

    dr. eu tenho um prolactinoma que estou controlando com a cabergolina tem quase 1 ano de tratamento já, a prolactina está controlada.
    porem minha TT estava em 180 no início do tratamento e hoje está em 360, houve um aumento, mesmo assim acho que está baixa para minha idade, tenho 24 anos

    Gostaria da sua opnião

  55. Fred disse:

    Bom dia doutor. Tenho 40 anos e estou passando por tratamento de reposição hormonal (testosterona em gel – 100 mg/mL) há 3 meses. Resumidamente, em dezembro os resultados dos meus exames foram: TESTO TOTAL: 250 ng/dL; TESTO LIVRE: 52 pg/mL; ESTRADIOL: 27 pg/mL. Refiz os exames agora em março e os resultados foram os seguintes: TESTO TOTAL: 720 ng/dL; TESTO LIVRE: 199 pg/mL; ESTRADIOL: 56 pg/mL. Aparentemente a testosterona foi para um nível mais adequado para minha idade (ainda não retornei ao meu endocrinologista), porém o estradiol saiu do intervalo de referência (até 39,8 pg/mL). Considero que estou clinicamente bem, disposto, sem alterações no humor ou na libido. O senhor acha que devo me preocupar com esta alteração no nível de estradiol ou será que é efeito do tratamento com testosterona sem maiores efeitos colaterais? Muito obrigado pela atenção.

  56. Lucas disse:

    Bom dia Doutor, tenho 21 anos, sempre sofri de sintomas de hipogonadismo e estou fazendo um tratamento com HCG e Tamoxifeno, ja faz 1 mes, fiz os exames, e a testosterona aumentou, o estradiol abaixou, SHBG normal, porém o FSH está alto (acima do limite), ainda não fui ao médico, gostaria de saber a sua opinião, se voce acha que está funcionando o tratamento ou no caso a solução seria TRT? Obrigado

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