(Last Updated On: 29/05/2018)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o climatério é definido como a transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo da vida da mulher, caracterizado pela redução na produção de hormônios esteroides ovarianos, principalmente estrogênio e progesterona. Para a maioria das mulheres, essa fase se inicia por volta dos 40 anos e termina em meados da sexta década. A terapia de reposição hormonal é o tratamento indicado para alívio dos sintomas típicos desta fase.

Recentemente, descobriu-se que a terapia de reposição hormonal pode trazer benefícios adicionais, os quais se referem a proteger as mulheres contra o declínio cognitivo associado ao envelhecimento. No Brasil entretanto, há pouca investigação científica sobre cognição no climatério, apesar da grande frequência de queixas neuropsíquicas nessa fase da vida feminina. Mas internacionalmente nas últimas décadas, aumentou muito o interesse de pesquisadores pelos efeitos dos esteroides sexuais sobre áreas cerebrais não relacionadas à reprodução, como sugere o grande número de publicações sobre o assunto.

Efeitos neurotróficos dos estrógenos em animais de experimentação foram demonstrados em vários estudos. Com o aumento contínuo da longevidade da população mundial, homens e mulheres vivem uma parcela cada vez maior de suas vidas em estado de baixos níveis circulantes de hormônios sexuais, o que também estimula a investigação do seu papel na gênese ou na prevenção de quadros neurodegenerativos, como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson

Os resultados de grandes ensaios clínicos randomizados com mulheres na pós-menopausa fornecem um quadro mais consistente da terapia hormonal e da cognição. A relação entre o uso de hormônios e o risco de Alzheimer foi abordada em um grande número de estudos observacionais e em um ensaio de prevenção primária. Este corpo de pesquisa clínica levou a conclusões importantes sobre terapia hormonal e demência. Meta-análises sugerem reduções de risco de cerca de um terço. O uso prolongado de hormônios nesses estudos está associado a maiores reduções de risco do que o uso em curto prazo.

O estrogênio tem sido considerado como um tratamento potencial para mulheres com demência devido à doença de Alzheimer. Mas evidências de estudos clínicos sugerem que a terapia hormonal contendo estrogênio tem pouco efeito sobre a cognição durante a meia-idade, mas seu início imediato após a menopausa pode melhorar aspectos da memória. Mas entre as mulheres mais velhas na pós-menopausa, fortes evidências de estudos clínicos demonstram que a reposição hormonal não melhora a cognição ou os sintomas de demência, nem diminui a progressão da doença.

 

 REFERÊNCIAS

 

Cognitive changes after menopause: influence of estrogen.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2637911/

Cognitive function in menopausal women evaluated with the Mini-Mental State Examination and Word-List Memory Test.

https://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X2009000900003&script=sci_ arttext&tlng=es

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Dr. Roberto Franco do Amaral Neto
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2 Comentários

  1. Bianca disse:

    Excelente trabalho!

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